UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha
Eu, que tanto o pratico, sei tão mal
As razões de voar do próprio engenho…
Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho
E chego a acreditá-lo original…
Por vezes, volitando, é um pardal
Que por mim passa a ver quando o detenho,
Sabendo que eu, sem asas, não desdenho
Um timorato adejo ocasional…
E logo as mãos me adejam no teclado
Por causa de um pardal me ter tentado,
Por obra de tão parca tentação
Que é caso pr`a dizer que ter voado
Tem sempre uma razão, sempre um “culpado”
E as "culpas" nunca são da própria mão…
Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h
Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
Uma voz sem par na ponte, dedicada a todas as ligeirinhas.
ResponderEliminarBem, já vi que, hoje, a noite inteira é dedicada à Ligeirinha! Vou já!
Eliminar“O massacre”
ResponderEliminarNão esqueças o cartão
O crédito é fundamental
P’ra cumprires a missão
Do foro governamental
E o carro com motorista
Que te leva a todo o lado
A um jantar intimista
De negócios povoado
Por mais que se insista
O povo fica arredado
Deste banquete final
Dou-te apenas uma pista
Com o povo massacrado
Isto pode acabar mal.
Prof Eta
Não tenho cartão nenhum
EliminarE, se há missão pr`a cumprir,
Cumpro-a fazendo o jejum
Que já fiz... ou está pr`a vir...
Venho de uns versos ligeiros,
Muito alegres, saltitantes
E encontro estes, guerreiros,
Com massacres intrigantes...
Que grande, imenso contraste,
Quando o versejo me leva
Da alegria ao seu inverso...
E a resposta é um desastre
Porque espera que eu me atreva
A pôr tal surpresa em verso...
Olá, Poeta! Venho mesmo de uns versos levezinhos... uma espécie de conversa de mulheres que querem divagar um pouco, esquecer os dias maus... não me foi muito fácil responder a este seu sonetilho, mas tudo o que me ocorreu está aí...
Abraço grande!
É lindo! fiquei comovida....
EliminarPardal fugaz!!!!, por vezes sem nexo no seu voo ausente...
Precioso na sua escolha...tão certeira...
Voa por mim , enquanto duro....
Voa por ti que me acolhes...
Adorei!
Beijinhos cheio de amizade!
Que bom! Gostaste mesmo!
EliminarEnorme abraço, Ligeirinha!
Já tinha saudades de a ler!!! É realmente incrível o que faz com as palavras, minha querida poeta!!!
ResponderEliminarMuitas saudades
Isabel
Obrigada, Isabel!
EliminarO seu último texto "transpirava" poesia! Gostei muitíssimo de a ler!
Abraço grande!
obrigada eu pelo seu apoio e presença... e fico sempre fascinada com os seus sonetos. Obrigada!!!
ResponderEliminarbeijinho
Isabel
Beijinho, Isabel!
EliminarO chá não tem sede.
ResponderEliminarPois... está bem hidratadinho! Vou lá!
EliminarBonito pardalito
ResponderEliminarque as palavras mais soube inspirar...
olá , um belo e bonito dia pra ti
Olá, Anjo!
EliminarGosto muito, muito de pardais! Admiro profundamente a resiliência destas pequenas aves que se conseguiram adaptar e sobreviver ao modo de vida - destrutivo, em termos ambientais - do ser humano das cidades. E olha que são uns bichinhos corajosos, apesar da sua pequenez e aparente fragilidade...
Um feliz e luminoso dia para ti
um grande fim de semana
Eliminare tudo bom também...
Ainda é quinta feira... mas esta semana passou mesmo a correr...
EliminarVou aí, Anjo
Feliz noite, Anjo!
Eliminar“Depenados”
ResponderEliminarDo massacre silencioso
Não se fala, parece mal
Voz do povo era pernicioso
Se acaso chegasse ao jornal
Podem até chamar-lhe festa
Que com a fome latente
Povo nem sequer protesta
Todos à festa minha gente
Sem saúde e sem dinheiro
Tenham por vós mil cuidados
Encham a barriga primeiro
Não se sintam massacrados
Cheguem nutridos a Janeiro
Para serem depenados.
