SONETO MAIS OU MENOS DISTORCIDO
Como escrevo um soneto distorcido,
Sem eixo com que possa defini-lo,
Nem forma com que possa distingui-lo
De uma prosa jocosa, ou sem sentido?
Discorro sem que tenha prevenido
Formato, nem razão… e, de senti-lo,
Me nascem de enxurrada, ousando um estilo,
Os versos que lhe servem de vestido...
Mas quando o corpo implora algum descanso,
E a mente me vagueia no remanso
Que o cansaço geral me vai trazendo,
Nem versos, nem canções, nem mesmo ideias;
Só quanto mar me corra pelas veias
Responde às tais questões que nunca entendo…
Maria João Brito de Sousa – 11.06.2012 – 17.11h
Fotografia de Carlos Ricardo
Reformulado a 22.11.2015
Está uma alma na ponte.
ResponderEliminarTenho de ir ver isso, Poeta!
Eliminar“Consciência social”
ResponderEliminarJá sabes, podes pedir
Que haja em teu redor
Aquilo que em ti existir
Não peças se assim não fôr
Algo contigo está mal
Se queres o estado providência
Quando o teu sentir social
Não emana da consciência
Mas se sentes deves exigir
Para os que mais necessitam
Toda a protecção devida
Por isso tu tens que agir
Dar voz aos que não gritam
Por lhes ser pesada a vida.
Se esta net o permitir
EliminarDir-lhe-ei que é mesmo assim
Que procedo ao existir,
Que o farei até ao fim,
Que tenho plena consciência
Do que um Estado deva ser...
Só não digo "providência"
Porque o não quero fazer
E prefiro um Estado justo
Ao estado "santificado"
Mas passível de erros mil
Que vão impondo algum custo
A quem não tiver cuidado
Ao traçar o seu perfil...
Poeta, não sei se a net me vai permitir publicar seja o que for... vai a tentativa e um abraço grande!
Caramba! Saiu-me um erro sintáctico! E eu que, nisso, me identifico completamente com o Pessoa! É um erro de concordância... vá lá... mas é erro de distracção e eu devia estar mais atenta...
EliminarO chá não morre.
ResponderEliminarBem aventurado chá! Isto digo eu que me ando a sentir mais morta do que viva... mas a verdade é que ele - o chá, enquanto bebida - se tem aguentado no seu posto ao longo dos séculos...
EliminarBom dia, Poeta!
“Vistas curtas”
ResponderEliminarA Espanha foi ajudada
Mas com milhões apenas
A ajuda é desenquadrada
Diz Dublin, Lisboa e Atenas
Precisamos todos de ajuda
Mas não ajuda financeira
Para ver se algo muda
Do abismo estamos à beira
Ajudem-nos a encontrar
Os verdadeiros estadistas
Que cuidem das gerações
Que os políticos a governar
São muito curtos de vistas
Só alcançam até às eleições.
Prof Eta
Essa das "vistas curtas" está muito boa, Poeta! Curtíssimas!
EliminarHá dias em que acredito
- hoje é um deles, por acaso... -
Que o mundo era mais bonito
Com mais flor e menos vaso...
Devo dizer-lhe, contudo,
Que, hoje, a minha perspectiva
Está mais pobre e, não me iludo,
Talvez esteja menos viva...
Hoje calhou-me pensar
Qu`inda tenho esta bicheza
E, embora "desinspirada"
Terei de continuar
A trazer-lhes pão pr`á mesa
Sem que eles possam pagar nada...
Poeta, este sonetilho saiu-me muito pessoal, desculpe. Nada ou quase nada tem a ver com o seu... acontece que eu me estava a lembrar da estranha longevidade dos meus amiguinhos - aqui presentes - e de como isso pode vir a ser problemático para eles, no futuro. Coisas que me passam pela cabeça e que, hoje, acabaram por se me impor no momento de escrever... mas vai mesmo assim porque eu não gosto de apagar nada do que me vem subitamente à cabeça. Está escrito, está escrito!
