EU, POBRE E SUBURBANA...
Eu, pobre e suburbana, me confesso
Nas “lides de ideais” fraca figura!
Deveras insensata, reconheço
Ser muito avessa a “jogos de cintura”…
Diz-me, a razão, que irei pagar o preço
Desta desprotecção, desta loucura,
Mas falta-me o dinheiro, ou cheque impresso,
Que assegure, ao saldado, a cobertura.
Eu, pobre e suburbana, nunca meço
O alcance do que intuo… ou se o mereço
E defendo o direito a ser quem sou,
Por vezes destemida, no começo,
Se aflorando questões que desconheço,
Fico perdida, sem saber que o estou...
Maria João Brito de Sousa – 04.11.2012 -20.19h
andamos todos assim...
ResponderEliminarjoca e uma bela noite
também aí pró "velhote"
Bom dia, Anjo!!!
EliminarO velhotinho agradece! É um pinga-amor que só quer é festinhas, eheheheh
Abraço grande e um feliz dia para ti
Eliminaruma grande tarde feliz
Bela e feliz tarde, Anjo!
EliminarChá da verdade.
ResponderEliminarÉ cá dos meus, esse Chá
EliminarAnda meio mundo perdido e outro a tentar se encontrar!
ResponderEliminarBjinhos e festicas grandes para o fofinho que está com vontade de fugir à foto
Eheheheh... ele não é um grande fã de máquinas fotográficas... também não gosta lá muito de telemóveis... penso que tem ciúmes deles porque ladra quando me vê - muito raramente - a falar para o meu
EliminarObrigada pela "reacção", Golimix e desculpa ainda não ter ido até aí... não consigo mesmo arranjar tempo... de todo!
Beijinhos!
“Assalto à vida”
ResponderEliminarVens por poucas horas
Mas te digo são demais
Nossas vidas tu devoras
Então porque não te vais
Então porque não te calas
Dizia o rei muito bem
Dispensamos tuas falas
E tuas receitas também
Quinto império vencerá
IV Reich é maldição
Vai de retro satanás
Não és bem-vinda por cá
Nem queremos a aflição
Da nova câmara de gás.
Prof Eta
Respondo mesmo a dormir
EliminarPorque não posso calar
Dessa Frau que está pr`a vir
A vontade de a chamar,
A vontade de dizer;
Anda cá, Frau do caraças*,
Quero ensinar-te a "beber"
Daquilo com que ameaças!
Corremos, riscos, corremos,
De, enquanto "protectorado",
Perder o pouco que temos...
Queremos trabalho e direitos?
Só um povo organizado
Cria um país sem defeitos...
Está péssimo, mas eu é que já estou tudo menos acordada... abraço grande!
Maria na ponte.
ResponderEliminarVou já, mas aproveito para dizer que estou mesmo quase a dormir e que só amanhã vou conseguir responder ao sonetilho, está bem?
EliminarQuando disse amanhã, já era amanhã, passava da meia noite.
EliminarEntão... ainda bem que não menti! Mas estava mesmo, mesmo, a dormir em pé... a tosse e a febre por cá continuam... estou mesmo farta desta gripe...
EliminarVou ver se consegui comentar na Ponte porque o computador estava tonto de todo, ligava e desligava, mudava de página sem que eu soubesse como...
Chá não ocupa lugar.
ResponderEliminarAh, pois não! Vou até lá!
Eliminaruma feliz noite
ResponderEliminarFeliz noite também para ti, Anjo!
Eliminarconvido-te a ver o novo post
Eliminare o filme também...
recordações
bela noite pra ti
Vou quando acabar o Rádio Horizontes da Poesia, Anjo, obrigada! Ainda consigo vir aqui responder, mas tenho muito receio de perder a ligação... e não faria sentido ouvir duas coisas ao mesmo tempo... mas eu vou!
EliminarRadio Horizonte
EliminarRadio Horizonte ?
EliminarEheheheh... uma florzinha para o Rádio Horizontes!
EliminarObrigada, Anjo! Hoje tive de entrar pelo link de uma amiga... o meu plugin está maluco e deixou de dar som...
É! Rádio Horizontes da Poesia ...deixa ver se te consigo deixar o link... http://horizontesdapoesia.listen2myradio.com/
EliminarTambém és muito bem-vindo! Só dá poemas intervalados com música... costuma dar alguns poemas meus, na voz do Joaquim Sustelo, de vez em quando...
áááááááá´´a´´a´´áá´´aá´´´´
Eliminarvou ver...feliz noite
Eheheheh... eu, agora, estou com problemas de som, mas sei que é do meu computador... diverte-te
Eliminar
Eliminarolá
uma feliz tarde
e que o som tenha sido recuperado...hé hé hé
O som funciona com os vídeos, Anjo... só não funcionou com o RHP...
