A DEMISSÃO DA PALAVRA
Brotaram, de repente, absurdos gritos
Do eixo da palavra atormentada
Onde os sintomas – todos! - são malditos
Prenúncios de revolta estrangulada
E à digestão dos ecos mais aflitos
Por excessos duma ceia inesperada,
Somaram-se, por fim, dois sonhos fritos
À privação geral… mas consolada!
A vocalização desconstruiu-se
Na absurda convergência da partida,
E, pouco a pouco, a chama consumiu-se
No pavio duma rima já sumida
E a palavra ergueu-se e demitiu-se
Da principal função da própria vida…
Maria João Brito de Sousa – 25.12.2011 – 22.55h
Não sei mas penso que é uma guerra dos tempos actuais, sem fosse um Picasso, que o é, seria a "Guernica", assim é um maravilhoso retrato de uma guerra sem guerra, dos nossos dias.
ResponderEliminarÉ mesmo Poeta... é uma guerra comigo mesma e com as tais variáveis, mas é, sobretudo, uma guerra que só espero perder quando morrer... mas não vai fazer mal porque, afinal, todos morreremos um dia... até eu já estou a ficar confusa, ai! É uma guerra comigo mesma... ou de cada um consigo mesmo e com a forma como será, ou não, entendido, depois de partir.
EliminarAbraço enorme. Estou que nem me aguento sentada...
Não penso que é muito mais vasto, é uma guerra de todos como todos, que a ser perdida será a derrota da humanidade.
EliminarÉ bem capaz de ser, Poeta... há padrões de comportamento e sensibilidade que se vão repetindo e repercutindo e que acabam por ser comuns a todos nós...
EliminarVolto aos sonetilhos mais tarde porque me está a ser difícil estar aqui muito tempo.
Beijinho!
Um soneto bastante realista Maria... mas também muito bem construído :)
ResponderEliminarComo foi o teu Natal? E como estás tu e o teu amigo de 4 patas? :)
Olá, Paper! O Beethoven morreu na véspera de Natal e eu estou cada vez com mais dificuldade em andar... até estar sentada, neste banco de "sumapau", me está a custar imenso... mas vou tentar voltar cá esta noite.
EliminarO teu Natal, foi bom? Tu também não tinhas grandes exigências... suponho que sim, que tudo tenha estado conforme o teu desejo.
Beijinho!
Oh, sinto muito :(
EliminarO meu Natal foi bom, foi dentro da normalidade... Tirando agora que estou a ficar doente :/
Xiiii... esperemos que seja só uma gripezinha daquelas passageiras! Eu até tenho aguentado, mais ou menos, as gripes dos outros invernos... esta é que foi mais traiçoeira. Precisas de estar boa para o fim de ano! Eu não ligo muito e não gosto nada de sair nessa noite, mas devo ser "bicho único" :))
EliminarBeijinho e fica boa depressa! Não faças como eu que acabei por complicar tudo por causa das saídas com o Kico, logo no gelinho da manhã...
“Infelicidade suprema”
ResponderEliminarDas coisas sabe o preço
Mas nunca o seu valor
Nunca manifestou apreço
Sempre comprou o amor
Para mal dos seus pecados
Vai-se logo confessar
Vê os pecados expiados
Pr’a logo voltar a pecar
Compra toda a felicidade
Que o dinheiro pode comprar
Tem tudo o que sempre quis
Vive com grande ansiedade
Porque não consegue amar
E por nunca se sentir feliz.
Caramba, Poeta! Andava à procura do sonetilho do seu pai e acabo de ler este... realmente deve ser tristíssimo viver como esse personagem do seu sonetilho... vou lá espreitar a imagem, a ver se inspiro!
EliminarEu nem mesmo imaginei
EliminarQue se pudesse comprar
O que, tanto quanto sei,
Sente quem souber amar...
Por isso não é feliz
Quem, comprando o "incomprável",
Vai pensando e até diz
Que a vida lhe é favorável...
Quem se confessa será
Feliz à sua maneira,
De forma artificial
E, de novo, adiará
Essa culpa, toda inteira,
Pr`a voltar a fazer mal...
Agora vou ver se descubro o sonetilho do seu pai, Poeta... tenho a caixa de correio completamente atafulhada de coisas por abrir...
Abraço grande!
Cara Maria,
ResponderEliminarNeste NATAL e depois de sentir os seus versos, nada mais posso dizer-lhe, senão:
SONETO PARA MARIA
Adílio Belmonte
Maravilhosa pena, muitos versos,
Que nos enriquece o nosso caminho,
Com tal beleza e matizes diversos,
Algo do coração, mais que carinho.
