... E SOLTA-SE O SONETO


 


… e solta-se um soneto alvoroçado
Da estranha compulsão do gesto breve
Que cresce de um anseio exacerbado
Nos insensatos dedos de quem escreve.

Traduz um sonho só, deixa de lado
O jugo do silêncio em que prescreve
E ao ver-se desse jugo libertado
Diz, por vezes, bem mais do que o que deve.

Tem pouco espaço pr`a dizer-se inteiro
Mas, habilmente, custe o que custar,
Num nada se constrói teimosamente;

Pode ser temerário, aventureiro,
Ou simples, incorpóreo eco lunar,
Mas não terá nascido inutilmente!






Maria João Brito de Sousa – 31.05.2012 -16.51h


 


 


 


 


Imagem das Ilhas Galápagos retirada da net


Comentários

  1. Nada será inútil neste mundo nem um eco atirado ao vento e levado por ele.

    Bijinho

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  2. Olá Maria João, tem mesmo de soltar estes sonetos,porque são tão bonitos que era uma pena ficarem esquecidos no fundo de alguma gaveta como "prisioneiros"Não sei se já viu o meu livro na minha página.Tenho já um guardado para si ,agora tenho de ver quando posso ir aí para lhe oferecer mais este nosso trabalho.
    Um grande abraço e até breve
    Idalina

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    1. Ai, que raivinha... tinha deixado um grande comentário e desapareceu!
      Minha amiga, lembro-me bem de ter estado no Linhas e Letras há uns três dias... estava lá um soneto ao seu neto Ricardo... não comentei porque a net me deixou a escrever "em seco" e resolveu desaparecer... mas vou já, já! Esperando que ela não volte a falhar, claro...

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  3. “A luz no teu caminho”

    Aquilo que possas fazer
    Com espírito de abnegação
    Ajuda-te a compreender
    A força do teu coração

    Coração não se esgotará
    Nesse acto de altruísmo
    E muitas alegrias te trará
    A chama do inconformismo

    Deixa aos outros o oposto
    Daquilo que é tua opção
    Não olhes, segue o caminho

    Ajuda alguém no desgosto
    Desvia outro da perdição
    Dá a outrem um carinho.

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    Respostas
    1. Vou deixar este para amanhã, Poeta. Estou demasiado ensonada para rimar seja o que for...
      Bjo!

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    2. Tudo fiz, a vida inteira,
      Tentando dar-me completa
      E, mesmo fazendo asneira,
      Com o "toque" do poeta

      Fiz melhor, ou fiz pior,
      Segundo as necessidades
      Mas em tudo ousei propor
      Essa questão das verdades;

      Genuinamente tratei
      Cada passo que aqui dei,
      Cada momento vivido

      Vivi coisas indizíveis
      Mas, mesmo das mais temíveis,
      Não me tenho arrependido...


      A net está mais sossegadinha... pelo sim, pelo não, vou copiar o sonetilho antes de o publicar... bjinho!


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  4. “Anda comigo ver os espiões”

    Anda comigo ver os espiões
    Da nação, são a sua secreta
    E tratam das preocupações
    De forma enérgica mas discreta

    Relatórios com informações
    Nunca existiram, são uma treta
    Fazem parte das encenações
    E esqueces que estás sem cheta

    Anda comigo ouvir as audições
    No parlamento, ditas por poeta
    Ficas com diferentes sensações

    E de entulho a cabeça repleta
    Levas a mão bolso, contas os tostões
    Vais a pé, já não abasteces a lambreta.

    Prof Eta

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    1. A pé já não posso ir
      Mais além que uns poucos passos
      Mais me vale tentar ouvir
      Mesmo que seja aos pedaços...

      Manobras de dispersão
      E outros ruídos de fundo
      Vão convocando a atenção
      De quem vive neste mundo

      Quem os conhece e se esquiva
      Também pode estar tramado
      E ficar muito confuso

      Se anda tudo em roda-viva,
      Fica tudo tresloucado
      E a rodar em "parafuso"...