Prof Eta
Já estou "depenada" há tanto,
EliminarTanto tempo que nem sei...
Se as penas formassem pranto,
Meu não era... eu já sequei!
Mas há massacres, não nego!
Alguns são muito evidentes,
Outros, como o desemprego,
Perniciosos, latentes,
Todos eles, porém, partilham
Dessa mesma iniquidade
E duma mesma fractura
Que a tantos de nós perfilham
Dizendo que a liberdade
Paga esta imensa factura...
Abraço grande, Poeta!
O sinal está fraquíssimo... já perdi este sonetilho que agora vai "reconstruído"...
Mentira na ponte.
ResponderEliminarEheheheh... veio para "rimar" com o meu último poema... vou lá, Poeta!
EliminarO chá está quase.
ResponderEliminarQuase? Também eu estou quase sem sinal de ligação... vou tentar lá ir...
Eliminar“Jogadas”
ResponderEliminarPortugal hoje vai jogar
No campo da austeridade
Assim é quem quer ganhar
Acima da sua possibilidade
Muitos golos quer marcar
Com um jogador milionário
Mas acaba por defraudar
Todo e qualquer erário
E o público a aplaudir
Nem sabe da penalização
Por cada golo falhado
Mas vai ter que contribuir
Com a saúde e a habitação
E grita, o árbitro foi comprado.
Prof Eta
Ah, mas que enorme verdade!
EliminarJogam-se vidas inteiras
Nesta absurda austeridade
Que afoga de mil maneiras
Proletários e burgueses...
Dos poetas... nem se fala,
Mas são eles, as mais das vezes,
A voz que nunca se cala,
A que sempre denuncia,
A que não tem qualquer medo
De dizer toda a verdade...
[este jogo, em teoria,
parece nem ter segredo;
reproduz realidade...]
Vi agora que fiquei offline... a ligação foi-se completamente. Vou tentar fazer copy/paste
Um novo dia na ponte.
ResponderEliminarVou à Ponte, Poeta, saudar o novo dia!
Eliminar“Este é um novo dia”
ResponderEliminarParaíso não está perdido
Está por agora esquecido
Porque andas combalido
Escravo dum mau sentido
Que te aprisiona o coração
E te ofusca a consciência
Porque segues a televisão
E lhe prestas a obediência
Mas podes dizer basta
No dia da tua libertação
Em que a felicidade te guia
Te liberta da vida madrasta
Escutarás uma nova canção
Este será o teu novo dia.
“Este é um novo dia”
ResponderEliminarParaíso não está perdido
Está por agora esquecido
Porque andas combalido
Escravo dum mau sentido
Que te aprisiona o coração
E te ofusca a consciência
Porque segues a televisão
E lhe prestas a obediência
Mas podes dizer basta
No dia da tua libertação
Em que a felicidade te guia
Te liberta da vida madrasta
Escutarás uma nova canção
Este será o teu novo dia.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=mj5aAPmgGgQ
O sinal continua tão fraquinho que nem deu para ouvir o vídeo todo, Poeta... terei de voltar para ver se o consigo reproduzir integralmente.
EliminarNem perdido nem esquecido;
Está sempre um passo adiante
Dum espaço nunca medido
Mas que é sempre equidistante
Entre nós, no já vivido,
E o que em nós quer ir avante;
Entre nós e o prometido
Pelo sonho triunfante...
Dessa alegria, Poeta,
Só se deverá falar
Se estiverem conquistadas
As fronteiras de uma meta
Que passam por não calar
Injustiças declaradas...
Abraço grande, Poeta!
Estou com apenas dois pontinhos num ícone indicador que só costuma funcionar com uma carga não inferior a cinco...
O chá é puro.
ResponderEliminarAceito a pureza do Chá nesta manhã de profunda tristeza.
Eliminar“Felicidade descartável”
ResponderEliminarConsumir ideias estéreis
Desígnio da humanidade
E quantas mais tivéreis
Mais estéril a sociedade
Vendidas por atacado
Geram lucro de milhões
São produto envenenado
Propostas como soluções
Para os males incuráveis
Da sociedade de consumo
Que busca a felicidade
Nesses bens descartáveis
Onde não encontra rumo
Logo desde a tenra idade.
