SONETO PARA MARCHAR, MARCHAR!
Sigamos, mesmo sós, fincando o pé,
Erguendo o punho acima do poder,
Impondo aos sortilégios da maré
Esta vontade infinda de vencer!
Ergamos, libertária, a nossa fé
Sobre os que estão cansados de saber
Que conduzem o povo em marcha-a-ré,
Alegando que assim teve de ser!
Vai-se fazendo tarde e não é hora
De procurar caminhos menos duros
Pois sempre que um de nós gritar; - Agora!
Saberemos que o dia não demora
E, mesmo por carreiros inseguros,
Havemos de ir aonde o sonho mora!
Maria João Brito de Sousa – 28.08.2012 -15.52h
Imagem retirada da internet, via Google
ResponderEliminareu também ia
mas Lisboa fica tão longe...
uma única vez entoei
"O povo unido
jamais será vencido"...
e com tristeza
tudo está dividido...
xoxo aqui dos calhaus
Olá, Anjo!
EliminarGritei essa frase uns bons milhares de vezes. Gritei-a até ficar sem voz...
Xoxo daqui, do estuário do Tejo!
Eliminareu imagino...hé hé hé
feliz e bela noite
Eliminare acho que eram bons tempos...
agora esta espécie de fazendeiros políticos
enfim...
bela noite pra ti
Foram tempos lindos que coincidiram com o auge das nossas vidas Valeu a pena tê-los vivido!
Eliminar... agora estou para aqui a tentar responder-te enquanto vou saltitando para o fogão... tenho uma açordita de alho ao lume, hummm! Bem bom
Coitada! Já se ia queimando! Mas é uma açorda que é mais as migas alentejanas, sabes? São o meu prato favorito, as belas das migas!
Noite feliz, Anjo!
Eliminarum belo dia pra ti
Um belo e luminoso dia para ti, também, Anjo!
EliminarNão posso por cá ficar senão uns minutos. O malvado subsídio chegou. Atrasado, mas chegou! E uma amiga pediu-me que a acompanhasse a uma consulta... nem sei a que horas voltarei, mas vou de carro, claro... de outra forma não daria...
Abraço grande!
“Se é crise”
ResponderEliminarSe é crise exige reacção
Se é crise exige sagacidade
Se é crise não é negação
Sendo crise de verdade
Se é crise exige perseverança
Se é crise não é estagnação
Se é crise traz a mudança
Que conduz à evolução
Se é crise apela à criatividade
Se é crise apela ao lado humano
Se é crise é incitamento
Se é crise é oportunidade
De viver o lado mundano
Vive a crise do momento.
Mas se ela mata e consome,
EliminarNos reduz esta existência,
Nos faz passar tanta fome...
Onde está essa coerência?
Que remédio tenho eu!
Enquanto por cá estiver,
Religioso ou ateu,
Tenho mesmo de a viver!
Mas gastar o tempo inteiro
A agradecer-lhe por ser
Um apelo... isso é loucura!
Resolva-se ela, primeiro
Que eu nunca pedi pr`á ter,
Nem provoquei tal ruptura!
Abraço grande, Poeta!
A ponte redime-se, ainda há tempo.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarO chá não tem dores.
ResponderEliminarÉ um Chá feliz, garanto-lhe!
EliminarOxalá não falte a vontade de procurar a morada do sonho...
ResponderEliminarBijinhos
Olá, Anjo!
EliminarA vontade só me falta quando me faltar a vida ou a doença me colocar numa situação de total inconsciência. Espero ter mais uns anitos pela frente, Anjo...
Uma muito feliz noite para ti!
Ai, Golimix... desculpa! Só agora vi que eras tu... respondi-te como se fosses o Anjo da Esquina... mas a resposta seria a mesma, só a florzinha mudaria de cor
Eliminar
EliminarÉ... gosto muito desta florzinha
é alegre
É alegre, sim, Golimix... mas eu "troquei-me" toda, com as pressas do costume, associei a tua flor vermelha à flor azul do Anjo...
EliminarBeijinho!
“A longa corrida”
ResponderEliminarTrabalhadores e artistas
São uma boa solução
Raro são conformistas
Não raro dizem que não
Tudo o que vês te darei
Se quebrares a vontade...
Obrigado, não precisarei
Eu fiz voto de humildade
É longo o meu caminho
Mas nunca pela riqueza
Tudo o que vês eu produzo
Sem descanso, com carinho
E podes ter plena certeza
Nunca o fiz para meu uso.
