POEMA NOSSO DE CADA DIA


 


 


Sei-o só porque o sei e mais não digo


Que a estrofe, irredutível, se me impõe


Na estranha convicção que me propõe


E também na desculpa em que me abrigo…


 


Sei-o, tal como a terra sabe o trigo


Nessa complexidade que o compõe,


Tal como a razão trai se pressupõe,


Por cada criação, seu rasto antigo…


 


Sei-o de outro saber que é muito meu


A que chamo “poema” e se esqueceu


De vir documentado, ou ter razões


 


Mas, por mais que o descreva, apenas eu


Terei provado o mel que me prendeu


Aos versos que me adornam de ilusões…


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 21.02.2012 – 19.07h

Comentários

  1. “Hello”

    Hello dear someone
    How are you today
    One hello from this one
    E mais inglês não sei

    Gostei do teu visual
    Já te falta a saúde?
    Não pareces nada mal
    A aparência ilude

    Muitos te visitaram
    É motivo de satisfação
    Eu cá sou só mais um

    Dos que cá chegaram
    No meio da confusão
    Sem motivo nenhum.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :)

      Hello, my friend! I can say
      Everyone is doing fine
      `Cause my animals still play
      In this crazy place of mine! :)

      A saúde vai faltando
      Mas, enquanto eu poetar,
      Vai-se aqui justificando
      A razão de eu respirar

      E fico muito feliz
      Se muitos vieram ler
      Os sonetos que aqui deixo

      Embora o muito que fiz
      Nem sequer dê para ser
      Aprendiz do Mestre Aleixo... :)

      Olá, "Mais um"! :) Sê sempre bem-vindo!
      Um abraço grande!

      Eliminar
  2. Lindo...

    Eu tenho de travar, de novo, o escrever!

    Abraço,

    M. Luísa

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas não te sentes pior, pois não, Maria Luísa?
      Sei que vais fazer ressonância, mas não me lembro quando...
      Obrigada e um abraço grande!

      Eliminar
    2. Amiga

      Passei uma noite de crise forte.
      Desde a 1 da manhã até às 4h30 da mesma manhã.

      Amanhã vou ao médico. Se não fossem os medicamentos que trouxe do Brasil, tinha de ir para o hospital.
      Vou suspender a escrita, como já fiz.
      Me parece que isto veio para ficar, dê eu as voltas que der por tantos lados.

      Abraço

      M. L.

      Eliminar
    3. Não desanimes, amiga, mas sê prudente! A maioria das dores de doença crónica, manifestam-se por crises... eu ando sempre a pensar nos momentos em que nos dão descanso...
      Abraço grande!

      Eliminar
  3. “Projecto de carreira”

    Depois da crise vigente
    Nova Europa vai emergir
    Disse-o um alto dirigente
    Mas a malta pôs-se a rir

    Grande a falta de respeito
    Por quem muito estudou
    Pelo cargo se pôs a jeito
    Conseguiu-o porque lutou

    Desde cedo na associação
    E depois colou cartazes
    Mais tarde na J se filiou

    Agora com um grande vidão
    Apaparica os seus rapazes
    Se puder eu também vou.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Vejo bem que não falou
      De alguém que subisse a pulso
      E sim de quem mal provou
      O seu laboral percurso...

      Nem preciso adivinhar
      Porque depressa cheguei
      A quem, quanto a comandar,
      Vai sempre evocando a lei!!!

      Da "pieguice" é muito amigo
      Mas, diz que o povo é que o é,
      Está sempre pronto a ralhar...

      Já vai tardando o castigo
      Porque anda "manso" este "Zé",
      Do "Povinho", a protestar...


      :D Até já, Poeta! Continuo a saltitar entre o blog e o Rádio Horizontes...

      Eliminar
  4. “Excepção é regra”

    Regra confirmada p’la excepção
    Abaixo de cinquenta por cento
    Acima deste valor dá-se inversão
    Excepção passa a regra portanto

    Tudo é volátil no nosso mundo
    Das humanas regras fabricadas
    Tudo pode mudar num segundo
    P’las regras nunca antes aplicadas

    As regras mais implacáveis
    São as regras da mãe natureza
    Impõem-se com tal velocidade

    De consequências incontroláveis
    Podem num segundo de incerteza
    Arrancar o coração à humanidade.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se esta Natureza instável
      É razão da nossa vida,
      Então é muito provável
      Que ela, assim comprometida,

      Deixe alguns sobreviventes
      Ao tal caos que se avizinha
      Para que sejam sementes
      De uma espécie algo daninha...

