PALAVRAS DE UM DISCURSO SUICIDA (sem fundamento)
“- Reinvente-se uma morte antecipada
Pois só dessa nos surgem resultados!
Que, da antecipação - reinventada,
Possam, depois, crescer mil novos laços!
Reinvente-se a a vida abreviada
Pelo braço letal dos erros crassos
Que ao longo desta absurda caminhada
Semeámos por cá, em vez de abraços!”
Só quem for louco aceita e lhe obedece
Porque a transformação sempre acontece
No seio de infinitas variáveis
Que o Tempo de viver modela e tece
Ao longo de uma História que o não esquece
Mesmo soprando em fúrias insondáveis…
Maria João Brito de Sousa – 26.11.2011 -19.24h
Cara amiga,
ResponderEliminarRoube e. fiquei triste. As suas melhoras
Grande abraço
Obrigada por ter "roubado", amigo Artesão. A ideia que expressei, e logo desmenti, neste soneto, tem mais a ver com uma análise (?) - eu sei lá se é análise ou se é pressentimento... - feita a´este país do que a mim mesma. Pelo menos era a nossa situação enquanto país que eu estava a tentar entender quando estas ideias me assaltaram e as passei para o blog, em forma de soneto... digamos que exagerei... faz passar uma mensagem de quase insolubilidade e eu não gosto nada de ser pessimista... mas que estamos numa situação difícil... ah, isso estamos! Sei o que deve ser feito a curto prazo, mas não consigo vislumbrar uma saída sem grande sofrimento para o povo.
EliminarAbraço grande, meu amigo!
“Outro Natal”
ResponderEliminarO Natal este ano vai ser
Vivido em austeridade
Se não temos pr’a oferecer
Ofereçamos a amizade
Será um Natal doravante
Que não deve causar mal
Pode até ser gratificante
Deixa de existir Pai Natal
Passa a haver um menino
Deitado numa manjedoura
Nascido na gruta em Belém
José, Maria e o pequenino
Serão a imagem duradoura
Desta austeridade também.
E poderia ser bom
EliminarNão fosse o tal retrocesso...
Eu, à vezes, tenho o dom
De querer dar mais do que peço...
Muitos morrerão de fome
Como agora vão morrendo
Aqueles que nem têm nome,
Aqueles que nada vão tendo...
Surgirão epidemias
E a degradação humana
Cobrir-nos-á por inteiro...
Crescerão as vilanias
Dessa miséria que emana
Quando há falta de dinheiro...
Aqui está uma coisa, Poeta, que eu posso aceitar para mim, sozinha. Mas não posso ser tão inconsciente que a queira impor ou que de alguma forma apoie esta pobreza extrema em que estamos a ser lançados.
Abraço grande!
Abraço grande!
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