O SEU DIREITO A FALAR - Sonetilho
Amigo, são simples telas,
Todas de um branco lunar,
Que vês azuis e amarelas
Depois de eu as trabalhar
Se souberes olhar pr`a elas
Com olhos de procurar,
Verás que todas são selas
De um corcel por inventar
São óleos e aguarelas
Das ondas deste meu mar
Que, tal como as caravelas,
Partiram pr`a conquistar,
Contra todas as procelas,
O seu direito a falar
Maria João Brito de Sousa – 20.08.2011 – 13.50h
Sempre bonito e sempre perfeito. Muitos parabéns!!!!
ResponderEliminarObrigada, amigo João! :)
EliminarAbraço grande!
Olá amiga , belo "sonetilho" não é este o nome que se dá a esta maneira de escrever?
ResponderEliminarO sapo está completamente doido, minha amiga! Comigo tem sido uma "festa" de saltos e pulinhos... para não falar de uns lampejos aqui e além... mas, sim! Chama-se sonetilho e tem a mesma estrutura formal do soneto, só que é feito em redondilha maior... a Idalina, no início, escrevia muitos! Agora é que já vai no soneto-soneto :) Vêm-me de vez em quando... acho que é "por fases" :))
EliminarUm grande, grande abraço... um tanto ou quanto envergonhado, por ser para si. Olhe que eu sou muito "avessa" a vergonhas mas. neste caso, abro uma excepção...
Meu Deus o sapinho está louco.
ResponderEliminarVou fazer tudo de novo
Podem ser simples as telas,
Mas se olhares com atenção,
Verás que há muitas estrelas,
A brilhar na escuridão.
Podem ser até corcéis,
Galopando para o futuro,
Mas saem de alguns pincéis,
Escondidos atrás de um muro.
Um muro que esconde Amor,
Paixão e muita labuta,
E desejos de vencer.
Tambem com alguma dor,
Que com a esperança disputa,
O direito de viver
Um grande abraço e um bom domingo
EliminarO direito de viver
E o dever de partilhar,
Um nadinha pr`a comer
E o resto pr`a poetar!
Se há uma estrela nas telas,
Se há papoilas numa seara,
Se fazemos coisas belas,
Não seremos coisa rara
Porque aquilo que fazemos
Só poderá ter valor
Se outro alguém o entender
E, às vezes, nem nós sabemos
Se nasce seja o que for
Do que pensamos fazer...
Este saiu muito, muito coxinho! O seu está muitíssimo mais fluido e tem um ritmo muito bom!
Abraço GRANDE! :)
“Casa assombrada”
ResponderEliminarPoema de amor nem pensar
Não me sinto para aí virado
Já um de terror vem a calhar
Nem sequer estou assustado
Na esquina a casa assombrada
Faz subir a emoção ao limite
Fecho a porta, subo a escada
Estala o chão, não sei se grite
Meu coração já quer rebentar
Escuto enfim estrondo enorme
Um fantasma vem-me receber
Faz-me um gesto pra não gritar
Que o conde drácula já dorme
Se acorda meu sangue vai beber.
:)
EliminarDo conde, não tenho medo
Mas , do vampiro... já tenho!
Confesso este meu segredo
Que nem sequer tem tamanho;
Há, por aí, tais vampiros
A sugar o sangue à gente
Que, mesmo que fossem giros,
Não os queria pr`a semente!
Suba ou desça a minha escada
O meu medo é sempre igual
Que eu sempre fui descarada... :))
Mas... um grito não faz mal
E eu já gritei na esplanada
Por um mosquito espectral!!! :))
Olhe que esta do grito por causa do mosquito :)) é mesmo verdadeira! Acho que é mesmo a única coisa que me consegue fazer gritar...
Abraço grande e muito obrigada, Poeta! Bom Domingo! :)
“Tudo num segundo”
ResponderEliminarManuais escolares caros
E não duram um segundo
No meu tempo eram raros
Mostravam todo um mundo
Também não havia fartura
Nem os gadgets de marca
Nada um segundo perdura
Hoje, e a fartura nos abarca
Mac donalds e coca cola
Emborca lá outra vez
E calça esses ténis baris
Antes ias descalço prá escola
Chegavas com bolhas nos pés
E o ranho a pingar do nariz.
Prof Eta
Não tarda muito, Poeta,
EliminarVolta a moda "sem sapatos"!
Isto vai em linha recta,
Direitinho para os ratos!
Com ranhoca no nariz,
Pois então, como era dantes!
Há-de haver alguém feliz
À conta dos meliantes...
Coca-cola? Nem pensar!
