SONETO EM BREVE MONÓLOGO INTERIOR


(Em decassílabo heróico)


Renasce-me a questão, tal qual a sentes;
- Como arrancar o ceptro a um poder
Que assim vai fomentando, sem tremer,
Tais formas de injustiça entre inocentes?

Nas marcas da passagem de serpentes
Às quais se impõe matar pr`a não morrer
Se explica ou se desvenda este “não ser”
Pior do que o pior que em ti consentes…

Se, pouco ou nada tendo, ainda escrevo,
É por não ter esquecido o quanto devo
E nisso me encontrar enquanto o pago

Pois, porque pressionada, até me atrevo
À poética da flor - talvez de um trevo... -
Que, em quase-voo, emula um meigo afago…




 


Maria João Brito de Sousa – 14.01.2012- 21.29h

Comentários

  1. Respostas
    1. ... e eu nem tempo tive para vir tomar o Chá... vou lá agora, Poeta!

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  2. Heróicos sempre
    E que as palavras não morram...

    um belo dia MJ

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    1. Eu tenho, como Camões tinha e o Torga chegou a falar no assunto, a mania de gostar mais do verso heróico em "martelo galopado"... isto não é fácil de assumir assim, mas eu prefiro dizê-lo e mantê-lo. Alguns poderão não concordar em absoluto com esta designação mas estou certa de que haverá quem a entenda, embora pessoalmente não conheça ninguém que afirme que os meus versos são mesmo heróicos, Anjo... Mas insisto nesta forma... mais tarde haverá quem se debruce sobre o assunto, se entender que vale a pena.
      Desculpa-me este "paleio" todo mas... andava para dizer isto há não sei quanto tempo e não me surgia como fazê-lo... veio-me agora, ao correr das teclas, depois de ler o teu comentário...

      Feliz ... ia dizer tarde, mas já anoiteceu... feliz noite, Anjo!

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    2. inspiradas palavras tuas..


      e com martelos ou sem...seremos mais que ninguém...

      feliz noite

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    3. Ai, Anjo... hoje andei a "vadiar" - a ouvir belíssima poesia... - no Rádio Horizontes da Poesia e já não te consegui responder... nem ao Poeta... e sei que prometi ao pai do Poeta um sonetilho, já lá vão mais de 48 horas... mas só lá volto amanhã, se conseguir...


      Feliz sono, Anjo

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    4. primeiro o que nos dá
      um pessoal prazer...

      um belo dia pra ti que por aqui
      chuva, frio e vento

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    5. O mesmo, por aqui, Anjo... e não me parece que vá "levantar" tão cedo

      Feliz dia... mesmo cinzentinho!

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  3. bela e feliz tarde
    e viva a cultura nossa de assim ser...

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    1. Viva a Cultura, Anjo! Que seja nossa e verdadeiramente valorizada! Sempre!

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    2. com tantas contas
      às vezes parece aquele jogo das Romarias de antigamente
      escondia-se algo nas caricas

      e com rapidez trocavam-se os olhos ao freguès...hé hé hé


      Suas Exas não largam o tacho...

      feliz noite MJ

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    3. Ahahahahah!!! Ainda me lembro disso... sempre me espantou como eles conseguiam ser tão rápidos... penso que falamos do mesmo...

      Dorme bem que eu acho que ainda vou tentar responder ao Poeta...

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    4. A essa hora devia eu estar a conseguir pegar no sono, Anjo, por causa dos malvados dentes... dormi muito pouco, hoje...

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    5. boas melhoras e uma conseguida tarde

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    6. Obrigada, Anjo! Bela e conseguida tarde, também para ti!

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    7. uma bela e sossegada noite pra ti


      zás catrapás, pim pam pum, perlimpimpim
      zukundunga e vudu é essencial de ser assim...


      bela noite Poeta de Mil Cores

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    8. Ahahahah! Gostei tanto dessa tua saudação, Anjo! Só agora a vejo... caramba! Está tudo num atraso... é só eu conversar um bocadinho com uma amiga e já nem sei como abrir as mensagens na caixa do correio

      Sinto-me uma lesma manca, Anjo! Feliz tarde!

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  4. “Meada”

    Não sou meio nem ponta
    Do fio dessa meada
    Da história que me conta
    Não quero saber de nada

    Na ignorância vivendo
    Não dou ponto nem nó
    Assim me vou mantendo
    De mim não tenham dó

    Meto pernas ao caminho
    Pr’alimentar os rebentos
    À noitinha se regresso

    A canseira é o carinho
    São os melhores momentos
    Desta meada que teço.

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    1. ... eu disse ao Anjo que iria tentar responder-lhe, Poeta... ainda bem que eu não prometi conseguir! Sabe que este seu sonetilho está uma pequena maravilha? Fico quase sem palavras, mesmo as da prosazinha comum... está tão bem conseguido que quase visualizo alguém a dizer-me isto, condensando toda a sua vida nestas quatro estrofes...

      MEADAS...


      Serás sempre meada, inteira ou não,
      Dum fio de vida em breve desfiar
      E quer possas, quer não, terás de ousar
      O fio da vida em tal contradição...