      Mal "aparufusado"... mas está feito! Agora é o computador que me faz saltar as letras para trás, para cima e para baixo... deve haver alguma maneira de fixar o cursor, mas eu não a conheço e lá vão as letras parar não sei onde... beijinho!


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  5. Tenho saudades tuas.....aqui vai um grande muito grande abraço!

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  6. Respostas
    1. O chá está sempre pronto para ser gentil... a net é que não. Fiquei literalmente pendurada toda a manhã... até agora...

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  7. Respostas
    1. Caramba! Se eu acreditasse nele, diria que é ele o culpado do estado lastimoso em que a minha ligação anda... mas vou ver como o representa!

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  8. SECRETOS DE PORCO BRANCO

    Eram pitéus predilectos,
    Quando eu ia a restaurantes,
    Passava-se isto dantes
    E o petisco eram secretos

    Cozinhados, fumegantes,
    De porco preto, discretos
    Como certos governantes
    Que são sempre dos mais rectos

    Apregoam transparência
    E dizem-se os mais francos
    Não passando de aparência…

    Eles, secretos, também comem
    Mas são de porcos dos brancos,
    Meios bicho, meios homem.

    Eduardo

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    Respostas
    1. :)] Excelente sonetilho, meu amigo Eduardo!
      A net continua insuportável! Tão insuportável que eu cheguei a ponderar não voltar cá esta noite... mas não fui capaz e aqui estou, depois de uma longa, longa espera pela ligação, a ler esta sua nova "receita"...


      Apregoar transparência
      Está na moda e faz-se bem
      Se o que importa é a aparência
      E se esconde o que se tem...

      Quando lhes falta inocência
      - e a virtude que a contém... -
      Recorre-se à violência,
      Pode até matar-se alguém...

      Mas enquanto distraídos
      Com novelas, campeonatos
      E outras coisitas que tais

      Somos todos consumidos
      No festim dos próprios pratos
      Incluindo os mais banais...


      Obrigada e um abraço para si e Maria dos Anjos!
      PS - Encontrei a Maria Vitória numa das páginas a que pertenço, no Horizontes da Poesia. Quase não tenho conseguido lá ir mas já temos mais um ponto de encontro!

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  9. “A força da cenoura”

    Portugal não está a mais
    É um exemplo a seguir
    As reformas estruturais
    Da agenda hão-de sair

    Estão lá há trinta anos
    Mas foram muito elogiadas
    Por isso não haja enganos
    Serão de vez implementadas

    Força do elogio veio acordar
    Uma adormecida vontade
    Que tem sido quase nula

    Por isso é lento o caminhar
    Mas a cenoura na verdade
    Dá alento a muita mula.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Está espectacular, este sonetilho mordaz, Poeta! E eu que estou "sintonizada" para a sintonização da ligação, nem sei se lhe vou conseguir responder dignamente...

      Vai tudo atrás da cenoura
      Do benefício e do ganho
      Mas, quando a bolhinha estoura,
      Surge um "bruá" tão tamanho

      Que a confusão é total,
      Ninguém sabe o que fazer
      E a disfarçar, bem ou mal...
      Suba a cenoura ao poder!

      O perigo é que essa raiz
      Sendo, em si mesma, inocente,
      Gera muita ambivalência

      E ninguém sabe o que diz
      Quando acontece que a gente
      Quer algumas, de emergência!

      Parece mais escrito por uma cenoura do que por uma poeta, mas... fica, antes que a net resolva sumir-se de novo...
      Abraço grande!









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  10. Respostas
    1. O chá é um felizardo, Poeta! Eu tenho uma data deles!
      Ainda nem consegui ir ver o diabo na ponte porque a net não deixou. Tentei, tentei e desisti porque não valia a pena... o sinal de ligação estava tão fraquinho que mal eu entrava, caía logo... mas vou agora tentar consolar o chá e, a seguir, se esta net maluca deixar, ver o tal na ponte...
      Beijinho!

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  11. e inutilmente
    desgraça minha de acreditar
    nas sobranceiras figuras de nos arrastar...

