MULHER * Passeia-se apenas, sem fitas, sem folhos Trazendo nos olhos sorrisos e penas... Como esta há centenas, encontram-se aos molhos Por entre os restolhos, louras e morenas. * Marias e helenas que contornam escolhos, Com ou sem piolhos, virtuosas, obscenas, São como açucenas; a chave e ferrolhos Franzem os sobrolhos. Grandes ou pequenas * Derrubam empenas, são donas das ruas, Das marés, das luas... Em todos os astros Ergueram os mastros das coisas mais suas * E sempre assim, nuas, deixaram seus rastos Nos muros dos castros, no chão das faluas E até no que intuas dos seus corpos gastos. * Maria João Brito de Sousa - 03.02.2021 - 14.04h *** Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia in LIVRO DE BORDO, de António de Sousa.
O chá não faz greve por inerência de funções.
ResponderEliminarVou vê-lo agora, Poeta!
EliminarPodia estar em serviços mínimos ;)
ResponderEliminarBjinhos, esses não fazem greve!
Eheheheh... os beijinhos nunca fazem greve! Mas é a única forma de tornar evidente o meu apoio à Greve Geral, Golimix... não posso estar presente no estado em que estou e não tenho trabalho remunerado... a minha obra, partilhada, é o meu trabalho... nem sequer fui aos serviços mínimos, é verdade! Houve uma vez em que fiz isso, houve!
EliminarBeijinho! Estou quase "de gatas" com dores nas costas e cãibras...
Beijinhos not em greve!!!!
ResponderEliminarBeijinhos também para ti, Ligeirinha! Vou aí!
Eliminar“Ano da serpente”
ResponderEliminarEmpobrece alegremente
Não faças greve geral
O governo não te mente
Faz o nivelamento global
Nivela ordenado da gente
Por uma bitola intemporal
Que existiu anteriormente
Quanto te pagavam em sal
Agora a salga é diferente
Vão salgar o estado social
Será nivelado outra vez
Passa a estado deprimente
E o nosso país natal
Passa a ser o do chinês.
Prof Eta
Eu, alegre, empobreci,
EliminarE cá estou, alegremente...
Mas, daquilo que eu sofri,
Não quero pr`a toda a gente!
Salguem lá quanto quiserem
No luxo e nas mordomias,
Só não salguem os que auferem
Tão pouco, por mais-valias...
Pobre do Estado Social
Que está todo esburacado
E à beira de nada ser!
Pensam alguns; "Não faz mal!
Está tudo anestesiado
E prontinho pr`a morrer..."
Abraço grande, Poeta!
A ponte venceu.
ResponderEliminarHummmm ... acho que o meu blog deveria sair do "estado de greve"... mas o meu estado não está famoso, não sei se consigo escrever um soneto nos próximos tempos... aprendi, sem sangue nem lágrimas, mas com muito suor, que não vale a pena "forçar um poema"... bem, qualquer coisa sairia, mas seria bem mazinha, de certeza absoluta!
EliminarVou já ver a vitória da Ponte!
Chá no palácio.
ResponderEliminarVou até lá, Poeta!
Eliminar“Animal imperfeito”
ResponderEliminarEstamos só mal acabados
É verdade agora e aqui
Mas também escavacados
Como imaginava Dali
Vazios de revolução
Vazios de novas ideias
Sempre em desconstrução
Nas inconscientes boleias
Desde o vazio perfeito
Ao pleno conflito moral
Em ambígua contradição
Homem, animal imperfeito
Abraçando o bem e o mal
Vejo em Dali a evolução.
Acabo de perder um sonetilho que não foi lá muito fácil de produzir porque não estou nada bem... que aborrecida, esta falta de ligação...
EliminarVejo, em Picasso, bem mais
Do que em Dali pude ver...
São diferenças bem normais
E a questão está em escolher...
Vazia, não estou, decerto,
Nem a moral me assombrou
Mesmo sem ter descoberto
Quem sou, ou pr`a onde vou...
Perfeita é que nunca fui
Mas sou deste estranho tempo,
Disso não me apartarei,
Destes versos se conclui
Que, mesmo tendo talento,
Nunca à fama chegarei...
Um abraço, Poeta! Espero não perder também este...
Há uma rota na ponte.
ResponderEliminarVou ver essa rota, Poeta... se a ausência de ligação o permitir...
EliminarCházinho democrata.
ResponderEliminar... e com previsão de continuidade, espero eu, eheheh... continuidade é algo que eu já nem espero da minha ligação de hoje...
EliminarChá visível.
ResponderEliminarSe está visível... vou vê-lo!
Eliminarolá, um bom dia pra ti...
ResponderEliminarBom dia, Anjo!
EliminarJá estive no teu blog a dizer de minha justiça sobre os calhaus, aos milhares, que constantemente voam por cima - e por baixo... - das nossas cabeças...
Tarde cinzenta e húmida, por estas bandas...
e fria tarde
Eliminarmas este penso que no caso seja verdade...uma hipótese em quatrocentas...
Uma em quatrocentas... não é uma extrapolação desprezável de todo, Anjo... esperemos que as variáveis todas, que vêm a influenciar a rota do calhau, o afastem de nós... temos, odedecendo ao rigor matemático, 400 vezes mais hipóteses de não sermos esborrachados pelo calhauzito... do que de sermos mesmo...