      Hoje, amanhã, depois... continuar!
      Que o tempo, sem a tua permissão,
      Sem tu lhe dares licença pr`a passar,
      Passou-te à frente e nem pediu perdão...

      Mas, venha lá quem venha, a vida é tua!
      Se a alma não protesta, o corpo sua...
      E suará demais se não te ergueres,

      Se não brandires ao vento, em cada rua,
      De braço levantado, o que em ti estua
      No punho das palavras que trouxeres!


      Olhe, Poeta... saiu-me em soneto "mal acabado". Precisa de muito trabalhinho para ficar menos "desafinado", mas foi o que saiu desta funda soneira em que estou... abraço grande!

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    1. Ahhhhh... eu sabia que me tinha faltado uma coisa, ontem à noite! Não cheguei a ir à Ponte...

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  6. Respostas
    1. Sei que tenho imensos comentários atrasados... mas vou já ver esse Chá rico A minha avó materna chamava "chá rico" ao que fazia acompanhar de torradas, bolinhos e bolachas

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  7. “Previsões”

    As previsões d’outono
    É que me puseram assim
    Cortaram-me no abono
    Já não chega para mim

    As previsões de verão
    Com temperatura elevada
    Prometem muita recessão
    Desata tudo à chapada

    Lá mais para o inverno
    Deste mar de previsões
    Vejo a coisa muito bera

    Para sair deste inferno
    Prevejo na rua os canhões
    E uma nova primavera.

    Prof Eta

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    1. Antes de mais, Poeta, peço-lhe desculpa por não ter respondido ontem. A ligação estava execrável e eu dei comigo a ligá-la e religá-la, numa conversa com a Leonor, uma amiga do Facebook, que me fez rir até às lágrimas... acabei por me ir deitar, cheia de sono e a rir á gargalhada... parece paradoxal, mas olhe que foi mesmo assim...

      Talvez surjam os canhões,
      Talvez não, talvez... talvez...
      Não sei fazer previsões
      Como as que o Poeta fez...

      Só sei ver que isto é demais,
      Que terá de ser mudado,
      Que há falhas descomunais
      Sobre um povo espoliado...

      Vejo este povo a afundar-se
      E este governo a gabar-se
      De ver luz do outro lado...

      Eu, de modo bem diferente,
      Vejo tudo escuro à frente
      Deste povo endividado...


      Abraço grande, Poeta!

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  8. “Último acto”

    Submetido a julgamento
    Neste tribunal celeste
    Não rejeitei por momento
    A pena que Tu me deste

    São as falhas dum humano
    Que caminhou no amor
    Pequenas nódoas no pano
    Em alguns momentos de dor

    Quem o caminho percorre
    Por mais santo que seja
    Leva sempre o prejuízo

    Dá-se conta quando morre
    Que a vida já não sobeja
    Numa esquina do paraíso.

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    Respostas
    1. Muito bom sonetilho, Poeta!

      Não sei se sou santa, ou não...
      Só sei que faço o que posso
      E não tenho outra ambição,
      Mesmo vivendo num poço...

      Todo o ser vivo se mede
      Nas circunstâncias da vida
      Que nunca dão quanto ele pede,
      Nem são feitas "à medida"...

      Entre acasos e vontades
      Se constrói uma existência
      Nesse contexto social

      Crescem, assim, sociedades
      E humaniza-se a consciência
      Que é seu eixo principal...


      Vai muito coxinho porque foi feito um tanto ou quanto à pressa... hoje estou hiper atrasada, Poeta... abraço grande!

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  9. Respostas
    1. Desculpe, Poeta... ontem já não consegui vir até cá e hoje os comentários de ontem já saíram do meu campo de visão, na caixa de correio, muito embora já tenha eliminado imensas mensagens sem sequer ter tido tempo para as ler. Estou lentíssima e a ligação ainda está mais lenta do que eu...
      Começo pelo Chá!

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  10. “Alerta laranja”

    Está laranja especial
    Alerta em todo o país
    Por causa do temporal
    Tenho pingo no nariz

    Muito forte ventania
    Assola toda a região
    Mas isto já se previa
    Só falta vir a monção

    Qu’os deuses ensaiam
    Para varrer o que falta
    Será a grande enxurrada

    Por isso não se distraiam
    Se estou a avisar a malta
    A malta já está avisada.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. ALERTA FICO!

      A malta fica avisada
      E agradece o nobre aviso
      Mas vai ser muito "lixada"
      Por um Tempo sem juízo...

      Lá se vão minhas marquises
      E o restante há-de ir atrás
      Pois por muito que me avises
      Sei lá do que ele é capaz...

      Enxurradas, sempre as houve
      E, até hoje, não morri
      Por isso aqui fico à espera

      Ao Temporal, se lhe aprouve
      Passar, hoje, por aqui,
      Nunca eu direi: - Quem me dera!


      Obrigada, Poeta! Não posso fazer rigorosamente nada senão esperar que ele não se lembre de levar as minhas marquises com ele...
      Abraço grande que o tempo está mesmo muito feio, por aqui!

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