SEREMOS TANTOS!


 


Seremos tantos, tantos, muito unidos,


Fazendo ressoar um grito imenso,


Trazendo a força dos punhos erguidos


Sob as bandeiras de um vermelho intenso


 


Nós, no revolto mar dos oprimidos,


Partilhando um mesmíssimo consenso;


Nunca mais expropriados e vencidos,


Nem despojados de vontade e senso!


 


Seremos tantos, tantos, tão seguros


Duma razão que já ninguém domina


Porque a certeza de ideais tão puros,


 


Tal como a estrela que nos ilumina,


Escala montanhas e derruba os muros


De um capital que humilha e que assassina!


 




 


 


Maria João Brito de Sousa – 05.03.2012 – 11.35h


 

Comentários

  1. Deixo uma poesia que deixei no blogue, há uns tempos.

    Cego está o povo que gosta de sofrer,
    cego está e não quer ver, que esperais agora?
    Milagres por aí afora?
    Milagres que não existem por agora!

    Cego está o povo e assim há-de continuar,
    porque ele gosta de quem o faça amargar,
    anos de ditadura criaram esta capa dura,
    de quem não está habituado a nenhuma ternura!

    Cego está o povo e assim há-de ficar,
    Até que venha alguém com coragem de o fazer enxergar!

    Esperemos que o povo tenha voz que se faça ouvir!!
    Um beijnh LMaria (Golimix)

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    1. Obrigada, Golimix! :)
      A voz do povo terá mesmo de se fazer ouvir... e num curto espaço de tempo! Muitos de nós já vivem abaixo do limiar da pobreza e até da dignidade...
      Abraço grande!

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  2. Respostas
    1. Ai, Poeta... tenho de lhe pedir desculpa por só agora lhe responder... ontem, por volta das sete e pouco, comecei a sentir-me tão estranha, tão cansada, que receei ter um "faniquito". Ainda estou assim, como se estivesse debaixo do efeito de uma anestesia... até tenho tonturas quando me levanto e o sono é imenso... mas fui-me deitar, não aguentava estar aqui sentada e nem avisei ninguém senão a Golimix, quando respondi ao comentário dela... já não conseguia ter-me em pé.
      Hoje telefonei para o Oeiras Está Lá!, um serviço camarário específico da CMO, que presta pequenos cuidados e serviços aos munícipes idosos ou com incapacidades ao nível da mobilidade. Vamos a ver se é desta que eu volto a ter nem que seja um canal de televisão! O processo foi complexo porque tive de fazer a reinscrição e o telefone só é gratuito para quem tem telefone fixo. Acabei por enviar cópias do CC e uma declaração médica por email. O comprovativo do RSI só poderei enviar quando receber o próximo vale.
      Vou ver do nosso chá! Até já!

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  3. “Tempos loucos”

    Estar no caminho certo
    Mas para o lugar errado
    Nunca estivemos tão perto
    Mas tudo pode ser abortado

    Um gestor de carreira terás
    Se estiveres desempregado
    Assim em tempo real saberás
    O porquê do teu triste fado

    Houve um tempo recente
    Com meio mundo louco
    E deu-se a guerra mundial

    Hoje vive-se tempo diferente
    100% de loucos é pouco
    Daí o nosso futuro bestial.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Como um gestor de carreira
      Se eu mal me posso mexer,
      Estar sentada na cadeira
      E, às vezes, até escrever?

      Nem me posso deslocar
      Ou andar daqui pr`ali
      Pr`a poder justificar
      As coisas que digo aqui...

      Até já me vai custando
      Tratar do essencial
      Que tomar duche e vestir-me

      E o tempo já vai faltando
      Neste cansaço geral
      Que se lembrou de invadir-me...


      Mais outro! :) Estou literalmente "a dormir em pé" mas ainda vou conseguindo responder :)

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    2. " Que É tomar duche e vestir-me", no último verso da penúltima estrofe... eu logo vi que tinha de sair asneira, com esta soneira esquisita com que estou...

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  4. “Nascer”

    Desistir sem ter lutado
    Aonde nos pode levar
    Morrer sem ter nascido
    Alguma vez ouviste falar?