EliminarFeliz tarde, chuvosa, chuvosa...
Eliminareu nem sequer consegui
instalar o PLUG
que de certe forma penso trazer problemas depois...
uma feliz tarde
que por aqui
tudo à espera de um nevão...brrrrrrrrrrrr
Mas olha que trouxe mesmo... por um lado é bom porque consigo ver todos os vídeos que publicam no Face... por outro... olha, nem sei... mas eles diziam que eu tinha de instalar para ouvir, blá, blá, blá... pelo menos era o recado que o meu computador me dava...
Eliminar
Eliminarcertos programas geram conflitos entre si
e depois...enfim
andamos a navegar em águas salobres...
uma bela e grande tarde
Andam pr`aqui todos "à estalada", Anjo!
EliminarVolta e meia aparece um aviso a dizer que a impressora se incompatibilizou com o computador... se não ficasse tão zangada, dar-me-ia para rir... já pensei em perguntar-lhes se querem que eu trate da papelada do divórcio, mas eles lá acabam por fazer as pazes E eu nem percebo nada destas coisas... elas que se entendam sozinhas!
Eliminarsão as manigancias e os carismas dos produtores de tal
sempre na sua dose informática....chateiam..
uma grade e feliz tarde
deixo um cheirinho de neve
http://www.youtube.com/watch?v=iR8_LYsZypI
Ai, ai, ai... eu gosto muito, muito de ver neve!!! Mas é só mesmo ver... acho que morria congelada no meio dela...
EliminarObrigada, Anjo
é realmente friosa...
Eliminarfeliz fim de tarde
Brrrrrrrrrrrrrrrrr... tive de ir comprar areia para os gatos e mais umas coisitas... ia gelando
Eliminarcomprar areia ?
Eliminarfeliz noite pra ti e a bicharada
... gravilha, para pôr nas caixinhas que servem para fazerem as necessidades... vivo num apartamentozito, Anjo
Eliminar
Eliminarcomo eu...
mas pensava que estivesses próxima do mar...e daí...
feliz noite
Não estou muito longe, não, Anjo... mas ainda é um bom esticão e eu já mal chego ao supermercado daqui, mesmo em frente de minha casa... para trazer um saquito de areia, preciso de usar um carrinho daqueles de puxar, de duas rodas... e mesmo assim
EliminarInfelizmente estou mesmo muito limitada.
Noite serena!
Um bom dia MJ
Eliminarpois
assim não é nada facil...coragem
e uma aprazível tarde pra ti...bjo
Feliz tarde para ti, Anjo!
EliminarFaz um solzinho lindo, aqui por Oeiras!
por aqui
Eliminarsó nevoeiro e frio...brrrrrr
feliz noite
Nenhum nevoeiro aqui, por enquanto, Anjo
EliminarFeliz noite!
espero que tudo vá bem
Eliminare uma grande feliz noite
Tudo vai na mesma, no que ao corpito diz respeito, Anjo. Hoje fui "convocada" para o cafézito da esquina... mas já aí vou!
EliminarFeliz noite
como pensei duas vezes
Eliminarnão disse que amanhã
há magusto por aqui
castanhas assadas à borlix como se diz....
e aquela Tuna
Já bUBI&Tokuskopus...na alegria...
que tudo vá bem
Lá vão os "destilantes"... bom Magusto!
Eliminarvai com cházito que é o que por cá há!
Eliminarfeliz noite
EliminarNão abuses dos destilantes... digo eu...
EliminarFeliz noite
Eliminarbeberei um ou dois por ti...que não podes hé hé hé
mas não vou abusar...
joca e feliz tarde
Feliz tarde! E viva!!!
Eliminar“Até à morte”
ResponderEliminarMundo de gente normal
Há muito que não existe
Existe um outro surreal
Onde a demência persiste
Terminou com a moral
E o demónio não desiste
Transforma o bem em mal
Cria um mundo assim triste
Mas eu não me conformo
Com esta triste evolução
Não me entrego assim à sorte
A ver se o mundo transformo
Nesta luta não há rendição
Nem que lute até à morte.
Decerto nunca existiu
Eliminar"Mundo de Gente Normal"
Se o homem nunca assumiu
A condição de animal...
Julga ter plenos direitos
Sobre toda a Natureza
Nunca aceitando os defeitos
Da sua imensa avareza...
Toda a luta, aqui, na Terra,
Se faz mesmo até à morte,
Seja paz ou seja guerra...
