REMATANDO... COM NÓ(S)


 


Baixa a maré que, aos poucos, se despede


Dos versos de um tecido inacabado


E já sente o poeta o véu pesado


Do vastíssimo espólio em que se mede


 


Vê tanto e tanto mar, que nem percebe


Se atingiu essa praia onde o legado


Pode, ou não, vir a ser qualifcado


Nas produções poéticas da “rede”…


 


Baixa naturalmente e vai parando


Até que um dia, não se sabe quando,


Não mais possa nascer um verso seu


 


Depois… depois os versos feitos voz


Que entendam que o remate acaba em nó(s),


Talvez venham lembrar quem (n)os teceu…


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 29.06.2012 – 17.23h


 


 


 


 


À Maria Alfacinha, claro! :) Este nasceu da nossa conversa no Alpendre...


 


 


 


http://www.avspe.eti.br/poesias/Sonetilhos.htm

Comentários

  1. Com que então em maré baixa! :-)
    Este é meu, todo meu e só meu.
    Beijo grande minha querida

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    1. Foi feito mesmo a pensar em ti! Ainda nem lhe dei uma revisão decente, mas... eu, amanhã ou depois já lhe encontro pelo menos uns dois erros métricos... é sempre assim...

      Beijo grande!

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    2. Nam , nam....mas o que é isto?

      E eu????

      Tambem quero....!!!

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    3. Vim agora do Ligeirinha, do teu campo de papoilas...
      Ah, pronto! Já percebi! Mas eu já fiz mais do que um para ti! O do Chá de Tília... caramba, mas isso já foi há milénios, tens razão!
      Deixa estar que um dia destes "sai" um só para ti!
      Beijinho grande!

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  2. E ainda bem que nasceu. Está lindo assim como a imagem que o acompanha.

    Boa semana

    Beijitos

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  3. “Ciência política”

    Política decerto previa
    O que amanhã acontece
    Depois vem a economia
    E logo a política s’esquece

    É que a segunda influência
    E muitas benesses oferece
    A quem no final do dia
    Fizer parecer o que não parece

    E à justiça que sendo cega
    Só vê aquilo que lhe apetece
    E é perita na arte da prescrição

    De processos quase sempre mega
    Por isso o previsto não acontece
    Pobre política que prevê em vão.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Nunca foi, nunca será
      Uma das exactas ciências
      Que a mente humana nos dá
      Ao usar suas valências

      Apenas sei poetar...
      Nunca fui uma entendida
      Nas "contas de adivinhar"
      Que nos regem nesta vida

      Mas sei bem que impõem duas;
      Sempre são favorecidos
      Os do grande capital

      Em relação aos "das ruas"...
      Estão os homens divididos
      E a divisão faz-nos mal...


      Aqui vai a resposta muito ensonada...
      Abraço grande!

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  4. “Diamantes sim”

    Olhe bem para o mundo
    Veja o oiro e diamantes
    Num olhar mais profundo
    Não mais verá como antes

    É esta a riqueza primeira
    Eterna até por definição
    Toda a outra é passageira
    E o homem é uma negação

    Que se anula por tesoiros
    Por eles um irmão esquece
    Só quando nada houvesse

    Mais que vida sem oiros
    Poderíamos dizer então
    Meu tesoiro é meu irmão.

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    1. Só a pedra me seduz
      E um simples calhau rolado
      Quantas vezes se traduz
      Num maior significado

      Nem ouro, nem diamantes,
      Nem outras preciosidades
      Passam a ser importantes
      Por simbolizar vaidades

      Disse e devo repetir
      Que não há maior riqueza
      Do que o amor pela vida

      Toda a jóia que existir
      Perde o valor da grandeza
      Por ser tão mal dividida...

      Aqui vai... atrasadito mas com um abraço grande!

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  5. “Orgulho de Portugal”

    Já lá mora o caneco
    Com histórica goleada
    Não foi tiro ao boneco
    E a Dulce foi medalhada

    Para o orgulho da tropa
    Com o ouro agraciada
    A nova campeã da Europa
    Uma mulher dedicada

    Ao atletismo nacional
    Com dedicação é possível
    Treinar p’ra um dia vencer

    Sem apoio institucional
    Com um vencimento risível
    Mas que país para nascer.

    Prof Eta

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    1. Jamais teria escolhido
      Outro país pr`a nascer,
      Que este povo me é tão querido
      Que sem ele não sei viver...