Abraço grande!
Coimbra na ponte.
ResponderEliminarVou até Coimbra
EliminarVERDADE DE GALILEU
ResponderEliminarGalileu com uma luneta
Estudo e sabedoria
Contraria a velha treta
De que só a maioria
Tem a razão completa
E seguindo outra via
A verdade é incorrecta
E a certeza é fantasia…
E na terra em translação
Viu ele o que ninguém via
Que afinal a razão
Que regula a sociedade
Estava com a minoria
E ela detinha a verdade.
Eduardo
Já me tinha lembrado da sua poesia hoje, amigo Eduardo! Até pensei em perguntar ao Pedro, via email, se estava tudo bem consigo... mas não ligue porque eu hoje tenho estado muito contemplativa.
EliminarPor causa de uma Verdade,
Viu-se o pobre em maus lençóis,
Mas manteve a dignidade
De nunca a negar depois...
Viu-se preso, interrogado,
Até forçado a mentir,
A dizer ter-se enganado
Apesar de o não sentir
Mas, no final, entredentes,
Não resistiu a dizer
Que o planeta se movia...
Foi um dos mais resistentes
Ao medo - até de morrer... -
Por falar do que sabia...
Tenho a noção de estar num dia ainda pior do que estes últimos têm sido. A História - esta merece um H bem grande - foi-me transmitida assim. Não estou muito segura de que não tenha sido um pouco fantasiada, mas quase posso ouvir a voz do meu pai a narrar aquele; "... e, no entanto, ela move-se!" que Galileu teria dito, entredentes, no final do julgamento.
Muito obrigada por mais este sonetilho e um enorme abraço para si e Maria dos Anjos!
O Sebastião está no Made in Lisbon,
ResponderEliminarhttp://maria-made-in.blogs.sapo.pt/
Ahhh, vou lá ver! Obrigada, Poeta!
EliminarTenho estado uma verdadeira piegas, hoje, Poeta.... e não costumo ser tão nostálgica.. enfim, deve ser porque estou cheia de sono, embora já tenha adormecido muitas vezes ao computador sem me sentir assim...
EliminarAbraço e até amanhã!
Lembre as palavras de Passos Coelho, "Não sejam piegas".
EliminarLembro, lembro! Por causa delas é que "mudei" o nome na minha página do Facebook... ora espreite http://facebook.com/poetaporkedeusker
EliminarNão estou muito segura de lhe estar a dar o endereço correcto... entro sempre pelo histórico do computador, directamente para a página, sem recorrer ao endereço... mas acho que é esse.
O chá não vai ruir.
ResponderEliminarO meu talvez vá. O seu está bem firme
Eliminar“Emigração”
ResponderEliminarNeste nosso Portugal
Evoluiu a emigração
Antes ias com o bornal
E às costas o garrafão
Agora com ar doutoral
E uma pastinha na mão
Deixas tua terra natal
Com canudos e a ilusão
Antes de comboio partias
Agora embarcas no avião
A Paris antes chegavas
E no bidonville vivias
Sempre em busca da condição
Que na pátria não encontravas.
Prof Eta
Não sei se vou conseguir
EliminarMas, decerto, vou tentar
Responder sem permitir
Que o sono me vá parar
Tudo volta ao qu´era dantes,
Nas rotas d`emigração...
Até pensei, por instantes,
Que escapava à situação...
E lá vamos outra vez,
De comboio ou de avião,
Um pouco mais confortáveis...
A diferença está, talvez,
Nessa maleta de mão
Que nos torna mais notáveis...
Por hoje já nem tento responder-lhe mais, Poeta. Este sonetilho teve de ser todo feito "martelo". Estava a ver que não conseguia rima até ao final...
Abraço grande!
A Florbela e o Luís estão na ponte.
