SONETO SEM DESTINATÁRIO
(Em verso eneassilábico)
Na aridez de passeios e estradas
Plantei bagas de sonhos maduros
Em prodigalizando, às punhadas,
Mil prenúncios de claros futuros…
Colhi, dessas ardentes jornadas,
Impropérios, por vezes tão duros
Que doíam como as chicotadas
Do furor dos traidor`s mais impuros…
Pudesse eu outra vez percorrer
Quanta estrada corri no passado,
Voltaria a plantar e colher
Mil denúncias e a dor de o saber…
Mas bem sei que teria voltado
Se isso me fosse dado a escolher…
Maria João Brito de Sousa – 01.12.2012 – 17.30h
IMAGEM - Pintura de Álvaro Cunhal
“Revelação”
ResponderEliminarNão é no fim da calçada
Que encontras a resposta
Faz a longa caminhada
Fá-la sempre bem disposta
Leva amigos de verdade
Com riqueza no coração
Os que a têm sem vaidade
Não sabem quão ricos são
Na linha do horizonte
Em direcção ao tesouro
Arco íris será a estrada
Por mais que te desaponte
Não encontrarás o ouro
Mas a utopia revelada.
Minha longa caminhada
Eliminar- bem mais longa que as "normais" -
Foi feita ao longo da estrada,
Sempre ao lado de animais...
Nunca ambicionei riquezas,
Nunca alinhei nos subornos...
Trago ambições sempre ilesas
De acessórios e de adornos...
Dos "ouros", nunca gostei!
De outros enfeites que tais,
Prescindi com tal desprezo
Que sorrindo os dispensei
E garanto que jamais
Me prendeu, tal contrapeso!
Que insuportável ligação, Poeta! Cá vai, meio "rebelde", mas foi o que me saiu... e quase perdi!
Ainda na ponte.
ResponderEliminarSó agora reparo, Poeta... eu tinha ilustrado este soneto eneassilábico com um lindíssimo desenho de Álvaro Cunhal... não sei o que se terá passado... vou tentar repor a imagem e, a seguir, vou à nossa Ponte...
EliminarChá no bom caminho.
ResponderEliminarBem... espero que o Chá não tenha adoptado os argumentos dos neoliberalistas, eheheh... vou lá!
Eliminar“Visão”
ResponderEliminarSe o mundo não acabou
Não o deixemos acabar
O que ainda não mudou
Cedo vai ter que mudar
Por caminho diferente
Já vejo a humanidade
Como resposta premente
Ao estado de calamidade
Neste tempo irracional
Não há resposta pronta
Outros tempos surgirão
Nada terão de tradicional
Que a tradição não conta
Só conta esta nova visão.
Ah, mas ele há-de acabar,
EliminarDisso, estejamos seguros...
É só questão de apertar,
No cinto do Tempo, uns furos...
Deitemos, portanto, mãos
Ao que está ao nosso alcance
Enquanto estivermos sãos,
Querendo sair deste transe...
Estes tempos vão mudar,
Só não sei em que sentido
Se fará essa mudança
E é tempo de acelerar
Ou não será consentido
Que haja sentido na esperança...
Um abraço grande, Poeta! Guardo - para nós que nos escrevemos diariamente - a saudação "especial" do fim de ano para mais pertinho da hora...
King por um dia na ponte.
ResponderEliminarVou já, já, Poeta!
EliminarApesar destes votos fazerem parte do "suave declive das banalidades" - parafraseando uma grande poetisa - encerram o desejo sincero que o ano de 2013 possa ser um ano feliz.
ResponderEliminarQue o próximo ano lhe traga alegrias, mais saúde e muitos momentos felizes é o que lhe desejo.
Abraço GRD GRD
Ahhhh... um grande, grande abraço, Eva!
EliminarPenso que estou a deixar os votos de feliz ano novo muito para o "limite"... mas tenho-me lembrado de dizer aos amigos que vou encontrando que voltarei para fazer esses votos... estou a calcular muito mal, pelos vistos... depois não terei tempo para isso...
Vou já aos "Escritos"!
Chá futuro.
ResponderEliminarÉ um Chá a pensar no Ano Novo
Eliminarnão sabia do Dom do Cunhal na pintura...
ResponderEliminarmas esse teu poema
ilustra-o muito mais...
feliz dia
Acredite que nem eu sabia... sabia muito bem dos desenhos feitos na prisão, a preto e branco, mas não sabia dos desenhos avivados pela cor... só há bem pouco tempo os descobri... mas gosto muitíssimo desta técnica a lápis de cor! Parece fácil, mas requer uma enorme mestria!
EliminarFeliz e ensolarado Domingo, Anjo
que seja feliz a tua tarde também
EliminarNão estou "grande coisa", hoje... meia dorida... mas pode ser que "arrebite"...
EliminarFeliz tarde, Anjo!
Eliminare há que arrebitar...hé hé hé
O ânimo não falta, Anjo, muito embora mais do que consciente daquilo que nos espera... não sou pessoa de desânimos, acredita. O pior é mesmo a parte física que já não melhora e, nalguns dias, provoca mesmo muito desconforto e acaba por reduzir a minha produção... levo "que tempos" para fazer seja o que for...
EliminarHiiiii! Que escuro que o céu está a ficar! Acho que vem por aí chuvarada...
as minhas artroses também me põem a "ganir"
Eliminarfeliz tarde e ânimo
Obrigada, Anjo!
EliminarFeliz noite para ti
Um bom dia pra ti
EliminarBom dia e BOA PASSAGEM DE ANO, Anjo!
Eliminar“SNS”
ResponderEliminarEstava o secretário de estado
Às voltas com o orçamento
Como ser muito iluminado
Fez-se luz naquele momento
Para não ter tanta despesa
Com o sistema de saúde
Bastaria com toda a certeza
Não adoecêssemos amiúde
E assim logo ele decretou
Sem perder um só momento
Adoeçam com menor cadência
Da saúde as contas equilibrou
E nós ficámos sem argumento
Tal não foi a sua inteligência.
Prof Eta
Sem argumentos, Poeta?
EliminarTemo-los até de sobra
E isso é uma bela treta
Que este governo nos cobra!
Que alimentação cuidada,
Que descanso obrigatório
Poderemos ter se nada
Nos sobra em tal purgatório?
Se quase tudo nos tiram
De que estarão eles à espera
Senão que as doenças firam?
Sem termos qualquer conforto
E em situação tão severa...
Está aqui está tudo morto!!!
O meu abraço muito ensonado, Poeta!
Maria voltou à ponte.
ResponderEliminarVou até lá, Poeta!
EliminarAtrasou-se, a nossa amiga, Poeta... já lá volto!
EliminarSim, algo não correu bem, mas já voltou.
EliminarSó agora volto lá... ontem tive de me deitar mais cedo...
EliminarFELIZ PASSAGEM DE ANO, POETA!!!
BEIJINHOS PARA TODA A FAMÍLIA!!!