      Nesta luta com Morfeu
      - só minha e particular -
      Sei bem que não ganho eu
      Porque ele já está a ganhar

      Mas, nesta provecta idade,
      Com tanta maleita em cima,
      Parece ser natural

      Que Morfeu esteja à vontade
      Pr`a me estragar toda a rima
      Do poema virtual...


      Ai, Poeta! Agora é que me lembrei de que não cheguei a levar o sonetilho de ontem... nem a si, nem à Maria Luísa! esqueci-me completamente. Só ao pensar em terminar este é que me veio isso à ideia... vou tentar agora, se Morfeu mo permitir...






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  6. Respostas
    1. Vou ver o A. Chaínho, mas tenho a impressão que já não lhe respondo hoje aos sonetilhos, Poeta... estou para aqui numa luta desigual com um senhor chamado Morfeu...

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  7. “Peixe podre”

    Temos os sobredotados
    Insuspeitos do costume
    E por eles governados
    Sem queixa ou azedume

    Vamos sendo humilhados
    E vai ficando o perfume
    Espalhado pelos mercados
    A peixe podre, em cardume

    Nas lotas abandonados
    Cheios de moscas, retalhados
    E em lotes arrematados

    Cada caixa a meio tostão
    E para gáudio dum milhão
    Governo cumpre a missão.

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    1. Ahhhh... não sei se resisto... mas estou completamente rendida a Morfeu... só lhe fugi uns segundos para ler este sonetilho tão eloquente... mas dizer isto é uma coisa e escrever uma resposta à altura, é outra... ainda por cima com febre...
      Deixo para amanhã, Poeta!

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    2. Agora vieram as cólicas e espantaram o Morfeu... além do mais, não resisto! Tive de ir passear o Kico e, pelo caminho, foi-me saindo isto;


      Quem me dera ser poeta,
      Ser poeta-militante,
      Escrever, em vez desta treta,
      Qualquer coisinha importante...

      Quem me dera andar depressa,
      Ser mais ágil, fazer mais,
      Cumprindo a velha promessa
      De não andar sempre aos "ais"...

      Ser despachada e muito airosa
      Usando rima em vez de prosa
      E esvoaçar por todo o céu como os pardais!


      Poeta, não é sonetilho, mas "encaixa" no Fado do Estudante do Vasco Santana A primeira e segunda quadras ainda são em redondilha maior mas, a partir daí, vieram dois versos de oito sílabas métricas e um verso final com doze... eu não percebo quase nada de música - só a da poesia - mas consigo cantar um pedaço desse fado com estes versos... foi assim que os fiz, a cantarolar

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  8. Respostas
    1. Vou já, já à ponte, mas não garanto que ainda consiga responder aos sonetilhos, Poeta... este Morfeu tem andado aqui, num namoro pegado com a minha febrezinha...

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  9. Respostas
    1. Ai... não me assustes, Ligeirinha! Isso são saudadinhas de não tomarmos um café há tanto tempo, não são?
      Eu vou aí...

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  10. “Sanfoneiros”

    Enfermeiro ou mexilhão
    Neste mar d’água parada
    Tocas tão mal rabecão
    Sapateiro desta enseada

    Ficamos a ouvir-te tocar
    É ao preço da uva mijona
    Mas se estás a desafinar
    Porque não tocas sanfona

    Já nos falta a paciência
    P’ra tamanha desafinação
    Da orquestra de sanfoneiros

    Não façam tanta experiência
    Não hostilizem a população
    Não humilhem os enfermeiros.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Hoje não me atrevo, Poeta.
      Estou com uma dor de cabeça daquelas... e tudo o mais que nem conto. Não me apetece nada voltar a pôr o Piegas como middlename do meu perfil facebookiano...

      Abraço grande!

      Eliminar
    2. Ao serem tão humilhados
      Talvez pensem em "tratar"
      Duns ministros tresloucados
      Que assim os querem roubar

      Andam eles a salvar vidas
      Pr`ó desgoverno as perder
      Com promessas de medidas
      Que não cumprem no poder!

      Vai sendo "por atacado",
      Que a todos nos vai tocando
      A maldita austeridade

      Ninguém escapa ao "descuidado"
      A que nos foram votando
      A bem dessa "inequidade"...

      Eliminar
  11. O DESTINO DOS COELHOS

    Coelhos são todos iguais
    Quando estão esfomeados,
    Ou tosam nos verdes prados,
    Ou nos comem os couvais.

