SONETO PARA UM SONHO QUE SONHEI - Em decassílabo heróico
Depois de uma janela, outra janela
Se abriu de par em par, nesse protesto…
Mil se abriram depois, fazendo o resto,
Assim que a voz do sonho ecoou nela!
Completo, nasce o sol, derruba a cela,
Infiltra-se-lhe a luz no duro asbesto
E, nessa convicção que ao sono empresto,
Traduz-se-me em vontade enchendo a tela…
Transmutada a janela em peito aberto,
Fosse essa luz descrita a voz roubada
À vivência de um tempo insano, incerto,
Estaria essa vitória bem mais perto
E já se glosaria, em qualquer estrada,
Invicta, esta alegria em que eu desperto!
Maria João Brito de Sousa – 24.11.2012 – 09.39h
Imagem retirada da net, via Google
Dilema MJ
ResponderEliminarmas nem tudo foi em vão...
uma bela bonita noite pra ti
e os da pesada também
Noite feliz e serena, Anjo!
EliminarDaqui a pouco terei de me levantar para me preparar para a consulta do hospital... até amanhã!
um belo dia de solinho pra ti
EliminarChuvinha, por aqui, Anjo! Caíram dilúvios enquanto eu estava na consulta do hospital... Felizmente fui "levada e trazida" Já não me aguento a "viajar" até lá sozinha.
EliminarFeliz noite para ti!
Eliminartramados com estes anafados... dos milhões...
Tramados e, afinal, tão poucos, comparativamente connosco... mas sabem fazê-las... vou aí!
Eliminarespero que tudo vá bem
Eliminarpois estas alterações de tempo e frio
deixam marcas...
feliz dia
Ai, Anjo , nem me digas nada... a minha infecção urinária - para além de tudo o resto de que já falei - continua a deixar-me dorida e "de rastos" e o Kico... esse deve ter tido um pequeno AVC enquanto eu estava no hospital e continua num estado lastimoso... e aflitíssimo porque se suja todo e, embora tenho dado uns passos desequilabrados, na rua, voltou a cair e teima em querer levantar-se... sem conseguir mais do que espernear e arrastar-se um pouco pelo chão. Estou que nem eu sei...
EliminarFeliz dia para ti
Eliminarpois há levar as coisas pelo lado positivo
uma feliz tarde
Sou perita nessas estratégias, Anjo... mas hoje não está a ser lá muito fácil. As coisas acumulam-se e potenciam-se umas às outras e a força física - a falta dela... e as dores - não está a ajudar...
EliminarFeliz tarde para ti
Uma flor, também para ti, Anjo!
EliminarIsto continua a cair, a cair, a cair...
mas mais logo
Eliminarmelhor...
Achas que sim, Anjo? Tem estado assim o dia inteiro... já me caiu duas vezes enquanto eu tentava responder-te no Montanhas... esperemos que sim... eu ainda estou com mais febre do que o costume e já não aguento estar aqui sentada durante tanto tempo... quando não estou a limpar... o que já sabes
Eliminarfeliz noite
Eliminarque eu não teria paciencia...
Também a perdi, Anjo... ou melhor, perdi a força física - pouca - que me aguentava aqui, sentada no banquito de "sumapau", a reiniciar ligações... para nada...
EliminarFeliz tarde, geladinha, geladinha
que seja sossegada pra ti...
EliminarUfa! Está, outra vez, uma loucura...
Eliminar
Eliminarfeliz noite MJ
e a esses quadrúpedes também...
Feliz noite, Anjo! Isto está tão mau, tão mau - em termos de ligação - que me parece que nem vale a pena tentar responder a nada... nem sequer o blog me aparece configurado...
Eliminar
Eliminaracho que tens de encomendar uma bomba
virtual
e arrasar esse servidor meio vigarista no sinal...
uma feliz noite sossegada e feliz nos parâmetros
de se ser...
vou apanhar uns destilantes
com os doutores da Covilhã...futuros....xoxox de aqui
Eheheh... força, Anjo... mas não abuses, vê lá...