Sei-o bem e sou anti
EliminarConsumo desenfreado,
Algo que sempre senti
Como sendo exagerado,
Perturbador, descuidado...
Todos vivemos aqui,
Caminhando lado a lado,
Destruindo, por aí,
Muito mais que o razoável,
Muito mais que o necessário,
Tornando a espécie inviável,
Tornando a vida improvável,
Despojando deste erário
Todo um amanhã instável...
Não foi nada fácil, Poeta. Estou muitíssimo desinspirada.
Abraço grande.
Tudo muda na ponte.
ResponderEliminarVou lá, Poeta, mas o sinal de ligação continua quase ausente, não consigo visualizar vídeos...
EliminarUm chazinho de certeza.
ResponderEliminarObrigada, Poeta. Aceito.
Eliminar“Complemento da austeridade”
ResponderEliminarArroto a austeridade
Porque estou satisfeito
Venha agora a liberdade
Senão acabo desfeito
A ditadura do imposto
Para uns é fenomenal
A mim põe-me indisposto
Das tripas já passo mal
O medicamento ia comprar
Mas perdi o rendimento
Por causa dessa desdita
Não mais parei de obrar
Tornou-se num complemento
A minha tripa anda aflita.
Prof Eta
Fisiológica abordagem
EliminarDeste pacto de agressão
A dar-nos a clara imagem
Do que os governantes são
Embora eu tenha a vantagem
Da liberdade de acção
Pode uma ou outra viagem
Impor-se-me, qual excepção...
Amanhã volto a não estar
Disponível para a escrita
E a produção dos poemas...
O dinheiro que eu gastar
Fará crescer a desdita
De quem narra estes problemas...
Abraço grande, Poeta!
“Amigos”
ResponderEliminarAmigos os sacrifícios
Ainda não terminaram
Amigos dos sete ofícios
Por onde é que andaram
Amigos de Portugal
Eu sou apenas um amigo
Não faço isto por mal
Só me preocupo contigo
Amigos esta lição
Que a aprendam também
Antes de irem à dispensa
Amigos do coração
Isto é p’ro vosso bem
A austeridade compensa.
Prof Eta
Não, não há-de compensar!
EliminarA revolução surgiu,
Temos um povo a acordar
Sabendo quem lhe mentiu
Por caminhos improváveis
Marcham tais revoluções
Muitas vezes não expectáveis,
Pois trazem contradições...
Mas compensar, não compensa...
Tarde ou cedo isto descamba
Pr`a todo aquele que assim pensa
E assim que "a coisa" se adensa,
Vai tudo pr`à corda bamba,
Fica esgotada a despensa...
Continuo muitíssimo desinspirada, Poeta... abraço grande!
Andamos levantados na ponte.
ResponderEliminarLá vou, Poeta...
EliminarOlá minha amiga, este soneto pode ser "Ligeiro" mas é muito bonito.
ResponderEliminarUm abraço e até breve
O chá espera.
ResponderEliminarAi, não resisto ao Chá... já deveria estar pronta para sair, mas...
EliminarEis a leveza do ser...
ResponderEliminarLindo e saltitante, daí o embalo para o massacre...
Bj. M. Luísa
“Inferno fiscal”
ResponderEliminarJá que brincam c’o fogo
Uma coisa eu vos direi
Antevejo um só epílogo
Bem quente p’lo que sei
A equidade é no inferno
Onde todos possam arder
Pois chegado o inverno
Não haverá o que comer
Fala-vos a voz da razão
A fome por conselheira
Não é bom instrumento
Falta o gás para o fogão
Acende-se uma fogueira
É chegado o momento.
Sou uma mulher de acção
EliminarQue já nem consegue agir...
O Poeta tem razão
E eu tenho o corpo a dormir...
Tanta, tanta privação
Há-de este povo sentir
Que já nem tem dimensão;
Ninguém a pode medir...
Tanto insano sacrifício
Nos será agora imposto
Com esta nova agressão
Que agora tem seu início...