EliminarNão está muito fria, a tarde, por aqui...
EliminarDanos a nivel Regional no mais elementar
ora um Estado americano
é como Portugal em superfície
deduzindo o regional a um estado deles...
feliz tarde pra ti e os quadrúpedes
Anjo, se o calhau tem mesmo o tamanho de um estado dos States, o impacto será enormíssimo e terá fortíssimas implicações climatéricas, para além daquelas que conhecemos bem, do esmagamento em si e por si mesmo... esperemos - mesmo, mesmo! - que "bons ventos o levem" para bem longe da nossa regularíssima órbita... mesmo para os que morram antes, não será fácil partir sabendo da possível queda iminente... desde muito pequenina convivo bem com essa probabilidade que nem me recordo de ter desconhecido... mas de que nos serve saber de um calhau desse tamanhão? Claro que há toda uma parafernália de maquinarias e naves de abordagem que poderiam ser utilizadas "in extremis", mas... prefiro apostar na vantagem percentual que a matemática nos oferece...
EliminarNoite feliz para ti, aí, nos calhaus pequeninos e paradinhos da nossa linda serra
O calhau não tem essas dimensões
Eliminaré pequenino
mas provocaria danos a nível Regional...
um grande e feliz Domingo
de solinho
Por pequeno que seja... a sua acção devastadora é sempre potenciada pela brutalidade do impacto... esperemos que não... vai-te embora para bem longe, ó calhauzito espacial!!!
EliminarE eu que gosto tanto das nossas pedras... gosto mesmo! Dessas pedras da serra, selvagens, sem grandes "embelezamentos" acrescentados por mão humana...
Feliz dia, Anjo!
Eliminare musgo de gotas e orvalho cintilantes
que ao de leve vão caindo...
feliz tarde
... sim, de tudo isso eu gosto muito! Não vou dizer que não goste dos calhaus voadores - desde que eles se mantenham voadores, é claro! - que me fazem lembrar o tempo em que eu era pequenina e ficava na varanda com o meu avô, a ver estrelas cadentes e constelações... até aprendi que um "abraço de cometa" era um abraço daqueles muito, muito grandes que comemoram um momento muito belo e muito especial da nossa vida... pelo menos era assim, para nós...
EliminarDeixa cá ver se eu ainda consigo fazer o "quase milagre" de publicar este comentário... as florzinhas é que se foram todas...
Eliminaruma bela e feliz noite MJ
Também para ti, Anjo
Eliminar“Gente a mais”
ResponderEliminarTod’a gente diz basta
É basta deste turbilhão
Mas o turbilhão alastra
E alastra a mais dum milhão
Esse milhão faz contraste
Um contraste bem forte
Tão forte que já me levaste
Sim levaste tu ó morte
Não a morte cerebral
Mas cerebral este sistema
Um sistema deprimente
Tão deprimente como fatal
Ser fatal não é problema
Esse problema é a gente.
Claro! Há sempre gente a mais
EliminarQuando os recursos de uns tantos
Excedem tudo, os anormais,
Sem mostrar fim, nem quebrantos...
Consumismo & companhia
Vão por esta Europa fora
Destruindo essa harmonia
Por que tanta gente implora...
O sistema implodirá,
Disso nunca duvidei
Nem virei a duvidar!
Resta saber se o fará
- dentro do pouco que eu sei... -
Depois de muitos matar...
Estou quase a desistir, Poeta. Esta ligação está uma autêntica m...a! Não consigo ficar mais do que uns segundos online...
Violinhos estreiam na ponte.
ResponderEliminarGosto muito, Poeta! Vou ouvi-los!
EliminarChá da libertação.
ResponderEliminarPrecisava mesmo de um chá desses, Poeta! Vou já!
EliminarAfinal não chazou.
EliminarNão chazei? Mas eu garanto que chazei! Esta porcaria desta ligação instável já me está a fazer passar por tristes figuras, Poeta... mas eu vou já emendar a situação!
Eliminar“Ilusionismo”
ResponderEliminarVou-vos baixar o imposto
Ainda sem o ter subido
É que estou bem disposto
Têm um prémio merecido
Mas não se habituem mal
Pois vão ver em Janeiro
Logo a seguir ao Natal
Olhem o recibo primeiro
Vão ver que esta descida
Será no vosso salário
Porque a enorme subida
Da dívida desta nação
Não permite o contrário
Só permite esta ilusão.
Prof Eta
Ah, permitir, permitia!
EliminarVamos lá lembrar melhor
Que, dentro desta razia,
Há medidas a propor!
Que tal ir ao capital
- ao que está bem defendido! -
Tirar-lhe, a bem ou a mal,
O lucro que traz escondido?
Que tal acabar - de vez!-
Com as grandes mordomias,
Com as fugas pr´ós offshores,
C`os joguinhos sem porquês
Que não trazem mais valias
Senão aos grandes senhores??????
Abraço grande, Poeta!
Ponte com requiem.
ResponderEliminarDeve ser um requiem para os meus sonetos... coitados deles que nunca mais me nasceram... mas vou ver, Poeta!
EliminarO chá não tem.
ResponderEliminarNem eu, Poeta... estou quase, quase, sem paciência para aturar esta ligação doidinha de todo... mas vou dar o meu melhor para ir chazar!
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