    Fazer caminho sem caminhar
    É a mais triste ilusão
    É preciso caminhar e errar
    E empenhar o coração

    Nasce p’rá vida nasce p’rá luta
    Duma humanidade inteira
    Neste tempo de modernidade

    Empenha-te nesta disputa
    Quando o colapso se abeira
    Sem alma restará apenas saudade.

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    1. Já o tempo da brandura
      Passou por nós, a correr,
      Que esta luta é mesmo dura
      E este povo quer vencer!

      Também é arma, o poema,
      E também ele se levanta
      Pr`abaçar o novo tema
      Daquele que, lutando, canta!

      Nasçam poemas e flores
      Das mãos do povo insurrecto
      Que sabe dizer que não!

      Expurguemos o mal, as dores,
      Naquilo que é mais concreto
      E a bem da nossa Nação!


      :) Até já, Poeta!

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  5. Este soneto me leva para a Grécia mal administrada por capitalistas sem propósitos com as causas do povo. Tal mau pode contamir muitos países da europa.

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    Respostas
    1. Bom dia, Poeta Êxtase :)

      Sabemos bem que o "efeito contágio" existe, mas penso que é um pouco extrapolado pelo capitalismo em geral, que não quer admitir as suas imensas fraquezas... eu estava a pensar em Portugal mesmo, quando escrevi este soneto, mas estou e estarei muito solidária com o povo grego!
      Um abraço, meu amigo!

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    2. Eça de Queirós escreveu em 1872 :

      "Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia :

      A mesma pobreza, a mesma indignidade politica, a mesma trapalhada económica, a mesma baixeza de caráter, a mesma decadência de espírito.

      Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"

      Escrito em 1872 ... Verdadeiramente impressionante ...

      ( in as FARPAS )

      In "Citações e Pensamentos" de Eça de Queirós :

      "Este Governo não cairá porque não é um edificio, sairá com benzina porque é uma nódoa"

      " O Conde de Abranhos"
      Eça de Queirós

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    3. Isto está correctíssimo e é aplicável aos dias de hoje... essa da benzina é daquelas que eu considero antológica!
      O Joaquim está a dizer um poema dele, sobre uma pombinha branca... a pombinha é morta... fui lá porque tinha de deixar os meus parabéns ao Joaquim! :D

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  6. Ja ontem postei , mas não apareceu....Como estás? Pelo que li achei muito preocupante! continuas com tonturas e ninguem te leva ao Hospital? Credo!!!!
    Logo venho "espreitar" para ver quem foi o bom samaritano....

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    Respostas
    1. Não vale a pena, acho eu, só por tonturas e hipersonia... o resto vai mais ou menos, continuo "de molho" e só saio para levar o Kico ao xixi, aqui, à beirinha da porta... olha, isto é capaz de ser a consequência de eu estar a começar a convalescer... o corpo levou um "esticão" daqueles e agora pede-me descanso... é uma soneira que nem te conto...
      Acabou de sair daqui o técnico do Oeiras Está Lá! que veio tentar sintonizar o aparelho de TDT... não conseguiu porque a antena do prédio deve estar avariada, mas disse que voltava logo para tentar instalar uma antena interna que me vai emprestar até eu conseguir comprar uma... sei lá quando :) Com a do prédio, não vale a pena contar porque não dá nada de nada. Também sou a única condómina que não tem televisão por cabo nem Meo, nem Zon, nem nada disso...
      Beijinho e obrigada por vires até cá!

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    2. Bem só faltava agora nem teres televisão. Se tiveres que pagar diz, ok?