    3 - 1

    é a crise
    que se arrasta....

    belo e grande fim de semana

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    Respostas
    1. Não vi... mas suponho que tenhamos perdido. Sou um estranho ser vivo, admito. Deixo essas coisas todas nas mãos do acaso e a única coisa que ele se lembrou de me mostrar, nesse campo, foi aquela vitória da Académica... nem sei como, mas fiquei entusiasmada nessa noite... acho que cheguei a comentar e tudo :)
      Já é Domingo, Anjo... um feliz e luminoso Domingo para ti

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    2. muito feliz também pra ti...

      e fiquei com um amargo de boca....irraaaa
      que só visto...hé hé hé

      Eliminar
    3. Melhores dias virão... eu, disso, não percebo nada... sou uma verdadeira "alien"... nem sequer conheço os nomes dos jogadores... mas pareceu-me que te identificavas com aquele rapaz do cachecol verde ...
      Abraço!

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  12. Estava no Rock in Rio e agora está na ponte.

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  13. “Europa a quatro”

    Para a crise analisar
    Outra cimeira aí vem
    Em Roma terá lugar
    Que vejam a crise bem

    Com a pança a abarrotar
    E bons salários também
    No final podem arrotar
    E olhar-nos com desdém

    Alemanha e França allez
    Arriba Itália e Espanha
    Os outros ficam à porta

    Europa a quatro já se vê
    Vão conseguir a façanha
    De declarar a crise morta.

    Prof Eta

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    1. Eutanasiar a crise
      É, certamente, espantoso,
      Embora a coisa deslize
      E eu esteja a levar pr`ó gozo...

      Mas, de cimeiras já farta,
      Cansada de nada ver,
      Nem a quatro... nem à quarta!
      Ficamos sempre a perder!

      E depois... como será
      Que vão fazer pr`a não ver
      A miséria dos mais fracos?

      Andarão de cá pr`a lá
      Em cimeiras de um poder
      Que assim nos transforma em cacos???


      Poeta, eu já volto! Tenho mesmo de ir levar o Kico ao xixi...

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  14. Está na ponte o sonho da Vanessa tornado realidade e eu assisti ao vivo.

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  15. Lê-me e diz-me. Andas por outras bandas....não estou a gostar...lol. Beijinhos!

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    Respostas
    1. Ah, mas eu estive lá, conforme te disse! Só lá estava o teu poema frio, frio, frio... perdão! O poema não é frio, eu é que fiquei toda arrepiada quando o li... mas eu vou já!

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  16. “Escravos da mente”

    A economia venceu
    Saudemos a sua vitória
    A humanidade pereceu
    Já não faz parte da história

    O que era um meio foi fim
    E acabou por nos dominar
    Por isso terminamos assim
    Um dia havemos de voltar

    Por outra certeza guiados
    Fecundada outra semente
    Nova sociedade há-de parir

    Com seres mais iluminados
    Por isso os escravos da mente
    Cedo tiveram que partir.

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    Respostas
    1. Este escapou-me no correio atulhado... agora não posso mesmo, mas tento logo! Bjo!

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    2. Não venceu! Teve o seu "pico"
      Que agora há-de recuar
      E aquilo que verifico
      É que está a agonizar...

      Mas, por muito tempo ainda,
      Há-de impor as suas leis
      E há-de ser muito bem-vinda
      Entre ricaços e reis...

      São as minhas previsões
      E, embora sendo ignorante,
      Vou-me atrevendo a dizê-las

      Sem temer desilusões,
      Sem me mostrar hesitante
      E a saber que não vou vê-las...


      Os meus sonetilhos andam tão mancos quanto eu, Poeta...
      Abraço gde!

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  17. Respostas
    1. Um chá muito matinal... e eu muito atrasada... mas vou tomá-lo agora!

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  18. Respostas
    1. Acredite, Poeta, que o chá, para me aturar, tem de ser mesmo muito tolerante... ando toda "virada do avesso"...

