O TEMPO DAS PALAVRAS - Idalina Pata
O tempo é das palavras que, nas asas,
Trazem o pó da terra, o pão, a flor…
Das palavras-operários que erguem casas
E, à noite, já cansadas, são suor,
Que vêm do silêncio de águas rasas
De um tempo amordaçado pela dor,
Que arrancaram, de vez, suas mordaças
E se lançam num voo bem maior
O tempo é de mudança em maré alta
Da palavra que agora nos não falta,
Da força que nos trouxe acreditar,
Da espiga, já madura, a dar seu fruto,
Por fim, da liberdade e do produto
Do que a nossa vontade irá moldar
Maria João Brito de Sousa – 03.08.2011 – 15.55h
Soneto prefácio dedicado ao terceiro livro da poetisa alentejana Idalina Pata, O TEMPO DAS PALAVRAS, Bubok Publishing S. L.
E viva a palavra
ResponderEliminarDas tantas perdidas e encontradas...
feliz noite por aí
Estas são palavras com "tempero" alentejano e muita poesia, Anjo. Vivam elas e a sua autora!
EliminarAinda tenho as marquises no seu devido lugar e sempre consegui dormir umas horitas apesar dos uivos do vento... espero que, por aí, as coisas também não tenham tomado proporções graves... mas oiço muitas ambulâncias na rua... como tenho um rádio que só emite um sonzinho muito baixinho e cheio de ruídos de fundo - só consigo ouvir alguma coisa se estiver de ouvido encostado a ele... - e ainda nem consegui parar de tratar da minha bicheza, não sei de nada, mas palpita-me que tenha havido alguma inundação ou quedas de árvores e telhados aqui na zona...
Que o dia melhore e que seja alegre para ti!
Eliminarnós aqui só o frio, o nevoeiro e a chuva
e também os uivos do vento
que todos os invernos temos...
o pior é que desde ontem sem Net...fiz agora uma ligação
directa com um fio...
um belo dia pra ti pois o pior já passou
e uns afagos aos quadrúpedes
Caramba, Anjo! Suponho que tenha sido a ventania que te "estragou" a net...
EliminarAqui também está um frio - eu tenho-o e sinto-o! - que nem te digo nada, para além do vento que ainda sopra muito forte e da chuvinha que parece determinada a continuar...
Mesmo assim, espero que tenhas uma tarde feliz!
foi tudo igual a outros anos
Eliminaro pior foi a noitada de quinta
que pessoalmente tive para pedir ajuda
pois estava mesmo mal...mal da adega e da gravidade
vou ter que ter mais cuidado
mas valeu e valeu o momento
das mulheres bonitas , simpatia, amizade
e esta Tuna é como se fosse um elemento mais
Feliz e bela tarde pra todos
Claro que tens de ter cuidado, Anjo...
Eliminar
Eliminarainda não consegui assimilar a idade
que tenho...
Ahahahah!!! Eu nem me ralo com a idade... só me interessa ir percebendo a disponibilidade física que vou tendo... e olha que já vi muita velhotinha de mais de noventa anos a andar bem mais despachada do que eu... estivesse eu fisicamente bem e não me ralava nadinha com a idade... mas também é verdade que não me meto com os destilantes...
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Eliminarpode ser que um dia
que venhas por aqui
se proporcione
e então compreenderás...hé hé hé
o que vês é um pequeno momento de uma noite
até às tantas...e muito calor humano...
Ah, sim! disso não tenho dúvidas!
Eliminarque seja uma bela feliz tarde pra ti
Eliminar... que seja também para ti, Anjo!
EliminarLá fora, cai um pequeno dilúvio
Chá no labirinto.
ResponderEliminarVou já ver, Poeta!
EliminarPS - As marquises resistiram!
“Saravá Maria”
ResponderEliminarSalvé Maria regressada
E eu devo confessar
Com a cabeça passada
Até esqueci de lembrar
Mas finalmente lembrei
De ir ao made em Lisboa
A Maria reencontrei
Sempre aquela pessoa
Com história de arrasar
Quem se lhe atravessa
Nesse caminho trilhado
Feito com muito suar
Por isso não se lhe peça
Que este seja alterado.
http://maria-made-in.blogs.sapo.pt/
Seja então muito bem-vinda
EliminarNo retorno a Portugal
Que a nossa terra é bem linda
Mesmo quando há temporal...
Tinha saudades do gato,
- porque disso eu nem duvido! -
Quer matá-las no recato
De um descanso merecido!
É mulher determinada
E já deu pr`a entender
Que o Mestrado segue em frente
Porque ela, mesmo cansada,
Quer estudar, quer aprender
E ensinar, depois, "à gente"...
Abraço grande, Poeta, Maria e Maria Luísa!
Sem fantasia na ponte.
ResponderEliminarLá vou, Poeta...
EliminarChá aparente.
ResponderEliminarvou já, Poeta!
Eliminar“Tentação”
ResponderEliminarEm duodécimos é fixe
O subsídio receber
Sr.ministro não me lixe
Eu não estou a perceber
O senhor vai adiantar
Parcela da remuneração
Para depois nos roubar
E não quer ser ladrão
Como lhe iremos chamar
Depois desta contradição
Quando tudo vai levar...
Pois é a bem da nação
E também pr’a nos salvar
Que o consumo é tentação.
Prof Eta
Logo. fica para logo, Poeta! hoje é dia de hospital, estou a pé desde as 5.30h e ainda não acabei de tratar da bicharada... vim aqui, num pulinho, só para o avisar.
EliminarAbraço!
Se o consumo é tentação
EliminarPorque é que hão-de consumir-nos
Até à plena exaustão
Do que em labor conseguirmos?
E teremos de escolher,
Entre a forca e o garrote,
Uma forma de morrer
Sem que a matança se note!
Nós, qual rebanho assustado,
Reabrindo a própria cova
Pr`a que nos vão empurrando,
Ou, então, lançando um brado
Que este governo remova
E nos mude este comando1
Um tanto ou quanto à pressa, Poeta, aqui vai com o meu abraço!
PS - Vou no fim da segunda leitura do seu presente Não me lembro quanto tempo tive de esperar pela consulta, mas deu para reler, já com o espírito crítico que uma primeira leitura não permite, 97 páginas!
Natureza na ponte.
ResponderEliminarSó há pouco cheguei, Poeta... e ainda tive de ir comprar areias para os gatos... vou lá agora!
EliminarMinha querida poeta, adorei este poema! E disto me lembrei,
ResponderEliminarFalta a muitos a coragem de proferir as palavras necessárias
de as gritar para que se ouçam,
de as sentir para que se gritem!
Falta a muitos as palavras que deviam existir
as palavras que se deveriam formar!
Porque o Homem? Esse é feito de palavras...
É preciso que ele queira que na sua formação não estejam palavras vãs!
Bjinhos GRANDES
Obrigada, Golimix!
EliminarÉ absolutamente necessário que as palavras sejam sentidas, amiga... profundamente verdadeiras e sentidas!
Um grande beijinho para ti!