      Tudo é volátil, porém,
      Essa força imensa e estranha
      Que se ousou manifestar

      Conquistou o sonho e tem
      Uma vontade tamanha
      Que nada a pode parar!


      :) Olá, Poeta! Estou com um pé aqui e o outro no Rádio Horizontes :)
      O Joaquim Sustelo vai dizer um poema meu, hoje...
      Bjo!

      Eliminar
  5. Um poema em cada dia com inspiração.
    Nada mau apesar do respo.
    Abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Boa noite, meu amigo Artesão! :D
      Já vou tendo os meus períodos de "desinspiração"... tento sempre manter um ritmo acelerado, mas nem sempre consigo lá chegar.
      Um abraço grande!

      Eliminar
  6. Adoro o poema e venero a pintura!
    Suponho que, na pintura, sejas tu ^^

    ResponderEliminar
  7. Do Portugal Social até aqui, foi pura intuição e, claro, a ajudinha do google...
    Minha Senhora, mais uma vez lhe digo, é uma honra para este humilde mendigo, ter visto aceite o meu pedido de amizade.

    Joaquim Marques

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito grata pelas suas palavras e por lhe ter merecido a viagem até este meu blog do soneto clássico, Joaquim. Considere-se muito bem-vindo e receba o meu abraço amigo.

      Maria João

      PS - Este é aquele que eu considero o meu "trabalho". O blog tem já quatro anos e três meses e é nele que eu vou tentando deixar o que ainda vou podendo "construir". Depois, vou "espalhando", sempre que o consigo, o fruto desse trabalho por outras páginas, noutras plataformas, mas é aqui que construo diariamente, nem que seja apenas nos sonetilhos de resposta a um outro poeta que me comenta diariamente usando esse tipo de poesia.
      Tempos houve em que conseguia publicar um soneto por dia... agora já não o posso fazer. Gosto do senhor tempo :) mas... ele é um tirano :) que se não compadece minimamente com o meu problema crónico, nem atende ao que ele próprio me vai consumindo enquanto passa. Faço o que posso, o melhor que vou podendo e tento justificar o facto de ainda estar viva.

      Eliminar
    2. Estive no "Poemas de Joaquim Marques" mas não consegui encontrar forma de o comentar. Gostei de encontrar outro companheiro da poesia online :)
      Abraço!

      Eliminar
    3. Senhora,
      aquele meu blog foi a forma que encontrei de, timidamente, dar alforria aos escritos que um dia foram só meus. Hoje, não há como comentar por decisão minha. Sendo desabafos da alma, não os considerando de interesse literário, os escritos publicados, ao serem editados, deixam de me pertencer, cada um interpreta a seu belo prazer, então, que cada um comente para si mesmo a interpretação que fez, que é certamente diversa da minha. E depois, neste mundo, o que mais há são poetas, como no futebol, todos querem ser Eusébios, mas poucos alcançam essa distinção.

      Eu não quero ser distinguido
      quero, antes de ter morrido,
      ter na vida crescido
      ir andando mais além
      fazendo sempre o bem
      já que o mal é hoje normal
      tão comum como comum é ser mortal
      portanto Minha Senhora, D Maria João
      as suas palavras tocaram-me o coração
      valeu-me muito, até ontem, ter vivido
      para poder, consigo,ter interagido.

      Bem haja,

      Joaquim Marques

      Eliminar
    4. Bem haja o Joaquim por estas suas palavras muito mais enaltecedoras do que aquilo que eu mereço...
      Sabe que eu também tenho essa mesma estranha sensação? É como se os poemas, depois de publicados, deixassem de me pertencer... há uma angustiazinha quase imperceptível na publicação... é semelhante àquilo que qualquer pai ou mãe sentem quando os seus filhos entram na maioridade... pelo menos assim o sinto, mas passa logo a seguir...

      Um abraço! :)

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas