AOS QUE NUNCA SE CALARÃO - Soneto de nove sílabas métricas
Sobre as terras lançaram, salgando
A semente, a promessa, o legado,
Do que tantos lá foram plantando
No retorno do esforço gerado…
Sobre os mares foi lançado um feitiço,
Um conluio orquestrado e sem cura,
Que tornou impotente e submisso
Quem dele tira alimento e ventura…
Foram expulsos das velhas cidades
Despojadas dos seus habitantes
Os que irão espalhar sonho e saudades
Na procura de abrigo e salários
Noutras terras diferentes, distantes,
Tantos mil produtores, bons operários…
Maria João Brito de Sousa – 19.11.2012 -16.04h
Imagem retirada da internet, referente à emigração da década de sessenta do século passado
“Aguenta povo”
ResponderEliminarDeus Neptuno avaliou
O capitão descansou
A nau não afundou
Às dezoito comunicou
Este é o rumo actual
Do país que é Portugal
O povo vai passar mal
Aguentará o temporal?
Depois teremos bonança
Num tempo que sei virá
Tão longe que o não vejo
Não morre a esperança
E este povo resistirá?
Não sei! Fica o desejo.
Morto, mas bem comportado
EliminarE a pagar o dividendo
Que, por ricos desbastado,
Ficaram pobres devendo...
Se sobrevive? Sei lá!
Mas só posso acreditar
Que o povo reagirá
E que se há-de organizar!
Se um dia a bonança chega,
Se este povo, assim esmagado,
Pode ainda construí-la
Depois de imposta esta cega
Rigidez de um topo errado...
Então, gente... é só fruí-la!
Abraço grande, Poeta!
Grace chegou à ponte.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarSoneto de cunho socialista que reflete a sensibilidade da grande poetisa.
ResponderEliminarOs temas sociais sempre marcam os versos dos grandes poetas.
Parabéns,
Adílio Belmonte
Belém-Pará-BRASIL
Muito grata pelas suas palavras amigas e solidárias, envio-lhe o maior dos meus abraço, amigo e companheiro de estrofes, Adílio Belmonte!
EliminarPresente
ResponderEliminarum que andou também por fora
há tanto tempo
que ficou sem alento
em emigrar de novo
só agora pude aparecer pois
sem Net toda a tarde
e 5 horas para descarregar
o mais longo filme que fiz ...
feliz noite MJ
Feliz noite e muito obrigada por me teres dado a oportunidade de ver essa festa de alegrias e talentos!
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Eliminarsão pequenos momentos
mas com mestria organizados...
feliz manhã pra ti
Tem talento, esta "cachopada"! Era uma alegria que saltava do ecrã e nos contagiava!
EliminarFeliz restinho de manhã!
muito aplicadas e organizadas...fiiiiuuuu
Eliminarquando começam a fazer birrinha
caldo entornado...
feliz tarde
Eheheheh... feliz noite, Anjo!
Eliminarmuito feliz noite
EliminarFeliz noite, Anjo!
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Eliminarfeliz noite à bicharada também
a ti
e à neve que espero
e não vem
Pode ser que neve durante a madrugada, quando o friozinho é mais intenso... não desesperes... digo eu
Eliminar
Eliminarchove bem e frias gotas
mas as marotas
nada de cristalizantes....
Ahahahahah!!! Adorei os cristalizantes! Pode ser que ainda venham por aí...
Eliminare não
Eliminarnão vieram...
um belo dia de solinho...
Não chegaram, os cristalizantes... mas hão-de chegar em breve, Anjo!
EliminarFeliz dia para ti
e uma tarde feliz pra ti também...
Eliminarfrio daquele que faz por aqui....brrrrrrrrrrrrrrrrrr
Boas, Anjo! Ainda não estou congelada de todo... ainda, eheheheh...
EliminarNuvens negrinhas, com pequenas abertas... caramba! Pareço uma meteorologista!
pois é
Eliminareste friozinho
e é que está mesmo frio
põe-me em estado de arrepio.......hé hé hé
Feliz tarde
Este frio, assim friozinho,
EliminarDeixa-nos todos gelados,
A tiritar, que o caminho
Só está bom pr`ós mais ousados...
