SONETO MUSICAL ou Ousar a Melodia


Sobre tudo o que nasça e que se exprima
Em forma do que nunca vos direi,
Desse enigma me basta, eterna, a rima
Pr`a falar-vos do muito que eu não sei

E, mesmo que não haja quem redima
Quantas lacunas já por cá deixei,
Que importa se de música se anima
O quanto quis dizer, mas não logrei?

Jamais duvidarei de alguém que entenda
Que ousar a melodia é dar-lhe a voz
Que expressa o seu sentido universal,

Ou que, ao ouvi-la, exulte e compreenda
O quanto dela vibra em todos nós
Se o ritmo que alcançou foi musical…


 


 


Maria João Brito de Sousa -02.04.2012 - 15.15h


 


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 02.04.2012 – 14.53h


Comentários

  1. e os deditos pequenitos
    às vezes aflitos
    sempre dedicados
    às faseadas harmonias mais complicadas...
    um tiriri daqui ou ali
    lá lá lá de lá em ressonâncias delicadas...

    viva a musica....

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    1. :)) Olá, Anjo da Esquina!
      Esta fotografia já tem mais de quatro anos e os pequeninos já devem estar bem grandinhos... mas o que eu queria mesmo era chamar a atenção para a musicalidade da poesia rimada... a outra, pode ou não tê-la, mas a poesia rimada deve ter musicalidade.
      Tudo bem por aí? Eu já vou espreitar!
      Abraço!

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    2. uma grande tarde
      que eu
      andava a tentar filmar um grilo
      mas com chuva
      nem senti-lo....hé hé hé só umas flores...

      joca

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    3. :))) Mas deu verso rimado!

      Numa tarde em que chovia
      Fui tentar filmar um grilo...
      Nessa tarde, eu bem o queria
      Mas, c`a chuva... nem senti-lo!

      Roubei a ideia e as palavras! Ficou uma quadrazita em redondilha maior. Vou levar-lha aí!

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    4. "Que ousar a melodia é dar-lhe a voz"

      bela noite

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    5. :D Bonita e ventosa tarde, Anjo da Esquina!

      Tenho, neste soneto, um pequeno erro de musicalidade... ironia das ironias! É como uma nota desafinada numa sinfonia e eu só dei por isso hoje de manhã...
      Onde se lé "Pr`a vos falar" deveria estar "Pr`a falar-vos". Vou emendar agora, enquanto me lembro...
      Abraço, Anjo!

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    6. aqui tudo calmo
      tempo enfronhado
      de pouca simpatia
      envergonhado...

      chover
      poderá acontecer
      sol
      uns pungentes
      raiozitos de ofuscados e desditos...

      e sobre o falar
      assim ou como era
      será primavera....pra mim...

      pois da liberdade
      será...o à vontade...

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    7. Por cá esteve ensolarado
      Mas com nuvens à mistura
      E fez um vento danado
      Que não sei se amanhã dura...

      Viesse chuva, viesse,
      Que até não gostando dela,
      Lhe ergueria, como prece,
      A poesia mais bela...

      Faz-nos falta essa chuvinha
      Que se resolveu esconder
      Durante o Inverno inteiro...

      Depois vai faltar farinha,
      Vai faltar grão pr`a moer
      No moinho do moleiro...


      Já está! :D Vou levar-lho!

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    8. Nao vi erro...vi beleza! Soou bem. Beijinho!

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    9. Obrigada, amigo/a! :)
      Esqueci-me completamente de tirar o "demasiado tímido" com que apelidei os comentadores anónimos... já nem me lembrava de o ter escrito...
      Abraço!

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  2. “Novas de Abril”

    As notícias são iguais
    De ontem às d’amanhã
    As de hoje são demais
    Assinada uma cidadã

    Na escola um tiroteio
    No bairro houve facadas
    E entretanto de premeio
    Umas miúdas atacadas

    Um político corrupto
    Administrador ladrão
    Sem abrigo assassinado

    Logo a seguir abrupto
    Veio o tempo da monção
    Temos um Abril molhado.

    Prof Eta

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    1. Mas que trágicas notícias
      Que o Poeta me vem dar!
      Antes fossem as "delícias"
      Pelas quais eu vou passar...

      Mas, respondendo a correr
      Porque estou muito apressada,
      Não sabendo o que dizer,
      Já nem lhe digo mais nada...

      Venha Abril, seco ou molhado,
      Pois será sempre bem-vindo
      Se trouxer consigo o povo

      Março está (todo) acabado
      E Setembro muito findo...
      Venha então Abril de novo!


      Poeta, vou ter de me ir deitar... arranjei boleia para o hospital, mas terei de me levantar de madrugada para deixar os animais tratados.
      Já viu a sua cx de correio? :)

      Abraço gde!

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    1. Bem, pelo menos... alegre, estás!
      Ainda não fui ao correio... está avariado
      nem te disse ... mas tu já sabes!

      Beijinho!

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  4. POEMA COM POETA (Recordando o José Mestre)

    O meu poeta existia
    um verdadeiro poeta
    creio que era profeta
    p´lo que via e antevia

    nem um verso escrevia
    que a poesia discreta
    que dizia todo o dia
    não conhecia a caneta.

    muito aprendeu com o vento
    na escola dos montados
    estendido ao relento

    e não queria o pensamento
    de muitos que são letrados
    e a quem falta o merecimento

    Eduardo

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    1. Não duvido e bem conheço a maravilha que é a poesia do Aleixo, amigo Eduardo! A poesia nasce mesmo connosco...
      Peço-lhe desculpa por não responder de forma mais "musical", mas estou mesmo a cair de sono... levantei-me muito cedo e já mal vejo as letras.
      Muito obrigada e um abraço grande para si e esposa!

