UMA NOVA DOBADOURA PARA OS TEMPOS QUE CORREM
(Em decassílabo heróico)
Dobando o fio da esp´rança que te resta
No fuso de um futuro antecipado,
Desfazes-te em trabalho redobrado
Nas texturas legais que alguém protesta
Já sobre ti caiu, torpe e funesta,
A truculenta mão de aço forjado
Que vai estendendo, agora disfarçado,
O tanto que diz dar mas mal te empresta
Dobando o novo fio, depressa brilha
Mais luz, prenunciando a maravilha
Do esforço que lhe ousaste acrescentar
Que dum chão que venceu tanta batalha
Possa brotar, qual sonho, a viva malha
Que cresça até que as mãos queiram cantar!
Dobando o fio da esp´rança que te resta
No fuso de um futuro antecipado,
Desfazes-te em trabalho redobrado
Nas texturas legais que alguém protesta
Já sobre ti caiu, torpe e funesta,
A truculenta mão de aço forjado
Que vai estendendo, agora disfarçado,
O tanto que diz dar mas mal te empresta
Dobando o novo fio, depressa brilha
Mais luz, prenunciando a maravilha
Do esforço que lhe ousaste acrescentar
Que dum chão que venceu tanta batalha
Possa brotar, qual sonho, a viva malha
Que cresça até que as mãos queiram cantar!
Maria João Brito de Sousa – 23.01.2013 – 18.01h
IMAGEM - Gouache da autora, aos oito anos
ResponderEliminarPenso que já não sabem dobar
Os fios...e de lã então...
feliz noite de palavras que tocam, a Beira
É uma honra para mim que a Beira se sinta tocada por esta minha dobadoura, Anjo.
EliminarUm feliz dia para ti. eu estou a fazer um enorme esforço para me aguentar aqui sentada, no meu postozinho de trabalho poético. Tive de ir aos correios, a pé e debaixo duma chuvinha cerrada... levei horas para lá chegar, a encostar-me às paredes molhadas para não cair... estou mesmo toda partida...
Este pormenor de "aldeiazinha" foi pintado por mim quando tinha oito anos... as figuras humanas - se reparares bem são quatro, três mulheres e um homem, esboçados a lápis - nem chegaram a ser pintadas... não faço ideia porquê. Eu costumava acabar sempre os meus desenhos... e era muito rápida na execução
e bem conseguida "Aldeiazinha"...
Eliminarforça e coragem no dia a dia
Eheheheh... era tão "piquinininha"... mas a deformação das casas já era intencional, que eu lembro-me bem.... era para dar a ideia de casas velhinhas e, já nessa altura, para fugir ao naïf das casinhas muito certinhas...
EliminarObrigada, Anjo!
Eliminarbelas cores, de tempos...
uma bela noite sossegada
Ai, Anjo... estou sem tempo... quero dizer, sem tempo para poetar, claro!
EliminarJá é outra noite... nem consegui vir ao correio, ontem à noite.
Feliz noite, Anjo!
sossegada pra ti
Eliminar... e já é outra noite, Anjo... estou a precisar de férias, só te digo...
EliminarFeliz noite
Eliminaro frio encolhe-nos...
um belo dia
O frio é um dos mais eficazes agentes da selecção natural, Anjo, ai, ai... estou tão cheia de roupa que mais pareço uma saca de batatas...
EliminarMas está a brilhar um solzinho jeitoso!
Feliz tarde!
Amiga,
ResponderEliminarSinto os versos deste soneto, os
quais me fazem reflectir sobre a situação política que vive o Brasil _ ensaios e enganação do povo humilde e trabalhador para o enriquecimento de uma classe política que se alia aos poderosos para garantir o poder a todo o custo. Dir-se-ia que aqui a economia vai bem. Sim, está sob controle depois de pagarmos um custo social por mais de quarenta anos. Mas o desenvolvimento social e cultural do nosso povo é bem aquém de zero.
Aqui vivemos os reflexos do que acontece na Venezuela, com sua ditadura camuflada por eleições duvidosas e um sistema eleitoral falido, igualzinho ao nosso, com o voto obrigatório, sem falar no voto dos analfabetos e menores de idade, estes facultativos.
Não perco tempo a usar o meu estro para tecer palavras sobre o actual Governo do Brasil e a este sistema político conservador das elites politicas.
Abraços,
Adílio Belmonte,
Belém-Pará-BRASIL
Sim, amigo Adílio Belmonte, também me parece que o problema gira em torno de quererem "equilibrar" a economia a expensas do abandono dos grandes pilares sociais.
EliminarQuanto à Venezuela, quer-me parecer que o caminho se faz no sentido oposto, o que eu aplaudo.
Obrigada e um abraço!
Chá humilde.
ResponderEliminarChá humilde, singelo, sem torradas, segundo a minha avó Maria Augusta! Vou vê-lo!
EliminarSONETILHO ANTI-PATRIÓTICO
ResponderEliminarOs anais da nossa história
Que o chronista alinhavava
Segundo o que el-rei ditava
Eram, só, feitos de glória…
Qualquer exígua vitória
Que o escriba ampliava
Para os anais ficava
Gravada em nossa memória.
Ontem e, hoje ainda mais,
Na epopeia triunfal
Tanto ficou nos anais
Que um olhar independente
Só vê uma história anal,
Com o cheiro correspondente.
Eduardo
Não pude deixar de me rir com este seu sonetilho, amigo Eduardo! Está muitíssimo bom... e bem visto! É importante que tenhamos uma visão mais científica da História... mais científica e mais humanizada, com uma adequada perspectiva sociológica... olhe, lembrei-me agora do Memorial do Convento em que o nosso Saramago tão bem "desmonta" os anais da História que sempre nos foi impingida...