Quem me dera uma lareira,
Mesmo no meio da sala
E um edredão, à maneira,
Que vou já buscar à mala!
O termómetro a descer
E a Grande Crise a aumentar!
Diz-me lá, ó Anjo meu,
Se isto, a ti, não te faz crer
Que se deve protestar
Desde a Terra até ao Céu???
EliminarEm todos os quadrantes sim
E ensinar-lhes o caminho do Inferno
Pejado de cardos e urtigas sem fim...
Que merecem
pois comem tudo e nem adoecem...os bandalhos...
Pois... tens toda a razão! Nunca adoecem! E estou eu pr`áqui toda empenada e sem conseguir andar mais do que uns metros sem ter feito a milionésima parte do mal que eles fazem... ora esta!!!
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Eliminare vai ser pior para o ano
e há um a ganhar de reforma por mês
imagina.....350 000 Euros por mês...
feliz tarde
Eu sei que vai ser pior para o ano... mesmo que não fosse denunciado por muitos, nós vamo-nos apercebendo... nós, as vítimas... e eu que nunca gostei nada de me sentir assim ou mesmo de me assumir vitimizada...
Eliminaré que somos todos
Eliminare suas Exas...parecem uns Salazaritos a arrastar-se...
Foi mais ou menos aqui que fiquei sem ligação, ontem... ou hoje, de madrugada... não me lembro se já era meia noite... escrevi um soneto e, quando ia publicá-lo, plim... nem sinal de net havia. Foi-se tudo abaixo! Parece que foi uma avaria generalizada e durou umas duas horas... mas eu é que sou tão teimosa que, mesmo a cair de sono, fui tentando sempre... e ainda consegui publicá-lo no Face, lá pelas três da manhã... mas já nem via bem o que estava a fazer, tal era a soneira...
EliminarFeliz dia para ti, Anjo!
O chá evoluirá.
ResponderEliminarJá lá fui! Acho que é a primeira vez que faço este percurso "ao contrário", eheheheh... primeiro fui ao Chá e só agora respondo ao convite, eheheh...
EliminarAi, que eu acho que estou outra vez sem ligação! Que coisa!!!
Já não percebo nada disto, Poeta... a ligação "crashou" mesmo... tive de reiniciar tudo e, quando vim responder-lhe, vi que a resposta já cá estava, apesar do "crash"... olhe, "tant mieux!"
EliminarMas, por vezes, acontece "crashar" quando eu estou convencida de que ficou, sem ter ficado nada...
Abraço grande para todos vós!
“Pensão e mansão”
ResponderEliminarCriminosa uma pensão
Neste nosso Portugal
Se auferes um milhão
Um milhão passa mal
Mas a ti não importa
Esse milhão mal amado
Que a pobreza suporta
Se tu és privilegiado
À porta uma limusina
Dessa grande mansão
Com mordomo fardado
Na barraca pequenina
Mora um outro irmão
Por este país enganado.
Prof Eta
Pois seja! É, sim, criminoso
EliminarQue exista um rico, sequer,
Pois pr`a manter um guloso
Muito pobre há-de nascer!
Faz-se crer que a solução
Passa pela caridade
Mas bem se nota que não,
Que isso não é bem verdade...
Precisa-se, urgentemente,
De consciências melhoradas
E de braços disponíveis!
Apela-se a toda a gente,
Desde as gentes mais caladas,
Aos mais duros insensíveis!
Abraço grande, Poeta!
Elisa na ponte.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarO chá será.
ResponderEliminarSerá, pois!!!
EliminarÉ verdade, Maria João...está tão grave a situação... e precisamos mais do que nunca que os poetas digam o que é necessário ser dito...
ResponderEliminarFiquei preocupada com o seu tempo assoberbado pelas tarefas que tanto lhe custam fazer... mas espero que a saúde permaneça, mesmo sabendo-a precária, mas que a deixe manter este seu feito espantoso de fazer poesia e de a partilhar connosco.
Be haja
Um abraço amigo cheio de força para si,
Sempre,
Isabel
Obrigada, Isabel!
EliminarGRANDE abraço, amiga!