ResponderEliminarMas ainda vou à ponte
EliminarO chá não tem doutrina.
ResponderEliminarVou ver isso, Poeta... se a ligação deixar. Hoje é um daqueles dias em que a net parece ter enlouquecido...
Eliminar“Consumo logo existo”
ResponderEliminarEsta crise é existencial
Não há vida além do cifrão
Por isso não passamos mal
S’a existência é uma ilusão
Enquanto humano não existes
Apenas enquanto consumidor
E se ao consumo resistes
Agrava-se o estado de dor
Que o consumo é anestesia
Para a paralisia mental
Que nos tolda a razão
Consumamos com alegria
Cérebro humano é genial
Transforma consumo em paixão.
Em verdade ouso dizer
EliminarQue o processo evolutivo
Cresceu aliado ao "ter"
E foi esquecendo o "ser"... vivo...
Falo de outra evolução
Que não nos abrange a todos,
Que a alguns lança em aflição
Por cobrar dinheiro a rodos...
Sinceramente não vejo
Que seja fácil mudá-la,
Resgatá-la ao capital...
Mas é a isso que almejo
E enquanto eu tento sondá-la,
Tenta ela mudar-me... a mal...
Espero - espero mesmo! - que a net não me "engula" mais este sonetilho... todo o dia tem estado aos soluços. Pelo sim, pelo não, faço copy paste... se ela deixar, é um facto.... há coisas que não consigo copiar, mesmo que tenham sido escritas por mim...
Abraço grande, Poeta!
Está um louco na ponte.
ResponderEliminarEntão é porque há mais do que um, Poeta! O outro está na net a dar-me conta da paciência...
EliminarAbraço grande!
Eu não disse, Poeta? Agora não me deixa abrir o vídeo... vou tentar de novo...
EliminarMUITA NÓDOA POUCO PANO
ResponderEliminar(no dia 10 de Junho de 2012)
Um orador de excepção
Desperta nossos ouvidos,
No dia desta Nação
Jardim de passos perdidos
Recuou à fundação
Do reino dos distraídos
Trazendo-nos aos sentidos
Nossa eterna distracção.
Escutavam-no de perto,
Compungidos, mano e mano
Qual deles o mais esperto…
E a outros na assistência,
Muita nódoa pouco pano,
Estremece a consciência.
Eduardo
Ainda cá voltei, apesar das teimosias da net, e ainda bem que o fiz. Excelente sonetilho a que o sono me não vai permitir responder neste momento... digo eu, mas vontade de o fazer, não me falta... falta-me - e isso eu sinto-o na pele - é a inspiração e aquela rapidez de rimas que tinha há algum tempo...
Eliminar...... ....... ......
Ainda tentei, meu amigo, mas estou mesmo muito "enferrujada" hoje. Prefiro tentar amanhã, se a inspiração mo permitir.
Muito obrigada, amigo Eduardo! Um enorme abraço para si e Maria dos Anjos!
O chá reinventou-se.
ResponderEliminarE é isso mesmo que temos de fazer diariamente... ainda nem consegui responder ao sonetilho do seu pai... "Muita nódoa, pouco pano", uma delícia de sonetilho! Mas vou ao chá... se conseguir...
Eliminar“A vida do povo”
ResponderEliminarPovo que votas nas urnas
Tão bem escolhes teus eleitos
Meditas nas horas nocturnas
Que eles não serão perfeitos
Os melhores p’ra esta nação
Apesar de todos os defeitos
Quem dá e tira com a mão
Quem defende teus direitos
És um pobre povo resignado
Por isso te expressa gratidão
A maior das figuras do estado
Primeiro-ministro empossado
Que por ti sente compaixão
Por ti aceita ser crucificado.
Prof Eta
EliminarAntes crucificaria
O povo que nele votou
E decerto ficaria
Bem melhor do que o eu estou...
Mil promessas traiçoeiras
Foram, mais tarde, incumpridas!
