O RENOVAR DAS PENAS ou NINGUÉM VOA SEM PENAS...
Pobrezita de mim, que não sei ser
Senão uma avezinha que gorjeia
E, sobre asas cortadas, revolteia
Sempre a tentar voar, sem o poder.
O que nos versos meus ousei dizer,
Suavizará as penas de quem leia
E pode até tocar quem remedeia
Asas que outrém cortasse, sem saber…
Sobram penas caídas… venham novas,
Geradas na matriz das próprias covas
Das penas que caíram! Velhas penas...
Mãe Natureza, eu sei que tu me aprovas
Quando em folhedo e pétalas renovas
Arbustos, ervas bravas, açucenas…
Maria João Brito de Sousa – 11.12.2011 – 17.44h
Imagem retirada da internet, via Google
“A solução”
ResponderEliminarDe cimeira em cimeira
Teremos a cimeira final
Não lembro a primeira
Nem a última por sinal
A solução foi encontrada?
Por certo alguém saberá
Mas eu não lembro nada
Façam um cimeira por cá
Que encontre a solução
Por muitos procurada
Com a nossa imaginação
Melhor solução não há
Começará a ser exportada
E a economia arrebitará.
Prof Eta
Podiam fazê-la aqui,
EliminarMesmo agora, neste instante;
Seria igual... e eu senti
Que andava tudo hesitante...
Que não faltem aparências,
Frontespícios e fachadas
Pr`a manter as convergências
Das "posturas enlatadas"!
É pseudo-democracia,
No melhor do seu pior,
Desta vez... "par`inglês ver"
Que "a coisa até se fazia"
Sem causar grande clamor
C`o consenso do... PODER ...
Boa noite, Poeta! :) Aqui vai um sorrizinho outra vez febril...
De certeza absoluta que irá encontrar, por aí, muita gente que se prontificará a explicar-lhe os pontos fortes e fracos - até os assim-assim! - da cimeira. Eu - e muitos como eu - é que já só vemos as coisas a piorarem para o lado dos mais desfavorecidos. Cada vez mais e mais... eu já sou praticamente um peso morto, mas lembro-me de todos os outros, jovens e crianças incluídos, que estão a ser ludibriados por estes aparatos todos e estes joguinhos de poder que nos conduzem ao abismo de um sistema em colapso eminente.
Mas eu nunca fui lá muito dotada para os discursos políticos e sempre me considerei bastante ignorante na matéria...
Caramba! Hoje encho a caixinha dos comments!
Um enorme abraço e uma boa semana de trabalho para vocês! :) De preferência sem a famigerada sobrecarga horária que só vai servir para agravar toda a situação que já está pior do que eu alguma vez pude imaginar para cenário dos meus últimos anitos de vida. Nem nos meus momentos de mais exasperado pessimismo!
“Esperança roubada”
ResponderEliminarPaz, harmonia e consenso
São difíceis de alcançar
Até parece contra-senso
Mas é mais fácil matar
Hoje a vida não vale nada
Valem muito os metais
Tanto que foi autorizada
A morte de muitos mais
Guerra, caos e tirania
É uma promessa segura
Será o fim da democracia
Mas não é uma ditadura
É aquilo que já se previa
O regresso à escravatura.
Fiquei, hoje, sem cigarros
EliminarNem comida pr`ó meu cão,
Sem dinheiro pr´autocarros
E sem ver a solução...
E esta "máquina" não pára,
Vai direitinha ao abismo
Numa manobra não rara
Nestes "truques" do fascismo!
Será mais fácil matar
- ir matando pela fome -
Quem queira denunciar
Esta manobra suicida
Que assim nos condena em nome
Do respeito (????) pela... vida ?????
Até já, Poeta. Outro abraço grande!
“O filósofo”
ResponderEliminarO Sócrates já foi filósofo
Discípulo ou mesmo Platão
Em político ganhou estofo
Embora digam que não
Nestes dias estuda filosofia
Para a nossa dívida gerir
Pois quando voltar a seguir
Fará crescer a economia
Por agora ele é o culpado
Do que está a acontecer
Convém que seja amplificado
Para branquear o passado
E que não deixe transparecer
Um país tão mal governado.
Prof Eta
Nem que ele fosse divindade
EliminarNo mais literal sentido
Conseguiria, em verdade,
Ser tão grande ou tão bandido
Que pusesse o mundo inteiro
No triste estado em que está,
Sem que o sistema, primeiro,
O não preparasse já...
Mas, estando com tanto sono
Já mal consigo entender,
Deixo o verso ao abandono,
Deambulo, com Morfeu,
Por onde Morfeu quiser...
(mas o sono é todo meu!)
Poeta, estou mesmo a dormir em pé. Tentarei levar-lhe o sonetilho amanhã... abraço grande!
“Missão possível”
ResponderEliminarUma vida inteira a tentar
Concretizar o impossível
Discutir o indiscutível
Destruir o indestrutível
Vida acaba por se esgotar
Sem se atingir o inatingível
Transpôr o intransponível
Corrigir o incorrigível
Alienar o inalienável
Conciliar o inconciliável
Sondar o insondável
Igualar o inigualável
Apanhar moscas com vinagre
Tudo isto só por milagre.
... as drosófilas, porém,
EliminarGostam muito de vinagre!
Mas nem moscas, nem ninguém
Gosta de quem as agarre...
Muitas vidas, tantas vidas,
Se vão gastando a tentar
Dar por muito garantidas
Coisas que nunca o vão estar...
Vida é, portanto, esta luta,
Esta eterna construção,
Esta troca, esta permuta,
Este tanto que fazemos
E a nossa estranha ambição
De nos dar no que aprendemos...
Aqui vai, do fundo da pior das dores de cabeça mas ainda muito convicto, este sonetilho-resposta :)
Abraço grande, Poeta!
“O sistema”
ResponderEliminarDesculpa não iliba a culpa
Nem deixas de ser culpado
E mesmo sem a desculpa
Da culpa podes ser ilibado
Se a culpa fôr do sistema
Onde te encontras instalado
Mesmo com culpa suprema
Não poderás ser condenado
Sistema deve ser preservado
Já que os culpados preserva
Com o tempo são branqueados
E se têm sentido de estado
Podem manter-se na reserva
Até serem de novo chamados.
Olá, Poeta!Trazia um soneto para publicar antes de ficar ensonada... mais ensonada ainda, mas penso que lhe respondo primeiro...
EliminarSistema que eleve o erro
A atitudes de comando
Mesmo que gerasse emprego
Cairia... "sei lá quando"...
Eu, muito pouco instalada
- e muito mal, como vê -
Pouco o subscrevi... ou nada!
E preservá-lo... pr`a quê?
De momento "de conserva",
Farei tudo o que puder
E nunca menos... nem mais!
Fazer pouco já me enerva
E mais não posso fazer
Nem pelos meus animais...
Saiu muito manquito mas mantém os mínimos exigíveis a uma desgarrada... acho eu...
Até já|!