SONETO DE APELO À CONSCIENCIALIZAÇÃO POLÍTICA DO CUPIDO... :)
(Em decassílabo heróico)
Não te deixes levar – nunca te iludas! –
Pela promessa vã de um sonho vago,
Por pérfida carícia em breve afago
Na amorfa mansidão das queixas mudas.
Não te deixes levar – nunca te iludas! –
Pela promessa vã de um sonho vago,
Por pérfida carícia em breve afago
Na amorfa mansidão das queixas mudas.
Que as setas que lançares sejam agudas,
Que zunam, que penetrem, causem estrago
E possam, tal e qual como as que trago,
Furar sem desdenhar de entreajudas.
Resguarda-te do mal. Quando o enfrentas,
Não fujas dele, foge do que inventas,
Que aqui há mal de sobra… e sobram mil!
Que das setas que lanças, quando o tentas,
Brotem, mais uma vez, justas, sedentas
E vivas, as razões pr`amores... de Abril!
Maria João Brito de Sousa – 10.01.2012 – 17.05h
Imagem retirada da net, via Google
ResponderEliminarE viva Abril
nas palavras de ser
sempre e mais Poeta...gente
Viva Abril! Vivam os seus valores!
EliminarObrigada, Anjo
Eliminarum belo dia
que os Abrílicos estragaram-se em tanto fausto...e regalias
mas viva Abril
que um sonho bonito
Abril foi atraiçoado e assassinado no 25 de Novembro de 1975, Anjo... por muitos que hoje se dizem de esquerda, é certo, mas foi atraiçoado....
EliminarFeliz noite para ti, Anjo!
Eliminaratraiçoado de tacho feito...
tá tudo bem por aí..?
Eliminarum feliz domingo
És bruxinho, Anjo, eheheheh... a ligação está má, como vai sendo habitual, mas eu ia agora mesmo ao teu blog ver se já tinhas publicado alguma novidade
EliminarA dor de dentes continua
Eliminarisso é que é pior...dores[
uma feliz noite pra ti
... ainda não pararam... há tantos dias... já estou cansada, Anjo
EliminarCom o solinho que começa a aparecer
Eliminarum bom e feliz dia
Que seja um belo e ensolarado dia para ti, Anjo!
Eliminar
EliminarEnsolarado sim, frio também
mas um cachecolito
faz maravilhas às minhas amígdalas..
bela tarde
Não tenho essas, coitada de mim... tinha menos de três anos e ainda me lembro... era tudo a sangue frio, nesse tempo... enchouriçaram-me num lençol que ia do pescoço aos pés, preso por uma fileira de pinças metálicas... e lá vai disto! Fiquei sem amígdalas e com uma péssima recordação para o resto da vida
Eliminarera um bocado traumatizante, a coisa...
Eliminarmas um cachecol é só um paninho
pá´aconchegar o pescoço do frio...[:)
feliz noite pra ti
... eu sei... mas vou-me esquecendo dele em casa...
Eliminarmas olha que eu fiquei traumatizada foi com o facto de me terem arrancado as amígdalas a sangue frio! Nada tenho contra os pobres dos cachecóis... se bem que aquele lençol cheio de pinças pudesse ficar associado a um cachecol... mas não foi o caso
E eu não sou muito dada a traumas... só me lembrei disso quando me falaste nas amígdalas...
Noite feliz, Anjo!
“O circo humano”
ResponderEliminarO bem está espalhado
Mas o mal está atento
Mantem o bem vigiado
Só à espera do momento
Mal tem um grande aliado
Que é o humano sedento
Por ver o irmão crucificado
São actos do temperamento
Pelos média banalizados
Com massiva audiência
Ao estilo coliseu romano
Os melhores são premiados
Por não ter benevolência
Para com o ser humano.
Em verdade, a crueldade
EliminarSó procura a frestazinha
De tudo aquilo que invade
Pr`a ser dona e ser rainha...
Ela suborna e seduz!
Insinua, a descarada,
Que pode bem fazer jus
À perversão mais malvada!
Alguns serão premiados
Por se mostrarem cruéis...
Outros vão "tomar-lhe o gosto"
Mas outros, mesmo "vendados",
Dando os dedos, dando anéis,
Olham-na e cospem-lhe o rosto!
Cá vai, um bocadito melodramático... mas olhe que as coisas estão mesmo a ficar dramaticamente trágicas, Poeta...
Abraço grande!
Ponte não emigrou.
ResponderEliminarah, mas a minha dor de dentes, embora não tenha "emigrado", está ligeiramente mais suportável! Vou lá, Poeta!
EliminarChá excepcional.
ResponderEliminarQuero ver isso, Poeta!
EliminarAcho que o cupido não chega lá.
ResponderEliminarReconheço que é uma tarefa monumental, esta de apaixonar todos os cidadãos portugueses pelas causas de Abril... a maioria parece empenhada em "desenrascar-se" na rota do "cada um por si" ou "salve-se quem puder"... mas há muitos que sempre trouxeram essa paixão consigo, muito acima, muito além dos seus interesses pessoais... eu tento conquistar qualquer um! Até um pequeno Cupido... todos precisamos de coordenar esforços nesse sentido. Todos!
EliminarAbraço grande, Poeta!
Chá calmo.
ResponderEliminarÉ para compensar a histeria da pateta da ligação, eheheheh...
Eliminar“Sessões contínuas”
ResponderEliminarHolofotes da ribalta
São a grande tentação
Estão a ofuscar a malta
Que logo perde a noção
Por mais que se retrate
Sobre tudo vale opinar
No reino do disparate
Para a fama alcançar
E para à fama fazer juz
Sem dever à inteligência
Qualquer disparate produz
Uma onda de indignação
Sem qualquer consequência
E logo começa outra sessão.
