POEMA CARTA-ABERTA



Se escrevo e a voz me soa em poço fundo,
Se vai crescendo pouco inteligível
Pr`a quem, tal como eu, anda no mundo,
Será poema em vão, grito inaudível…




Mas se se eleva mais, se chega a quem
Quanto aqui escrevo possa decifrar,
Se encontro a voz na voz de quem lá vem,
Mesmo que tente, apenas, perturbar,




Mais que não seja pra lembrar que aqui
Está quem, não desdenhando uma partilha,
Questiona um novo mundo em rota incerta,




Terá sido pr`ó mundo o que eu escrevi;
Pra todo aquele que nega ou que perfilha
A voz do meu poema em carta - aberta.


 


 





Maria João Brito de Sousa – 19.04.2012 – 18.32h


Comentários


  1. e que grande partilha
    nos saberes de quem
    ao mais alto se porfia

    em toda esta por quem e companhia...




    uau..

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    1. :D Obrigada, Anjo!
      Praticamente não vim à net durante quase todo o dia mas ainda me nasceu este soneto.

      E, agora, partilho abraços
      Só pr`a te dizer adeus
      Que estes malvados cansaços
      Também são trabalhos meus :(

      Tenho de ir, amigo. Já não aguento ficar muito tempo aqui sentada. Depois tento voltar!

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    2. eu já sei do evento...

      boa sorte

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    3. :) Obrigada, Anjo! Espero manter-me viva até lá :)) ... brincando, brincando...

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    4. Obrigada, Anjo da Esquina :D
      Não consigo estar aqui sentada nem mais um segundo... dói-me tudo... mas terei de voltar para enviar mais convites.
      Abraço grande!

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    5. Eu sei, Anjo... mas a minha barriga não sabe... avariou-se de tal maneira - além de todas as outras "avarias" - que nem me permite estar aqui sentado mais do que uns minutos...
      Que raio de azarito... não me bastava a febre, a tosse, as dores de cabeça e de coluna... mas eu bem tento.
      Abraço grande!

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    6. sei que regularmente e todos os dias o faço
      uma caminhada pequenina

      é movimento e outro ar.....

      um belo fim de semana pra ti

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    7. Bem... eu tenho de passear o Kico todos os dias, mesmo que esteja com um febrão daqueles... são passeios pequeninos porque nenhum dos dois se aguenta muito bem "nas canetas" :))
      Quando não estou com febre alta, também vou sempre ao CP e ao CJ... e ando quilómetros nesta casa, de esfregona na mão :)
      Um bom fim de semana também para ti, Anjo da Esquina!

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    8. pois
      mas mesmo assim
      uma bike porque não...dá jeito

      bfsemana

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    9. Já não dá, Anjo da Esquina... tenho duas hérnias discais na cervical e osteoporose. Mesmo que conseguisse força e equilíbrio, o mais pequeno acidente poderia colocar a minha sobrevivência em risco... além do mais faço hipo-coagulação e qualquer arranhadela me pode fazer esvair em sangue... bikes é que não posso mesmo.
      Fico-me pelos exercícios de limpeza da casa... e são muito mais do que vou aguentando, acredita.
      Beijinho!

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    10. pois....


      alegria então...e coração...beijinho


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    11. Essa vai havendo :) Não parece lá muito possível, mas ela continua por cá :)
      Abraço, Anjo da Esquina!

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  2. “Mente dividida”

    O tratado de Tordesilhas
    Então dividiu o mundo
    O presente está a milhas
    Deu um golpe mais profundo

    Este o mundo esquartejou
    Provido da mesma essência
    Mente humana o preparou
    Com requintes de violência

    Uma divisão ao pormenor
    Baseada na insegurança
    Na fome, no medo e na dor

    Há na mente ainda esperança
    De um mundo um dia melhor
    Que vi no olhar duma criança.

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  3. MJ veja a prova do convite que enviei por mail e comente.

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  4. Já mandei um ficheiro JPG que se publica como se fosse uma fotografia e também dá para enviar como convite por email. Eu já publiquei esse ficheiro no ponte virtual.
    Vá lá ver por favor.

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  5. Respostas
    1. Ainda vou ao chá, antes de ter de me deitar... e não gosto nada de estar deitada, mas não me aguento de outra forma...
      Abraço!

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  6. “Ricos ao quadrado”

    Esperança morrerá da idade
    Porque se dispôs a esperar
    Nos tempos de mocidade
    O mundo pensava mudar

    Era enorme a velocidade
    Desse seu mundo a girar
    Agora olha com saudade
    E sente o mundo a parar

    Este é um mundo gelado
    Da esperança envelhecida
    Somos ricos ao quadrado

    Dinheiro mede-se em milhões
    E a esperança média de vida
    É morte sem contemplações.

    Prof Eta

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    1. Poeta, eu estou que quase nem consigo escrever em prosa...

      A esperança sabe que o mundo
      Está em constante mudança,
      Que é prolixo, que é fecundo
      E que, em si, sempre houve esp`rança...

      Esp`rança faz, esp`rança acontece,
      Esp`rança não quer desistir
      E mesmo quando adoece
      Está pronta pr`a resistir...

      Esp`rança é esp`rança e não desiste,
      Segue em frente e, se parar,
      Não será por muito tempo

      Só às vezes fica triste
      Se sente o mundo a girar
      E dele se eleva um lamento...

      Está todo tortinho mas tem a métrica correcta :)
      mas não foi muito fácil, não...
      Abraço grande e muito obrigada!



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  7. Adorei este poema. Simplesmente palavras e gritos que sinto...

    Um beijinho GRANDE

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    1. :D Obrigada, Golimix! Espera que eu já te entrego um convite :D
      http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/268315.html

      Está no post de hoje mas eu não tenho o teu endereço de email e assim também fica entregue. Gostaria de te ver por lá :D
      Abraço grande!

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    2. Mas eu já recebi o convite!
      Obrigada um beijinho

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    3. Nem faças caso, Golimix! Eu estou a baralhar tudo...
      Beijinho muito grande!

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    4. Não se preocupe ;)
      Um beijinho enorme

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