Desígnios da grande poetisa,
Ao lançar palavras a todos canta
E com belos momentos profetiza,
Pois emana d’alma a lira que encanta.
Que estro e majestosa inspiração!
Profetizando ao mundo o mais belo amor,
Da alma doirada que a cada luz nasce.
Ah! De onde brota assim tanta emoção?
Da vida fizestes ilha de esplendor,
Jardins regados do amor que renasce.
Muito obrigada, poeta Adílio Belmonte!
EliminarNão me está a ser fácil responder porque estou com dificuldade em escrever. Tenho tido tantas cãibras nas mãos que quase as não consigo utilizar... mas fica o meu abraço grande! :)
“Portugueses”
ResponderEliminarFrases soltas quem diria
Que o meu país um dia
As gorduras eliminaria
Mas a gente não sabia
Que o subsídio se incluía
Que o feriado acabaria
Que depois se despediria
Nuvem negra desceria
E todo o país cobriria
Que cada um de nós seria
Um produto de exportação
Sem haver a explicação
Que a tal gordura atroz
Afinal éramos todos nós.
Quem podia adivinhar
EliminarQue a "gordura" era a do povo
A quem urgia aplicar
Regime... de "estado novo"?
Mas alguns de nós previram
Em tanta admoestação
Os "cortes" que se sentiram
[dizem que a bem da nação...]
Do mel de alheia colmeia
Se nos adoça esta vida
E lá vamos subsistindo
Apesar de ser alheia
Não será mal recebida...
Cá vamos... "cantando e rindo"!
Poeta, ando aqui aos "pulinhos"... já me baralhei, já perdi sonetilhos, mas penso que ainda não lhe contei que estou de cabelo curtinho... se contei, paciência; fica re-contado!
Um abraço GRANDE!
Amiga Maria João de Sousa:
EliminarDegustei com guloso apetite o sonetilho que me enviou, mau grado o desgosto de ter que pensar que as primeiras estrofes lhe causaram alguma dificuldade de digestão, pela muita amizade que dedica aos animais. O meu zelo pela causa dos amigos irracionais não vai tão longe, mas também os estimo muito. Também guardo na memória os textos maravilhosos de Torga e Kipling, mas tamém os de um dos mestres que mais admiro e que se serviu da metáfora para retratar a ferocidade dos que não uivam, senão às vezes, para dar título a um dos seus grandiosos romances, «Quando os Lobos Uivam». Como me é grato recordar Mestre Aquilino Ribeiro!
Pela minha parte, peço perdão pela incorência e, para me redimir, aí vai outro sonetilho alinhavado agora mesmo.
Se apelidei de alcateia
o hemiciclo de bobos
que povoam a Assembleia,
não quis ofender os lobos.
Também eu nutro amizade
pelo«canis» ancestral,
vítima da austeridade
do que se diz racional...
A sua ferocidade
mais do que justificada
nada tem de indignidade,
só morde quando tem fome
ao invés da bicharada
que até mata o que não come.
Com amizade, um abraço meu e de minha esposa
Eduardo.
Caramba, amigo Eduardo! Está muito bom, este sonetilho... e eu que tenho ca~ibras por todo o lado! Até o peito me dói quando respiro fundo ou me rio um bocadinho que seja! Mas eu ainda tento!
EliminarTenho, em casa, um cão tão velho
que ninguém, jamais, daria
um só cêntimo por ele...
tosse e manca dum artelho
e, apesar da "porcaria",
gosto muito, muito dele...
Logo de manhã, cedinho,
pego nele, vamos à rua,
faça o tempo que fizer...
tenho-lhe tanto carinho
como o sol tem pela lua
[sem fazer dela o que quer...]
Amigo Eduardo, peço desculpa. Estas sextilhas estão vergonhosamente mal feitas - ou feitas a martelo - mas eu não quis deixar de tentar responder-lhe... mas não há dúvida de que a má disposição física e a dor "interferem" muitíssimo com a fluência da poesia.
Ainda pensei que seria melhor apagar esta "coisa" mal-atamancada, mas como não sei se vou estar melhor amanhã... cá vai, com um abraço grande e um bocadinho de vergonha por estes "arremedos" tão pouco poéticos...
Maria João
“Mapa do inferno”
ResponderEliminarChineses com capital
Comunistas sem ideal
Capitalistas enquanto tal
Estão comprar Portugal
Qual será a ideologia ?
