PASSATEMPO "LEMBRANDO O ALENTEJO", no Facebook


 


 


ALENTEJO


 


Alentejo das gentes castigadas,


Dos sobreiros reinando nas planuras


E das vozes dolentes, bem timbradas,


Que falam de alegrias, de amarguras…


 


Alentejo das searas espraiadas


Pl`o trigo inacabável das lonjuras,


Das casas pequeninas, bem caiadas,


Onde, à lareira, o povo queima agruras


 


Onde a gente se senta nos poiais


E esse tão-pouco dá-nos muito mais


Do que o melhor que o mundo possa dar;


 


Vontade unida em vozes tão plurais


Faz-nos saber que não será demais


O que homens e mulheres não vão calar


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 04.09.2011 – 15.37h


 


 


SONETO DISTINGUIDO, ENTRE OUTROS POEMAS, NO PASSATEMPO "LEMBRANDO O ALENTEJO"


 


PUBLICADO NO GRUPO "ALENTEJO - SUAS TERRAS - SEU PATRIMÓNIO", NO FACEBOOK


 


 


IMAGEM RETIRADA DA INTERNET


 


 

Comentários

  1. “Abstracto poema”

    Azul a primeira pincelada
    Seguido de rima perversa
    Não procura mostrar nada
    Tão pouco se o lês à pressa

    Dou-lhe retoque de amarelo
    Atiro-lhe amorfas palavras
    Surge tão feio, quanto belo
    Se o lesses lento gostavas?

    Uma mancha disforme cresce
    Uma ideia tenta transformar
    Olho não vejo, leio com afinco

    Uma ideia surge, não floresce
    Algo de novo está a chegar?
    Não sei, venham mais cinco.

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    Respostas
    1. :)

      Venham mais cinco palavras,
      Cinco punhais a apontar
      Ao coração em que as cravas
      Quando ele já não sabe amar!

      Venham mais cinco ou mais seis,
      Perplexas e musicais,
      Prepotentes como Reis
      Ardendo em paixões banais!

      Venha a concórdia do sabre
      Que se ergue sobre o mais fraco
      E em desviado milagre

      Cai, depois, sobre o carrasco...
      Venham mais, erguendo a Baco,
      Chá de cicuta, num frasco!

      :)) Não se assuste, Poeta! Hoje deu-me para este quase surrealismo... penso que estou a tentar romper com este meu marasmo dos últimos tempos... não sei se vai funcionar ou não mas costuma ser bom para romper a inércia e eu nem sequer "filtrei" as palavras que me foram saindo.
      O Beethoven piorou imenso, a minha dor de cabeça ainda por cá anda... mas nem tudo é mau! O soneto deste post foi distinguido no Passatempo "Lembrando o Alentejo"!
      escrevi à Maria Vitória Afonso mas, até há pouco, não recebi resposta... ainda é cedo, penso eu. Nem todos temos este hábito de abrir a caixa de correio electrónico todos os dias...
      Um grande, grande, abraço!

      Eliminar

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