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    2. Poetas, tal como o vento,
      Nunca sabem quando vem,
      Do poema, o estranho alento
      Que sabem cantar tão bem

      Donde lhe surge o sustento
      - quando menos lhes convém... -,
      Nem as razões desse intento
      Que nas rimas se sustém

      Mas sabem que é seu dever,
      Mais do que a sua paixão,
      Nunca deixá-lo morrer

      Pois, haja lá o que houver,
      Nem que seja maldição,
      Ele não deixa de nascer...


      Promessa é promessa e eu sempre me esforço por cumprir uma promessa que tenha feito... :)
      Sei que, às vezes, me esqueço, noutras, torna-se-me mesmo impossível... mas eu vou tentando.
      Um grande abraço, amigo Eduardo!

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  5. “Velho rico”

    Descobri que faço parte
    Da lista dos mais ricos
    Não tenho lote em Marte
    Tão pouco bens magníficos

    Mas também não preciso
    Para figurar nesta lista
    Basta que seja conciso
    Mesmo sem ser artista

    Ou aprendiz de mágico
    Deves sentir capacidade
    E ser mais que aprendiz

    Fugir ao destino trágico
    Sentir tua a felicidade
    Por fazer o outro feliz.

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    1. Poeta, já nem vejo o que escrevo... respondo amanhã, quando vier do laboratório.
      Abraço grande!

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    2. :)

      Há sempre imensa alegria
      N` alegria de o fazer...
      Não é vã filosofia
      O que acaba de dizer!

      Nestes sonetos que escrevo
      - são tudo o que posso dar... -,
      Vou pagando quanto devo
      E talvez possa sobrar...

      Deste lado do ecrã
      Deste meu computador
      - que também é todo vosso... -

      Esforço-me, de forma sã,
      Como um bom trabalhador;
      Só paro se mais não posso!


      Abraço grande, grande! :)

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    1. Não protesta nem nada? Mau sinal, nos tempos que correm...
      Mas estou aqui de fugida. Hoje tenho mesmo de ir ao laboratório.

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  7. Falando por mim, há duas coisas que me são essenciais: a música e a poesia :)
    Juntar as duas numa, é obra :D

    Como tens estado Maria? :)

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    1. Olá, Paper! :D

      Ainda não consegui "digerir" a ideia de estar tão limitada do ponto de vista físico, da mobilidade... mas o que é facto é que estou mesmo. É a diferença entre a degeneração natural do tecido conjuntivo, que todos temos, porque vai acontecendo progressiva e lentamente quando entramos na velhice, e a "doença degenerativa do tecido conjuntivo" que é a aceleração precoce e menos regular desse mesmo envelhecimento. Da dor de dentes, estou melhor, de momento... mas não tardará que volte... os dentes cariaram, apesar de terem sido tratados não há muito tempo...
      Como vão as coisas contigo? Eu já dou um pulinho até aí!

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    2. Isso não anda nada bem então :/
      Desejo-te as mais sinceras melhoras :)
      Eu estou bem Maria, obrigada :)

      Caso não volte aqui tão cedo, desejo-te uma boa Páscoa ^^

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    3. Uma boa Páscoa também para ti, Paper! Vais de férias? Se fores, que tenhas um excelente descanso... isto é muito, muito mais cansativo do que possa pensar quem não esteja por cá com a regularidade e o empenho com que nós, bloggers, estamos...
      Beijinho grande!

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    4. Não Maria, não vou de férias :)
      Até porque, para a semana tenho frequências :P Vou passar a Páscoa como todos os anos, com a família :)

      É verdade, pode parecer que não, mas é cansativo para nós... e se andarmos aqui sempre, parece que depois perdemos o gosto, não sei :/

      Não comas muitas amêndoas :P

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    5. É mesmo muito cansativo, sobretudo para quem está a caminhar para a velhice e "toda avariada"... :))
      Boa Páscoa e boa frequência! Bj!

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  8. A música está aqui,
    a música está acolá
    a música esta nos corações
    a música não quer atenções
    só quer simplesmente encantar,
    viver, ansiar e trotar!


    Beijinhos

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    1. Ai, que raiva! Eu já te tinha respondido e a net "apagou-se" e levou-me o comment...
      Mas sei que falei das perguntas de que me lembro sempre que te "vejo", para, logo a seguir, me esquecer de novo :(

      Música, essa omnipresente,
      Que está sempre onde houver vida,
      Que se adivinha e se sente
      Mesmo numa flor colhida!

      E, matematicamente,
      Surgirá, mesmo escondida,
      De cada humilde semente,
      De cada gesta parida...

      Musical, cada amizade,
      Cada poema surgindo
      De um esboço de liberdade

      E até mesmo da saudade
      Surge a música, sorrindo,
      Pr`a tão estranha humanidade...


      Pronto! Falava-te muito de matemática no meu comment anterior... :)
      Beijinho!

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    2. ;)

      A minha net também anda no desvario. Volta e meia dá-lhe destes achaques...

      Bijix grande

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