EliminarNão estou em condições de lhe responder com um sonetilho. Cheguei, há bem pouco, daquilo que, para mim, foi uma verdadeira "epopeia"... o meu fisicozito fica-se pelo "heroísmo" de conseguir ir aos correios e voltar... viva, mas agradeço-lhe muito esta sua desmontagem dos empolamentos históricos que os reis impunham aos "escribas".
Abraço grande para si e Maria dos Anjos!
“Mercados sem povo”
ResponderEliminarToquem sinos a rebate
Que já fomos ao mercado
Não preciso de resgate
P’ra comprar o pescado
É a moral deste país
Que precisa ser resgatada
Mas isso ninguém diz
Pois está envenenada
O povo já não interessa
Só interessa a finança
Em catadupas d’informação
Mas depois ninguém peça
Que ao sentir vazia a pança
Não se dê uma explosão.
Prof Eta
Perdão, Poeta, mas o meu funcionamento online entrou em conflito com a minha disponibilidade física - até com a mais orgânica e primária das disponibilidades físicas... - e com o senhor Tempo... estou que nem sei para onde me vire...
EliminarFomos todos ao "Mercado"!
E depois, no dia a dia,
Mudará o triste fado
Desta nossa economia????
Nestes "jogos de crochet"
Das finanças das elites,
Quem se trama é sempre o Zé
Que está farto de que o cites...
Ser Humano, esse invisível,
Já nem conta nas jogadas
De tanta efabulação
E o pior, o mais terrível,
São as vidas condenadas
Qu`inda nem sabem que o estão!!!
Atrasadíssimo, mas com o maior dos meus abraços, Poeta!
SEMPRE PODE SER NATAL,
ResponderEliminarEMBORA NEM SEMPRE CONVENHA
Escuta Menino-Deus:
Se voltares, noutro Natal,
Não nasças em Portugal,
Tampouco, entre os hebreus
Porque, lá, ao pé dos teus
Encontrarás, p´ra teu mal
Um país semi-tribal
Dominado p´los judeus,
Olha, por aqui, então…
Temos um mago Gaspar,
Não dá incenso, ouro, ou mirra
E, se for preciso, tira,
Quando Tu quiseres mamar,
O leite do teu biberão!
Eduardo
"AMANHÃ" SERÁ NATAL!
EliminarTantos nascem, coitadinhos,
Sem saber que irão passar,
Mesmo não estando sozinhos,
A vida inteira a penar
Porque os pais, os seus paizinhos,
Também terão de pagar,
Aos mercados, mercadinhos,
As invenções do Gaspar...
De todos eles, por igual,
Tenho uma pena sem fim
E há sempre a raiva crescente
De o gritar a toda a gente
Em vez de guardar pr`a mim
Que "amanhã" vai ser Natal!!!
Aqui vai com o meu abraço grande, grande, para si e Maria dos Anjos, amigo Eduardo! Muito obrigada!
Sensível ponte.
ResponderEliminarVou lá, Poeta!
EliminarChá ao vento.
ResponderEliminarAhá!!!! Cá está ele!
Eliminar“Black Jack”
ResponderEliminarVinte são treze mais sete
Black Jack o vinte e um
Sorte não se compromete
Com jogador nenhum
Mas aporta mil ilusões
E faz jogada importante
Para cativar multidões
Há a sorte de principiante
O vício vem a seguir
Por já serem profissionais
Depois é vê-los falir
Por buscar sempre mais
Sorte estaria em desistir
Mas ao azar quedam leais.
"Hit the road, (black) Jack!"
EliminarDeve ser um qualquer jogo
Dos muitos que desconheço
Pois não sei mas vejo logo
Que esse há-de ter alto preço...
Detesto jogos de sorte
- ou de azar, tanto me faz! -
Que me aborreçam de morte,
Que me tornem incapaz,
Me retirem qualidade,
Lucidez, discernimento
Ou poder de decisão!
Eu sou, à minha vontade,
A raiz de um pensamento
Prontinho a dizer que não!
Cá vai, atrasadíssimo e meio pateta, mas vai. Detesto jogos de azar, Poeta... detesto, no que a mim diz respeito e considero-os uma péssima influência para qualquer pessoa que se preze a si própria...
Abraço grande!
Marinheiros na ponte.
ResponderEliminarEstou tão atrasada... agora reparo que esta ainda é a Ponte de ontem
Eliminar“Múmia”
ResponderEliminarJustiça dos sacrifícios
É dúvida do orçamento
Múmias para os egípcios
Subiam ao firmamento
Levavam o seu tesouro
Para as portas franquear
Rubis, diamantes e ouro
Não se iriam sacrificar
Ser múmia ou português
Uma questão importante
És múmia passas ao lado
Dos sacrifícios de vez
Português é insignificante
E em vida é sacrificado.
Prof Eta
Talvez múmias enroladas
EliminarEm ligaduras sem fim
Estejam a ser preparadas
Neste mui luso jardim
Mas já vi múmias andantes,
Saltitando aterradoras
A atacar os seus mandantes
De formas mui promissoras...
Mas eram só fantasias
Que se criam pr`assustar
Nalguns filmes de "terceira"
Mostrando, em salas vazias,
Que é bem melhor nem ligar
A quem caia nessa asneira...
Aqui vai com o abraço do costume... e o já costumeiro atraso, Poeta!
Rainha veio à ponte.
ResponderEliminarVou ver a rainha... com a devida vénia
EliminarUlha cá aond é o Alentejuuuuu!!!!
ResponderEliminarPoeta do mê , como está a Senhora?
Bêjuuuuu
Olha o Free!!!! Então como vai o senhor, alentejanuuuuuuuuuuu???
EliminarVou dar um pulinho ao Free Style!
Abraçuuuuuuuuuuuuuu!