Prof Eta
Pois... terei de concordar
EliminarQue muitos, só pela fama,
Muito irão conjecturar
Sobre quem nos "faz a cama"!
Nunca o "poder invisível"
Foi tão bem representado
Pela gentalha sofrível
Que nos conduz, como a gado...
Ele são tantos incidentes,
Tantos direitos negados
E outros tantos já perdidos
Que até uma dor de dentes
Faz ressoar, nos "tablados",
As queixas dos já excluídos...
Poeta, até o meu sonetilho vai meio disparatado... mas sim, é verdade e é naturalíssimo que assim seja. Não é o mais desejável, mas é humano... as pessoas sentem - literalmente! - o chão a fugir-lhes debaixo dos pés... encarando isto individualmente, muitos estarão habituados a este tipo de "desgraças" ... mas há uma enorme diferença entre a "desgraça", que pode acontecer a uma pessoa qualquer, e a que está a acontecer a todo um povo. É um tremendo fenómeno social e muitos sentem-no... outros, apenas o vão pressentindo. Pedir à generalidade da população portuguesa que pense e aja com alguma racionalidade é o mesmo que pedir ao meu Kico que venha para aqui escrever um soneto em decassílabo heróico enquanto eu vou lá dentro descansar um pouco...
Abraço grande!
Luciano na ponte.
ResponderEliminarVou vê-lo e ouvi-lo... com o consentimento da ligação, claro.
EliminarNO PAÍS DAS APARÊNCIAS
ResponderEliminarDa ONU, coordenador,
Era um qualquer burlão
E, assim, o impostor
Fazia encenação.
Era Professor e Doutor,
Vinha escrito no cartão
Que exibia o figurão
Para mostrar seu valor
Aceite em muitos salões,
P´ra gente muito famosa
Proferia seus sermões…
No país das aparências
Quaquer merda é bem cheirosa
E exportam-se as essências.
Eduardo
Amigo Eduardo, já não lhe respondo hoje. Estou há muitos dias com dores de dentes e sinto-me incapaz, pela dor e pelo cansaço, de escrever seja o que for que jeito tenha.
EliminarAgradeço-lhe muito o seu sonetilho a que espero conseguir dar uma resposta... amanhã. Hoje, nem inspiração, nem concentração para nada... já tentei responder ao Pedro e o sonetilho saiu tão mau que quase tive vergonha de o enviar...
Um grande abraço para si e Maria dos Anjos!
“The end”
ResponderEliminarOs dois últimos seres
Que no planeta sobraram
Muito dados aos prazeres
Por fim assim pensaram
Foram tempos irracionais
Que acabámos de passar
Por isso não queremos mais
E decidiram não procriar
Num dia ao entardecer
Quedaram-se a contemplar
Toda essa irracionalidade
Acabaram por morrer
Nada mais há pr’a contar
Foi o fim da humanidade.
Ai, Poeta... eu fui buscar um texto muito, muito velhinho para postar no Facebook porque não me sinto em condições de escrever quase nada... mas deixe ver se consigo...
EliminarImpõe-se a sobrevivência
Quando se fala de vida
E até mesmo a pura ciência
Nos fala disso, à partida...
Mais que esperança irracional,
Sei, com todo o meu "saber",
Que todo e cada animal
Não deixa a espécie morrer
Creio na força da vida
Muito além duma existência,
Muito além de tudo o mais;
Da coisa que foi esquecida
Mas viveu sua experiência
Como os outros animais...
Sei que está "coxinho" e horrível, Poeta... mas a dor de dentes está a desconcentrar-me... desculpe
Irmãos na ponte.
ResponderEliminarVou vê-los, Poeta!
EliminarChá confortável.
ResponderEliminarAhhhhh... é disso mesmo que eu estou a precisar. As dores de dentes continuam e o senhor Kico, durante a noite, fez daquelas que só vendo se acreditam... vou já! Mas tenho as teclas esquisitíssimas... umas encravadas, outras não sei como... escrevo uma frase inteira e tenho de esperar uns bons tempos que ela apareça na caixinha de comentários... parece que entrei num mundo de desconforto, eheheh... vamos lá ver o conforto do Chá!
Eliminar“Zé pobrezinho”
ResponderEliminarAusteridade gradual
Veneno aos bocadinhos
É uma receita desleal
Não mata os coitadinhos
Dentro do expectável
Está a nossa recessão
Um pouco desagradável
Mas é a única solução
No país intervencionado
Está muito difícil viver
Tem que haver reacção
Neste país aqui plantado
A solução não é morrer
Mas morreu a revolução.
Prof Eta
As revoluções não têm
EliminarUm dia, ou hora, agendados...
Ressurgem quando já crêem
Dia e hora ultrapassados
E mesmo sendo perverso
O veneno que lhe dão,
Como aqui me nasce o verso,
Há-de haver revolução!
Há-de surgir, tarde ou cedo,
Contra indecisões do medo,
Contra o que preciso seja
Pr´a que se possa sentir
Que; às vitórias do porvir,
Talvez nem eu própria as veja...
Abraço grande, Poeta! estou um bocadinho "azeda", hoje... penso que seja da dor de dentes que se está a eternizar...
Corpo e alma na ponte.
ResponderEliminarO corpo já me estava a fugir para a cama, Poeta, eheheh... mas a alma lá o convenceu a ficar mais um bocadinho, só para ir à Ponte...
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