A EQUAÇÃO DA VIDA - Sonetilho


São tantas as variáveis
Desta equação de viver
Que os resultados prováveis
Jamais se hão-de resolver

Mas, entre as mais condenáveis
Das mil coisas por fazer,
Estará sermos vulneráveis
Aos disfarces do Poder...

Que, ao pouco que aqui fizermos,
Se acrescente o nosso amor
Pois, nas mil voltas que dermos,

Andaremos ao sabor
Da Vontade que opusermos
À avidez do  predador…


 





Maria João Brito de Sousa – 04.04.2012 – 19.26h


Comentários


  1. que de sintonias
    os mais de direito saber
    cá pra mim
    serão os de nada
    reforçados devaneios de complicadas sem fim
    ai de mim
    matemáticas de 0+0 totalizem
    os sinónimos de um vai de retro satana

    engana...

    tenho pena é de não enganar
    esses da espécie woollidiana de mosquiteiro
    o porreiro...
    mas que de desengano por quotidiano...


    se o meu lugar é aqui
    não será porque desisti...

    beijinho

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    1. Anjo, a net está maluquinha de todo, o antivírus deixou de funcionar - e não consigo actualizá-lo - e vi-me grega para conseguir - só agora! - publicar no http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt/... não sei o que se passa, mas estou mesmo a cair de sono e esta minha resposta não é aquilo que eu queria...
      Abraço! Ainda tenho de explicar ao Poeta Zarolho o que se tem estado a passar com o meu pc...

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    2. Spybot - Seach & Destroy

      o melhor mata mata da Internet, e é grátis...

      feliz tarde

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    3. Obrigada, Anjo da Esquina! Entretanto, durante a noite, não faço ideia de como, o antivírus lá se reactivou sozinho... estas engenhocas! Só lhes falta começarem, também, a fazer sonetos e sonetilhos! :))
      Abraço grande!

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  2. “Podium”

    Nação entre as primeiras
    Mas pelas piores razões
    Não fazem mais cimeiras
    Acabaram-se as ilusões

    Vem aí um novo pacote
    E os cortes permanentes
    Para alguns é um fartote
    Os outros ficam dormentes

    Os dados são de encantar
    Constam do último relatório
    Em Bruxelas revelados

    E esta nação a definhar
    Demos tudo p’ró peditório
    Agora somos espezinhados.

    Prof Eta

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    1. Poeta, estou meia a dormir, a net só funciona quando quer, não quando eu preciso, fiquei sem antivirus (????????) , vi-me numa tremenda luta com o computador para conseguir publicar no Montanhas e já não lhe consigo responder hoje... estou mesmo de rastos.
      Abraço grande e desculpe-me!

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    2. E eu pr`aqui uns bons segundos às voltas sem saber por que me estava a agradecer... não me diga que foi por tê-lo avisado? Era o mínimo que eu podia fazer... e hoje estou mais "môxa" do que ontem, embora me tenha saído um poemazito muito simples, quase infantil, no Montanhas... o antivirus recompôs-se sozinho durante a noite, mas eu tenho de ir ao Gmail responder qualquer coisa ao WAF... se a minha impressora não se compatibilizar depressa com o sistema, só na segunda feira poderei enviar o contrato assinado. O CJ está encerrado...
      Também ainda nem consegui enviar um único soneto para a página que criei no WAF... estou tão lenta que mal dá para acreditar...
      beijinhos!

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    3. Ahá, encontrei! Estava a ver que não dava com ele, mas ainda me lembrava de, quase, quase a dormir, lhe ter dito que responderia hoje! Vamos lá ver o que me sai :)

      Deste governo não há
      Disparate que não saia!
      Devo avisá-lo que já
      Espero, há tempos, que isto caia...

      Também o devo avisar
      Que estou um pouquinho "a leste"
      Pois nem para me informar
      Me deu neste tempo agreste

      Em que estou tão "empenada",
      Tão incapaz de mover-me
      E tão "cheia de não presta"

      Que já nem sirvo pr`a nada
      E até começo a esquecer-me
      Da memória que me resta...


      Escrevi isto a sentir cada palavra, mas sorrindo, embora seja verdade. O meu sentido de humor está a tentar compensar as outras falhas todas... é o que me vale!
      Beijinho, Poeta!

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  3. “Don’t give up”

    Com orgulho terra nossa
    Crescemos fortes então
    Não tentem fazer mossa
    Do sonho não abrimos mão

    Foi sonho que sonhámos
    Muito além de simples visão
    Quando nada conquistámos
    Firmes estamos na missão

    Não há forma de desistir
    Mesmo na terra em chamas
    Mesmo de orgulho ferido

    Estamos aqui p’ra resistir
    No seio de tantos dramas
    De tanto ataque desferido.

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    1. Se for como eu acredito,
      Alguns de nós não desistem...
      Mas reconheço e admito
      Que muito poucos resistem...

      Temos defeitos, bem sei,
      Mas merecemos viver
      E não acredito em lei
      Que outra coisa ouse dizer...

      Com políticas diferentes
      E outras formas de cá estar,
      Acredito que é possível,

      Nestes tempos emergentes,
      Muitas das vidas poupar
      De forma muito exequível...

      Demorou um pouco porque a net caiu por duas vezes e eu estou mesmo quase a dormir, Poeta.
      Abraço grande! :)



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  4. A NOSSA IMAGEM

    Se, às vezes, leio jornais
    ou vejo televisão,
    órgãos ditos sociais
    para a comunicação,

    descubro sempre sinais
    de uma interrogação
    que me salta à razão
    por razões sentimentais...

    de um deus, feitos à imagem,
    talhados com simetria,
    desse deus somos miragem,

    que afinal ao fim e ao cabo
    nós somos só fancaria
    feita à imagem do diabo.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não sei se o somos ou não...
      Talvez o possamos ser,
      Mas faz-me muita impressão
      Ser, tão só, como eu disser...

      Talvez noutra situação
      Lhe pudesse descrever
      O quanto assiste à razão
      Do que acaba de dizer...

      Mas não penso em fancaria
      Quando penso em qualquer vida
      Seja ela humana, ou não seja

      Nem tão pouco a fantasia
      Me leva a estar dividida
      Ou a criar deus que eu veja...

      Boa noite, amigo Eduardo!
      Muito grata pelo seu sonetilho a que demorei um pouco a responder porque estou a debater-me com o sono para conseguir ver um filme, "Le jour de la jupe", que está a ser exibido na RTP 2.
      Acredita que estive três dias sem ligar a televisão?
      Agora pareço uma palerminha... e estou mesmo a gostar deste filme. A gostar muito.
      Um abraço e os meus votos de uma doce Páscoa para si e esposa.








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  5. Respostas
    1. Poeta, vou ter de beber esse chá a correr... não sei o que se passa, mas a net está num daqueles dias em que falha a cada dois minutos e o sapo... olhe, não sei se é da Primavera, mas veja como ele me apresentou o texto do sonetilho de hoje! Ficou tudo com ligação directa ao Sapo Fotos e numa letrinha que mal se consegue ler...
      Mas eu vou já!
      Abraço grande!

      Eliminar

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