A única que se conhecia
Que é ser rei por um dia
Que é manter a dinastia
Que é conservar o poder
Criar o inferno de Dante
Onde já nada germina
Onde tudo pode acontecer
Onde se tritura o semelhante
Onde a esperança termina.
Poeta, depois das sextilhas "mancas" que enviei ao seu pai, acho que fiquei vacinada... é melhor nem tentar poetar mais, hoje! Também ainda estou com febre... só sei que o desconforto físico parece ser incompatível com a poesia... pelo menos quando atinge e ultrapassa determinados limites.
EliminarEspero estar melhor amanhã! Estou a ficar farta de dores, cãibras, febrezinhas e outras coisas que tais!
Abraço grande!
Também estou farto, que melhore rapidamente.
Eliminar“Presidente filósofo”
ResponderEliminarTwilight é a zona
Onde vamos entrar
A nosso favor abona
O saber desenrascar
Se vamos levar na mona
A culpa é do Gaspar
Se o Estado nos abandona
Não temos pr’a esbanjar
Já tomei uma decisão
Vou para Paris estudar
Uma alta filosofia
Se voltarei ou não
É tabu por desvendar
Talvez Presidente um dia.
Prof Eta
Quanto a mim, dispensaria
EliminarQualquer posto de comando,
Mas, quanto à Filosofia...
Estou sempre filosofando!
Se este hemiciclo descansa,
Nós, por cá... todos cansados
Desta infinda, estranha dança
Dos cortes nos ordenados...
Não venham dizer que não!
É tal e qual como digo
Pois c`os aumentos dos preços
Só se safa algum ladrão
Que faça o que eu não consigo
E se esconda em mil endereços...
Está coxinho, mas saiu-me! Prefiro que me saiam, mesmo coxinhos, do que ficar a olhar para o ecrã como um "boi para um palácio"...
UM BOM 2012, Poeta! Que tenham muito BOAS ENTRADAS!!! Eu vou tentando deixar os meus votos porque não sei como vou estar logo à noite. Às vezes tenho tantas cãibras que nem consigo escrever. Beijinhos para todos vós, incluindo a D. Laura!
“Não dormirão”
ResponderEliminarAndámos indignados
Neste ano que passou
Um grupo de enrascados
Centro financeiro ocupou
Foi lá nos estados unidos
Mas cá na Europa também
Uns à rasca outros perdidos
Sem saber o que lá vem
Será já no próximo ano
Que se deverá concretizar
Frase que gostámos d’ouvir
Todos ao palco, sobe o pano…
[Se não nos deixam sonhar
Não vos deixaremos dormir].
Ora, que excelente ideia! As minhas cãibras bem podiam deixar-me descansar e passar a atacar esses senhores do poder... mas entendo bem, Poeta... só não consegui passar por este sonetilho sem me "fugir o pezinho para a brincadeira"...
EliminarFui ao centro de saúde e ainda esperei um bom pedaço, mas não consegui a consulta do dia. Ficou para 2ª feira... mas isto é uma enorme canseira porque, depois, tenho de ir na 3ª fazer as análises e, na 4ª, outra vez à consulta... e agora é que fico mesmo "comodeusquiser"...
Continuaremos assim
No ano que se aproxima...
Indigna-te tu por mim,
Que eu já estou até cá `cima!
Mas se pedem servilismo
Em vez desta indignação,
Mesmo doente `inda cismo
Em dizer sempre que não!
Elevaremos a voz,
Qual pico de alta montanha,
Pelo mundo todo inteiro!
Tantos de nós, todos nós
Contra injustiça tamanha
Qual imenso justiceiro!
Pronto, Poeta. Este ainda saiu, apesar das cãibras...
Até já!
Mas tu és Poeta porque Deus quer!
EliminarBom Ano,
M.L.
:) Obrigada por vires até cá, Maria Luísa!
EliminarDeixei-te um apressado voto de Bom Ano, no Prosa-Poética e renovo-o aqui!
Enorme abraço para ti e que tenhas excelentes entradas!
Oh, tu ainda estás a meio caminho :D
ResponderEliminarObrigada Maria e um bom ano para ti também, e que seja melhor que este :D
:))) Não estou, não, Paper... um enorme abraço para ti e que tenhas um 2012 muito, muito FELIZ!!!
EliminarDepois da palavra se ter demitido quem
ResponderEliminarseremos nós?
