ESTE CLARO AMANHÃ QUE TAMBÉM CANTA


 


 


Nenhum de nós aponta o punho erguido


No sentido contrário ao da vitória


Porque esse punho aponta sempre à glória


De tudo quanto temos conseguido


 


Nunca este sonho nosso foi vencido


- da derrota final não reza a História! –


E, trazendo a certeza da memória,


Nunca o nosso ideal será traído!


 


Já novo cravo rubro se agiganta


E um novo grito irrompe da garganta


De cada um dos nossos companheiros


 


Pois quando o nosso punho se levanta


Nasce um claro amanhã que também canta


Por fazer dos algozes prisioneiros!


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa 16.01.2012 – 19.59h

Comentários

  1. “Fantoche”

    Portugal mostra ao mundo
    O mundo não liga ao tuga
    Mostra ao mercado profundo
    Mas mercado é sanguessuga

    Em declaração triunfal
    “Esta é via do crescimento”
    Após maratona negocial
    Terá perdido o discernimento

    O mercado é que comanda
    Faz com que o país amoche
    Sempre foi e assim será

    E quem pensa que manda
    Na sua mão é fantoche
    O melhor que temos cá.

    Prof Eta

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    1. De fantoches`tamos fartos
      Nesta "casa portuguesa"
      Tão cheia de vagos quartos
      Pr`ós convidados da "mesa"

      A casa é de quem trabalha,
      Não lhe invertam os valores!
      Não gastem pão com quem "malha"
      No pão dos trabalhadores!

      Mercados, sempre existiram;
      Está na nossa natureza
      Dar o pão, receber sal...

      Mal dos que não resistiram,
      Nos apertos da pobreza,
      Aos senhores do Capital...



      Abraço grande, Poeta. :)

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  2. “Guardador de luas”

    Ser guardador de luas
    Foi sonho meu um dia
    Mas sonho fez das suas
    E muita lua não queria

    O sonho ficou distante
    A lua cheia prometida
    Fez-se quarto minguante
    Mas como prova de vida

    Renasceu como lua nova
    Fez-se quarto crescente
    Foi lua sem se enganar

    Lua que o ciclo renova
    E interfere com a gente
    Mas não se deixa guardar.

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    Respostas
    1. Guardadora de Luas;

      Eu, de luas guardadora,
      Já não sei como mostrar
      Que o Poema não tem hora
      Pr`a partir, nem pr`a chegar...

      Vai-se a vida na demora
      De tantas rimas guardar
      E o Poema vai-se embora
      Se a guardadora faltar...

      Por isso, enquanto durar,
      Vou cumprindo o prometido
      Na aliança indesmentível

      Entre Poeta e Luar;
      Fica o pacto, aqui, cumprido
      Num poema imprevisível...


      Poeta, não pude ir ao CP, mas não estou TÃO aflita quanto ontem à noite. Não tomo o ibuprofeno até estar recomposta. No hospital mandar-me-iam parar, de qualquer forma... é sempre preciso excluir relações de causa/efeito entre uma patologia súbita e um medicamento novo. Mas é claro que as outras dores estão a piorar... mal chegaram a melhorar...
      Abraço grande!

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    2. COMO SATISFIZ A MINHA VONTADE DE SER GUARDADORA DE LUAS


      Quis, um dia, ir guardar luas
      Lá para os Passos Perdidos,
      Mas andei por tantas ruas
      Que lhes perdi os sentidos...

      Não sabia se Este-Oeste,
      Se ir a Sul, se tentar Norte
      E até tu, Sol, te esqueceste
      De me apontar um suporte!

      Desisti do estranho ofício
      De guardar as luas-cheias
      Das ruas desta cidade

      E, fazendo um sacrifício,
      Voltei pr`a casa e pintei-as
      Satisfazendo a vontade!

      Poeta, vim deixar este que me nasceu enquanto "tentava" tomar o meu duche... digo "tentava" porque esta tarefa, agora, leva-me, pelo menos, hora e meia, por mais que me tente apressar...
      Beijinho e até mais logo!