É bem mais do que um desgosto;
Escravatura e submissão!
Não estou bem. Peço desculpa.
Su pais na ponte.
ResponderEliminarNA PONTE
ResponderEliminarEn mi país, que tristeza,
La pobreza y el rencor.
Dice mi padre que ya llegará
Desde el fondo del tiempo otro tiempo
Y me dice que el sol brillará
Sobre un pueblo que él sueña
Labrando su verde solar.
En mi país que tristeza,
La pobreza y el rencor.
Que tristíssimo e belo poema, Poeta... eu, passada a primeira "fúria", desabafada a zanga num texto por aí, tive de me deitar um pouco. Não estou nada bem e voltei a ter febre... mas vou até à Ponte.
EliminarO chá detalhou.
ResponderEliminarContinuo menos bem mas não faltarei ao Chá.
Eliminar“Sacrifício supremo”
ResponderEliminarA política é uma arte
Vendem a morte em vida
Pagarás só uma parte
Sobretaxa está decidida
É em suaves prestações
De apenas sete pontos
P’ra evitar revoluções
E não aceitamos descontos
Que o momento é de carpir
A morte assim vendida
Pela falta de sustento
Sacrifício supremo a seguir
Já que a morte está decidida
Será mesmo a cem porcento.
Prof Eta
Nem sei se ainda se versejo
EliminarDepois de ouvir o Gaspar...
(perdi agora este ensejo
de o não dizer, de o calar...)
Enquanto a troika acredite,
Ficam eles muito contentes
Pensando que a treta evite
Estes protestos crescentes
"Diga lá, de olhos nos olhos;
Está a mentir ou não está?
Fala-nos, sorrindo, em escolhos,
Mas só vemos é montanhas
E já não chegamos lá
Com tantas, tantas patranhas!"
Enfim, Poeta... é isto mesmo. Abraço grande!
Acreditar na ponte.
ResponderEliminarAh, eu acredito, Poeta... mas no futuro. Neste presente, não acredito mesmo nada!
EliminarO chá é austero.
ResponderEliminarAcredito que sim, Poeta... que remédio tem ele, nos dias que correm...
Eliminarvou já prová-lo!
“Que tristeza”
ResponderEliminarNo meu país, que tristeza
A pobreza e o rancor
Mas não é com certeza
Esta a tristeza maior
Maior é a cruel frieza
Dos números em redor
Matam a esperança indefesa
Os humanos e a sua dor
Tristes podemos viver
Mas com um fim em vista
Que impulsione a mudança
Ou então tudo se irá perder
Pois não há quem resista
Se lhe mataram a esperança.
O poeta, nesta andança,
EliminarTem sempre uma mais-valia
Pois, depois de morta a esp`rança,
Sobra sempre a Poesia...
Diz-me este computador
Que estou a ser invadida
Por um qualquer invasor
Que tem a esperança perdida...
Nunca antes me acontecera
Ter aviso semelhante,
Ter semelhante invasão
Em tantos anos de espera...
Não me ralo e sigo avante,
Faça-se a revolução!
Saiu uma narrativa, em tempo real, do que se passou no ecrã do 2008, a partir da segunda estrofe; apareceu-me mesmo um aviso a dizer que havia um "conflito" no computador porque outro computador estava a tentar entrar(?) com o mesmo IP... e eu percebo lá porquê?!
Abraço grande, Poeta!
“Dedo espetado”
ResponderEliminarUm ou dois dedos no ar
Isso que diferença faz
O azar veio p’ra ficar
Manifestação vem atrás
Logo a polícia de choque
Os guardiões do regime
Ao serviço do escroque
Que a vida nos comprime
Juntaram-se uns milhões
Levaram muita paulada
Foi um dia bem passado
Ainda entoaram refrões
E a malta segue animada
Com o dedo espetado.
Prof Eta
Nem sempre a revolução
EliminarNasce conforme o previsto...
Por vezes a solução
É tão simples quanto isto...
Quando uns gritam: - Fica em casa!
E outros berram: - Sai pr`á rua!
Só se escreve em tábua rasa
Na superfície da... lua!