A vela está a chegar ao fim
e não temos uma "Cripta Eternamente acesa"
Lindo como sempre!
Abraço,
M.L.
E voltaste! Só te posso assegurar que, à bocadinho, quando vim responder ao Poeta Zarolho, não te vi... bem, reconheço que a minha caixa de correio continua sem ponta por onde se lhe pegue e, nos blogs, não é fácil encontrar os comments quando são mais de 5 ou 6...
EliminarOutro enorme abraço para ti! :)
“Pobre mundo”
ResponderEliminarEles sabem e não sonham
Finança comanda a vida
A esta lei não se oponham
Que está por oiro protegida
E quem tem oiro faz a lei
Esta é uma lei muito antiga
Há uma outra eu bem sei
Mas não passa duma cantiga
Diz o mundo pula e avança
Entre as mãos duma criança
Não é mais que uma mentira
O mundo entra na dança
Pelas mãos da alta finança
Só em torno do dinheiro gira.
Prof Eta
Hummm... a este já não me atrevo a responder! Agora, além da febre, estou com um sono que já nem vejo as letras...
EliminarAbraço grande e, espero eu, até amanhã!
A cada dia que passa,
EliminarCresce mais o meu desprezo
Pelas finanças... tem graça!
Prendem-nos sem terem peso!
Mas entre a minha vivência
- pessoal mas transmissível -
E o plural de uma existência
Tão vasta, imensa, intangível,
Escolho sempre o que convém
Ao bem-estar da maioria
Que é o povo que trabalha!
Pensam que não escolho bem?
Escolhi sempre o que devia
E essa escolha nunca falha!
Abraço grande, Poeta!
PS - Caramba! Liguei a televisão - coisa que nunca fiz durante o dia, nestes últimos muitos anos - e acabo de ouvir o Alberto João Jardim a convidar-me(nos) a acordar?!?!? Mas, senhor, acordados não admitiremos caciquismos! Acordados, veremos o que efectivamente se está a passar em termos de recuo social e em nome de uma pseudo-democracia-de-fachada... e as coisas vão ficar muito, muito negras para quem nos encaminha para um abismo que o nosso sonambulismo ainda não vislumbrou completamente! Mas, já que o senhor gosta de jogar com o sentido das palavras... também eu digo; ACORDEM PORTUGUESES!!! ACORDEM E VEJAM QUE, COM FALINHAS MANSAS E PANINHOS QUENTES, A ESMAGADORA MAIORIA DE NÓS CAMINHA PARA UMA MISÉRIA DA QUAL DIFICILMENTE SAIRÁ!!!
ACORDEM, REVOLTEM-SE E PERCEBAM - porque começa a ser TARDE! - O QUE REALMENTE SE ESTÁ A PASSAR NESTE PAÍS!!!
“Um dia”
ResponderEliminarPensar um mundo melhor
Onde todos tenham lugar
Não haverá tarefa maior
E quem a irá concretizar?
Não vislumbro neste mundo
Alguém com tal capacidade
Lanço um apelo profundo
Mesmo contra a adversidade
Mantem aberto o coração
E um sorriso de felicidade
Recebe com muita alegria
E retribui com satisfação
Pois nesta reciprocidade
O mundo será melhor um dia.
Ele terá de melhorar
EliminarPorque, assim, ninguém aguenta
E, tentando aguentar,
Este povo `inda rebenta!
Ele são cortes e despesas,
Ele são erros de justiça,
Ele são falências de empresas...
Não aguento e digo; chiça!!!
Aberto - mas não demais... -
Estará o meu coração
Enquanto a vida durar...
A meu lado, os animais,
Nem sequer sabem que o são :)
Pois nasci para os amar...
Olhe que esta última estrofe veio a correr, nem sequer ligou à febre! :)) Parece que, quando me lembro destes meus amigos peludos, a inspiração volta :)) E estou a rir mas o pobre do Kico está tão mal... tem uma tosse horrível e custa-lhe a respirar... só espero que não se lembre de partir ainda este ano... bom, logo se verá! Não vou estar a fazer mais previsões sobre isso. Irá quando não puder viver mais.
Espero que entrem no NOVO ANO com muita confiança e muita alegria! Eu vou ficar por aqui mas como estou outra vez com febre, prefiro ir adiantando os meus votos de FELIZ ANO NOVO, não vão as cãibras voltar a impedir-me de escrever! UM ENORME ABRAÇO PARA TODOS VÓS!!!
