SONETO "GOURMET"


(Em decassílabo heróico)


 


 


 


Salteio, em fogo vivo, o cozinhado


Do aceso perpassar deste momento


E apuro, de seguida, em fogo lento


A zanga que me vai passando ao lado…


 


Provo um pedaço, tenro e suculento,


Do verso acutilante e mal passado


E sinto que me falta um bom bocado


Pr`a dar-vos garantias de sustento…


 


Quando um outro chegar, se então souber,


Talvez possa juntar-lhe outro qualquer


Condimento - um tempero ocasional -,


 


Ou mesmo adicionar-lhe um verso ou dois


Dos tantos que me ocorrem, só depois


De o servir na baixela de cristal...


 


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa -29.01.2012 - 17.56h

Comentários

  1. isto sim que é versar
    num paladar que poucos conseguem ajustar...


    bela tarde Maria João

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    1. ....????????.... Ó Anjo, eu acho que este soneto está mesmo azarado!!! Então, agora, saiu-me sem título? Ainda não parei de "rectificar os temperos" e esqueço-me de lhe pôr a tampa????

      Mas isto não é contigo, é mesmo com o soneto que anda mesmo a pegar-se ao tacho sem eu atinar com os tempos de cozedura... ai, ai... vou ter de o reeditar... mais uma vez!

      Obrigada e uma feliz tarde para ti, Anjo!

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    2. uma feliz noite
      e esse teu poema
      pra mim
      a essencia de savoir fair
      dom de palavra

      de cheirinhos afinada...

      não haverá seja que cozinheiro que não goste

      bonita noite descansada de preferencia...

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    3. Eheheh... ainda "esticou" para muita gente, quando o publiquei no Face Mas tinha-me esquecido do lhe pôr o título... primeiro publiquei-o ainda por corrigir e cheio de "gatos", depois emendei-o sei lá quantas vezes e, quando o trouxe para aqui, veio sem "nome"... por isso é que disse que deixei queimar o cozinhado
      Estou cheia de frio... é impressão minha ou arrefeceu mesmo? Estou gelada


      Feliz noite, Anjo!

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    4. cheirinho a palavras de quem as sabe escrever...
      nem estornicadas
      que um guisado esturrado, é saber...não brinco


      feliz noite bonita pra ti

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    5. Obrigada, Anjo! Agora já está comestível, mas olha que me deu trabalho... estava a ver que não o conseguia aproveitar...

      Só te digo que estou gelada de todo... e eu costumo ser sempre friorenta mas... assim? é que estou mesmo a "bater o dente" com frio...

      Feliz noite que eu estou a ver que estou aqui estou a ir para a caminha

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    6. Uma feliz tarde que aqui
      o solinho apareceu...

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    7. Este, daqui, está armado em palerma... de vez em quando lá se põe a espreitar mas, logo a seguir, esconde-se todo envergonhado...

      Feliz tarde!

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    8. ... já está a escurecer, já, Anjo... o tempo voa sobre as teclas, mesmo as de uma ligação "mal amanhada", como a minha...

      Feliz noite, Anjo!

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    9. ... tenho de ir acender a luzita... já nem vejo as tecclas... feliz noite

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    10. sossegada e também prós quadrúpedes

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    11. ... mas por aqui também se levantou um vento mais forte, Anjo. Estive há pouco a passear o Kico e deu para sentir que estava mais forte do que de manhã...

      Noite serena

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    12. muito feliz e bigada pela simpatia

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  2. “Caminhada no amor”

    Deus é coração
    Deus é carinho
    Deus é oração
    Deus é o caminho

    Deus vive em mim
    Para me compreender
    Com um Deus assim
    Não me vou perder

    Foi tudo o que senti
    Enquanto caminhava
    E me dirigia a Deus

    Foi quando percebi
    Enquanto conversava
    Ele é cá dos meus.

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    1. Quando assim foi encontrado
      Caminho para o caminho
      Tantas vezes caminhado,
      Depressa ou devagarinho,

      Se se sente encorajado,
      Se mesmo estando sozinho,
      Deixa as tristezas de lado
      Pr`a se rir, mesmo baixinho,

      Decerto é feliz, Poeta,
      E eu não devo estar inquieta
      Quando leio estes seus versos

      Nem de forma algo secreta
      Recusar-me a ser directa
      Indo por trilhos diversos...


      Cá vai, com o meu abraço, Poeta!


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    1. Também esta ligação, Poeta... está completamente tonta... mas vou tentar lá ir!

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  4. Respostas
    1. Ora é isso mesmo! Que o Chá tenha o poder de me fazer desaparecer esta nódoa negra (estranhíssima!) que me apareceu na testa sem eu ter batido em coisa nenhuma! Vou ver!

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  5. gostei do poema!! eu por acaso adoro ver blogues que contenham poemas,sempre fui e sempre serei encantada por poemas. desejo-te um bom fim-de-semana,fica com deus amiguinha.

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    1. Olá, Sofiazinha!

      Bem-vinda a este blog de poesia em forma de soneto!
      Um excelente fim de semana também para ti!