Poeta, há muitas maneiras
De "armadilhar-nos" as vidas,
Mas não nego o "resignados"
Porque pouco reagimos
A tão negra austeridade...
Amanhã, mais acordados,
Veremos que prescindimos
De exigir toda a verdade!
Abraço grande, Poeta!
FOTO à la minute
ResponderEliminar(10 de Junho de 2012)
NO PIOR PANO A PIOR NÓDOA
Em discurso soberano
Doutor Sampaio da Nóvoa
Mostrou que no pior pano
Também cai a pior nódoa
E assim, nódoas e panos
Dispensam o tira-nódoas
Já que em farrapos humanos
Confundem-se panos e nódoas…
Vi, hirtos, dois reis pasmados
Escutando a eloquência,
De semblantes carregados,
Na assistência, outros malvados,
Enganando a consciência,
A aplaudir contrariados.
Eduardo
E agora não tenho como não lhe responder, por mais que evoque esta minha crise de inspiração...
EliminarTambém vi, também gostei,
Também pude reparar
Que de um rei junto de um rei
Não se espera tanto esgar...
Pasmaram eles, eu pasmei,
Muita gente houve a pasmar...
Mas as nódoas não limpei
Nem quero ter de as limpar
Porque de nódoas assim
Não é fácil a limpeza
Nem disfarces se conseguem...
Limpar não me cabe a mim,
Que não devo, com certeza,
Ter mãos que assim tanto esfreguem...
Finalmente consegui um bocadinho para vir ao computador responder-lhe!
Espero que tudo esteja bem consigo e Maria dos Anjos. Deixo-vos o meu abraço!
A trova passa na ponte.
ResponderEliminarVou ouvi-la!
EliminarO chá levita.
ResponderEliminarQuero ver isso, Poeta!
EliminarDesespero é esperança na ponte.
ResponderEliminarDesespero? Quero ver isso!
Eliminar“Contágio Grego”
ResponderEliminarE veio a confirmação
Fica no Euro a Grécia
De Karagounis o golão
Foi enorme a peripécia
Na Grécia não se previa
E na Europa também não
Mas de facto acontecia
Contra qualquer previsão
É um verdadeiro inferno
Queremos ser contagiados
Para um chuto na crise dar
Praticamos futebol moderno
Chutamos que nem danados
Alguns golos hão-de entrar.
rPoeta, não estou muito bem. Sei que isto, em mim, é frequente, mas não dá mesmo para tentar responder.
EliminarVim aqui só para o avisar. Até amanhã!
De futebol, nada entendo,
EliminarMas de contágios... talvez,
Porqu`inda vou aprendendo
Duas coisinhas, ou três...
Há imensos paralelos
Entre economia e vida...
Quem conseguir entendê-los
Já tem a "base" entendida...
Tudo aqui se desenrola
Em contágios permanentes
Mas... não me passem a bola
Que alguns, podendo mexer-se,
Não estando entre os mais doentes,
Trabalharão sem render-se...
Ai, que sonetilho tão maluco, Poeta! Mas é mais ou menos isto o que eu queria dizer... e acabou por sair tanta metáfora que, se calhar, só um biólogo ou um economista o podem entender
Abraço grande!
ResponderEliminarJá cheguei duma tormentosas férias....
gostei do teu beijinho!
Minha Ligeirinha! Não devem ter sido muito boas, em termos de ventos, chuvas, noites frias... não tiveste grande sorte com o senhor tempo... para além das nossas tempestadezinhas do dia a dia...
EliminarEu cá ando a 0,00000001 Km por hora e ainda sem ter aprendido a lidar com isso, pelo menos durante tanto tempo seguido. Mas não tenciono perder a esperança! Isto há-de melhorar!
Outro grande, grande beijinho para ti! Abraços grandes para todos os teus lindos netos!
O chá não se desorienta.
ResponderEliminarOlá, Poeta! Ora cá está mais uma coisa que eu e o chá temos em comum...