Só de uma acção concertada
Esperarei bons resultados
No momento que vivemos
Não me arrependo de nada
Mas não fico entre os culpados
Da sorte que agora temos...
Outro abraço, Poeta!
Adios en la ponte.
ResponderEliminarAdios??? Vou ver, Poeta.
Eliminar
ResponderEliminarainda estás no "meu pardalinho".....que bom! Como vais ? hoje fui fazer a tal infiltração ao joelho , pois já quase não dava passada....Mas naõ estou muito famosa, tenho que estar assim por casa até sabado. Dá-me noticias tuas, ok?
Ah, Ligeirinha... as infiltrações costumavam dar imenso resultada na minha mãe... que pena não terem dado em ti...
EliminarOlha, quanto a mim vai ao http://contra-sensual.blogs.sapo.pt/ ... estou sem fôlego para contar tudo outra vez... mas hoje, na segurança social, pediram-me outro atestado, com urgência... atestado que depende dessa consulta... enfim!
Beijo muito, muito grande!
Desculpa! É neste link http://contra-sensual.blogs.sapo.pt/14403.html !
EliminarChá com gema de ovo.
ResponderEliminarSempre quero ver isso...
EliminarQuer as mãos lhe continuem a voar,
ResponderEliminarcom ou sem pardal...
Que o coração não lhe pare de dizer o que quer
Bijinho
Olá, Golimix!
EliminarObrigada pelos teus votos! Abraço grande!
“Gás mostarda”
ResponderEliminarPortugal no bom caminho
Deste profundo abismo
Diz o alemão com carinho
P’ra disfarçar o nazismo
E toda a Europa refém
Dum IV Reich demente
Tratam todos com desdém
Mas não gazeiam a gente
Só que a malta gaseada
Com as medidas impostas
Anda com a cabeça marada
Não sei se do gás mostarda
Ou se é do gás das bostas
Que governam a manada.
Prof Eta
Poeta, continuo com febre e estou mesmo meia a dormir... respondo-lhe amanhã
EliminarAbraço gde!
Fixe, responder-me hoje, pior é estar assim, as rápida melhoras.
EliminarAbraço grande Continuo com uma dor de cabeça gigante, mas vou tentar responder ao seu último sonetilho... o nódulo na região sub mandibular direita está tão grande que já é bem visível... a médica do centro de saúde, apesar da jovem estagiária lhe ter chamado a atenção para isso, decidiu que teria de ser o hospital a tratar do assunto e, no hospital, já sabe como foi... ainda estou sem saber quando terei consulta. Haja paciência - e resistência física! - para aturar esta descoordenação toda...
EliminarA net continua muito, muito instável...
Ele andam pr`aí uns "gases"
Eliminar- todos eles demagogia... -
Que tentam, sendo loquazes,
Impor a filosofia
Da catástrofe iminente,
Da pura fatalidade...
Anda tudo descontente,
Quer-se mais frontalidade!
Mas, sendo em frente o caminho,
Embora estando confuso
O percurso, neste mapa,
Cada dia mais baixinho
Fala a voz que agora acuso
De "lixar-nos" à socapa...
A net continua doidinha de todo, Poeta. Só agora lhe consigo responder...
Abraço grande!
Uma ponte para o JAZZ.
ResponderEliminarBelo mundo, o do Jazz! Vou já, Poeta!
EliminarO chá está pobre.
ResponderEliminarPobre Chá... mas eu estou furiosa porque perdi agora mesmo um sonetilho- resposta ao seu "Gás Mostarda"! O raio do computador resolveu reiniciar-se sem dizer "água vai" e eu perdi tudo... a resposta e um enorme discurso de desabafo...
EliminarMas vou ao Chá... sei lá quando consigo responder em sonetilho, com esta dor de cabeça...
“Indiferença”
ResponderEliminarHoje já não importa
A flôr no meu jardim
Os lírios à tua porta
Ou n’avenida o jasmin
O respeito foi vendido
Os princípios alienados
Nada pode ser perdido
E tudo são resultados
Por isso não conta a flôr
E se espezinha a terra
Por isso acabou o amor
E se fomenta a guerra
Por isso estás indolor
Com tanta dor na terra.