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    3. Não tenho, não. Desde que cortaram o emissor-receptor de não sei onde que a não tenho... mas já tenho cá o aparelhómetro do TDT... que não funciona porque a antena do prédio deve estar avariada... olha, desde o dia 3 de Fevereiro que a não tenho...
      Mas não vou pagar nada porque este é um serviço que a Câmara Municipal de Oeiras presta gratuitamente aos seus idosos, doentes e àqueles que, comprovadamente, vivem abaixo do limiar da pobreza. Só me falta ser idosa, segundo as estatísticas oficiais porque, de resto, tenho tudo...
      A net foi-se-me abaixo quando eu estava na conversa, no Face... fico zangada quando me deixa um comentário a meio e, depois, não consigo retomar a ligação e tenho de esperar. Aproveitei a "folga forçada" para ir tomar um duche e só agora me despachei... isto é quase ridículo, levar horas para conseguir tomar duche... mas é o que eu levo para fazer seja o que for. Deve ter a ver com as hérnias discais e com a porcaria da escoliose sinistro-convexa de grande raio... mas é terrivelmente frustrante esta coisa de me querer despachar e não conseguir...
      Beijo grande e obriga, minha Ligeirinha!

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  7. O capital domina e mata até nos países que dizem ser democráticos.

    Abraço Maria

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    1. Eu sei, Vera, eu sei... é uma verdadeira praga!
      É impressionante a forma como o capital - até o próprio dinheiro na sua mais simples expressão - consegue fazer tanto estrago, muitas vezes "mascarado", estranhamente aceite e até "abençoado" pela maioria das pessoas... é tremendo o que se faz em nome do poder económico... muitas vezes "encapotadamente", mas faz-se mesmo! E são os interesses financeiros dos grandes mercados que estão a destruir o nosso planeta desta maneira atroz!
      Beijinho!

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  8. Respostas
    1. :D Eu, hoje, estou com "vocação" para Maria Antonieta :)) Vou arriscar!

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  9. “Viver supremo”

    Tens alma não tens calma
    A tua vida é comunhão
    Transforma do outro a alma
    A vida também é elevação

    Elevação acima do desprezo
    Que às vidas nos ofereces
    Quem sabe não ficas preso
    Na teia que ao outro teces

    Procuremos a libertação
    De quem ao outro entrega
    Ajuda digna e merecida

    Faz por ti, faz pelo irmão
    Se a alma nunca se nega
    Entrega-lhe também a vida.

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    Respostas
    1. Pois eu é de corpo e alma
      Que consigo ser quem sou
      E ninguém me leva a palma
      Naquilo que eu mesma dou

      É bem verdade que às vezes
      O corpo me tolhe os versos
      E deixa a alma em revezes
      Em mil soluços dispersos...

      Pode ser a pneumonia
      Que ora me deixa sem voz,
      Ora sem inspiração,

      Ou pode - quem o diria? -
      Uma dor que é mesmo atroz
      E me deixa em aflição...


      :D Estou a saltitar entre o Poetaporkedeusker e o Rádio Horizontes... misturam-se-me os versos todos... mas, pronto... assim estou a criar o hábito de conseguir dar atenção a duas coisas em simultâneo :) Depois lhe levo os sonetilhos!

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  10. “Boas e más falas”

    Boa rima e verdadeira
    Penso mas não encontro
    Que a verdade semeia
    Mentira em contraponto

    Verdades já as ouvi
    A muito bom mentiroso
    E mentiras muitas bebi
    Vindas de amigo bondoso

    Já não sei mais distinguir
    As boas das más falas
    Todas tentam conseguir

    Um carimbo de verdade
    Com a mentira m’embalas
    É a história da sociedade.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. A mentira, em sociedade,
      Tem até alto conceito
      E há quem diga que a verdade
      Só diz quem tiver defeito

      Eu, porém, fico na minha
      De dizer sempre o que sinto
      Ou ficar bem caladinha
      Porque mentir, nunca minto...

      Hoje estou aqui e lá;
      Horizonte e sonetilhos
      Pr`a não falhar a ninguém...

      Quem sabe amanhã não há
      Ou eu me meto em sarilhos?! :))
      E, assim, tudo fica bem!

      Abraço grande! :D

      Eliminar
  11. “Palma”

    Perda assim não sei
    Só me posso calar
    Por dentro chorarei
    Podendo até sangrar

    Sangue saído da alma
    Rasga a carne ao passar
    Deposito esta palma
    Sei nunca irá murchar

    Irá para sempre viver
    No jardim da eternidade
    Por nós jamais esquecido

    Com sua chama sobreviver
    É a nossa jura de verdade
    Jura de amor nosso querido.