Pode até tussir a vaca,
EliminarPode a galinha ter dentes,
Podem cortar-lhes, qual faca,
Seus anseios mais ardentes,
Que eles jamais hão-de vergar!
Estarão prontos a morrer
Muito antes de atraiçoar
A causa em que ousaram crer!
Será, sim, longo o caminho,
Mas é profícua a jornada
E sempre belos, os frutos
Do que nos dão, com carinho,
Sempre ao longo desta estrada,
Sempre gente... não produtos!
Cá está, muito manquito, mas muito sentido... esta coisa de passar um dia no hospital, cansa-me até à alma...
Abraço grande, Poeta!
A ponte é do Hilário.
ResponderEliminar... alta noite no Choupal...
EliminarVou ouvi-lo, Poeta!
O chá é consumido.
ResponderEliminarE eu sou uma das suas consumidoras...
Eliminareu acho que tenho ciumes do poeta zarolho....pronto já disse!
ResponderEliminarNão tenhas! Nem fiques !
EliminarJá reparaste que já poderíamos, à vontade, ter uns dois livritos publicados só com desgarradas? Mas estive ontem no Ligeirinha, a reler o teu Subtilmente... estava à espera de que as aventuras nas ondas te tivessem inspirado... mas olha que me assustaste com aquela última...
Abraço grande, grande!
Ciúme como mero sentimento.
EliminarO ciúme, em princípio, é um sentimento tão natural ao ser humano como o tédio e a raiva. Nós sempre vivenciamos este sentimento em algum momento da vida, diferem apenas suas razões e as emoções que sentimos. Como todo sentimento, tem seu lado positivo e seu lado negativo.
Wikipédia
Gostei, Poeta... mas já não lhe posso responder hoje porque terei de me levantar às cinco da manhã.
EliminarAbraço grande e desculpe-me. Respondo quando voltar... ou talvez a Ligeirinha lhe responda...
“País de equivalentes”
ResponderEliminarTens filhos tens cadilhos
Isso era antes da troika
Agora só arranjas sarilhos
Se és pai na nação heróica
Orçamento vai determinar
Que te cortem a dedução
E por cada filho a estudar
Já escolheram a profissão
Poderá ser licenciado
Ou até tirar o mestrado
Se não fôr filho de doutor
Pode chegar a canalizador
Se não tiver jeito paciência
Pode pedir a equivalência.
Prof Eta
A paciência está guardada
EliminarPr`a lidar c`o semelhante...
De resto, não guardo nada;
Sou poeta militante!
Pode crer que assim será!
Criadas as condições,
O pobre não chega lá
Por mais qu`estude as lições...
E, se for inteligente,
Se superar as lacunas
Destes desníveis de classe,
Dirão que é um delinquente
E um perigo pr`ás fortunas
[ganhas nas casas de passe...]
Muito metafórico... demasiado, talvez, naquilo das "casas de passe" ...mas penso que a mensagem passa.
Abraço grande, Poeta!
A ponte continua por lá.
ResponderEliminarE eu lá vou...
EliminarA ALTERNÂNCIA no
ResponderEliminarPAÍS das BACTÉRIAS
Em próximas eleições
A trampa e a excrescência
A imperícia e a incompetência
Vão trocar de posições
Repete-se a ocorrência
De outras ocasiões:
Escaravelhos em falência
Rebolam as excreções…
Amestrados, docemente,
A chafurdar na escória
As bolas, continuamente,
Fabricam de iguais matérias
Tristes páginas da história
Do país das bactérias.
Eduardo
O PROCESSO INFECCIOSO
EliminarHá bactérias purulentas
Em cultura bem cuidada
Que se julgam muito isentas,
Que afirmam nem estragar nada,
Que preparam, virulentas,
Na sombra, a sua emboscada
E que espiam, muito atentas,
Cada infecção provocada...
Aguardam pacientemente
Qualquer sinal de fraqueza
Pr`atacarem de repente
Produzindo o pus que oferecem
Aos que atiram pr`á pobreza
Dizendo que os favorecem...
Boa noite, amigo Eduardo!
Muito obrigada pelo seu, como sempre, excelente sonetilho. Tentei responder-lhe aproveitando as metáforas que criou.
Amanhã tenho consulta e terei de me levantar antes do sol nascer, por isso nem sequer vou "burilar" muito este sonetilho-resposta...
Abraço grande para si e Maria dos Anjos!