Toda ela se desenrola
Neste escrutínio da sorte
Que, no final, nos imola...
Um abraço grande, Poeta!
Liberté sur le pont.
ResponderEliminarAllons, enfants de la Patrieeeee...
EliminarVou assim que acabar o Rádio Horizontes, Poeta!
“Obama prisioneiro”
ResponderEliminarObama nobel da paz
Esperança dum povo
Mostrou que é capaz
De ser eleito de novo
Obama prisioneiro
Do sistema moribundo
Terá sido o primeiro
Esperança deste mundo
Povo vive d’esperança
E abraça esta utopia
Que está a terminar
O mundo já não avança
Tem momentos d’alegria
Nas vésperas de colapsar.
Prof Eta
Foi simbólico, decerto,
EliminarMas, depois de bem "espremido",
Seguiu o sonho encoberto
De um jogo bem mal escondido...
Já se prova a mão severa
Desse império de "gigantes"
Que a tantos nos desespera
Sempre igual ao que era dantes...
Agoniza o capital;
Disso nunca duvidei
Mas sei que, antes de partir,
Contra o destino fatal
Negando quanto apontei,
Mente e mata até cair...
Obrigada, Poeta!
A passada do chá.
ResponderEliminarVou tentar acompanhá-la, Poeta
Eliminar“Evolução®”
ResponderEliminarNesta sociedade do boato
Não faças orelhas moucas
Vais concluir que de facto
Verdades são muito poucas
Mentira assim repetida
Tantas vezes sem fim
É a verdade adquirida
Na sociedade do frenesim
Ouve, aprende a filtrar
Essas mentiras mil
Fazem parte da evolução
Ouve, aprende a criticar
P’ra que num dia d’Abril
Sejas tu ®evolução.
Que nunca o seja de um só,
EliminarSob a pena de o não ser...
Revolução não é nó
Que um só possa desfazer...
Desde muito pequenina
Sei da falha relativa
Da verdade que se ensina,
Que, às vezes, tanto cativa...
Mais filtros do que os que tenho,
Poucos, decerto terão
Nesta estranha sociedade,
Neste mundo onde desenho,
Com a minha própria mão,
O esboço de outra verdade...
Abraço grande, Poeta!
Nina está na ponte.
ResponderEliminarVou vê-la, Poeta!
EliminarO chá discute.
ResponderEliminarQuero ver que posição defende o nosso Chá, Poeta!
Eliminar“Desevolução®”
ResponderEliminarDesta gente já fartinho
Pus-me a ouvir grafonola
Bebi uns copos de vinho
E o dito subiu-me à tola
Pensei um discurso ouvir
Vindo do fundo dum poço
Gritei-lhe para o repetir
Mais alto que o não ouço
Promessas pareciam ser
Dum futuro bem risonho
Acordei meio amassado
No presente e a tremer
Verifiquei muito tristonho
Ser o regresso ao passado.
Eheheheh!
EliminarChegou-me a mim, bem do fundo
De algum sonho imprevisível,
Outra voz, de um outro mundo
Possivelmente invisível...
Contou, lá das profundezas,
Mas de forma a que eu ouvisse,
Dessas humanas fraquezas,
Sem qualquer gabarolice...
Respondi que os tais copitos
Não nos dão qualquer saúde
Nem futuro que se preze...
Antes ter sonhos bonitos
- ou comer mais amiúde... -
Na minha profunda ascese!
Abraço grande, Poeta!
Martinho & Katia na ponte.
ResponderEliminarVou vê-los, Poeta!
EliminarChá das boas intenções.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Novas danças”
ResponderEliminarNão durmas irmão
Permanece acordado
Se dormes, a situação
Coloca-te no passado
Deixa ficar o colchão
No sítio movimentado
E levanta-te desse chão
Onde estavas deitado
Busca uma revolução
Não fiques acomodado
Porque o mundo então
Ao ver-te assim prostrado
Faz-te carne p’ra canhão
Vem dançar ao nosso lado.
Prof Eta
Eu, em dançar, já nem penso
EliminarE ando muito dorminhoca...
Só nos poemas compenso
Este "recolher-me à toca"...
Talvez carne pr`a canhão
Ou mesmo alvo paradinho
Que pr`aqui está, mesmo à mão,
Na armadilha do seu ninho...
Porém, calada não estou,
E as palavras vão voando
Pr`a quem as quiser escutar
O que sentiu, ou pensou,
A poeta, questionando
Quanto aqui pôde encontrar...
Abraço grande, Poeta!
Dulce e Júlio na ponte.
ResponderEliminarVou já!
