TEMPESTADE(S) - Soneto em verso de nove sílabas métricas dedicado à minha ligação boicotada


 


TEMPESTADE


 


Repensado este estranho argumento


Como a última nau de quem sonha,


Serei sempre implacável… nem tento


Desculpar-me ou mostrar-vos vergonha.


 


Sou do mar, sou da terra e do vento,


Sou selvagem, por vezes, medonha


Se me engendram de negro ou cinzento


Vergastando a maré mais risonha.


 


Quantas vezes não fui tempestade,


Força bruta, invencível, cruel,


Flagelando – porém, sem maldade –


 


Edifícios da vossa cidade,


Vosso rio, vosso mar, vossa pele,


Sem curvar-me ante a vossa vontade?


 


 


 


Maria João Brito de Sousa -02.12.2012 – 14.15h

Comentários

  1. Respostas
    1. Eheheh... não resisti a colocar o "bonequinho" guerreiro... feliz noite!

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    2. sossegada noite também
      que nós por aqui
      4 grauzitos de friorento brrrrrrrrr
      ( e certas expressões menos próprias)

      só com um bagacito....


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    3. Eheheheh... lá vai o destilante

      Para mim, um cházito quente qb... Hoje não posso tomar mais do que um café, senão também iria... mas a tensão arterial tem andado lá nos píncaros e eu não lhe quero dar motivos para me "adiantar" a partida...

      Feliz tarde, Anjo!

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    4. Feliz tarde para ti, Anjo!
      A minha manhã foi no hospital... nada de bonito, como deves calcular. A infecção continua por cá porque já saíram as análises e o bichoco é resistente à aoxicilina com ácido clavulânico, que é o que tenho estado a tomar... passo agora a tomar uma cipro... meu pobre estômago... tem estado aflitinho com a amoxi... e lá se me foi a malvada da ligação! Vou ter de fazer copy-paste disto...

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    5. pois...as agruras da nossa velhice


      mas mesmo assim uma feliz tarde

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    6. Não sei, não, Anjo... vejo por aí muita gente na casa dos oitenta que anda bem melhor do que eu... e estas "tretas" todas que eu tenho, andam a fazer das suas desde os meus floridos vinte anitos... eu sou é "vaso ruim", que não quebra, eheheh...

      Feliz tarde

      ... ou eu me engano muito ou, por aqui, vai começar a chover a cântaros...

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    7. Estou com dores de barriga... a sério, não são metafóricas... ao menos que me passem as dores de barriga... já ficava contente só com as outras, não preciso destas para nada, Anjo... nem das outras, mas... já vi que essas vieram mesmo para ficar...

      E, já que estou em maré de "pedidos", que esta malvada desta ligação se acalme um bocadinho... já fui 30 vezes ao Gmail, ver se "limpo" um pouco o meu correio e ela desliga-se sempre... burra de ligação... sem ofensa para os meus amigos burros de quatro patas!
      Ahhhh! Isto é que foi desabafar, Anjo!

      Fiquei um bocadinho menos furiosa com esta tremelicante ligação, eheheh...


      Feliz restinho de tarde e uma noite muito serena Agora... não me deixa comentar, o raio da ligação... nem me aparece o rectangulozinho da publicação... ora esta!!!

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    8. nos desejos de que tudo se recomponha

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    9. estou cheia de febre... mais do que o costume... e não consigo ouvir nada de nada no Rádio Horizontes da Poesia http://horizontesdapoesia.listen2myradio.com/
      olha, ouve tu, se quiseres... sei que o meu amigo Joaquim Sustelo vai dizer os Quatro Sonetilhos a Catarina Eufémia e eu não vou ouvir nada... é um dia daqueles... menos bons, digo eu que não gosto de ser muito pessimista, eheheh...

      Feliz noite, Anjo!

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    10. é complicado ouvir esse rádio
      de malicioso quorum a instalar...

      por isso aparecem certos problemas...

      mas de te sentir com ânimo é o essencial...


      feliz noite e prá cambada também (os quadrúpedes)

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    11. Eheheh... vai-me restando um pinguinho de humor... é sempre o meu ponto forte... o site pede-me para instalar um plugin e, quando o tento instalar, diz-me que é desconhecido... haja paciência!

      Feliz noite, Anjo

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    12. uma bela e feliz tarde de aqui dos calhaus

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  2. PRIMEIRO de DEZEMBRO de 2072
    (e voltou a haver feriado)

    Sessenta anos passados
    Sobre a malvada falência,
    Desta vez sem conjurados,
    Restaurou-se a independência.

    Nos armários trancados
    Dos Paços da Impaciência
    Nem se esconderam os malvados,
    Temerosos da violência.

    Foi tudo com bonomia
    Como é habitual
    No país da nostalgia,

    Reino de costumes brandos
    E o aquecimento global
    Fez arder os memorandos.

    Eduardo

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    1. Que ardam, pois, os memorandos
      Numa altaneira fogueira
      Ou fogos algo mais brandos
      Para que não saia asneira...

      Feriados e quejandos
      Morrem de toda a maneira
      Pois para o ano, os malandros,
      Vão parar à prateleira

      Mas, se houver uma janela,
      Basta que haja um parapeito
      Pr`a escrever-se a história nela!

      Com mais ou menos cautela
      E um bocadinho de jeito,
      Reproduz-se a antiga querela...


      Um abraço grande, amigo Eduardo, e muito obrigada por mais este belo sonetilho!



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  3. “Impérios”

    Roma já está a arder
    Parece o fim do império
    Eu cá estou em crer
    Que não existe mistério

    Todo o império termina
    Tendo a gula como pecado
    Para o imperador estricnina
    E o séquito cai a seu lado

    Outro império nascerá
    E não será muito diferente
    A esse outro bastará

    Que minta a tod’a gente
    Pois muita gente haverá
    Que acredita piamente.

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    1. Abaixo esse imperialismo
      Desajustado e maldoso
      Que lança o povo em abismo
      Pr`a sustento do guloso!!!

      Vivam os povos do mundo
      Na luta por seus direitos,
      Viva o trabalho fecundo,
      Para todos, sem eleitos!

      Vivam justas ambições
      De paz, de casa e saúde
      De eternas aprendizagens!

      Vivam quantas gerações
      A aparência desilude
      E não caem nas "miragens"!


      Vivam o sonho, a lucidez e o trabalho, Poeta!


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  4. Respostas
    1. Ai, Poeta... eu é que estou incompetente de todo, com esta ligação meia maluca... vou já!

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  5. “Filhos do povo”

    Tod’os poderes instalados
    Na nossa santa terrinha
    Deviam ser julgados
    Com imensa pena minha

    Por tod’os danos causados
    Ao povo donde provêem
    E de seguida condenados
    P’lo que não tinham, mas têm

    À custa do povo defraudar
    Que só agora descobriu
    Deu tud’o que tinha p’ra dar

    A estes filhos que pariu
    Nos quais havia de confiar
    Com o resultado que se viu.

    Prof Eta

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    1. Da mesma maneira penso
      Sobre quem nos corrompeu
      E nos deixou neste imenso
      Poço sem ver luz ou céu!

      Pr`a se fazer um só rico,
      Como Eça soube escrever
      E eu, com gosto, testifico,
      Muitos hão-de empobrecer!

      Quanta miséria, que mortes
      Hão-de ainda ter lugar
      Pr`a prolongar essas "sortes"?

      Quanto tempo pr`a que mude
      Esta forma de pensar
      Que a tantos ainda ilude?

      Abraço grande, Poeta!

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  6. Respostas
    1. Muxima... vou já ver, Poeta!
      Hoje foi dia de hospital e nem consegui chegar a levar-lhe o sonetilho... mas tento hoje, mesmo com a malvada da ligação a fazer das suas...

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  7. “Heil”

    Se houve alucinação
    Ela agora terminou
    Veio o ministro alemão
    E a todos explicou

    Grécia tem um caminho
    Que não é o de Portugal
    Portanto falem baixinho
    Se não querem dar-se mal

    Desmintam o que se disse
    Contradigam a declaração
    Tudo não passa de aldrabice

    A nossa derradeira intenção
    É que a finança cumprisse
    Esta verdadeira invasão.

    Prof Eta

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    1. Sabem bem ser incumprível
      Tal pagamento a tais juros...
      Como se fosse possível
      Criar ponte, alçando muros!

      Em fraca conta nos têm
      Se pensam que acreditamos...
      Temos olhos qu `inda vêem,
      Pés neste chão que pisamos!

      Sabemos do jogo sujo
      A que o capital recorre
      Pr`a negar contradições

      Filando, como sabujo,
      Quanta carne `inda nos cobre,
      Depois de "idos"os tostões...


      Nem sei como consegui... vou já fazer copy disto...
      Abraço grande, Poeta!

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  8. Mesmo "sem direito á ponte"....adorei estar contigo!

    Mesmo com a febre, coitada!

    Essa cabeça! Sempre tão lúcida e assertiva!

    Belos momentos a duas....

    Beijinhos

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    1. Ligeirinha!!! Vou tomar um cházinho e deitar-me, linda... ando para aqui a tentar manter a ligação numa situação que me obriga a manobras quase acrobáticas... beijinho e obrigada! Gostei muito, muito de te ver!

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  9. Amiga,

    Faleceu Joaquim Benite!

    Maria luísa

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    1. Soube agora mesmo, Maria Luísa!
      Que tristeza, caramba! Fiquei sem palavras.

      Obrigada pelo teu comunicado, amiga...

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  10. “Povo que se segue”

    O povo vai acordar
    Quanto já tiver morrido
    Estado está a asfixiar
    O que mexe, sem prurido

    Que o pior não passou
    E está longe de passar
    São muitos os que matou
    E mais que há-de matar

    Nesta louca correria
    Ao bolso do contribuinte
    Leva mais do que devia

    Torna tudo em pedinte
    Povo morto por asfixia
    Que venha o povo seguinte.

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    1. Muitos, bem organizados,
      Não deixarão que assim seja...
      Esses que, estando acordados,
      Nada deram de bandeja!

      Sei bem que o pior virá,
      Mas só se assim permitirmos
      Porque amanhã crescerá
      Quanto agora decidirmos!

      Se em corrida, tudo assalta,
      O capital moribundo...
      Porquê crer que nos faz falta?

      E o povo trabalhador
      Não vai deixar-se ir ao fundo,
      Antes se eleva em valor!!!


      Abraço grande, Poeta!

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  11. Respostas
    1. Abrir a minha caixa de correio electrónico tornou-se uma tarefa impensavelmente árdua... vou tentar ir à Ponte mas... nem sequer tenho conseguido abrir os vídeos...
      Publicar outro soneto no Poetaporkedeusker deve ser qualquer coisa de transcendente... se isto não melhora depressa, volto aos meus velhos caderninhos, Poeta...

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