    Acabam sempre guisados,
    Como outros animais,
    No prato dos defraudados
    Das leiras dos seus quintais.

    Se eles fossem assisados
    Iam-se p´ra longes selvas
    Onde há sempre bons relvados

    Que os coelhos, se esfaimados,
    Carecem sempre de relvas
    E nós, dos couvais poupados.

    Eduardo

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    Respostas
    1. Olá, amigo Eduardo! Vamos lá a ver o que daqui sai...

      Procriam em quantidade,
      Por vezes demasiado...
      São tantos que, na verdade,
      Nos podem por em cuidado...

      Mas este nosso coelho
      Não se fica por couvais!
      Quer manter o "aparelho"*
      Pedindo-nos muito mais!

      Ando tão pouco inspirada,
      Tão distante dos poemas,
      Tão estranhamente cansada

      Que, julgo, desistiria
      Se não encontrasse uns temas
      Mais comuns no dia a dia...

      * aparelho - sistema

      Este não está coxo, meu amigo... está engessado da cabeça aos pés, coitado dele! Estes meus últimos dias não têm sido nada bons em termos de produção poética.
      Espero que tudo esteja melhor com a Maria dos Anjos e que a convalescença seja muito, muito rápida.
      Um abraço grande!



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  12. “Viver ardente”

    Vivemos tempos modernos
    Melhores que antigamente
    Já descemos aos infernos
    Vimos o diabo feito gente

    Transformar-nos o dia a dia
    Em algo novo e diferente
    Aceitemos com alegria
    Este novo viver ardente

    Sobre brasas edificado
    P’rá alma nos aquecer
    Apontando-nos a direcção

    Dum novo mundo inflamado
    Que nunca iremos esquecer
    E onde crepita a emoção.

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    Respostas
    1. Vai-me o céu estando distante
      Com tanta precariedade
      Vendo este inferno - de Dante! -
      Que se chama austeridade...

      Tudo me parece insano!
      Tanta injustiça é demais
      E os subsídios só pr`ó ano
      Ficam constitucionais...

      Vai-se impondo o memorando
      À própria Constituição...
      Onde fica a soberania?

      E fervendo - em lume brando... -
      Peço alguma evolução
      Pr`a que o demo se não ria...

      Consegui... acho eu. Abraço!

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  13. Respostas
    1. À ponte dos tubarões? Não... quer ver que já nem do correio do sapo eu dou conta?! Eu só faço disparates quando estou com febre... vou lá agora! Desculpe, Poeta!

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  14. “Grandes melões”

    Vejo fumo, negro manto
    Que se abateu na cidade
    E desataram num pranto
    Por causa da austeridade

    E a dívida com teimosia
    Continuou a aumentar
    Outra solução não havia
    Que as rua calcorrear

    De pés descalços, cansadas
    Para minimizar a desgraça
    Foram pedir uns tostões

    Mas voltaram frustradas
    Não há dinheiro na praça
    Nem para comprar melões.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. "Fermosas" mas não seguras
      Tal qual duas Lianores
      Foram chorar amarguras
      Nos ombros dos seus senhores...

      Choraram tantas agruras,
      Mostraram tais amargores
      Que os outros - cabeças duras! -
      Lhes foram gabando as dores...

      De alunas tão dedicadas,
      Comportadas, coerentes,
      Ninguém tem que se queixar

      Mas de outras pobres coitadas
      Que até podem estar doentes...
      É má língua até fartar!


      Abraço grande, Poeta!




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  15. DOIS NÃO PROBLEMAS

    Perante aquele dilema
    De um curso rapidinho
    O Coelho, com ar sonsinho
    Diz que é um não problema

    E, assim, alinha no esquema
    De que o bom é o burrinho
    E, a marrar de mansinho,
    Vai compondo a faena.

    Coelho e Relvas é tisana
    Que nunca se compromete
    Nesta praça lusitana

    E a lidar mano a mano,
    Um cursou aos trinta e sete,
    O outro cursou num ano.

    Eduardo

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    Respostas
    1. ... e eu escrevo um não-sonetilho
      Nos não-versos que lhe envio,
      Espero eu que sem sarilho,
      Porque, disso, até me rio...

      Repetindo, qual estribilho,
      Tudo, de fio a pavio,
      Espero bem nunca dar "estrilho"
      Porém nem nisso me fio...

      O meu chá, mais comedido,
      Não se gaba de saber
      Mais do que lhe foi pedido

      Afinal... mentir pr`a quê?
      Das mil coisas por fazer
      Vão fazendo... o que se vê!