EliminarHEMICICLO
ResponderEliminarEles sempre com bons fatos
Mas com as ideias duras,
Ou são burros com sapatos
Ou homens com ferraduras.
Gostam de roupas escuras,
De anéis e outros ornatos,
As camisas são de alvuras,
Por lebre, nos vendem gatos.
Elas de belos vestidos,
Assentes em saltos altos,
P´ra pisar passos perdidos
Falam sempre esganiçadas
Para causar sobressalto
Aos pares doutras bancadas.
Eduardo
Eheheh...
EliminarNem todos, decerto, cabem
Nessa descrição que faz
E eu direi que há os que sabem
Lutar por justiça e paz...
Alguns ganharão demais
E, outros, recebem bem pouco,
Que as diferenças são banais
Num sistema assim tão louco...
O que vestem, já nem sei,
Mas, penso, reflectirá
As causas pelas quais pugnam
E, um dia, até reparei
Que para alguns bastará
Não estarem nus, como o rei...
Obrigada por mais este sonetilho, amigo Eduardo!
A resposta vai meia manquita, mas não tenho muito tempo para a "retocar"... mas vai sentida!
Abraço para si e Maria dos Anjos!
Vou mesmo ter de o reformular, peço desculpa. Tanta pressa tive em responder que nem dei conta do desconcerto da penúltima estrofe...
EliminarO chá está em guerra.
ResponderEliminarAhhh... só agora cá chego, Poeta...
Eliminar“Carrossel”
ResponderEliminarÉ no carrossel da vida
Que revejo estas voltas
Tanta oportunidade perdida
Tantas vezes as revoltas
Tanta gente incompreendida
E tantas palavras soltas
Faz parte da íngreme subida
Certezas em dúvidas envoltas
Um caminho cheio de pedras
Com o desespero à mistura
E dúvidas sobre a missão
Importa que não te percas
Sabendo que a vida é dura
Tenta não viver em vão.
A este sonetilho já só respondo amanhã, está bem, Poeta? Estou mesmo muito cansada e acho que gastei as rimas todas a tentar responder ao seu pai, eheheh... a tentar, não a conseguir
EliminarO OUTRO HEMICICLO
ResponderEliminar(Para a grande poetisa da linha, Maria João de Brito e Sousa, POETAPORKEDEUSKER, que não ficou muito agradada com o meu HEMICICLO)
O hemiciclo citado
Situa-se à direita
E é o que se ajeita
Nessa metade assentado.
Já na metade ao lado
Vê-se uma calote estreita
E o resto misturado
Todos de olho à espreita…
Fraco exemplo nos dão
Os senhores lá assentados:
Buscam a desunião
Motejam-se em duras frases,
De deixar de estar zangados
Nunca eles serão capazes.
Eduardo
Amigo Eduardo, deixa-me sem palavras e um tanto ou quanto... bem, é uma coisa muito nova em mim, mas acho que estou mesmo envergonhada!
EliminarEntão eu não gostei do seu soneto? Posso é ter rebatido que não os vejo a todos da mesma forma... e posso não estar muito segura da capacidade que o nosso povo tenha de enfrentar, para já, a imensidão de desgraça e injustiça que se nos vai impondo... mas é claro que gostei do seu soneto!
Estou meia engasgada... Nem sei o que lhe hei-de dizer...
Esses, do lado contrário,
São tão povo como nós,
Ganham pequeno salário,
Nunca nos deixaram sós...
Zangados, decerto, estão
Mas, aqueles que bem conheço,
Dão-se de alma e coração...
Terão sempre o meu apreço!
Quando for chegada a hora
Saberão bem como agir,
Não se motejam "à nora"...
Interagem c`o seu povo
E não vão pr`a lá dormir
Como o pinto no seu ovo...
Bom, saiu-me isto, meio gaguejante, meio coxito... mas sair, saiu... tenho o maior dos apreços pelos deputados da esquerda, amigo Eduardo e não vou fazer de conta que não tenho...
Abraço grande para si e Maria dos Anjos!
Salif & Évora na ponte.
ResponderEliminarVou ver... e ouvir, Poeta!
Eliminar“Tiro de partida”
ResponderEliminarMilitares saíram à rua
Mas não p’ra guerrear
Ideal não se prostitua
Que só vieram protestar
Mas estava prostituído
Esse ideal da revolução
Que Abril foi possuído
Por políticos de tostão
E este país destruído
À beira da escravidão
Viu a tropa na avenida
Um desfile sem sentido
É mais um na multidão
Sem o tiro de partida.
Prof Eta
... mesmo assim, não estou rendida
EliminarQue isto das revoluções
Passarem numa avenida
Não lhes define intenções...