MUDAM-SE OS TEMPOS
ResponderEliminarSONETILHO (em contraponto a um do Pedro que anda preocupado com os Chineses)
Chineses d´olhos em bico
Em trajes orientais
Como, lá, já são demais
Mijam no nosso penico
Para já foi um salpico
Mas a seguir mijam mais…
Também noutros carnavais
Lá fomos meter o bico.
E, assim, fizemos história
Em busca do vil metal
E sob o signo da cruz.
Hoje é deles a glória
E, em nome do capital,
Compram-nos até a luz.
Eduardo
ah, que maravilha de sonetilho!!! E eu que estou com mais febre e, quando assim é, não rimo nem "alhos com bugalhos"! Mas posso tentar... vou tentar!
EliminarNós já metemos o bico
Em meio mundo, é verdade...
Mas penso que esse salpico
Não é mera caridade...
Quando estou com febre, fico
Sem escrever, sem à vontade,
Mas, quando leio, dedico
À leitura, a qualidade
E tanto gostei de o ler
Que me tornei temerária
E me atrevo a responder;
Tanta mãozinha estrangeira
Acaba por ser contrária
À isenção financeira...
Sinto a falta de imaginação e a dificuldade em encontrar a musicalidade poética, como se sente a falta de um braço ou de uma perna... não sei se é muito comum, mas é a verdade e é aquilo que eu sinto... esta tentativa falhada de lhe responder foi arrancada à minha força de vontade com um escopro e um martelo que inventei não sei como... gostaria de estar melhor, mas não estou e não consigo responder-lhe dignamente... vale pelo humor que, em mim, é sempre o último a apagar a luz... quando se vai embora :)) Hoje não me apetece conjugar o verbo, nem mesmo no infinitivo :)
Um feliz 2012 para si e para toda a família, amigo Eduardo! BOAS ENTRADAS!!!
Maria João, à míngua duma excelente saúde e de outros desafogos, venho desejar-lhe um 2012 cheio de surpresas boas.
ResponderEliminarQue o Novo Ano lhe possa trazer muitas alegrias e nos continue a trazer os seus belos poemas.
Um abraço GRD
Obrigada! Abraço GRANDE, Eva!
Eliminar“Treze passas”
ResponderEliminarNuma meia-noite sem sorte
Doze passas não vão chegar
Que mais uma te reconforte
Pois chegou o ano do azar
Depois das passas comer
Há que o desejo formular
Não iremos o ano esquecer
Que a ferrete nos vai marcar
Entre a balbúrdia e repressão
Dirigida por mentes devassas
Tem oscilado a nobre nação
Da opulência e das desgraças
Qual sinusóide em evolução
Engole lá essas treze passas.
Prof Eta
:D BOM DIA e BOM ANO!!!
EliminarNão tive passas... só Passos...
Mas não me calhou comê-lo
E, com tão extremos cansaços,
Preferiria nem vê-lo...
Mas cá tive a minha ceia
Bastante satisfatória...
Se a "coisa" fica mais feia
É que a ceia passa à história...
Esta febre não me passa
Mas, hoje, não vou ralar-me,
Finjo que ela não está cá!
Depois faço-lhe a negaça
De a sentir e de afastar-me!
Vou pr`a onde ela não está... :D
Foi lindo, o vosso telefonema! :D Obrigada!
Estive no Facebook e deixei-me levar ao sabor do quociente tempo/escrita... foi engraçado e espero ter conseguido deixar os meus votos de um bom ano à maioria dos amigos... e eu gosto muito de, ao nível da criatividade, fazer uso deste quociente... é o mesmo que uso para escrever os meus poemas e, quando pintava, para fazer os meus quadros... bem, aí seria mais o quociente ou coeficiente tempo/produção.
Até já, Poeta!
“Inexistência”
ResponderEliminarPor certo eu não sou eu
Também como poderia
Se eu fui eu por um dia
Tudo o resto se perdeu
Procuro e não encontro
Todo o eu que foi perdido
O eu que poderia ter sido
E resulta em desencontro
Sobram apenas fragmentos
De um eu e tudo em redor
Ter-se-á tornado irrelevante
Sobram apenas momentos
Desse que foi um eu menor
Desse eu que ficou distante.
Se é certo que diluídos
EliminarNas mil coisas deste mundo,
Às vezes nos dispersamos,
Mais certo é que, divididos,
Poderemos ir mais fundo,
Chegar, talvez, onde estamos...
Chegar mais longe, ir mais alto,
Descobrir forças, fraquezas,
Coisas que assustam alguns...
