ALGUM DE VOCÊS ME PEDIU UM SONETO? :)


Ouves o Sol a rir, junto à tapada?
Nem sei por que me apresso a despedir
Se acabo de inventar um sol a rir
E assim, quase a partir, nem me dói nada…

Destas conversas - sempre à hora errada! -
Dizendo o que não posso definir
Ou evocando um tempo de partir
Que um dia quis levar-me antecipada,

Deixo este não-sei-quê que não me assusta,
Que me leva e me traz – pouco me custa… –
E acaba por gravar-me um verso ou dois

Que a chibata vibrou, tornada adusta,
Como se fosse só pr`a tornar justa
A dor, maior, que irei sentir depois…





Maria João Brito de Sousa – 03.05.2012 – 23.27h


Comentários


  1. um grande e feliz fim de semana

    nas belas ondas
    e encantos de um mar
    sem parar...

    beijinhos

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  2. “Alienados”

    No princípio era o verbo
    Depois a palavra um dia
    Tornou o mundo soberbo
    Fez surgir muita poesia

    Poesia explicava o amor
    Também falava do ódio
    Novela em seu esplendor
    Ia no milésimo episódio

    Mas a telenovela alienou
    Quem tinha boa intenção
    Todas as rimas comprou

    Ficou com a poesia na mão
    Soberbo poema declamou
    O que fugiu da alienação.

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    1. Estou a querer responder-lhe, Poeta, e sinto os olhos a fecharem-se-me de sono... é melhor deixar para amanhã... estou quase, quase a dormir enquanto tento teclar...
      Um enorme abraço!
      PS - Também vou adiar a vista de agradecimento ao Anjo da Esquina... acho que já nem consigo dar muito sentido àquilo que escrevo... bjo gde!

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    2. Não há dinheiro que compre
      A Poesia da Vida
      Nem há fantasma que a assombre
      Pois não pode ser detida...

      É combinação daquilo
      Que existe e, então, se traduz
      - nunca ao metro, nunca ao quilo! -
      Numa outra forma de luz...

      Não há martelo nem serra
      Que lhe possam fazer mossa
      Ou sequer minimizá-la;

      Celebra a paz quando há guerra
      E encontra, sempre que o possa,
      A forma de ultrapassá-la...


      Abraço grande, Poeta! Para todos!!!

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  3. “Ilusões”

    A Playboy é aldrabice
    E o governo é aldrabão
    Isto tudo é uma chatice
    São tempos de ilusão

    As conquistas perdidas
    São motivos de insatisfação
    E as coelhinhas vestidas
    Não nos dão satisfação

    Vamos as coelhinhas despir
    Agora como antigamente
    O governo já pode mentir

    Qu’a gente fica indiferente
    Pois uma coelha nua a sorrir
    É um anestésico p’rá mente.

    Prof Eta

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    1. Dessas coisas pouco entendo,
      Pouco sei, pouco conheço,
      Pouco me interessa ir sabendo
      De quem lhe pague esse preço...

      Gosto mais das coelhinhas
      Que vestem pele natural,
      Brancas, pretas, douradinhas,
      Na roupagem natural

      E já tive alguns amigos
      Dessa família apressada,
      Brincalhona e roedora

      Que eram muito divertidos
      E não perturbavam nada
      O ram-ram de cada hora...


      :) <----- Isto é um sorriso, Poeta! :))) <----- e isto é um riso franco
      Acho que nunca li a Play Boy... lembro-me de que o meu pai, de vez em quando, comprava um exemplar... se não era esse, era parecido...
      Abraço grande!







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  4. Respostas
    1. Vou ao chá a velocidade de caracol, Poeta... :)
      Acabo de encontrar um blog, o da pomba Cassiana, onde me perdi por um bom tempo... uma maravilha de blog!
      Mas vou agora!

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  5. “Além da loucura”

    Sou apenas um louco
    E mais não consigo ser
    Sei que é muito pouco
    Por isso estou a padecer

    Quero ir além da loucura
    E muito além do possível
    Não que anteveja a cura
    Nem me chega o impossível

    Não posso fazer mais nada
    Do que agora me proponho
    Não serei mais do que sou

    Far-me-ei apenas à estrada
    Não em busca de um sonho
    Em busca dum milagre vou.

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    1. E sempre assim deve ser
      Percorrida a caminhada
      A fazer acontecer
      Cada passinho da estrada...

      :D Abraço grande!

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  6. “Movimento de amor”

    Cada lobito um irmão
    Explorador um amigo
    O pioneiro no coração
    Caminheiro vou contigo

    Seja eu chefe ou não
    Importante é o amor
    Que sinto p’la missão
    Será por ser sonhador

    Que sonho outro mundo
    Este que nos consome
    Onde a paz não se alcança

    Tornemo-lo mais fecundo
    Juntos numa fé enorme
    Em paz, amor e confiança.