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  6. “Aguentarás”

    Aguenta sem abrigo
    Que eu vou aguentar
    Já tenho o meu castigo
    Milhões p’ra esbanjar

    Aguenta hirto e firme
    Aí debaixo da ponte
    Alguém me confirme
    Vejo lucro no horizonte

    Aguenta essa fome
    E esse frio também
    Que o futuro é aguentar

    Aguenta em meu nome
    Que não te faço refém
    Desta forma de pensar.

    Prof Eta

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    1. ... e tenho aguentado. Tenho aguentado muitíssimo, Poeta... mas já não repito o sonetilho que acabei de escrever e do qual só recordo que, na estrofe final, falava de uma "touca" para não ouvir mais gente "louca" e poder sossegar um pouco...

      Mas estava sem grande inspiração, saiu um pouco forçado e a minha ligação, conforme lhe disse, é facilmente manipulável por terceiros... que nem sempre têm o juízo todo. Literalmente, acredite.

      Talvez tente amanhã se a ligação estabilizar... e os manipuladores também.

      Abraço grande!

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  7. Só desejar um bom fim de semana..

    frio daqueles por cá

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  8. “Quando se come”

    Por quem lutou lutaremos
    Não estou a falar contigo
    Por quem morreu morreremos
    Estou a falar aos sem abrigo

    Lutas pelos teus milhões
    Nós pela nossa dignidade
    Enfrentaremos os canhões
    Sem um pingo de ansiedade

    Sem fazer qualquer desvio
    Nesta luta desigual
    Onde se ilude a fome

    E tenta iludir-se o frio
    Onde se passa menos mal
    Nos dias em que se come.

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    1. Quem luta por seus milhões
      São, felizmente, bem poucos
      E devem estar todos loucos
      Porque oferecem soluções

      Que passam por privações
      E, ao fazer ouvidos moucos,
      Vão ter de deixar-nos roucos
      De gritar nossas canções...

      Sei que a luta é desigual
      Mas, seja a bem, seja a mal,
      Há-de um dia encontrar Norte

      Pois sempre houve resistentes
      A lançar outras sementes
      Que não da pobreza e morte...


      Abraço grande, Poeta!

      PS - Agora é que me lembrei que me esqueci - sei que já usei muito esta frase... - do soneto de ontem... mas olhe que a ligação continua muito tonta... já vou na terceira tentativa de publicar este...

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  9. Respostas
    1. Não tenho dúvidas, Poeta! O Chá é um ponto de encontro muito divertido e simpático onde eu encontro, diariamente, uma afirmação descontextualizada, mas ilustrada, à qual respondo sempre de forma espontânea, tal como nos sonetilhos....

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  10. Este poema é para degustar lentamente.

    Bjinhos

    Boa semana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. De todos os que já publiquei, foi aquele em que fiz mais "trapalhices", Golimix... agora já está "comestível", mas fartei-me de o reformular...

      Beijinho, bom Domingo e obrigada|

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  11. OS DESPROTEGIDOS

    Ao ouvir aquele banqueiro
    Zurrar na televisão
    Confirmei que o dinheiro
    Reduz à escravidão

    Que pobreza, o vendilhão,
    Acumulou, por inteiro,
    Ao partilhar seu vespeiro
    Com a néscia legião.

    Causa tão grande tristeza
    Pensar como aquela gente
    Foi reduzida à pobreza…

    Pô-los a viver na rua
    Não faremos, certamente.
    Melhor é irem p´ra lua.

    Eduardo

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    Respostas
    1. FARTA ATÉ AO PONTO DE TER "PENINHA". DESSA GENTE...

      Meu amigo, é bem verdade
      Que o vil metal nos retira,
      Por inteiro, honestidade
      E o demais que em torno gira!

      Mas não deixo de ter "pena"
      Do louco que assim falar
      Por um`alma tão pequena
      Não se conseguir calar

      Em vez de ser tão primário,
      Tão vão, tão paternalista,
      Que nem vê desnecessário,

      Inoportuno e pateta,
      Esse discurso "arrivista"
      Que é mesmo uma grande treta!


      Aqui vai, amigo Eduardo, muito feito à pressa porque o tempo me vai rendendo cada vez menos, nestas circunstâncias de cada vez mais acentuadas dificuldades motoras... e queira ou não queira, tenho sempre os animais para cuidar.
      O mais difícil, nos últimos dias, tem sido mesmo a péssima qualidade da ligação... perco muitas - sem exagero - horas por dia apenas a tentar reiniciar a ligação... quando precisaria muito desse tempo para produzir a minha poesia. Começo a consciencializar isso e, se a situação se mantiver, optarei, sem qualquer sombra de dúvida, por preterir as publicações online em favor da produção poética.
      Pelas experiências que tenho tido, estas instabilidades costumam ser esporádicas e temporárias... se passarem a ser uma constante, não terei outro remédio senão desistir deste tipo de convívio nos blogs e facebook... claro que poderei sempre tentar vir publicar qualquer coisa, mas será muito diferente.
      As dificuldades, na vida real, potenciam-se umas às outras e as minhas já são bem maiores do que as comuns para uma pessoa da minha idade. Esperemos que esta net possa dar-me um pouco de paz!

      O meu grato abraço para si e Maria dos Anjos!

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