      Boa noite, amigo Eduardo!
      Já sei que está bem e a Maria dos Anjos também a recuperar. Falei ontem com o seu Pedro.
      Um abraço grande e muito obrigada!


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  16. “Guardadores de luas”

    Os guardadores de luas
    Também guardam ilusões
    E não é uma nem duas
    Sei que são uns milhões

    A vida também é morte
    Não se podem dissociar
    Não há a lei do mais forte
    Nessa hora de embarcar

    Não há viagem de luxo
    Nem viagem atribulada
    Nem riqueza acumulada

    A sabedoria é o mocho
    A ilusão longa estrada
    E o destino uma enseada.

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    Respostas
    1. Guardei luas nas memórias
      De estradas por desvendar,
      Verdades - mesmo ilusórias! -,
      Que mais ninguém vai contar

      Fugiu-me a mão para a cor
      - não sei se eu a comandava... -
      E assim me afastei da dor
      Enquanto as luas pintava...

      Mais forte que o que pensei
      Pude, no fim, reparar
      Na serenidade imensa

      Das figuras que pintei
      Sem esquecer de me lembrar
      Que a vida, afinal, compensa...



      Abraço grande, Poeta!


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  17. Respostas
    1. Vou já ver, Poeta!
      Cá em casa continua o "desastre" do Kico... nem queira saber como isto estava... e vai estando...

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  18. Respostas
    1. Hoje quase me esquecia dele... mas é verdade, somos todos animais de hábitos... vou já!

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  19. DIPLOMA DE HONRA

    Foras tu, como eles, camarada
    E exigias, agora, ser credor
    De diploma de honra e de louvor
    Bem debruado de fita dourada

    Diploma de honradez e pundonor
    Estampado em tua mão calejada,
    Que p´los outros sem nunca pedir nada,
    Reparte lições sábias de valor

    A vida é a Faculdade dos teus créditos
    Que ganhaste, esforçado, com saber
    Enquanto que os néscios, os seus débitos

    Ficaram a dever à Sociedade
    A quem sempre quiseram fazer crer
    Que sua vil mentira era verdade.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Foras tu mais mesquinho, exigirias
      Que os homens, de joelhos, te prestassem,
      Em honras de "senhor", a vassalagem
      Que não tiveste nunca... e merecias!

      Não foras tu avesso às honrarias,
      Tão simples mas tão cheio de coragem,
      E talvez ao olhar a própria imagem
      Visses alguém que nem reconhecias...

      Homem simples, amável, corajoso,
      De natureza afável, verdadeiro,
      Genuinamente são, nada vaidoso...

      Outros desprezarão tanta riqueza
      E, à custa da mentira e do dinheiro,
      Julgam mudar a própria natureza...


      Maria João

      Obrigada por este seu belíssimo soneto, amigo Eduardo!
      Tenho andado em maré de pouca - nenhuma... - criatividade mas, a este, respondo sem esforço, nem eu sei bem porquê. O que é certo é que tenho este para lhe enviar de resposta e "nasceu" assim que li o seu.

      Um grande abraço!

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  20. “El-Rei”

    Do meio da multidão
    Numa manhã de nevoeiro
    Surgiu o Dom Sebastião
    Com seu porte altaneiro

    E o povo p’ra festejar
    Saiu à rua agradecido
    De alívio pôde respirar
    Pelo salvador reaparecido

    Restabelecida a confiança
    A dívida soberana saldada
    O país com nova pujança

    Erigiu uma estátua a El-Rei
    Esta pátria assim renovada
    Foi na Europa a nova lei.

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    Respostas
    1. Quem eu acabei de ouvir
      Foi Passos a exortar
      Todo aquele que o possa ouvir
      A dizer onde "cortar"...

      Muito haverá por fazer
      E saber-nos empurrados
      Ao ponto de mal viver
      Não nos torna conformados

      Antes pode revoltar-nos
      E tornar-nos irascíveis
      Ao ponto de uma explosão

      Cuidado que, ao empurrar-nos,
      Podemos chegar a níveis
      Que nem tenham solução...


      Olá, Poeta! Hoje estive pior. Só agora consigo vir um pouquinho ao blog.
      Ainda fui ao café porque uma amiga me telefonou e pediu para eu ir, mas...





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  21. Respostas
    1. Vou ver se o encontro....

      Por aqui está tudo a piorar com os animais.

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