A PAZ CONQUISTA-SE


Se ontem foi “dia-sorriso”,


Seja hoje o “dia-luta”


E a qualquer filho da puta


Que me julgue sem juízo


 


Dir-lhe-ei que o que é preciso,


Quando faltam sopa e fruta,


É tomar rédea à labuta


Colmatando o prejuízo!


 


Ó gentes da minha terra


Que ergueis os cravos da guerra


Aos senhores do capital,


 


A paz vem-vos da conquista


E todo o que niso invista,


não cede a bem… nem a mal!


 


 


Maria João Brito de Sousa -11.09.2011 -16.52h

Comentários

  1. Amiga Maria João, enviei-lhe um mail para a caixa de correio do sapo "O diploma da minha vida". Cara amiga a revolução está ainda por acabar.

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  2. Querida Poeta, que saudades! Não consegui cumprir a minha intenção de pôr em dia a leitura da sua escrita mas não desisto. Parafraseando outro poeta noutra circunstância "Ça ira, cara amiga, isto vai. Não como eu quereria, é certo, mas... isto vai!"
    Gostei muito deste seu poema.
    Felizmente que a Maria João é... quem é!
    Um abraço muito, muito GRANDE

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    1. :) Olá, Eva! Devo confessar que também não consegui pôr em dia nem a minha intenção de ler os Escritos, nem a minha louvável - seria louvável se cumprida... - intenção de a visitar para lhe dizer isso mesmo. Mas há outras intenções que também não estou a conseguir cumprir, como a de publicar com alguma regularidade...
      Muito obrigada pela sua visita a este sonetilho que me saiu em português vernáculo... demais :)
      Abraço grande!

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  3. Quem corre por gosto não cansa... e o mesmo se aplica aqui, pois quem luta pela paz, jamais desistirá :)

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  4. Caro Pedro:

    Palpita-me que deves andar por aí, apesar dos teus muitos afazeres de arrumações.
    Envio-te o último soneto que escrevi hoje, em resposta a outro da Maria Vitória Afonso - a amiga de curso da Mãe.

    EPITÁFIO

    Se uma amizade morre é dor pungente
    Ígnea fogueira o coração abrasa
    Qual filho pródigo que abandona a casa
    Em todos deixa saudade dormente

    E quem a perde já não sente a asa
    Que cobre e afaga o ombro, docemente
    Só o vazio ficará latente
    No sem abrigo que perdeu a casa

    Fica perdido quem a perde assim…
    Um bem tão raro, não deve morrer
    E se assim for e ele chegar ao fim

    Gravo-o, antes, a ouro e marfim,
    Esse tesouro para o poder ter,
    Na campa rasa que existe em mim.

    EDUARDO

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    1. Boa tarde, meu amigo Eduardo!

      Venho agradecer-lhe o soneto que me enviou. Agradeço-lho duplamente pois ele suscitou-me um outro que acabo de escrever e pelo qual lhe fico, também, muitíssimo grata.
      Acredite que há mais de duas semanas que não conseguia escrever um único soneto em decassílabo heróico e já estava a ficar convencida de que poderia nunca voltar a escrever um. Foi na sequência do seu "Epitáfio" que me nasceu o "Amizade" que lhe deixo aqui e que vou publicar logo a seguir. Não imagina como fiquei contente por isto acontecer! Muito obrigada!

      AMIZADE


      A amizade não morre facilmente!
      Talvez não morra nunca e permaneça
      Num canteiro qualquer escavado à pressa
      Pelas mãos incansáveis da semente…

      Talvez o vento passe e não lamente,
      Talvez a terra inteira até a esqueça…
      Mas, dela, sobrará uma promessa
      Que a torna intemporal e transcendente

      Se ela existiu, então não terá fim
      Pois ficará latente no jardim
      Onde alguém a plantou em tempos idos

      E se alguém me disser: – Não é assim!
      Responderei: - Não falo só por mim…
      Falo por quantos nunca são esquecidos!


      Maria João Brito de Sousa – 13.09.2011 – 16.00h



      Abraço grande!

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  5. “Luso-piratas”

    Finalmente FMI desbloqueou
    Mais um balãozinho de soro
    Que a última dose já se gastou
    E não encontrámos o tesouro

    Não é por faltarem piratas
    Só que o mapa apareceu ratado
    Fala em oiro, marfim e pratas
    O X do local terá sido apagado

    Mas os piratas internacionais
    Enviam tesouro aos bochechos
    Não será oiro, marfim e prata

    Dão-nos títulos condicionais
    Condicionam nossos desfechos
    Mas alimentam muito pirata.

    Prof Eta

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    1. Quando a côdea chega ao pobre
      Já está muito endurecida
      E nenhum coração nobre
      Troca a côdea pela vida

      Farta da pirataria
      Estou eu desde pequenina
      E agora é nesta razia
      Que se escreve a nossa sina

      Piratas também precisam
      De alimento, isso é bem certo,
      Não se lhes pode negar

      Mas deste chão que só pisam
      Por ganância e desconcerto,
      Nem côdeas devem levar!

      Só espero que ainda faça algum sentido porque os meus sentidos já estão quase todos nos braços de Morfeu! :)))

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  6. “Cidadão”

    Revolução não está terminada
    Tens prometida uma regressão
    E não ouço grande contestação
    É ilusão liberdade conquistada

    Apenas por alguns foi usurpada
    São os iluminados desta nação
    A quem importas tu ó cidadão?
    Coitado tens uma vida enredada

    Liberdade chegou ao trambolhão
    Apanhaste um overdose forçada
    Julgaste que tudo tinhas na mão

    Acordaste com a mona ressacada
    Pr’a dose diária contas cada tostão
    Cidadão tu não contas para nada.

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    1. Tu já não contas pr`a nada!
      Ninguém o diz, mas sabemos
      Que a sentença está lançada;
      Mudá-la, só nós podemos

      Revolução acabada?
      Nem pensar! Nós mal fizemos
      O começo. Anunciada?
      Assim mesmo é que a teremos!

      Nem todos estavam seguros
      Da fogosa liberdade
      Que, em tempos, nós conquistámos

      E, entre nós, havia muros,
      Submissão e a inverdade,
      Dos vícios que não largámos...

      Abraço, Poeta! Este sai a correr porque tenho
      imenso que fazer antes de ir ao CP.

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