UMA LENDA MUITO ANTIGA


Um dia, a mão na rédea, o pé no estribo,
Lançou-se um cavaleiro em cavalgada
Na esp`rança de encontrar a dama amada
Que - narrava uma lenda - estava em p`rigo,

Porém, fez dessa lenda o seu castigo,
Pois não soube, sequer, achar a estrada
Que conduzisse os passos da montada
A alguém que, em vez de amor, quisesse abrigo...

Diz-se que corre ainda atrás da lenda,
Que há-de fazê-lo enquanto não pretenda
Senão o desenlace em que ousou crer,

O princípe-encantado-sem-emenda
Que aspira, estrada afora, à estranha of`renda
De perder-se a salvar quem o não quer…


 






Maria João Brito de Sousa – 11.04.2012 – 18.59h




Imagem retirada da net, via Google

Comentários

  1. A NOSSA TRIKA

    Na língua original
    em que tchekhov falava
    a troika significava
    uma carroça...afinal.

    O trio que a puxava
    era um trio animal,
    de cavalos se tratava
    e a carroça, por sinal,

    um trenó podia ser
    deslizando, em sussurros,
    na estepe ao amanhecer.

    já por cá, anossa troika,
    sempre a puxam três burros
    e a zurrar, ela é estóica.

    Eduardo

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    1. Olá, amigo Eduardo! :)

      Eu, já perdida a paciência
      Pr`aturar quem, no poleiro,
      Desbarata, com frequência,
      O nosso pouco dinheiro

      Acho que é uma emergência
      Lavarmos esse atoleiro
      E que se afogue a prudência
      Porque a vida está primeiro!

      Se vieram de carroça,
      De carroça irão também
      Que esta terra é muito nossa!

      Se lhes faltar o transporte,
      Vão a pé que só faz bem,
      Rumo ao Sul, ou rumo ao Norte!


      Aqui vai! Desta vez, meu amigo, não o deixo sem resposta :)
      Um abraço para si e esposa!

      M. João

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    2. Parabéns, Demasiado Tímido, se se encontra entre as muito poucas dezenas de pessoas do mundo inteiro capazes de fazer esse tipo de crítica, de forma pertinente e consciente, em relação a um soneto (falo de um soneto "de verdade", claro...)

      Eu também penso que este não é grande coisa porque o contraste entre tónicas e átonas não é dos mais felizes, nem dos mais bem conseguidos da minha poesia... mas a mensagem, ah, a mensagem é uma delícia!

      Bonito nick!

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  2. “Caruncho”

    Estamos todos a perecer
    Às mãos dos representantes
    Os que soubemos eleger
    Nada ficará como dantes

    Dez mil já não vão nascer
    Vinte mil serão militantes
    Trinta mil esses vão morrer
    Quarenta mil novos votantes

    E perpetuamos este poder
    Que vive num luxo da arábia
    Estimula nosso triste faduncho

    Mais não podemos merecer
    Vítimas confessas desta lábia
    E do nosso próprio caruncho.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Ah, o caruncho é comigo
      Que estou toda carunchosa :))
      Isto, meu querido amigo,
      O melhor é escrever prosa

      Que o poema põe-me em p`rigo
      Esta saúde manhosa...
      Por agora, não desdigo,
      Mas estou mesmo muito ansiosa...

      Quanto ao famoso poder,
      Nunca fui de ser servil
      Mas sou humilde, isso sim!

      Venha lá o que vier
      Não desdigo o meu perfil...
      Matem-me primeiro a mim!

      Um olá, daqui da velhota dos sonetos! :)
      Abraço grande!

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  3. Respostas
    1. :))) Sabe o que instantaneamente me veio à cabeça? Antes mosca do que mosquito! :))) É que foi mesmo instantâneo, nem deu tempo para a menor reflexão... vou já, mas de fugida que, se estou mais um dia sem comer, ainda caio para o lado...

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  4. as quimeras
    que às vezes nos fazem correr
    e sem querer
    corremos atrás do que verdadeiramente
    deixa de o ser

    amor...

    grandes tiradas por aqui...hé hé hé

    feliz dia

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    Respostas
    1. :) Olá, Anjo da Esquina!
      Foi uma "tirada" um pouco fora do meu habitual, mas... foi o que me ocorreu e eu não nego um soneto que me comece a nascer, mesmo que não esteja muito consciente das razões do seu nascimento :)
      Abraço grande!

