MEADAS...
(Soneto em decassílabo heróico)
Serás sempre meada, inteira ou não,
Dum fio de vida em breve desfiar
E quer possas, quer não, terás de ousar
Cumprir-te numa tal contradição...
Hoje, amanhã, depois... continuar!
Que o Tempo, sem a tua permissão,
Sem pedir-te licença pr`avançar,
Passou-te à frente e nem pediu perdão...
Mas, venha lá quem venha, a vida é tua!
Se a alma não protesta, o corpo sua
E bem mais sofrerá se não te ergueres,
Se não brandires ao vento, em cada rua,
De braço levantado, a voz que estua
No punho das palavras que trouxeres!
Maria João Brito de Sousa – 16.01.2012 – 02.20h
IMAGEM - A TECEDEIRA DE BARCAS, Maria João Brito de Sousa, 1999
ResponderEliminarQue a luta continua a cada momento
Bons e maus em alegria e sofrimento...
às palavras nossas
... a luta continuará, Anjo, eu é que não estou muito boa, não... iria jurar que já tinha trazido este poema ao Poetaporkedeusker... estou mesmo um bocado atrapalhada com isto. Enfim, esta coisa de os publicar em primeira mão no Facebook, confundiu-me toda! Agora já os perdi de vista e penso que possa haver alguns que não cheguei a trazer ao blog... nem ao Pekenasutopias o tinha levado...
EliminarAcho que não consigo ser uma boa poeta e uma boa "administrativa" dos meus blogs, eheheh... tenho que ensinar o Kico a teclar, ahahahah! E brinco, mas olha que me dava jeito que ele me pudesse ajudar um pouco Ele ou um dos meus amigos gatos...
Imagina o impacto que teria um soneto meu publicado por Sigmund Freud, por exemplo!
Feliz tarde, Anjo!
EliminarO freud era era um porrinhas...
feliz tarde
Ahahahahah! Este, o meu, é um velhote gorducho e muito simpático... para mim, claro... não costuma dar muita confiança a terceiros...
EliminarFeliz tarde, Anjo!
“Provocação”
ResponderEliminarAceitem a provocação
Da minha sinceridade
Porque vem do coração
Num acto de liberdade
Eu posso dizer que não
Ou sim sem ambiguidade
Mas não falho a um irmão
Até sem consanguinidade
Porque irmãos em Cristo
Consanguinidade provém
Do acto da própria bondade
E já que fui chamado a isto
Tentarei ver mais além
Será nossa a felicidade.
Eu cá costumo afirmar
EliminarSer irmã de cada vida,
Seja um bípede a falar,
Ou fala desconhecida
Como a de um gato a miar
Pois fico sempre rendida
Se os oiço a comunicar
De uma forma mais dorida
Mas nada disso me impede
De saber que, sendo humana,
Também humana é a sede
Do que um poema me pede
Porque um verso nunca engana
Nas razões em que se mede...
Abraço grande, Poeta!
Boris na ponte.
ResponderEliminarVou já, já!
EliminarChá a correr.
ResponderEliminarTambém eu, Poeta... embora seja uma corrida muito metafórica, eheheh...
EliminarAcho que este poema me passou...
ResponderEliminarPois é, o tempo passa...
Há que agarrá-lo com toda a força!
Não que ele deixe de passar,
mas pode ser que o faça mais devagarinho
Bjinhos
Este "infeliz" até a mim me "passou", Golimix... e é um bom soneto! Não falo como autora, falo como apreciadora e conhecedora da boa poesia em língua portuguesa... mas ando muito cansada. Passou-me este que andou mais de dez dias "perdido" no Face, ontem, só por teimosia, acabei por publicar um cheio de imperfeições métricas - para o nível que deve exigir-se a um soneto, claro! - e já nem sei o que mais me passa porque acho que, se me continuo a impor este ritmo de produção, quem se "passa" sou eu, rsrsrsrsrs... o que me vale é que ainda me vou rindo dos disparates que faço...
EliminarBeijinho e obrigada, Golimix!
Ui então eu que não percebo da "coisa" deve ser um disparate só
EliminarMas tento....
Bjinhos
Ah, estes rigores todos só se exigem no soneto! E eu, ainda por cima, utilizo uma falhazita técnica como regra... parece-me que a nossa Florbela também a utilizva, por isso fico "com as costas quentes", ahahahhahah... mas ainda bem que me estou a rir e a distrair enquanto falo nisto... a minha manhã - e ainda há pouquinho... - tem sido, inteirinha, para limpar "desastres" do pobre do Kico... há dias em que já nem vejo nada de nada à frente senão papel de cozinha - rolos e mais rolos! - balde, água, lixívia e esfregona... e, quando estou mais "empenada"... ai, são horas e horas de trabalho dorido e... "intelectual", ahahahah!
EliminarOlhe que quando me dizem que tenho um trabalho intelectual, penso sempre nisso! Então e este, da esfregona? Passo mais tempo a tratar da bicharada do que a poetar... posso ser "mestra" em soneto, mas sou muito mais "mestra" em "limpeza de territórios urbanos felinos, columbanos e caninos"... muito embora o estado em que estou me obrigue a gastar tanto tempo nisso que pouco me sobra para seja o que for... pronto, já "desabafei" que chegasse! A ver se o "pikeno" se aguenta umas horitas sem me transformar a casa num chiqueiro... tadinho! Está todo estragadito mas ainda come bem e está muito feliz, apesar das suas cada vez maiores disfuncionalidades... é um animalzinho muito, muito feliz. Disso não tenho a menor dúvida!
Beijinho, Golimix!
O meu canito, já para o fim, também se descuidava um nadica e ficava super incomodado. Como eu sei o que é andar de esfregona atrás!
EliminarBjinhos
Vou brincando, Golimix, mas estou que nem me aguento...
EliminarBeijinho!
“Partidarização”
ResponderEliminarDos ideais da revolução
Só os de Março ficaram
Rasgaram a constituição
Ditadura amplificaram
A esta nova escravidão
Só uns poucos escaparam
Mentores da partidarização
Este sistema edificaram
Para gáudio dos iluminados
Que sempre nos enganaram
Mas que saíram enganados
Pois sempre subestimaram
O poder dos esfomeados
Da fome que eles criaram.
Prof Eta
Bem eles tentam deturpar
EliminarA Constituição de Abril
Que vão tentando calar
De forma acesa e febril!
Bem nos tiram, dia a dia,
Direitos já conquistados
Ao poder da tirania
Sobre os povos enganados,
Porém creio, ou quero crer,
Que jamais nos vencerão
Venha lá o que vier
E, da fome que impuserem,
Nascerá, de novo, o pão
Porque é pão que todos querem!
Lá vai, com o meu abraço, Poeta!
Ponte com violino.
ResponderEliminarGosto muito, Poeta! Vou já!
EliminarChá pobre.
ResponderEliminarJá somos dois, Poeta... eu e o Chá...
EliminarChá a tostão.
ResponderEliminarEheheheheh... vou ver, Poeta!
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