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  3. “País pacato”

    O problema da corrupção
    Afirmou o Prof. Marcelo
    Vem do tempo da fundação
    Deste rectângulo tão belo

    Sob a forma de condado
    E dando caça aos mouros
    Este país seria formado
    Roubando-lhes os tesouros

    Mais tarde haveria um pacto
    O pacto de não agressão
    Preservou o país da guerra

    Ficando pr’a sempre pacato
    Toleramos todo o ladrão
    E o sistema que nos emperra.

    Prof Eta

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    1. Resposta a País Pacato

      O problema é, afinal,
      Sermos tão subservientes
      Pois,pr`a quem nos faça mal,
      Temos justiças diferentes...

      Quando humilde, é a doer,
      É zurzir até mais não...
      Mas, se estatuto tiver,
      Nem se lhe chama ladrão!

      Chamo a isto "LACAÍCE"
      Mas é um neologismo
      Muito meu, particular...

      Há quem use "sacanice"
      E ressalve o heroísmo
      De quem não compactuar...


      Olá, Poeta! :)
      Estava a ver que não chegava cá hoje... mas, pelo menos um dos sonetilhos, está respondido! Caramba! Uma pessoa habitua-se a estas desgarradas e, quando elas faltam, parece que se sente incompleta :)
      Abraço grande!

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  4. “História”

    Vivemos um dia histórico
    De muitos que se seguirão
    Carnaval e carro alegórico
    Enterro do bacalhau e caixão

    Precisam conhecer a história
    Para enquadrar a situação
    A seguir a uma grande euforia
    Segue-se sempre uma depressão

    Não precisam saber economia
    Precisam sentir a população
    Saindo da redoma do poder

    Quem muito o povo asfixia
    Recebe de volta uma convulsão
    Que não tardará a acontecer.

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    Respostas
    1. A famigerada história
      Deste imenso "desconcerto"
      Ficar-nos-á na memória
      Mesmo depois deste "aperto"!

      A História deste país,
      Mais tarde relatará
      Este momento infeliz
      Que tanto mal nos trará

      Não me enganem com sondagens,
      Com discursos laudatórios,
      Nem promessas enganosas!

      Prefiro estas "desmontagens"
      E dispenso os falatórios
      Dessas rebuscadas prosas!


      Abraço grande, Poeta! Não estou bem, desculpe.


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  5. “Bad guys”

    Bad girls go everywhere
    Mas é preciso ser-se má
    Bad boys meet you there
    Isso é o que mais cá há

    É raça humana, conheces?
    Única espécie da criação
    Que ante todas as preces
    Não hesita, mata um irmão

    Diz-se dotada de compreensão
    Nunca vi tanta incongruência
    Diz-se trás de origem coração

    Será acessório pr’á violência
    Pratica amiúde a humilhação
    Por certo reflexo de inteligência.

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    Respostas
    1. Com esta exponenciação,
      Nem sendo "pior que má",
      Voltaria a ter na mão
      Aquilo que já não há...

      Raça humana, raça humana,
      Já nem sei o que te diga!
      Há por cá tanto sacana
      Com mais olhos que barriga...

      Mas soubesse ela abdicar
      Da sua imensa ganância
      E da sede do poder,

      Pudesse, inteira, sonhar,
      Entender, mesmo à distância,
      Os que não podem nem querer...

      Poeta, se foi um apagão da motherboard, só volto cá na segunda feira...
      Um enorme abraço para todos vós! :)

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  6. Flor na minha lapela
    Tem que ser a que eu mais amo
    Se for flor do meu ramo
    Ainda gosto mais dela.

    Flor que, com os meus olhos,
    Vi, desde o desabrochar,
    Pode, até, ter mais abrolhos
    Mas não me fazem sangrar.

    Nunca fica amarelecida
    A flor de que gostamos,
    A rainha do jardim…
    Se for preciso até damos,
    Por uma flor assim,
    Sem hesitar, nossa vida!

    Eduardo

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    1. Boa tarde, amigo Eduardo! Peço desculpa por este atraso todo... já saberá, com certeza, que o meu 2008 se apagou literalmente... mas aqui vai;


      Não uso flores, nem lapela,
      Mas entendo a devoção
      Pois dar a vida por ela
      É pôr nela o coração...