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    1. :D Força, Lobito!

      ... e estou a ficar sem palavras... que tontice a minha...
      :D

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    1. Acabo de o oferecer a um lobito... :))
      ... e estou mesmo sem palavras...

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  8. Nós é que agradecemos a oportunidade de rever a Maria João (e num acontecimento tão importante) e de conhecer um espaço tão acolhedor e tão agradavelmente arranjado.
    Felicidades para as "Pequenas Utopias", para a autora e para os que tornaram possível a edição da obra que foi lançada tão auspiciosamente no Espaço Garrett em Grândola.
    Obrigada a todos!

    eva a 5 de Maio de 2012 às 20:46 na Ponte Virtual

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    1. :D (sorriso grande) Que bom! O Inverno, por aqui, está demorado!

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  10. Desta vez devo dizer que além de gostar do soneto gostei da imagem que o acompanha!

    Bijinhos e bom fim de semana

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    1. :D É lindo, este Van Gogh, não é, Golimix?
      Quando este soneto começou a nascer, já sabia que teria de ir buscar esta imagem, para ele... nem sempre assim é... às vezes tenho de andar por aí até encontrar exactamente a imagem que "caiba" a um determinado soneto...
      Beijinhos!

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    2. O Van Gogh tem um estilo muito próprio, não costumo gostar muito das suas pinturas mas desta gostei.

      Bjs

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    3. Muito, muito, Golimix! Eu gosto imenso de tudo o que é dele... quase me atreveria a dizer que é o meu segundo pintor favorito... e é que é mesmo! :) Costumo dar o primeiro lugar ao Pablo Picasso... mas há dias em que fica mesmo para ele, o primeiro... também deve ter qualquer coisa a ver com a enorme identificação que eu consigo ter com ele, enquanto pessoa... não exactamente pela doença... penso que é mais pelas experiências de vida. Não porque as tivesse experimentado - nem lá perto... - mas porque simpatizo profundamente com o percurso dele, de uma profunda humanidade, de uma impensável dedicação. Foi um extraordinário ser humano!

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    4. Acho que tem um traço nervoso e em alguns pinturas são angustiantes. Gosto muito do picasso, não gosto da sua fase azul, mas os meus preferidos são o Monet pela incrível lux que transmite nas suas pinturas e o Degas principalmente as suas pinturas a pastel, técnica que uso e que não é muito divulgada.
      Mas gosto de muitos outros... só não gosto do quadro "O Grito" do Edvard Munch, que foi vendido por milhões no outro dia.

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    5. ... Incrível luz - era o que queria dizer =)

      Bijnhos

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    6. Ah, eu gosto muito! Sempre gostei muito de "O Grito"... devo ter alma de expressionista :))
      O Gogh era todo nervos a pintar... pintava obsessivamente, sem se afastar da tela até a acabar... tudo isso passa para a imagem que fica, plasma-se nela... mas, pessoalmente, não me angustia nada a pintura dele... tenho uma estranha relação com a história de vida dele que quase - quase! - consigo recriar e visualizar, em dados momentos... tem de ser alquimia... química só há entre corpos que convergem no espaço e no tempo :)) Imensa, imensa a minha simpatia e admiração pelo homem V. Gogh!
      Bjo!

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    7. :) Também pintas! O pastel também é o meu favorito!
      Gosto imenso de Monet e Degas... mas, acredita, serei sempre uma eterna "leitora de telas"... não consigo deixar de me sentir fascinada pela leitura para além do traço e da luminosidade... mas foi essa mesma luz que fascinou o Gogh em Paris! Foi essa mesmíssima luz!
      Bjo!

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    8. Também =) Sou uma leiga mas gosto muito de pintar, é como se fosse o meu refúgio do mundo, entro na tela e esqueço...
      acho que fico meia em transe :)
      Não tem sido fácil é encontrar meterias para pintura a pastel, normalmente mando vir ou do Provocarte (que é das Caldas da Raínha) ou da ArteMiranda que é da Espanha, manso vir pela net, mas não é a mesma coisa que ver. Pintar a luz é muito difícil ao contrários do que possa parecer e eu acho que o Monet o faz na perfeição!

      Bjinhos

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    9. Eu sei, eu sei... e foram tão mal tratados pelos académicos, os pobres dos jovens impressionistas! Gogh, pelo contrário, adivinhou-lhes a força e, também ele, se deixou influenciar pela luz. A sua paleta abre-se toda a ela a partir da sua estadia em Paris.
      Bjo!

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  11. O cházinho antes da partida está servido.

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    1. Que atrasada que eu estou para o chá!
      Hoje só vim à net muito excepcionalmente... sabia que já não estava e resolvi descansar um bocadinho...
      Beijinhos!

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