Não, eu nunca fui vendida!
EliminarFlores a mais são de mau gosto,
São como a causa perdida
De quem foge ao próprio imposto...
Flores a mais, num tempo destes,
Representam distracção
Ou miopias agrestes
Que provocam má visão...
Eu respeito, quanto baste,
Qualquer criatura viva,
Não me interessa a flor já morta,
Nem acuso esse desgaste,
Mas não procuro quem priva
Com quanto a mim não me importa...
Já perdi um que estava menos horrível do que este... estou a tentar prestar atenção à TV - hoje lembrei-me de a ligar... - e acabo de ouvir o Nuno Melo a chamar-me "instrumento". Não a mim, em particular, claro, mas eu também não tenho sido nenhuma elogiadora das políticas de direita... Como eu uso uma simbologia muito própria ao nível da linguagem, suponho que ele me tenha elogiado imaginando o contrário... pronto, estou para aqui a teclar com os meus botões, não ligue...
Abraço grande!
Se me olvidó la ponte.
ResponderEliminarAhí nos encontraremos
EliminarDEFINITIVAMENTE, É SEU FADO
ResponderEliminarSe o Zé é enganado
Pr`um ladrão, constantemente,
E por outro que, ousado,
O engana, igualmente,
E o Zé, alegremente,
Os chama para o seu lado
À vez, alternadamente,
Sempre muito conformado
E depois se mostra irado…
Quem vai achar que este Zé
É um Zé equilibrado!?
Um Zé, assim, neste estado
Ou é cego, ou se vê
Ele anda a cumprir seu fado.
Eduardo
Obrigada por mais este sonetilho, amigo Eduardo!
EliminarAi, Zé... se este fado é fado
Que a qualquer um se apresente,
Diz-me que foste enganado
Ou penso que nem és gente...
Se foste anestesiado,
Tudo em ti ficou dormente,
Já nem te dava cuidado
Mostrar-te um pouco exigente...
"Ter é bom, que importa ser?"
Assim to foram mostrando...
Mas acabas de saber
Que quando se acaba o "ter"
Nada mais te vai ficando
Que te dê para entender...
Um abraço grande para si e Maria dos Anjos!
Olá
ResponderEliminarum belo e feliz fim de semana
Um belo fim de semana também para ti, Anjo!
EliminarChá para bananas.
ResponderEliminarCaramba! Encontrei o Chá por mero acaso... por alguma estranha razão não veio parar à minha caixa de correio
Eliminar“Salvar Portugal”
ResponderEliminarExistem muitas recitas
Não passam de intenções
Algumas foram eleitas
Para salvar as nações
Mas estando a afundar
Já não geramos riqueza
Com esta forma de pensar
Já penso que é esperteza
De quem anda a receitar
Mas não pretende a cura
Só prolongar a doença
Enquanto o doente respirar
Impõe-lhe uma vida dura
Assim a receita compensa.
Prof Eta
As receitas, meu amigo,
EliminarQue vêm de gente "inteira",
Não podem pôr-nos em perigo...
Perigo é crise financeira!
Estou pela Constituição
Que foi conquista de Abril
E a que tentam dizer não
De uma forma incauta e vil!
Renegociemos tudo
O que impôs o FMI,
Nacionalize-se a Banca,
Apoie-se o gesto mudo
De quem, trabalhando aqui,
Toma essa atitude franca!
Aqui vai, embora muito atrasado, Poeta!
“Democracia ao contrário”
ResponderEliminarHoje há manifestação
Mas isso que importa
Se sinto a revolução
Aqui no peito já morta
Os últimos revolucionários
Já há muito que partiram
Substituídos por otários
Que os poderes assumiram
Assaltando a democracia
Pois têm as costas quentes
P’ra ir secando o erário
E ao povo que os financia
Já apelidam de dementes
É democracia ao contrário.
Poeta, eu hoje teria um milhão de coisas para dizer, mas estou exausta. Acho que já nem consigo ir à Ponte... estou mesmo cheia de dores e de sono. Fica para amanhã, está bem? Desculpe.
EliminarAbraço grande!