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  5. “Tempo sem tempo”

    O tempo que nos parece
    Correr com celeridade
    É tempo que não envelhece
    Fica velha a humanidade

    Todo o tempo permanece
    Inesgotável no universo
    E ao homem ele oferece
    Este tempo para o verso

    Um dia triste e abandonado
    Ficará o tempo sem poesia
    Terá do homem memória vaga

    Em seu arquivo nosso legado
    Será consultado um dia
    Que a memória não se apaga.

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    Respostas
    1. Eu não sei o que dizer-lhe,
      Nem sei s`inda sei falar...
      Mais valia responder-lhe
      Que o tempo custa a passar

      Quando, nesta situação
      Em que me vejo metida,
      Sinto ter toda a razão
      Para estar meia perdida...

      Amanhã logo verei
      Como isto se há-de arranjar
      Porque, assim, é inviável

      E eu nem sei se ficarei
      A noite inteira a guardar
      Aquilo que é... "inguardável"...


      Desculpe-me a palermice, mas há pequenas/grandes coisas que nos podem roubar (quase) toda a atenção. Raramente sucedem mas, quando sucedem e estamos sem outros meios de contacto, quase não conseguimos pensar noutra coisa...
      Bj!

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  6. Olá minha amiga, como tem andado. No que diz respeito á escrita vejo que está muito bem. E a sua saúde como vai? Eu cá estou á espera do meu livro mas está difícil, mas eu tenho paciência. Um grande abraço.
    Não estou esquecida da "bica"Quando sair o livro aí irei.

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    Respostas
    1. Olá, Idalina :D Estou contente por vê-la por aqui!
      As coisas não me estão a correr nada bem hoje... depois lhe escrevo para o seu endereço de email.
      Enorme abraço :)

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  7. Respostas
    1. Vou bebê-lo pois bem preciso dela... com estas aflições todas, ainda fiquei mais avariada. Estive toda a noite com a chave encravada do lado de fora da porta e, se bem que não tenha um tostão que me roubem, sempre tenho os quadros... estou que nem me tenho nas pernas.
      Bjo!

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  8. “Nadar a crise”

    Pela troika apaixonado
    Está o nosso timoneiro
    E foi o povo apanhado
    No turbilhão financeiro

    Dizem vamos muito além
    E como bons navegadores
    Longe chegaríamos, porém
    Com os ventos arrasadores

    Na nau muita água entrou
    Não sei se iremos encalhar
    Mas pior palpite eu dou

    Acho que vamos afundar
    Quem ainda não zarpou
    Então que aprenda a nadar.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A troika, mulher fatal
      Que nada tem pr`a fazer
      Mas tanto pode, afinal,
      Lá o conseguiu prender...

      Mais valia que partisse
      E afundasse em parte incerta
      Porque só nos deu chatice
      Ao deixar a porta aberta

      Aos desmandos desta gente
      Que aqui nos faz afundar
      Sem pudor, nem remissão

      E, a quem não está contente,
      Recomendam emigrar
      Como a "grande solução"...

      Boa tarde, Poeta! Até já :)

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  9. Servi um cházinho extra para limpar o azar e aliviar esse estado de alma.

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    Respostas
    1. Eu também sou demasiado exigente comigo mesma, Poeta. Todos nós temos o direito a um dia menos bem disposto do ponto de vista emocional... até eu :))
      Vou beber o seu chazinho agora mesmo!

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  10. Como vai Maria, como sempre poetando e eta imagem lhe inspira tanto.
    Eu... nem com imagens tenho escrito absolutamente nada. A medicação tirou de mim o que eu gostava. Mas ainda espero de poder continuar, pois gosto muito de poesias.

    Bjs

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    Respostas
    1. Olá, Vera :)
      Estive numa fase muito produtiva, há uns dias... agora estou outra vez mais lenta. Mas tu também vais voltar a poetar um destes dias, vais ver! Por agora, o essencial é que te sintas melhor... depois a energia volta, com o tempo, e os poemas voltam com ela :)
      Um abraço grande para ti, amiga!

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  11. Respostas
    1. :D Também eu, Poeta... este é um daqueles em que estou tão empenada que nem sei como me vou mexer...
      Beijinhos!

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  12. “Nascer e morrer em Portugal”

    Cá no burgo é p’ra valer
    Maternidade vai fechar
    Já não se poderá nascer
    Também isto é pr’acabar

    E até o forno crematório
    Vai deixar de funcionar
    Não haverá mais velório
    Quem cá está irá continuar

    Sem nascimento e sem morte
    E sem qualquer intermitência
    Não esperemos melhor sorte

    Da morte perder a evidência
    Do nascer uma saudade forte
    Grande desafio p’rá ciência.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se só recordo o final
      E se o resto foi "roubado"
      Por um apagão geral,
      Vai sair mal copiado

      E prefiro explicar bem
      Que não foi por culpa minha
      E que a resposta me vem
      Diversa da de à noitinha

      Pois, do sonetilho inteiro,
      Só um verso cá ficou...
      Dos restantes, mais nenhum!

      Do penúltimo ao primeiro
      Tudo, tudo se apagou
      Excepto o que é "de cada um"...


      Poeta, aqui vai a descrição do que se passou ontem, depois de eu lhe ter respondido a este sonetilho. O pedacinho final é a única coisa de que me consigo lembrar.
      Beijinho!


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  13. Enviei um email com o texto do prefácio para sua decisão.

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  14. “Importante”

    Se fosse mais importante
    A quem iria importar
    Há por aí muito pedante
    Com estatuto invulgar

    Pavoneiam a importância
    Em todo e qualquer lugar
    Não importa a circunstância
    O que importa é pavonear

    Nesta tão absurda escala
    Eu cá não me posicionarei
    Prefiro a importância perder

    Comigo ninguém se rala
    Não sou rico nem sou rei
    Que importância poderia ter?

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    1. Tem toda a razão, Poeta!
      Eu é que nem me lembrei
      Que essa importância é só treta
      E logo me envergonhei...

      Também já não estou lembrada,
      Nestes anos já transactos
      De ser tão elogiada
      Não importa por que factos :)

      E pensar-me bailarina
      - de cristal, inda por cima! -
      Levou-me aos dias distantes

      Em que eu era uma menina
      E os sonhos faziam rima
      Com momentos mais brilhantes...

      Vou copiar este antes que ele me fuja também... e já nem reconstruo o outro porque estou mesmo a sentir a gripe a chegar, com febre e tudo. Que "flor de estufa" me tornei eu! Uns pingos de chuva na cabeça e... zás!
      Beijinhos para todos!


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  15. Tem uma nota de imprensa no email veja e comente.

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    Respostas
    1. Acho uma maravillha, mas só lhe peço que se esqueça dos kapas. Foi uma ideia muito idiota, daquelas que eu, de vez em quando, tenho porque nada sei dos meios em que estou a entrar... hoje já não o faria assim mas, na altura, pareceu-me tão engraçado... agradou-me, mesmo do ponto de vista gráfico e impressivo.
      Abraço grande! :)

      Eliminar
  16. Respostas
    1. Todo o respeito, Poeta! É uma bebida inocente e doce que muito me tem ajudado a "enganar" o estômago nos dias de maiores carências... quase todos. Isto no que diz respeito às minhas canequinhas de chá da vida real. O nosso, virtual, sempre me mereceu todo o respeito porque eu sei que é servido com muito carinho. Eu é que estou "não presta". Ontem à tarde até estava melhorzita... até estranhei e fiquei toda contente, mas foi sol de pouca dura.

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  17. “Valente e imortal”

    Se a filosofia perdeu
    Também perdeu a magia
    A fome desapareceu
    Mas o político não queria

    Então produziu um gesto
    Fez desaparecer o mágico
    Logo a fome e tudo o resto
    Voltou, o que foi trágico

    Sem a magia e a filosofia
    Nação não produz riqueza
    Está pobre e sem coração

    Como há muito não se via
    Mas produz ricos de certeza
    Valente e imortal nação.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Pr`a que se crie um só rico,
      Muito pobre irá penar...
      Nisto, que nem justifico,
      Está-se o país a afundar

      Nesta estranha "plantação"
      De meia dúzia de ricos,
      Deixam-se os pobres "na mão"
      Vivendo só de uns salpicos

      E até se culpabiliza,
      Se insulta, se for preciso,
      Quem, de mal, nunca fez nada

      Porque o capital precisa
      De escravos sem voz, nem ciso
      E de gente amedrontada...


      Beijinho para todos vós, Poeta :)

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  18. ...que saudades, Maria João!!!! que saudades, poeta!!!!
    Beijinho
    Isabel

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    Respostas
    1. :D Olá, Isabel!
      Deixei um pequeno comentário no seu florido poema - e suave, muito suave - mas a net falhou mal o publiquei. Vou ter de repeti-lo.
      Abraço grande, Isabel!

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  19. Respostas
    1. Parabéns pelo novo "rebento", Poeta :)
      Estou miserável, na minha gripe, e mais miserável ainda porque, tendo de optar entre cigarros e alimento para os gatos, optei pelo segundo... e fico sempre miseravelmente triste quando estou sem eles. Poemas? Nem pensar!... mas vou ver o seu novo espaço.
      Abraço grande!

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  20. “Oração”

    Avante camarada Cristo
    Brilha no nosso coração
    Nós sabemos Tu és isto
    Por seres nossa redenção

    A paz, o pão e a habitação
    Tu andaste sempre em guerra
    Nascido na gruta, salvação
    Alegria dos homens na terra

    Não passará a reacção
    À tua morte p’la nossa vida
    E enquanto esta não passar

    Aceita esta nossa oração
    Com a veneração devida
    Te contemplamos no altar.

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    Respostas
    1. O meu pai sempre me disse
      Que Jesus foi comunista,
      Que era um Homem sem crendice
      E também um grande artista

      Mas meu pai nunca afirmava;
      Era essa a sua visão
      E, ao expo-la, só esperava
      Que eu desse uma opinião

      Sorte a minha, ter um pai
      Que tão bem justificava
      Tudo aquilo que sentia

      E quanto tempo lá vai
      Sobre um tempo em que falava
      Como quem nos contagia...

      Ainda "descobri" este, Poeta! Estou muito, muito cansada. Vou deitar-me.







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  21. MAIS UM DIA

    Hoje é o dia da voz,
    Dia das cordas vocais
    Que modulam os sinais
    Vindos de dentro de nós.

    Mesmo calados e a sós
    Nós, eles e os demais
    E, portanto, também vós
    Têm impulsos cerebrais,

    Que cérebro todos nós temos
    Pais, filhos, netos e avós.
    E se mentir nós queremos…

    Não nos cortam o pensamento,
    Mas há quem nos corte a voz
    Se a verdade é nosso intento.

    Eduardo

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    Respostas
    1. E hoje é Dia do Remédio,
      Porque eu, de tanto os tomar,
      Estou a sentir o assédio
      Da doença a querer vingar...

      Já são dois, em vez de um só,
      E eu farta de os engolir,
      Quase de mim tenho dó
      Embora esteja a sorrir...

      Claritromicina é um;
      Outro é a Amoxicilina
      Mais um ácido qualquer...

      De manhã, logo em jejum,
      Recomeça a estranha sina
      Do primeiro que eu escolher...

      Eu bem sei que ontem foi o Dia da Voz, Poeta... mas, para mim, começam, todos, a ser "dias do remédio" e saiu-me isto... há meses e meses que quase não paro de tomar estas doses, em cima da medicação para as doenças crónicas... e essa já é muita. Enfim...

      Eliminar
  22. Respostas
    1. :o ... vou ver...
      Não estou muito bem. Estou péssima e sem cigarros... mas tenho de ir ver!

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  23. Respostas
    1. Vou bebê-lo num instantinho. Saio, a seguir, para o hospital.
      Abraço grande!

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  24. AFINAL HÁ BONS LADRÔES

    Já não há heróis do mar
    E da terra, também não
    Hoje herói é o ladrão
    Que melhor souber roubar.

    O que rouba um bilião
    Sempre terá de pagar
    De tornas, meio milhão
    P´ra justiça compensar…

    Também há os bons ladrões
    Que se mostram compungidos
    E parte dos seus quinhões,

    À socapa arrecadados,
    Dividem-na Com os partidos
    Onde fizeram os mestrados.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Boa noite, amigo Eduardo! Vou ver o que lhe consigo responder... e já sinto vontade de lhe falar do "roubozinho" ao meu pobre saldo... a ver se consigo dizer isto com alguma rima;

      Há ladrões dos mais variados
      Que até saldos miseráveis
      Vão roubando aos desgraçados
      Que se mostrem vulneráveis

      São subtracções tão pequenas
      Que eu devia estar calada
      E não mostrar grandes penas
      Por estas coisas de nada

      Mas, verdade seja dita,
      Roubar a pobre tão pobre,
      Deixa a gente muito aflita

      Pois quando os euros se vão
      Já mais ninguém os descobre...
      E isso já não tem perdão!

