NAVALHA OBLÍQUA NUM BECO SEM SAÍDA - Em nove sílabas métricas


É tão crua esta oblíqua navalha


Que apunhala os sentidos da gente,


É tão suja, é tão vil que não falha;


Assassina e… disfarça, inocente!


 


Se debalde lhe foge a canalha


Que afinal lhe foi sempre indiferente,


Ela fixa, encurrala e estraçalha


Cada um dos que em fuga pressente.


 


Mas que importa a navalha cruenta


De um poder que nos quer degolar


Se outra força imperiosa argumenta


 


Numa voz que até mortos sustenta


Pr`a dizer que é morrer ou lutar


E, à navalha, nem sangue a contenta?


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 22.11.2012 – 01.48h


 


 


 


IMAGEM - The Charnel House - Pablo Picasso 1944/45

Comentários


  1. caramba
    isto é que é versar


    feliz tarde MJ

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    1. Eheheheh... já deste com ele! Este saiu-me a desoras, mas veio cá com uma força... e eu a querer publicá-lo e o raio da net muda e queda que nem um sinalzinho dava... foi uma luta para lhe conseguir "dar voz"...


      Feliz tarde, Anjo!

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  2. “Português não”

    Reformamos o estado
    Agora é que é de vez
    Já está quase prostrado
    Reforma-se por invalidez

    Está a matar-nos devagar
    Sem ter dó nem piedade
    O bom caminho é matar
    Também esta sociedade

    Que nos coloca à deriva
    Em estado de calamidade
    E nos causa desfaçatez

    Ou como alternativa
    Nossa única prioridade
    É deixar de ser português.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Portuguesa, sim senhor!
      Talvez não "patrioteira",
      Mas nutrindo um franco amor
      Por esta terra trigueira!

      Sei que devagar nos mata
      E que vai acelerando
      Porque o governo retrata
      O poder que o vai mandando

      Mas, à d`riva, não estaremos,
      Temos sempre alternativas
      E eu sei que resistiremos!

      Tenho outras prioridades
      Muito acesas, muito vivas,
      Muito adeptas das vontades...


      Abraço grande, Poeta!

      Eliminar
  3. Respostas
    1. Peter!!!!
      Que vergonha... nem sequer tenho conseguido ir visitar os seus sonetos... nada! Não visito ninguém e mal vou conseguindo ter tempo para responder a mails e comentários e manter as publicações nos blogs, no Face e nas páginas e plataformas para que fui convidada... é que nem esta última parte está minimamente em dia... mas vou agora!

      Bacini!

      Eliminar

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