O chá foi consumido.
ResponderEliminarFMI - Faça a Miséria Imperar. Essa entidade já andou aqui pelo Brasil asfixiando nossa economia. Plantou muita miséria, pois ela apenas monitora os números da economia em sua frieza, deixando o mercado e realidade sob um controle artificial. O melhor é o país fazer seu plano qüinqüenal de desenvolvimento das finanças e demais segmentos da economia. O importante é que haja produção, controle de juros e do crédito, mas deixando o mercado livre pela lei natural da oferta e da procura.
ResponderEliminarAdilio Belmonte,
Belém-Pará-Brasil
Obrigada, amigo Adílio Belmonte! Não conhecia essa forma - Faça a Miséria Imperar - de tratar esta entidade. Gostei! O controle do FMI é, com efeito, duro, artificial e chegaria a ponto de se tornar ridículo se não estivesse a provocar tantos estragos no povo português. Nunca conseguirá resolver a situação de afundamento económico do país sem provocar uma verdadeira catástrofe humanitária. Estamos a ser literalmente empurrados para a miséria, para a escravatura da maioria.
Eliminar“Alternantes”
ResponderEliminarPassos foi a São Bento
Mas não é p’ra alternar
Observando o momento
Deve ser p’ra nos lixar
O Coelho de mansinho
Passou-lhe a mão p’lo pêlo
Coitado do Zé Povinho
Não se livra do novelo
Cada vez mais enleado
Na trama escorregadia
Das alternância constantes
Meu povo foste enganado
P’la bendita democracia
Que te oferece alternantes.
Prof Eta
Estão sempre as "classes" no jogo
EliminarE as finanças, pelo meio,
Já nervosas, gritam "Fogo!"
À chama que eu mesma ateio...
Morre o senhor Capital
Afogado em seu dinheiro...
Por bem, não vai e, a mal,
Quer que morramos primeiro...
Há, então, que erradicá-lo
Antes que ele nos erradique
Por sermos, sempre, os culpados...
Ó gente; é decapitá-lo!
Mesmo que alguém nos critique
Ficam os dados lançados!
Obrigada e um bom fim de semana, Poeta!
Há variações na ponte.
ResponderEliminarVou vê-las, Poeta!
EliminarO chá venceu.
ResponderEliminarGrande Chá!
EliminarA ALTERNAR,
ResponderEliminarVai fermoso e não seguro
O Seguro p´ra São Bento.
Gostava daquele assento,
Mas o assento é tão duro!
Em muito breve futuro,
Com o coelho que é cinzento,
Alternar é seu intento
Vai fermoso e não seguro.
Pouco há a vislumbrar
No que ao porvir concerne
E alternar por alternar
Vai jogar pelo seguro,
Alterna num bar de alterne
Que não é tão inseguro
Eduardo
Segurança, ou falta dela...
EliminarDelicada, a situação
De um país cuja mazela
Pode mais que a solução
Aqui, cantando acapela,
Tenho sempre em atenção
Que a vida nem sempre é bela;
Pode um seguro ser vão...
Não deixei por mãos alheias
As minhas opiniões
E nem prezo outras ideias
Com bem menor consistência...
Têm, uns, suas razões
E, outros, crêem na aparência...
Muito bom, como sempre, o seu sonetilho, amigo Eduardo! Só agora lhe respondo porque ontem tive de me deitar cedo.
A desarticulação entre os centros de saúde e as consultas hospitalares é mais do que evidente. Embora tivesse sido muito competentemente atendida por uma jovem médica estagiária - gostei muito da primeira consulta que ela me fez - a vigilância dos valores do INR não pôde ser feita, a mamografia acabou por não ser pedida e até o evidente inchaço na zona submaxilar direita, que foi rapidamente diagnosticado pela jovem médica, acabou por não "merecer" a tal ecografia à tiróide que ela se propôs passar-me. Devo dizer que o pedido de vigilância do INR já tinha sido feito e tudo tinha sido tratado no sentido de eu a fazer no ACES de Oeiras... aliás, já estava em curso, enquanto era atendida pela médica anterior... parecem coisinhas de menor relevância, mas não o são, garanto-lhe. Sobretudo porque a dosagem de varfarina sódica me foi mudada pelo médico do hospital... e eu expliquei-o bem. Enfim, falhas de articulação, é evidente, mas que podem pagar-se por um preço muito, muito alto...
Um abraço grande para si e Maria dos Anjos.