      Eliminar
  19. “Mestres da política”

    Portugal é cadáver morto
    Disse-o com sua dicção
    E pelo discurso absorto
    Qual ministro da nação

    Não atingiremos bom porto
    Mas é brilhante a explicação
    Porque é que deu p’ro torto
    Apesar de ter dito que não

    Não são mestres de cozinha
    Mas são mestres da ilusão
    Destes cozinhados sem sal

    Vão tratando da vidinha
    Não iludem, são desilusão
    Cozinham apenas e mal.

    Prof Eta

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  20. Respostas
    1. Vou já ver, Poeta! Acredito que a sua ponte é tão bonita que pode atravessar todos os mares do mundo!

      Eliminar
  21. “Futuro não chegou”

    O passado já passou
    Não vale olhar p’ra trás
    O presente esgotou
    Com ele esgotou a paz

    O futuro não chegou
    Que o homem foi incapaz
    D’acabar o que começou
    Na sua existência fugaz

    D’areia sempre foi grão
    Neste universo da vida
    Um ser muito primário

    Agora volta a ser chão
    Sem existência conhecida
    Imaginário do seu imaginário.

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    Respostas
    1. Poeta, vou ter de lhe pedir desculpa... muitas coisas aconteceram hoje e acabaram por me impedir de vir ao computador... nem sequer lhe tinha tocado ainda... mas acabei por ter uma boleia para o Campo Pequeno e não podia deixar de fazer parte do cordão humano que ali se manifestou contra as touradas. Estou de volta, mas demasiado cansada para escrever... no entanto... apetece-me tentar responder-lhe...

      Também me ergo pelas causas
      Desse animal que em nós há
      E, embora fazendo pausas,
      Sei que há-de ficar por cá,

      Sei que pode evoluir,
      Ser bem menos consumista
      E - quem sabe? - até trair
      Uma tendência "especista"

      Quero crer no que há de belo,
      No que há de melhor, mais puro,
      Na maioria de nós

      E quero morrer a crê-lo
      - lá pr`a longe, no futuro! -
      Como um rio persegue a foz...


      A esta hora e com o cansaço com que estou, até eu me desculpo a mim mesma, Poeta
      Está coxito, mas eu também o estou...
      Beijinho, obrigada e até amanhã. Já não consigo fazer mais nada hoje. Nada de nada, senão mergulhar nos lençóis




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  22. Respostas
    1. Que estranho, Poeta... não consigo ver o chá dansante... o último post que me aparece é o do crescimento...

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    2. "Dansante"???? Eu escrevi "dansante" com s ???

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    3. É que não era no chá mas sim na ponte, devo ter trocado os neurónios, acontece com a idade.

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    4. Eu é que troquei os neurónios... e as consoantes, Poeta... ainda assim não me parece que tenha muito a ver com a idade...

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  23. “Arte do afecto”

    A revolução cultural
    Virá mostrar-nos a razão
    E também o lado irracional
    Que a arte é transgressão

    Por boas causas transgride
    Apesar da incompreensão
    Sem arte não se progride
    Fica-se p’la estagnação

    Do humano sem coração
    Mercadoria a transaccionar
    Neste mundo tão abjecto

    Onde urge a revolução
    Que nos possa proporcionar
    O regresso à arte do afecto.

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    Respostas


    1. Sempre um pouco irreverente,
      Arte que é digna de o ser,
      Compulsiva, segue em frente,
      Vai criando até morrer

      E até quando desdenhada
      Segue o rumo que era o seu,
      Nasce por tudo e por nada,
      Quer dar mais do que já deu...

      Eu que a sei, que tanto a prezo,
      Presto-lhe a minha homenagem
      Onde a puder encontrar

      Porque ela traz sempre aceso
      Um lampejo de coragem
      E uma firmeza sem par...


      O meu abraço, Poeta! Se é verdade tudo o que disse neste sonetilho meio manco, não é menos verdade que a arte está sempre imbuída de afecto e dedicação. Pode não ser muito óbvio, mas o amor está sempre presente nela.





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