Só água... e vinda do céu
E hamburgers... só um por mês!
Se estou a extrapolar
Não será por erro meu...
São previsões, como vês!
Já vi que estou muito coxinha hoje :)) Mas estou a responder a primeira coisa que me vem à cabeça assim que leio os seus sonetilhos... se calhar, se pensasse mais, ficava mais caladinha :))
Mas, paciência! estou a fazer jus à liberdade de expressão que ainda não deixou de ser constitucional!
Beijinho e abraço grande! :)
Aí vai um retrato de infância. É verdadeiro, dos meus tempos do Gil Vicente, em Lisboa.
ResponderEliminar19 de Agosto de 2011 – Dia Mundial da Fotografia
RETRATO do PASSADO
Nesta aldeia global
Todos os dias há um dia
Tornou-se habitual,
Hoje é o da fotografia.
Esta da aldeia global
Trouxe-me logo à ideia
A minha pequena Aldeia
No concelho do Sabugal.
E a da fotografia
Lembrou-me um sábio Professor,
Leccionava Geografia
E era investigador
Quando ele veio a conhecer
Minha origem de Beirão,
Chamou-me pr´a me dizer,
O tal doutor sabichão:
-Escuta lá, rapazito
Agora pelo Natal
Trazes-me, lá do Sabugal
Umas casas de granito.
Respondi à brincadeira:
-a minha é a mais pequena
Mas, mesmo assim, tenho pena
Não me cabe na algibeira.
-Ouve lá, ó meu basbaque
Julguei que me entendias,
Eu quero fotografias…
Vou emprestar-te um Kodak.
Aí fui eu, todo fadista
De kodak pendurado
Armado em turista
Pr´a dar conta do recado.
As mocinhas lá da aldeia
E até as minhas tias,
Todas tiveram uma ideia:
Pousar p´ras fotografias
E todas aperaltadas
Junto às casas de granito
A olhar p´ro passarito
Ficaram lá pespegadas.
O Navas, o meu professor
Lá fez a revelação
E disse-me, com furor:
-Ouve lá, ó parvalhão,
Eu até te tinha dito
Que p´ra minha colecção
De casas de Portugal
Queria casas de granito
Do Concelho do Sabugal
E não bonecas de papelão.
Eduardo
Muito obrigada por este seu delicioso poema, Eduardo! É curioso - mas é assim mesmo! - como a sua poesia tem a sua marca. Ao fim de ler dois ou três versos já estava a dizer para mim mesma; "Este é do Eduardo!" Mas eu explico porquê... nem tencionava vir até cá porque tenho imenso que fazer em casa e amanhã vai ser um dia daqueles horríveis porque tenho de ir ao hospital. Nasceu-me um soneto sem eu saber como e decidi vir só publicá-lo quando vi que havia um comentário do Pedro. Também não sei porquê, passou-me pela cabeça que ele tivesse vindo deixar o seu sonetilho um pouco mais cedo e só quando comecei a ler vi que o ritmo e a linguagem eram suas. Acho isto uma maravilha! Posso ser palerma e maravilhar-me com coisas a que ninguém parece ligar muito, mas é assim que eu sou... acho mesmo uma maravilha sermos capazes de reconhecer um amigo só pela sua forma de escrever :)
EliminarUm grande abraço para si e para a sua esposa, amigo Eduardo. Os meus votos de um excelente Domingo! :)
Para variar... lindo! e cheio do muito sentido que toda a arte tem, seja na tela, seja na palavra. Saudades minha querida poeta e obrigada pela sua amizade em que acredito e de que me sinto lisonjeada.
ResponderEliminarSaudades
Isabel
Muito obrigada pela sua visita e pelas suas palavras, apesar do momento menos feliz por que está a passar!
EliminarHoje o meu tempo online vai ser muito reduzido porque a bicharada está num dia "não" e eu tenho de ir ao hospital amanhã, muito cedinho, fazer exames. Pensei nem vir até cá mas, nem eu sei como, nasceu-me um soneto e senti a necessidade de o vir publicar.
Um enorme abraço, Isabel. Para todos vós! :)
Ando mesmo desactualizada, ainda não tinha lido este :$
ResponderEliminarMas está lindo, como qualquer um dos sonetos que aqui tens :)
A imagens condiz tão bem com as tuas palavras ^^ foste tu que pintas-te? :)
Sim, Paper, é uma das minhas telas e já foi pintada em 1999... é grande. Tem cerca de 1 metro por 80 cm e, de alguma forma, é uma representação de mim :)
EliminarAbraço grande!
* imagem
ResponderEliminar