    Prof Eta

    http://maria-made-in.blogs.sapo.pt/40857.html#comentarios

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    Respostas
    1. Dor mais imensa, não há
      Nem se pode imaginar...
      Das que esta vida nos dá,
      É a mais crua a magoar

      A maior, a mais intensa,
      A que nos rouba a vontade
      E vem como nuvem densa
      Cobrir toda a felicidade...

      E as palavras já me faltam,
      Já nem sei o que dizer;
      Apenas partilho e sigo

      Porquanto estas dores se exaltam
      Muito além do nosso ser
      E eu já nem sei o que digo...


      Abraço sentido!

      Eliminar
  12. Espero que a voz deste povo
    esteja toda unida
    não pelo fogo dos partidos
    mas pelo seu próprio fogo.

    Mª. Luísa

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    Respostas
    1. Eu também, amiga, mas sou daquelas portuguesas que distinguem os partidos pelo seu trabalho ao longo de décadas. Não me oponho e subscrevo as palavras de quem eu sei muito bem que luta pelos direitos do seu povo e sempre deu provas disso.
      Abraço grande!

      Eliminar
    2. Tu o dizes e nada tenho a dizer em contrário, além do que já disse.

      Um abraço e Parabéns,

      Mª. luísa

      Eliminar
  13. “Que futuro?”

    Para alterarmos o futuro
    É preciso estar presente
    Altera o passado e juro
    Terás um futuro diferente

    Se perpetuarmos os erros
    Do passado a cada instante
    Bem podes andar aos berros
    Que o futuro será errante

    Anda p’rá rua vem berrar
    Mais nada poderás fazer
    Sabes que humano é errar

    E ao errar estás a aprender
    O que se pode melhorar
    No futuro que nos couber.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Neste nosso Portugal
      Não se sabe aproveitar,
      Entre quem o não faz mal,
      Quem mais serve pr`a "berrar"...

      O passado já passou
      E aos erros já cometidos,
      Mudar, ninguém os mudou,
      Nestes passos tão perdidos

      Mas quem chama para a rua
      Quem já mal consegue andar
      E não vê de outros labores

      Tem a cabeça na lua;
      Já nem sabe destrinçar
      Entre melhores e piores...


      Olhe, Poeta, foi o que me saiu... e eu não nego estes meus impulsos repentinos...
      Até já!

      PS - Hoje fui ao café. A D. Isa telefonou-me e acabei por ir mesmo... mas não estou muito segura de ter feito bem...

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  14. “Esqueleto no armário”

    Se a escolha fôr a errada
    O presente não terá futuro
    Seremos reduzidos a nada
    Não pressinto cenário duro

    Vejo ausência de cenário
    Resta apenas o pensamento
    Um esqueleto no armário
    E os murmúrios do vento

    Vais ver, mais nada verás
    Ouvir também não ouvirás
    Sentir nunca mais sentirás

    Saborear tu não saborearás
    Cheirar não mais cheirarás
    Mas calar, isso sim calarás.

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    Respostas
    1. Sem esqueletos no armário
      Nem medo de quem os tenha
      Realinho o meu cenário
      E espero o que quer que venha

      Mas conheço bem quem, tendo,
      Faz de conta que os não tem
      E, se falo, é só escrevendo
      Sem referir-me a ninguém...

      Medos não tenho, portanto,
      E calar, ninguém me cala
      Enquanto por cá andar

      Pois, neste pequeno canto,
      Uso o direito da fala
      Enquanto a vida o deixar!


      :D Olá, Poeta! Até já!

      Eliminar
  15. “Árvore da vida”

    Árvore da vida venceu
    Como poderia não o fazer
    Quando tanta vida nasceu
    E tanta está por nascer

    Momento de inspiração
    Fez surgir algo tão belo
    Só a alma ou o coração
    Libertam sinal tão singelo

    Para sempre aqui ficarei
    Sem que haja explicação
    Quem vier eu receberei

    Com toda a força da vida
    Não importa a condição
    Ser-lhe-á dada guarida.