EliminarNoite divertida para ti e para os nossos futuros doutores
Eliminarcom este frio
duvido do Brio...Académico
“Nova bandeira”
ResponderEliminarO caminho alternativo
Leva-te a outro destino
Será por esse motivo
Tua bandeira e teu hino
Que os caminhos actuais
Só prometem destruição
Não serão por onde vais
Em busca da evolução
Mas p’ra que não esqueças
O caminho d’alternância
Esse cheio de promessas
Dum futuro de abundância
É um caminho às avessas
Que só serve a militância.
Eu não tenho alternativa
EliminarQue não seja o que aqui escrevo,
Andar nesta roda-viva
Fazendo sempre o que devo
Mas, quanto ao nosso país,
Mil saídas surgirão!
(nunca eu seria feliz
se acreditasse que não...)
Para alternância, bastou
A que andou, por tantos anos,
A deixar o que deixou...
Às promessas... já nem ligo
Porque essas só causam danos,
Deixando esta terra em perigo!
Abraço grande, Poeta!
Brel se promene sur le pont.
ResponderEliminarPoeta, vou ter de lhe pedir desculpa, mais uma vez... terei de me levantar às cinco da manhã para uma consulta hospitalar e recebi o telefonema de uma amiga... já não consigo ir à Ponte, hoje... nem sequer responder ao seu sonetilho... mas respondo amanhã, quando voltar!
EliminarAbraço grande!
Please be my guest.
EliminarAhhhh... só agora consigo ir à Ponte... mas espero ir, embora a ligação esteja insuportável! Pula, salta, pára, muda de página e encrava... que paciência que eu hoje tenho que ter...
EliminarChá sem mal.
ResponderEliminarE lá vou eu...
Eliminar
ResponderEliminarOlá poeta, então o que te disse o medico?
Não vi nada aqui escrito e já são quase 5h.
Aguardo noticias!
Beijinhos!
Fui eu que lhe disse que, para além de tudo o mais, estava - e estou! - com uma bruta infecção urinária... há que tratar das situações agudas primeiro... fiz, lá mesmo, colheita de urina asséptica e volto de hoje a uma semana... o INR estava, felizmente, dentro dos valores normais.
EliminarGosto muito deste MNP - o meu médico - mas acho que ainda é mais "despassarado" do que eu...esqueceu-se de imprimir as receitas trimestrais e garantiu que já mas tinha dado. Confiei que o despassaramento seria meu e... não devia! Tenho de as trazer para a semana pois só vieram duas; o antibiótico e a estatina...
O Kico, quando cheguei, tinha perdido o andar... ainda não o recuperou... estou lenta, cheia de dores na coluna e no resto, como deves calcular, e estou sinceramente apiedada dele... que pena que eu tenho... pode ser que ainda o volte a recuperar, sei lá...
Que todos me desculpem se eu hoje falhar a quase tudo... ainda publiquei um sonetozito no Face... tenho escrito tanto que não lhes dou vazão nos blogs...
Beijo grande e obrigada pelo teu cuidado, minha Ligeirinha!
“Revolução em verso”
ResponderEliminarDum poema perfeito
Nasce bonita canção
Dum poema desfeito
Estilhaçada emoção
Um poema sem jeito
Não merece distinção
Um poema escorreito
Não busca a variação
Já o poema mordaz
Faz aumentar o tom
Desta contestação
Que a realidade traz
Onde ecoa alto o som
Do poema revolução.
Prof Eta
Nem só mordaz e perfeito
EliminarCumpre o poema a função
E se faz revolução
Que, às vezes corta a direito,
Diz qualquer coisa de jeito,
Relata antigas vitórias,
Canta canções, conta estórias,
E é mais forte que o mordaz
Que tanta gente compraz
Mas perde o rumo às memórias...
Abraço grande, Poeta!
Um auto retrato na ponte.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarUm chá consciente.