      Já os dias se conjugam
      Na rotineira incerteza
      Dos que, esperando, madrugam
      Sem verem pão sobre a mesa

      Noutros, com fermento a mais,
      Tanta farinha medrando,
      Desequilibra o produto

      Querem parecer banais,
      Mas a farinha, entornando,
      Rouba o seu salvo-conduto...


      Um abraço grande para si e esposa, amigo Eduardo!

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  7. “Respirar”

    Não há crises na lua
    Quem me dera lá viver
    Não há oxigénio na rua
    Vives lá só pr’a morrer

    Crises são da humanidade
    E do seu modo de pensar
    Curta de vistas a realidade
    Vou para a lua morar

    Crio a fábrica d’oxigénio
    Vou um governo instalar
    Quem pr’a lá fôr a seguir

    Vai encontrar este génio
    E se pretender respirar
    Vai ter que contribuir.

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  8. “A partida”

    O nosso presidente coitado
    Não ganha pr’a meias solas
    Apesar de bem reformado
    Está a pensar viver de esmolas

    Senhor presidente da nação
    Temos pena com certeza
    Não espere nossa contribuição
    Também vivemos na pobreza

    Vislumbramos uma solução
    A de quem nos está a governar
    Para outro lado vá presidir

    Que esta pobre população
    Por cá se haverá de arranjar
    Não temos pena, pode partir.

    Prof Eta

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  9. A CRISE DO PRESIDENTE


    No Palácio de Belém
    Vive o senhor Presidente
    Que anda assaz descontente
    Com as reformas que tem.

    Na nossa casa pequena,
    Do Presidente com pena,
    Eu e a minha Maria
    Perdemos a alegria…

    A custo enfim resolvemos
    O problema que nos choca
    E ao Presidente escrevemos:

    - Reformas, nós temos duas,
    Guardamos uma p´ra troca
    Mande-nos uma das suas!

    Eduardo

    ResponderEliminar
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    1. Muito bom, este! :)

      Não posso qualificar
      Este absurdo desabafo!
      Eu bem quis nem comentar
      Mas, desta, é que não me safo...

      Eu tenho,em casa, um fatinho
      Ainda em muito bom estado,
      Mas que me ficou curtinho
      Depois de eu ter engordado...

      Quem sabe, o leve a Belém...?
      Se a crise cresceu de forma
      A atingir o presidente,

      Ao pouco que a gente tem
      Junta-se, ainda, a reforma
      E partilha-se irmãmente...


      Um abraço grande! :)





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  10. “O provedor”

    Vós que lá do vosso palácio
    Dizeis ser provedor do povo
    Que não seja este o posfácio
    Antes de um provedor novo

    Provedor da nossa incerteza
    Das nossas angústias também
    Com uma reforma de pobreza
    Asilado no Palácio de Belém

    Para as despesas não ganhais
    Sois provedor das ambições
    Dum país de chicos-espertos

    Se andássemos mais despertos
    Daríamos pelas contradições
    Assim não merecemos mais.

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  11. Como vai a saúde?
    Não tenho tido notícias e me preocupo!

    M.L.

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    Respostas
    1. Amiga, desculpa! O 2008 avariou - acho que foi de vez porque me parece ter sido na motherboard - e fiquei reduzida a estes pedacinhos, no CJ. Mas tenho de sair já, já, porque hoje é dia de consulta no Centro de Saúde e, ainda por cima, alguém teve a luminosa ideia de sujeitar os utentes isentos por doença crónica a serem, obrigatoriamente, sujeitos à observação por junta médica.
      Não te esqueças de que já não tenho acesso em casa! E tu, estás melhor?
      Abraço grande!

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  12. “Navio Europa”

    O navio já deu à margem
    A Europa ainda se aguenta
    Estamos no ponto de viragem
    Quando na Europa a água entra

    Estando o barco a afundar
    O comandante salta borda fora
    Mesmo a tempo de se safar
    No navio Europa já se implora

    Todos imploram o perdão
    Pelos pecados acumulados
    Rombo no casco foi enorme

    É um pesadelo ninguém dorme
    Há bocados por todos os lados
    No bote alguns se salvarão.

    Prof Eta

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  13. “O trilho”

    De ontem já me esqueci
    De amanhã não me lembro
    Ao dia de hoje sobrevivi
    Tomara já em Dezembro

    E mais um ano passado
    A pesar na minha conta
    Será da vida um recado
    Será da vida uma afronta

    Sempre atento aos sinais
    Muito atento a cada filho
    Sempre olhando os demais

    Caminhando se faz o trilho
    Sempre em busca de ideias
    Muita vida, muito sarilho.

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    Respostas
    1. Pois eu, que já tenho pouca
      Dessa mesma humana vida
      Ensarilhada e tão louca,
      Fica na mesma, envolvida...

      Surgiu a brilhante ideia
      De nos sujeitar à Junta!
      Se a dignidade escasseia,
      Em breve estará defunta!

      Não sei onde devo ir
      Ou se posso lá chegar,
      Nem o que devo fazer

      Sei que tenho de sair
      Pr`a me tentar informar
      [claro está, se alguém souber...]


      Abraço grande, Poeta! Saio dentro de momentos para a consulta do centro de saúde e para saber como proceder perante essa "novidade" da junta médica... depois - amanhã? - lhe conto das novidades do aumento de quase 200% na "continha" da EDP... este país está a ficar surrealista!!!

      Eliminar
  14. “Portugal sem dúvida”

    Destino triste o desta nação
    Discutido em assembleias
    Onde se grita sem convicção
    País de esquemas e sinistras teias

    Sem senso, caminho ou brilho
    Esqueceste a quem te honrou
    Tempos houve em que muito filho
    Por ti partiu à conquista e lutou

    Depois de tantos séculos de glória
    E de um povo que por ti sofreu
    Não sobraram os que te amam

    Resta a teia de interesses atentatória
    De qualquer que seja o interesse teu
    Sobraram os que à tua custa mamam.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
  15. “DEMOcracia”

    DEMOcracia pré-fabricada
    De fabrico muito duvidoso
    Com a alternância estudada
    Entra o corrupto e vaidoso

    E assim se gerem as nações
    Se chega ao estado ruinoso
    No off-shore estão milhões
    E chega agora o habilidoso

    Traz uma mala abastecida
    E apregoa a nossa salvação
    Se aceitarmos a austeridade

    Morrerão uns com sida
    Outros com sida morrerão
    Tal não é a promiscuidade.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nem só desse mal perecem,
      Os tais da promiscuidade...
      De outro mal também padecem;
      A falta de honestidade!

      Jamais o capitalismo
      Me soube, a mim, convencer!
      Prefiro outro idealismo
      Mais conforme este meu querer...

      Todos já compreendemos
      - alguns de nós, pelo menos... -
      O muito que há que mudar

      E, daquilo que não temos,
      Faremos armas... seremos
      Os que morrem a lutar!


      Contente por saber a virose razoavelmente dominada, deixo o meu abraço grande!

      PS - Na segunda e na terça, não devo conseguir, de todo, vir aos blogs ou ao Face... consultas hospitalares... logo duas seguidas, a testarem ao limite a minha aversão aos hospitais e os poucos tostões que me sobraram...

      Eliminar
  16. Cara amiga,
    Este silêncio preocupa-me?
    O que se passa?
    Abraço

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    Respostas
    1. Muito grata pelo seu cuidado, amigo Artesão. Vou estar muito menos presente, de agora em diante. Não consigo senão este tempinho dentro do que consigo articular entre as minhas dificuldades e o horário de funcionamento do centro de juventude. Também ainda não sei nada do computador... a próxima semana afigura-se-me muito difícil em termos de acesso pois tenho uma consulta hospitalar na 2ª feira e outra na 3ª. Vou andar muito "sumida" do panorama
      "blogal", meu amigo.
      Um abraço!

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    2. Cara amiga,
      A vida não tem contemplações. Desejo principalmente que os problemas de saúde
      melhorem.
      Mais espaçadamente, continuarei a visitá-la.
      Abraço grande

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