      Pronto, aqui está a minha "aventura/desventura" do "assalto ao saldo" muito mal contada, mas com rima. Tenha também o amigo cuidado pois estes fulanos da Trivicell não dão qualquer hipótese de anulação do esquema e eu estou a ver que vou mesmo ter de mudar o número do telemóvel. Qualquer saldo que nele se ponha, desaparece em pouco tempo sem que a "vítima" consiga fazer alguma coisa para o evitar.
      Enorme abraço para si e para a sua esposa!

      Eliminar
  25. Como estás querida amiga?
    Tenho tido tantos problemas ....emocionais, trágicos, dolorosos que nem calculas1 Anda açarapantada....doente....triste....desanimada....humilhada....(já sabes por quem....) enfim ...um inferno! boa n oitre e as tuas melhoras!

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    Respostas
    1. Caramba, Ligeirinha! :( Vou já ver se desabafaste em forma de poema. Um enorme abraço!

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  26. Respostas
    1. Bom dia, Poeta! Eu não sei se a procuro. Sei que a sigo sempre, tentando melhorar... isso, melhorar, parece que não consigo :) mas vou tentando. Vou já!

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  27. um bom e feliz resto de semana
    e boas melhoras...

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    Respostas
    1. Obrigada, Anjo da Esquina! Espero conseguir manter algum ânimo porque a semana está a ser muito mazinha e eu já mal aguento tanta maleita uma a seguir à outra... mas tento manter alguma alegria :)
      Abraço, amigo!

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    2. sempre necessária...


      noite bonita pra ti

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    3. Sempre, sempre faz falta, Anjo da Esquina!
      Abraço!

      Eliminar
  28. “A última rosa”

    Escondida atrás do muro
    Está a humanidade inteira
    Lá não encontrará futuro
    Da rotura está à beira

    Espreita, vê e finge não ver
    O óbvio dos nossos dias
    Que aquele que se esconder
    Vítima de suas covardias

    Vai assistir ao espezinhar
    Do jardim do seu vizinho
    Se nada fizer para o ajudar

    E quando se vir sozinho
    Voltarão para o maltratar
    Terá trilhado seu caminho.

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    Respostas
    1. Ela, inteira não estará
      Porque sempre foi plural
      E alguma já não está
      Tão escondida... é o que vale

      Porque alguns já sabem ver
      Quanto são manipulados,
      Quanto lhes tentam esconder
      Pr`ós deixar sempre "amarrados"...

      Alguns - muitos! - já despertam
      Desse sono prolongado,
      Rumam já aos novos dias

      E a muitos outros alertam
      Porque erguem bem alto o brado
      Contra as velhas tiranias!

      Este ainda saiu, Poeta... não sei se vou conseguir mais algum, hoje.
      Abraço grande!

      Eliminar
  29. Respostas
    1. Vou ver esse samba, Poeta! Depois, que remédio, terei de levar o Kico ao xixi... mas vou lá vê-lo! Bjo!

      Eliminar
  30. Respostas
    1. Ainda vou tomar o seu chá, Poeta! Pode ser que melhore com um cházinho...
      Beijinho!

      Eliminar
  31. Mandei-lhe um mail agradeço que veja e me confirme se enviou o mail que tinhamos combinado ontem sobre a revisão da obra.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Desculpe, Poeta! Não tenho estado online, nem bem, nem nada que se pareça com isso... vou já responder-lhe. Mas eu respondi ontem à editora. Respondi logo a seguir a ter-me telefonado e tenho a certeza de que lhe enviei uma cópia do email... espere que eu já confirmo!

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    2. Sim, enviei mesmo. Deve-se ter extraviado... já reenviei, Poeta.
      Abraço e muito obrigada!

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    3. Já vi tudo, como estive a semana toda na fábrica só agora é que descobri os mails todos.

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