EliminarEstá uma senhora na ponte.
ResponderEliminarVou ver a senhora!
Eliminar“Mar de letras”
ResponderEliminarImpério dos sonetos
Nunca irá colapsar
Com música repletos
São sonetos d’encantar
Ouço um de manhãzinha
Dá-me o alento diário
E depois um à tardinha
P’ro descanso necessário
Em mil viagens embarcado
Trago mil recordações
Palavras de sabedoria
Vou a todo e nenhum lado
Embarcando em ilusões
Sulcando mares dia a dia.
EliminarVão-se fazendo rogados,
Estes versos rotineiros
Que, às vezes, me dão cuidados,
Mas são sempre verdadeiros
Se me chegam atrasados,
Julgo serem derradeiros,
Meus pobres versos cansados
Ao longo destes carreiros
Mas sou eu quem está cansada
Que os poemas não se cansam
Desta estranha caminhada
E este mar que me norteia
Tem ondas que sempre alcançam
Uma nova maré-cheia!
Obrigada, Poeta! Muito obrigada!
EliminarVão-se fazendo rogados,
Estes versos rotineiros
Que, às vezes, me dão cuidados,
Mas são sempre verdadeiros
Se me chegam atrasados,
Julgo serem derradeiros,
Meus pobres versos cansados
Ao longo destes carreiros
Mas sou eu quem está cansada
Que os poemas não se cansam
Desta estranha caminhada
E este mar que me norteia
Tem ondas que sempre alcançam
Tarde ou cedo, a maré-cheia!
Obrigada, Poeta! Muito obrigada!
Poeta, fui precipitada a fazer este sonetilho e a publicá-lo sem o reler... este já tem um ritmo mais conseguido e só foi necessário emendar uma coisinha de nada no último verso...
A GATUXA É UMA BRUXA
ResponderEliminarEnganou-se a gatuxa
Essa gata é holandesa,
Se ela fosse portuguesa
Não era tão reles bruxa
Não é gata siamesa,
Ela quer é uma chucha
E cheirou, tenho a certeza,
Granulado de ratuxa…
Há para aí outros gatos
Com ar fero e desumano,
Mas esses usam sapatos
Tem eles bons olfactos,
Mas ou muito eu me engano,
Ou já não caçam mais ratos
Eduardo
Isto só pode ter a ver com a gata que faz previsões sobre os resultados do futebol... penso eu...
Eliminarjá ouvi falar dum polvo e, agora, tenho ideia de que se fala num gato... mas eu sou mesmo muito "distraída" nesta coisa de previsões...
Pelos vistos a Gatuxa fez uma previsão incorrecta
Desta vez até eu sei que Portugal ganhou ao Laranja Mecânica... mas não teria sabido fazer previsão nenhuma, amigo Eduardo.
Se em vez da Gatuxa fosse
O mais velho dos meus gatos,
Ou mesmo o meu pobre cão
Com o seu olhar tão doce,
Pensaria; "Olha que chatos!
Nem sequer sei quem eles são..."
Talvez um peixe dourado,
Frente ao ecrã da TV,
Desse um palpite melhor...
Estando bem posicionado
Seria quem melhor vê
E quem, na bola, é doutor...
(Agora fiquei curiosa...
Gostava de adivinhar
Como é que foi deduzida
Essa derrota gravosa...
Deram-lhe a bola a cheirar?
Prometeram-lhe comida?)
Meu amigo, não consigo deixar de perguntar-me como terão chegado a essa conclusão... mas quem me manda a mim nunca saber daquilo que toda a gente sabe? Mas é evidente que estou contente por saber que as deduções acerca das previsões da Gatuxa estavam erradas...
Enorme abraço para vós!