ResponderEliminarVou já, Poeta!
Eliminar“Tanta coisa e nada”
ResponderEliminarHá tanta coisa e nada
Nessa existência fútil
Ao longo da caminhada
Talvez pudesses ser útil
Se a nada dás atenção
Tanta coisa te consome
Se entras no turbilhão
Nem te dás conta da fome
Que sabemos não existe
Nos corredores do poder
Ou na propaganda barata
E se há quem não desiste
Há também quem deixe de ser
Ao descobrir que a fome mata.
Devagar, ou mais depressa,
EliminarFome mata, com certeza,
E eu quer que ninguém esqueça
Que ela é filha da pobreza,
Da pobreza desumana
A que tantos são votados
Por força da mente insana
De que alguns foram dotados!
E estão já a preparar
Mais pobreza, mais miséria,
Mais submissão, mais terror...
Se os não fizermos parar
Fica a coisa muito séria,
Será tudo `inda pior...
Abraço grande, Poeta!
Continuo a lutar com esta ligação doidinha de todo...
Somebody on the bridge.
ResponderEliminarI`m coming!
EliminarChá com falta de ar.
ResponderEliminarÉ o Chá e o Kico... estão os dois aflitos...
EliminarVeja o mail já seguiu compromisso.
ResponderEliminarSó agora cheguei, Poeta... vou ver, obrigada!
Eliminar“Fé na austeridade”
ResponderEliminarNível do mar está a subir
O dos impostos também
A seguir pensam diluir
Férias vão, Natal não vem
Mas há fé na austeridade
E o governo todo acredita
Na receita da insanidade
Que a todos nós debita
Faz lembrar tempos idos
Não sei se amordaçados
Mas igualmente desvalidos
Vamos morrer endividados
Em alternativa diluídos
Ou quem sabe afogados.
Prof Eta
Férias vão, Natal, não vem...
EliminarMas metade, aos bocadinhos,
Não interessa a quem não tem
Mesmo que peça aos vizinhos...
Foram mesmo amordaçados,
Os tempos que já lá vão
Que parecem "regressados"
De dentro de algum caixão...
Querem fazer de nós burros
De carrego sem protesto...
Sem protestar, não ficamos,
Que havemos de dar bons urros!
Nas rimas que eu lhes empresto,
Ou sem elas... protestamos!
Não consegui abrir o vídeo da Ponte, Poeta... a ligação está cada vez mais estranha e eu mais farta dela... mas ainda vou tentar mais uma vez!
"Desgarram" na ponte.
ResponderEliminarSó agora, Poeta... vou ver se lá consigo chegar nesta ligação que parece ter feito aliança com a instabilidade governamental...
EliminarChá da desgraça.
ResponderEliminarVou ver essa desgraça... por aqui, para além das maleitas e outros percalços, a "desgraça" é o bloqueio que me estão a fazer à ligação...
Eliminar“Festejar a crise”
ResponderEliminarSe é de crise que se trata
Então vamos festejar
Que a crise não mata
Este povo que é do mar
Um povo de marinheiros
A quem sempre ouvi cantar
Não seremos os primeiros
Com uma crise a lamentar
Venha de lá o espumante
Saltem rolhas de cortiça
Não deixem os copos vazar
Um povo assim esfuziante
Pode até dar-se à preguiça
Que a crise há-de passar.
Caramba, Poeta! Está a melhorar muito na métrica! A maior parte destes versos são mesmo em redondilha maior!
EliminarUns tentam salvar os mortos,
Outros, enterrando os vivos,
Fazem memorandos tortos
Que em tudo serão excessivos...
Festejemos só depois!
Quando esta "crise" acabar,
Iremos cantar os dois
Até alguém nos calar!
De momento, há que fazer
E eu ando meia parada
Porque a ligação só quer
Pôr-me a cabeça a doer
Sem me deixar fazer nada,
Sem nada poder escrever!
Abraço grande, Poeta!
Charles na ponte.
ResponderEliminar