Isso é bem mais complicado
EliminarDo que possa parecer...
Pobrezinho do coitado
Que ainda o não saiba ver!
Há gente que não parou
Desde o tempo do fascismo,
Que luta e sempre lutou
Contra todo o pessimismo!
Gente que tão pouco pede,
Que oferece mais que o que tem,
Que trabalha noite e dia,
Que não desiste - nem cede -
De tentar ir inda além
Do que o mundo prometia...
Cá vai, fraquito... mas convicto!
Abraço grande, Poeta!
ResponderEliminara liberdade está a passar por aqui!!!!
gosto muito de ver "o meu pardalinho" á minha espera!
Olá, Ligeirinha! Fui a casa de uma amiga, aqui pertinho, para poder ver a manifestação... mesmo assim, não foi fácil... mas estou de volta! Ando um pouco "agitada" por dentro, não faço ideia quando me nascerá outro soneto... prevejo um longo "post do dia" para o teu pardalito...
EliminarBeijo grande!
O chá coincidentemente.
ResponderEliminarEstou "toda atrasada", Poeta... atrasada e menos bem, mas vou descobrir esse "Chá coincidentemente"!
EliminarDia de Cabral na Ponte.
ResponderEliminarLá vou, Poeta!
Eliminar“Manifestação comercial”
ResponderEliminarManifestação é fogo
Que arde sem se ver
Meu povo foi a jogo
Este jogado p’lo poder
É o poder que não se vê
Quem manda não aparece
Hoje passa a rodos na têvê
E amanhã já se esquece
Teremos nova austeridade
Nesta loucura prometida
Que nos arrasta em espiral
E p’rá semana na cidade
A manifestação já decidida
Será no centro comercial.
Prof Eta
Não, não há-de ser assim,
EliminarNem isto há-de ser esquecido!
O capital está no fim
E o povo, mais aguerrido!
Pouco a pouco irá crescer,
Naqueles que agora acordaram,
Esta "alergia" ao poder
E àqueles que o simbolizaram!
Mas que é corrida de fundo,
Disso nem mesmo eu duvido
Por mais vontade que tenha
De gritar, pr`a todo o mundo,
Que o capital foi vencido!
(bem como quem nele se amanha...)
Abraço grande, Poeta!
A ilha do Lobisomem
ResponderEliminarEu - o monstro do assombro funerário
Nos espasmos do sangue e nas feições,
Sempre mordo o cadáver nas porções
Todo o fel visceral entre o adversário.
Vês a noite e o defunto sanguinário,
Vejo a Lua que eu sinto alguns clarões...
Transformando-me ainda nas visões,
Ó maior explosão sobre o inventário!
Abre a sala dos crânios podres na ilha,
Eis-me obscuro, perverso, inerme e imundo!
Com que eu coma os cadáveres sangrentos.
Uma noite maldita assusta e brilha,
Sou um homem das trevas no atro mundo!
Cemitério, esqueletos e momentos.
Autor: Lucas Munhoz - (24/08/2015)
Muito grata pelo poema com que brindou este blog e este particular soneto, caro Lucas Munhoz!
EliminarO meu abraço poético!
Os doentios
ResponderEliminarAo coveiro e zumbi,
VI
Miserar sepulturas e carneiros,
Provocar carnações ensanguentadas
Para as carnes horríveis e sangradas,
Há quem trema e ensanguente nos letreiros.
Com que espreites e mordas os coveiros,
És zumbi das carniças miseradas,
É da sombra! Em misérias e pancadas!...
Tripas, nojos e monstros já guerreiros.
Que uma angústia de mim na fraca mente,
Meu encéfalo nulo, tênue e morto,
Não reduzo a memória com conforto.
Eu serei esquecido e não contente,
O meu cérebro está no sangue rubro...
Ele treme com vil horror que eu cubro.
Autor: Lucas Munhoz - (08/09/2015)
Muito obrigada pelo soneto, Lucas Nunhoz.
EliminarTemática muito densa, quase escatológica, hermética e com abundantes falhas métricas, mas que consegue manter alguma da musicalidade que se exige a qualquer soneto. Parabéns.