Ah! Já vi a Patuxa! Coitadinha... fiquei a pensar que fosse uma gata que tivesse adquirido o estatuto mediático do polvo que acertava em todos os resultados, no último campeonato. Os gatos não adivinham esse tipo de coisas... podem até saber o que se passa connosco - quando temos a sorte de ser considerados importantes, no entender deles... - mas nunca se interessarão pelas coisas que nós entendemos que lhes devem interessar.
EliminarÉ linda, a vossa Patuxa! Esperem dela muito amor, muitas marradinhas, muitas brincadeiras nos dias mais felizes... mas nunca previsões deste teor.
Abraço grande, grande!
Veja o seu mail, é a nossa gata e o Tomás pôs-lhe as bandeiras com comida para ela esclher.
EliminarJá vi, Poeta!!! É linda, a Patuxa!
EliminarO nome completo é Patuxa Neves Branquinha.
EliminarÉ sempre um prazer conhecer mais um felino!
EliminarTambém tive uma menina dessas, toda branquinha... era a Angel. Penso que as fotos dela ficaram naquele telemóvel que ficou com as teclas bloqueadas... perdi imensas coisas com aquele telemóvel... até um vídeo do Sigmund Freud a rebolar-se na sua caixinha de areia...
Beijinhos para todos!
“Logicamente”
ResponderEliminarEste era o grupo da morte
Não nos conseguiram matar
É preciso alguma sorte
E sobretudo saber jogar
Se a lógica é uma batata
Temos que desconfiar
E para que nenhum nos bata
Temos sempre que marcar
Mais golos que o adversário
Mas também saber perder
Pois no jogo há o corolário
Para que um possa vencer
Torna-se sempre necessário
No final alguém sofrer.
Prof Eta
Ai, Poeta, que desgraça!
EliminarQue me vai sair daqui?
Não sei que diga ou que faça...
Levo o Kico ao seu xixi
Ou tento a minha resposta
Que, apesar de eu estar contente,
Penso que até o desgosta?
Não sei se vou mesmo em frente...
Esta minha TDT
Parece estar maluquinha,
Começou a gaguejar...
Não sei como, nem porquê,
Respondi... que sorte a minha!
Ou será falta de azar???
Poeta, sou tão boa a falar disto quanto a sua Patuxa...
O chá não traz felicidade, mas ajuda.
ResponderEliminarCostumam dizer isso do dinheiro... e eu penso sempre que sim, sem dúvida... numa sociedade estruturada segundo os interesses financeiros, claro.
EliminarO melhor é eu deixar-me de utopias e ir beber o chazinho...
O mar às vezes está agitado
ResponderEliminaro mar teima em ficar calmo
este apego à calmaria
deste mar que não sabe o que é
mas que sabe o que quer ser...
Beijinhos
Olá, Golimix!
EliminarUm abraço grande e marítimo
“Planeta deserto”
ResponderEliminarUm futuro por encontrar
Para este nosso planeta
No Rio a conferênciar
Não há proposta concreta
E o planeta preocupado
Com esta inépcia atroz
Diz enfim muito zangado
Estou-me lixando p’ra vós
Estava cá muitos anos antes
Da vossa ínfima existência
E muitos ainda vou continuar
Pois vós sois extravagantes
E com os tiques d’opulência
Ides com a humanidade acabar.
Não será exactamente
EliminarComo em zaragata humana,
Mas um planeta doente
Fica azedo... e nunca engana
Embora eu não acredite
Que o final esteja tão perto
E muitas vezes medite
Sobre se isso é mesmo certo...
Por "isso" entendo o final
Deste bípede primata
Sobre este belo planeta
Quanto a mim, cada animal
Sabe das ordens que acata
Pr`a chegar mais tarde à meta...
Olá, Poeta! Continuo bastante "desinspirada"... e nota-se
Abraço grande!
Também há pontes possíveis no bairro negro.
ResponderEliminarO Zeca na ponte! Vou já, Poeta!
EliminarO chá não odeia.
ResponderEliminarNem eu, Poeta...
Eliminar