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    Respostas
    1. Não há derrotas pr`á vida
      Que sempre ressurgirá
      Mesmo diferente e escondida
      A crescer do que há por cá,

      Experimentando o que puder,
      Mas sem nunca desistir,
      Sem se revoltar, sequer,
      Contra tudo o que há-de vir...

      Mas há-de evadir-se um dia
      - talvez vá sobre um cometa... -
      Quando a Terra lhe faltar,

      Toda luta e poesia
      Nessa força que um poeta
      Vai conseguindo mostrar...


      Até já, Poeta! :)






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  16. “Aos loucos”

    De médico temos um pouco
    E de louco então nem se fala
    De génio, só de génio louco
    Não são todos? Quem se rala!

    Consequência é bem visível
    Uma sociedade em loucura
    Doente, alienada e sofrível
    Com pouco génio à mistura

    Nem o génio da lamparina
    Os três desejos nos concede
    Pois entrou em greve de zelo

    Temos que inverter esta sina
    Sempre alcança quem pede
    Aos loucos façamos um apelo.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Entre o louco verdadeiro
      E aquele que só parece
      Existe o abismo inteiro
      De quem nunca o reconhece

      Mas talvez de alienados
      Esteja tão bem fornecido
      Que só alguns, irmanados,
      Podem tê-lo percebido...

      Mas de quem nunca falhou
      Há bastantes inda vivos
      Que nunca se esquecerão

      Daquilo que se passou
      Quando estiveram cativos
      Em nome desta nação!


      Abraço, Poeta! :) Não estou mesmo nada inspirada... nem melhor. Enfim, espero mais uns dias, que remédio...




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  17. Respostas
    1. Aceito, Poeta :) Sou uma especialista em refeições metafísicas, quando não tenho dinheiro para comprar os ingredientes :)) (quase sempre...)
      Até já!

      Eliminar
  18. “Bebe aguardente”

    Sempre a olhar p’ra trás
    Até mesmo o presidente
    Eu beberia aguarrás
    Se não tivesse aguardente

    Nossas políticas são más
    Serão os políticos gente?
    Outros dias conhecerás
    Quando saírem da frente

    Obcecados p’lo poder
    Movidos p’la alta intriga
    Esquecem que existe povo

    Já sabes que sais a perder
    Não sei mais que o te diga
    Bebe aguardente de novo.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas eu detesto aguardente
      E jamais a beberia!
      Posso ser bem mais valente
      Sem ter essa "anestesia"! :))

      A mudança é muito urgente
      Mas eu nunca quereria
      Ficar bêbeda ou demente
      No meio desta "avaria"!

      Aos que a nós, nos vão esquecendo,
      Prefiro ir gritando, assim,
      Enquanto houver lucidez

      Porque tudo o que pretendo
      É lembrar que há sempre um fim
      Para tanta estupidez...


      Olá, Poeta! Deixo este já aqui e vou lá abaixo com o Kico, antes que haja outro "desastre"...
      Até já! :)

      Eliminar
  19. “Don’t like”

    Dou-te um like yô
    Mas não gosto de ti
    Pela margem eu vou
    Foi assim que nasci

    Um marginal eu sou
    E sempre assim vivi
    Sociedade me puxou
    Por isso estou aqui

    Sociedade don´t like
    Por mim incompreendida
    Não ouviu meu clamor

    Vou roubar tua bike
    E às vezes a tua vida
    Nunca conheci o amor.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Dependendo dos conceitos
      E outras "coisinhas que tais"
      Talvez tenha, eu, mais defeitos
      Do que muitos "marginais"...

      Mas talvez sejamos feitos,
      Como almas originais,
      Da mesma forma que "eleitos"
      Dos que pedem sempre "mais"...

      Se não gostas do que escrevo,
      Nem gostas de estar aqui,
      Porque vieste até cá?

      Eu faço aquilo que devo;
      Se não gostei do que vi,
      Ou saio, ou digo-to já!


      Até já! :)

      Eliminar

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