COM A VOZ QUE TRAZEMOS NAS MÃOS
Nestes punhos magoados que se cerram
Por causas bem mais fortes do que a dor,
Eu trago estas palavras que se elevam
Como as de outro qualquer trabalhador
E, se morrer sem voz porque me enterram
Tentando refrear o meu ardor,
Jamais terei traído os que delegam
A voz na voz de quem lhes dá valor!
Ah, nunca mais o medo a meias-vozes!
Nunca mais submissão aos tais algozes
Que estão escavando abismos financeiros
Entre um punhado de bem “recheados”,
E os restantes milhões de injustiçados
Que o capital transforma em prisioneiros!
Maria João Brito de Sousa – 04.10.2011 – 02.18h
IMAGEM DA MANIFESTAÇÃO DA CGTP DE 1 DE OUTUBRO DE 2011, retirada da net, via Google
E deste assim voz à opinião de muitos portugueses!
ResponderEliminarEmbora o nosso país vá de mal a pior, haja algo que sempre se mantém fiel, a tua poesia :)
Obrigada, Paper! :) Estou no Rádio Horizontes da Poesia a ouvir o programa Pensando em Você, do Joaquim Sustelo!
EliminarDepois venho responder ao Poeta Zarolho porque estou com atenção aos poemas e quero ouvi-los bem!
Até já! :D
“Discursos”
ResponderEliminarEstá demais a realeza
Com seus trajes de cetim
Nestes tempos de pobreza
Mas a realeza traja assim
Faustoso banquete consome
De iguarias sem igual
Nestes tempos de fome
Mas a realeza não come mal
Portugueses não desistam
No Estoril-Sol discursa o rei
Em breve falarei ao povo
Peço a todos que resistam
Não digam que não avisei
No dia cinco avisarei de novo.
Prof Eta
O poeta, com seus versos,
EliminarTem poderes que desconhece
E, nos tempos mais adversos,
Só fala do que acontece...
Sobre o que há-de acontecer,
Poderá teorizar
E se luta é por saber
Que não pode adivinhar...
Quando a música é passada
E a palavra, já escoada,
Faz lembrar que se excedeu
Fica a história consumada
E a semente foi lançada
Nesse chão que Deus lhe deu!
Abraço grande, Poeta!
Olá poetisa !!!!
ResponderEliminarBelo soneto cheio de actualidade. e pertinência!!!
A luta continua!
bacio.
Bacio, Peter! A LUTA CONTINUA!
EliminarCaro Pedro
ResponderEliminarGostei muito das tuas nuvens. Agradece à Maria João de Sousa a réplica que a minha «crise» lhe mereceu. É sempre com muito prazer que lemos o que ela nos envia. Nas minhas velharias tenho o primeiro soneto que escrevi, penso que, com 18 anos. Quando o encontrar envio-to e à Poetisa para ela me dizer o que pensa dele, pois eu lembro-me que sempre o achei muito deprimente para a minha idade de então, mas nunca fui capaz de fazer uma introspecção, que me permitisse avaliar dos motivos que me inspiraram.
Boa noite para ti, para os nossos meninos e para a Maria João.
Eduardo e Anjos.
Meu amigo, fico à espero do seu soneto! Tenho, algures no Facebook, um soneto do meu avô, António de Sousa, quando tinha 16 anos e ninguém diria que foi escrito por um rapazito daquela idade... se eu o encontrar, prometo publicá-lo aqui para que o Pedro lho possa fazer chegar.
EliminarMuito obrigada por ter dado atenção às minhas réplicas. Enorme abraço para si e sua esposa.
Que bem escrito!
ResponderEliminarÉ o que tambem penso!
Beijo grande!
:D Minha Ligeirinha!!!
EliminarLá nos vamos encontrando no Facebook... mas a velocidade do Face deixa-me estonteada! :)) Sobretudo quando quero ler um texto mais longo ou ver um vídeo e sei que tenho as caixas de correio numa vergonha e blogs que não visito há milénios... mas eu já aí vou! ;)
Maria, sem querer, apaguei o comentário que me fizeste hoje :( Desculpa. Fui para editar o poema, e em vez de clicar em publicar cliquei em apagar :(
ResponderEliminarSe quiseres, e puderes, fazê-lo de novo agradecia :)
Mais uma vez peço as minhas sinceras desculpas...
Deixa estar, Paper! Isso acontece, claro! Deixa-me só publicar este que eu trago "atravessado na garganta" :))) e que quer nascer à força toda... a seguir vou tentar repetir o meu comment... o que não vai ser difícil porque eu lembro-me muito bem do que disse ;)
EliminarAté já!