Tudo se vai construindo
E eu não sou mulher de pressas
Que não veja o que vem vindo
Por ruelas e travessas...
Tenho, por vezes, saudades
Dum tempo em que me "mexia"
Sem tantas dificuldades,
Mas nada posso fazer
Senão dar-me, em cada dia,
No que conseguir escrever...
Abraço grande, Poeta!
O chá é chá.
ResponderEliminarE eu vou ver o que ele tem para nos contar...
Eliminar“Sétimo dia”
ResponderEliminarNão sabes mas foi Deus
Descansou ao sétimo dia
Não o podem fazer os ateus
Podem ter outra filosofia
Com afinco trabalhando
Todos os sete os dias
Na eira o centeio malhando
Nasceu o pão que comias
Agora já não há centeio
O pão deixou de nascer
Não é necessário malhar
Seis dias dás um passeio
Ao sétimo para desmoer
Podes aplicá-lo a trabalhar.
Ai, Poeta... estou tão "lerdinha" hoje...
EliminarIsso de andar em passeio
Sete dias por semana...
Não sei... mas tenho receio
Que nos deite em bem má cama...
O trabalho é necessário
À nossa forma de vida...
Não será só por salário,
Disso estou bem convencida!
Somos uns seres criadores,
Somos produtores inatos
Do necessário... e não só!
Estão em nós, esses valores,
E não é por estarmos gratos
Que desatamos tal nó...
Foi o que me saiu... mesmo lerdinha e tudo, estou convicta de que somos seres profundamente vocacionados para a produção e para a criatividade... decerto encontraria forma de ser o menos infeliz possível se não pudesse trabalhar mesmo nada, mas... enquanto puder produzir, nem que seja só poesia, produzo! Abraço grande
Louis & Ella na ponte.
ResponderEliminarVou vê-los, Poeta!
EliminarO chá troikou-se.
ResponderEliminarÉ natural, Poeta! Até eu ando um pouco troikada...
Eliminar“Fado austeridade”
ResponderEliminarAngela à terra descia
Esta terra ingovernável
Em visita de cortesia
Que cortesia é saudável
Saudamos o teu gesto
Nós povo desta nação
Com futuro indigesto
Sem ter conduto no pão
Nesta terra da saudade
Onde a dívida é lei
Aonde a lei é fado
O fado é austeridade
E austeridade bem sei
Deixa o povo esfaimado.
Prof Eta
Cortesia de aparências
EliminarNos joguinhos de poder
Com que suas excelências
Vão deitar-nos a perder!
De traidores e ditadores
Estamos todos muito cheios!
Falta a comida, os valores
E avançar contra os receios!
Nenhum fado nos obriga
A ceder a soberania
E a acalentar os tiranos
Que a nossa lusa barriga
Está a ficar mais vazia
Do que estava, há muitos anos!
Aqui vai, Poeta, com o meu abraço!
Pablo & Carminho na ponte.
ResponderEliminarVou à Ponte ouvi-los... mas deixo o sonetilho para amanhã, está bem? Estou meia a dormir...
EliminarO chá não vai governar.
ResponderEliminarOra ainda bem! Eu também não...
Eliminar“Elite ofuscada”
ResponderEliminarO direito à indignação
É um direito universal
Quer te indignes ou não
Tenta cumprir Portugal
Filho que és da nação
Evita fazer-lhe mal
Bem basta a provocação
Deste momento actual
Em que a elite ofuscada
Pelos desmandos da troika
Carregada de optimismo
Não se indigna com nada
E empurra a nação heróica
Em direcção ao abismo.
Não tarda vou estar em greve
EliminarE, amanhã, nada direi...
Respondo mas vou ser breve,
Que à greve, eu não faltarei!
De elites do capital
Estamos nós muito cansados
E é pela Greve Geral
Que iremos dar-lhes "recados"!
Porque a luta continua
Enquanto injustiça houver,
Eu não hei-de abandoná-la!
Nem eu, nem todo o que sua
Pr`a ter um pão pr`a comer
E o direito de sonhá-la!
Abraço grande, Poeta! Amanhã não responderei. Tudo isto é muito simbólico, eu sei, mas é este o único trabalho que eu vou conseguindo fazer e estará parado, em greve geral, durante todo o dia 14.11.2012.
Provavelmente irei até ao Facebook para tentar acompanhar a luta dos que saem às ruas, mas não publicarei nenhum trabalho meu. Beijinhos para a Maria e para os meninos!
Cesaria & Bonga na ponte.
ResponderEliminarVou já vê-los!
Eliminar