Ir mais além e, de um salto,
Revelar quantas belezas
Há em todos... ou nenhuns!
Estas sextilhas - muito coxinhas... - saíram com alguma facilidade.. até estou admirada...
Abraço GRANDE e um 2012 com MUITA FELICIDADE! Sei que, para mim, será um ano de luta... não sei se estarei à altura, mas sei que assim será. Sou muito amiga do Tempo e dou-me bem com ele, mas ele, às vezes, faz-me estas partidas e coloca-me perante situações que já não estou em condições de enfrentar... mas eu nunca desisto! :D
Beijinho!
Amiga Maria João:
ResponderEliminarO fim daquele ano velho que é para esquecer, passámo-lo, ainda assim, da melhor maneira- com os nossos filhos e os nossos netos. É por isso, acima de tudo, que ele será lembrado. O que entrou não começou mal pois foi com prazer que li o elogio que me enviou, àqueles alinhavos que às vezes saem sem eu quase dar por isso e desde que não vão além das sete silabas. Para isso tenho o prazer dos maravilhosos decassílabos da Maria joão de Sousa para eu ir aprendendo, se é que burro velho ainda aprende letras.
Penso que sim, que aprendemos até morrer.
Eu e minha esposa retribuimos os amáveis desejos de Bom Ano e desejamos para a nossa boa amiga um melhor do que o que passou e que a saúde vá regressando, nem que seja um pouco em cada dia. A Maria Vitória e o marido também têm passado mal
e a pensar em vós eu formulo desejos de que o 2012 acbe por não ser o que para aí se apregoa.
Eduardo.
Que seja o melhor possível para todos ou que todos saibamos fazer dele o melhor possível, meu amigo Eduardo!
EliminarEsta noite, apesar de estar cheia de sono, não consegui dormir... não sei o que me aconteceu porque não é mesmo nada comum, para mim, ter insónias... às vezes - muitas vezes - tenho cãibras que me não deixam dormir mas, sem elas, é a primeira vez em anos... hoje estou a dormir em pé, claro... mas ainda fiz um sonetilho "mais compostinho" que acabo de publicar. Eu envio-lho daqui.
Quem dera que a Maria Vitória e o marido estivessem melhor! São muito desgastantes, estes problemas crónicos!
Quanto à sua habilidade... bem, não me faça envergonhar a mim que, ultimamente, tenho estado uma verdadeira desgraça, em termos de produção e fluência poética...
Aqui vai o meu último sonetilho, com o maior dos meus abraços para todos vós! :)
SONETILHO DO SONHO POSSÍVEL
Andei por todos os cantos
Redescobrindo horizontes,
Vestindo todos os mantos
Das flores de todos os montes
Mergulhei nos rios mais santos,
Rumo à nascente das fontes
Que lhes dão vida, em quebrantos,
Brotando em líquidas pontes
Perfeitamente tangíveis,
De aparência cristalina,
De arcadas quase invisíveis,
Quase à dimensão divina…
[…fui mãe dos sonhos possíveis
pr`a toda e cada menina…]
Maria João Brito de Sousa – 01.01.2012 – 15.07h
Cara amiga,
ResponderEliminarA palavra demitiu-se? Penso que não, que continuará a gritar.
Belo.
A saúde como vai?
Um abraço
Peço desculpa, amigo Artesão. No meio de dores musculares, febre, hipertensões, cãibras, cólicas e efeitos secundários da nova medicação, perdi o norte aos meus comentários e só agora descobri este. A palavra - a minha, coitada... - não se demitiu, mas está consciente de que está quase tão diminuída como o resto de mim :) Estou num período menos bom da minha produção e, até no Facebook, sinto que não tenho a mesma "agilidade" de há uns tempos... mas pode ser que isto melhore, embora este último medicamento, que me deram no hospital, me tenha provocado um tal desarranjo gastro-intestinal que eu estive quase a pensar que ia desta para melhor... e sem vontade nenhuma de fazer a viagem, neste momento. Tive de parar com a medicação. Retomá-la-ei assim que as cólicas desaparecerem, só para ter a certeza de haver - ou não... - uma relação de causa/efeito...
EliminarPeço desculpa por andar tão ausente da sua Oficina. Mal vou conseguindo "arrumar" a minha...
Um abraço!
Cara amiga,
EliminarEspera que ess dificil fase já tenha passado e que se sinta melhor.
Eu e a minha coluna continuamos de costas viradas e ela ganha sempre.
O resto da saúde compro na farmácia.
Agraço grande