MAIS UM PROTESTO - Soneto de nove sílabas métricas


Mil protestos `spontâneos, mas sábios,


Vêm desde o mais fundo de mim


Sem que os vá “recortar” de alfarrábios,


Sem sonhar se os lerão mesmo assim…


 


Meus protestos são feridas gritadas


Sobre a crosta arrancada dos dias,


A correr, por aí, de mãos dadas


C`o prenúncio do fel de agonias!


 


Sabereis quanta gente aqui morre


Sem ter leito onde encoste a cabeça?


Cuidareis, todos vós, dos “sem nome”?


 


Qual de vós, “milionários”, discorre,


Sem que uma autocensura o impeça,


Sobre o mal desta impúdica fome?


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 21.11.2012 – 18.22h


 


 


 


Imagem retirada da net, via Google, sem registo de autor

Comentários

  1. uou...
    já não há nobres senhores
    que nunca houve

    só impostores...


    parece que querem regressar ao medieval...
    esclavagista...é que não foram só os pretos...





    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ah, pois não! Olha que o primeiro filme "a sério" que eu fui ver com o meu avô - era para doze anos, mas eu era grandota para a idade... - foi o Spartacus... e eu já tinha lido o livro... penso que o meu avô estava muito consciente do que aquele filme iria representar para mim... foi o primeiro e único filme que ele me levou, de propósito, a ver, em Lisboa... muito embora houvesse um cinema bem perto de nossa casa, em Algés...


      Feliz noite!

      Eliminar
    2. Nem todos, Anjo! Ele nunca me falou sobre o assunto mas eu senti que aquele era um momento importante para mim... tanto que o não esqueci até hoje...

      Eliminar

    3. um sonho feliz pra ti numa noite sossegada

      Eliminar
    4. Nem te cheguei a responder, Anjo... foi uma noite curtinha... deitei-me tardíssimo e, agora, estou cheia de sono...

      Feliz dia!

      Eliminar
    5. Feliz tarde, Anjo!

      Faz um solzinho bem bonito... por aqui...

      Eliminar
  2. Uma bela e feliz noite
    também pró fungágá...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O fungágá cão acaba de me pregar uma bela partida... ai, que estou mesmo toda a estragadinha! Então não estive com ele na rua e não foi agora, em casa, que ele fez o que não devia... mas, enfim... é tão velhinho que já não comanda minimamente os órgãos devidos...

      Feliz noite, Anjo!

      Eliminar
    2. Deu-me uma fúria qualquer... olha, saiu-me isto...

      Eliminar
  3. “Pátria sem pão”

    A tua pátria é a língua
    Pois rasga o dicionário
    A pátria está à míngua
    Não te paga o salário

    P’ra que possas ter pão
    Não te paga a saúde
    Não te paga a educação
    Não te paga mas ilude

    Com um futuro melhor
    Depois de cavar o fosso
    Vês-te nessa aflição

    Não podia ser pior
    Pois exige o teu esforço
    Sem apresentar solução.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É que nem pátria, nem língua!
      Tudo nos querem roubar
      E hão-de deixar-nos à míngua
      Pois estão-nos a "anavalhar"!

      Faço greve a cada ideia
      Das mentes capitalistas!
      Seja a minha língua aldeia,
      Morada de outros artistas!

      Eu, quase paralisada,
      Estou na mesma situação
      Do que outros que o não estão nada,

      Mas, à minha língua amada,
      Não ma paralisarão
      Que eu não deixo... e estou armada!!!!


      Abraço grande, Poeta! Desculpe o atraso mas houve, ontem, uma avaria generalizada na net... só por volta das 3h consegui publicar um soneto no Face, mas já não consegui trazê-lo para o blog... estava mesmo, mesmo, a cair de sono!

      Eliminar
  4. Os miseráveis fugiram do youtube, tive que substitui-los pelo Chopin, mas olhe não ficámos pior...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas