AUTO RETRATO CARNAVALESCO... OU QUASE...


Magriça, olhar tranquilo, um dente em falta,


Loquaz no gesto largo e comedido


É, qual gato de rua em chão perdido,


Que age as mui raras vezes que s`exalta


 


Porém nunca ofensivo dela salta


Insulto qu`anteceda um desmentido


Por falta de razão, por sem sentido,


"Tramar", à revelia, alguém "da malta"


 


Assim se viu num dia em que acordou


Disposta a confessar-se e lhe faltou


Suporte digital em que o fizesse


 


E desta folha branca se apossou


Lavrando nela os versos que encontrou


Pr`a descrever-se em tom que lhe aprouvesse


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 11.02.2013 - 12.21h

Comentários


  1. À pintora Poeta
    Uma flor em tanta cor
    De assim partilhar com tanto amor...



    até pensei que estivesses mesmo doente
    acamada...

    beijinhos Maria João
    uma feliz tarde ensoleirada

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estou mesmo doente, Anjo... para ir à cama e ficar por lá, era preciso que o Kico , o Sigmund e o Garfield a prendessem a tratar de mim, eheheheh... a levar-me um cházinho e umas bolachas, pelo menos ... e não o contrário... eu, esteja como esteja, tenho sempre de tratar deles...

      Custa-me levar o Kico à rua, não te digo que não... mas também me custa muitíssimo limpar o que ele faça no chão... neste aspecto, é caso para dizer que "o que não tem remédio, remediado está", eheheheh...

      Nem queiras saber as condições de trabalho que tenho neste momento... agora o ecrã já mostra uma imagem um pouco mais estável, mas... isto tremia que nem gelatina... e a ligação estava maluquinha de todo...

      Feliz tarde para ti, Anjo!

      Eliminar
  2. Obrigada por apareceres.
    Cheguei a Portugal e me constipei de tal forma que nem posso falar.

    O frio mata
    o calor mata
    tudo mata,
    do verbo matar!

    E não dá para escrever o que se passa com um novo problrma que apareceu!

    O Pedro, coitado vai escrevendo e te arrasta a ti e eu não sei quando posso escrever por ali,
    porque se o faço deixo "os7degraus" e esse só quando for, conpletamente impossível.

    Estou nas mãos de Deus, acima de tudo!

    Vou escrever no teu google ou destacar com o google + (mais fácil)

    Um beijo e obrigada. Sei que por aí está tudo muito mal - não pergunto!

    Mª. Luísa

    O teu poema, como sempre, é brilhante!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Maria Luísa!

      Por aqui, como por aí, não abunda a saúde... mas não deixes o teu blog do Google! Eu não sei mover-me no Google + ... não entendo nada daquilo e não estou com tempo nem tensão arterial que me permita ir tentar aprender, com todo o esforço e desgaste que isso implica... por enquanto, não posso mesmo.

      Espero que o problema que agora surgiu não seja grave... eu vou conhecendo bem o quanto vamos estando limitadas por estados de saúde menos favoráveis...

      Um grande, grande abraço para ti e para teu marido!

      Eliminar
    2. Verdade o que dizes..."um pé por cá, outro por lá".

      Do google+ e círculos não percebo nada e não posso esforçar-me por isso. Fico como estou...mais longe não.

      Eu gostava que não escrevessem mais, por uns tempos, enquanto eu não posso mudar os temas! Não te canses...fica "os7degraus" enquanto for possível, mas para já, todo o resto pára.
      Só vão os prémios que eventualmente apareçam!

      Mas agradeço muito o esforço e a amizade, mas nada de sacrificios!

      Um beijo e vou dando notícias por aqui.

      M. Luísa

      Eliminar
    3. Entendo, Maria Luísa... mas olha que da última vez que transmiti essa tua vontade ao nosso amigo comum, ele respondeu-me; "Os amigos não se abandonam!" (sic)

      Também sei, por experiência própria, quão extenuante é tentar manter várias publicações por dia... ao Google+, também não vou... se já o conhecesse bem, ainda tentaria... mas não entendo nada daquilo e sinto que a criatividade começa a ser francamente prejudicada - em termos de qualidade - por estas tentativas infrutíferas de estar "em toda a parte ao mesmo tempo"...

      Abraço grande, amiga, para ti e teu marido!

      Eliminar
    4. Mª. João

      Ele não me abandona e eu agradeço, mas este momento é especial e para o ultrapassar tem de se cortar com muitas coisas e por isso, esta minha vontade é de agradecimento e de cuidado, pois não beneficia ninguém e não traduz traição nem abandono.
      Olhemos uns pelos outros e tudo é mais fácil e
      duradouro.

      Eu estou nos "7degraus" e aí , neste momento, é que necessito de meus amigos, pois os outros, se eu não lhes escrevo, me esquecem...e eu não lhes posso escrever como escrevia e não vão entender.

      E se ele fosse escrever aos "7degraus" aprender mais nos temas a responder e aí de momento, preciso dele, para tapar a falta de outros que não são, nem de longe, iguais a ele nem a a ti!


      Seria muito menos vezes e te dá descanso a ti
      e ele aprende mais coisas contigo e descansa mais.
      Tenho dito! Estou de novo com uma crise grande que me não dá oportunidade para nada.

      Disse e o resto é contigo. Também me interessa teu talento por lá e o resto...termina
      por uns tempos ou sempre...

      Maria Luísa

      p.s. pertence aos Prémios e eu lamento tudo,
      mas gostaria de escrever mais uns anos...Isto que fiz agora sei que não posso tornar a fazer!
      Sei!!!!!!!

      Mª. Luísa

      Vê se em breves palavras o fazes entender, onde preciso dele... e é tempo de começar a escrever de uma outra forma, dizendo o mesmo, misturado com os outros.
      Também vai aprender a abrir horizontes, me parece.

      Eliminar
    5. Compreendo perfeitamente, amiga... e lamento muitíssimo que estejas a passar por uma nova crise... estarei continuadamente contigo no Os 7Degraus e percebo muitíssimo bem que te seja difícil manter outros blogs actualizados...

      Escreverei umas breves linhas ao nosso amigo comum, está descansada!

      Também eu me deparo com outra dificuldade para além das que já tinha pois o velho monitor tem uma imagem que treme tanto que só pontualmente consigo ler as mensagens e comentários que me enviam... há momentos em que vibra de tal maneira que nem as letras maiores, a bold, consigo distinguir...

      Um grande abraço e tem cuidado com a tua saúde, é tudo o que te peço! Já sabes que me terás sempre a par das novas publicações no teu blog do Google

      Eliminar
    6. Será melhor para todos e tu descansas e precisas de não empregar tuas forças e tua arte num local que não pode ter a minha assistência. Eu agradeço muito todo o esforço, mas não interessa de momento o
      sacrificio sem glória, nem para mim, nem para ti, nem para nosso querido amigo.

      E eu fico em Paz!

      Beijos para os dois e abraço para essa bondade,
      honestidade e amizade que me tem sido dada!

      Foi uma Honra!

      Maria Luísa

      Eliminar
    7. Foi também uma honra e um enorme prazer conhecer-te pessoalmente, ser recebida em tua casa, conhecer a tua poesia, Maria Luísa!

      Cheguei agora mesmo do hospital onde fui fazer análises e um ECG. Marcaram-me o ecocardiograma - urgente... - para meados de Setembro... sete meses de espera... enfim...

      Estou exausta pois habituei-me a um ritmo diferente... só me costumo deitar pela meia noite ou mais... fui cedo para a cama porque precisava de me levantar às 5h e... estranhamente, quase não dormi... às 4h ainda estava a ler e à espera de que o sono chegasse... o que muito, muito raramente me acontece. Mas, desta vez, aconteceu mesmo e eu estou a fazer "directa"... ou a tentar fazê-la. Também muito estranhamente, não tenho sono... estou exausta e dorida, mas bem desperta. Veremos como me consigo aguentar - ou não... - durante o resto do dia...

      Um abraço grande, amiga!

      Eliminar
    8. 7 meses de espera para um ecocardiograma?

      Sem comentários!

      Maria Luísa

      Eliminar
    9. ... sete meses, te garanto, amiga! Marcaram-no para 19 de Setembro às 10 horas... e porque tinha havido uma desistência... se não fosse essa desistência, teria de esperar mais uns meses...

      Beijo grande!

      Eliminar
    10. "Dá tempo para Amar e tempo para morrer"

      diz o poeta, baseado no que conhece da vida.

      Aguenta e em caso de necessidade (espero que não) vais às urgências!

      E quase acredito que há um dia marcado para morrer e não é alterado, pois os homens não deixam.

      Miséria nossa...

      Mª. Luísa

      Eliminar
    11. Não quero que te canses mas penso que te devo responder que já lá estive... veio uma amiga buscar-me e lá fui no carro, com ela... as tensões arteriais estavam - e estão... - muito, muito altas... confirmaram os valores por várias vezes, medicaram-me sobre as medicações que já estava a fazer (sem grandes resultados...) mas nem um electrocardiograma me fizerem... ainda não há muito tempo era prática corrente fazer-se um ECG na urgência em casos de hipertensão severa e resistente à medicação... sobretudo no caso de um(a) doente com SAAFs, como eu... desta vez, nada...

      Beijo grande e não te canses demasiado, por favor!

      Eliminar
  3. Preocupou-me as últimas informações que me enviou sobre sua saúde. Quanto ao estro, este permanece impecável.
    Belo soneto!
    Adílio Belmonte
    Belém-PARÁ-BRASIL

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, meu amigo Adílio! Infelizmente as coisas pioraram bastante e fui obrigada a recorrer a uma consulta de urgência hospitalar. A medicação anti-hipertensora, que já tomava, foi aumentada mas sem grandes resultados... no dia 19 voltarei para uns exames e pouco tempo depois terei nova consulta... nada está fácil mas eu só pararei de escrever quando a inspiração ou a vida me abandonarem... o computador também se avariou mas um amigo - o Poeta Zarolho - conseguiu ligar um velho ecrã ao portátil e, embora com uma imagem algo instável, lá vou conseguindo publicar...

      O meu grato abraço, meu amigo!

      Eliminar
  4. Para o Fernando Máximo que assustado com «A morte dos tubarões» me confessou ser um Jaquinzinho.

    JAQUINZINHOS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS.

    Jaquinzinhos bem unidos
    Combatei os tubarões
    Nunca mais sereis vencidos
    Eles são poucos, vós milhões.

    Desejam os comilões
    Os cardumes divididos
    Depois tomam posições
    E vós acabais comidos.

    Se a vossa frente não mexe
    Atacam pl´a retaguarda
    E comem-vos de escabeche…

    Firmes, de armas na mão
    Cozinhai-os com mostarda
    Ou com molho de vilão.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ahhhhhhhhhhhhh, que delícia de sonetilho, amigo Eduardo!!!

      UNI-VOS TAMBÉM, SARDINHAS!

      Vinde também vós, sardinhas,
      Juntar-vos ao bom cardume
      Contra as causas mais mesquinhas,
      Contra a peste deste estrume!

      Vinde, secas ou fresquinhas,
      Atiçando aceso lume,
      Mostrar que não sois fraquinhas
      Contra todo este azedume!

      Ao manter-vos isoladas
      Sereis tão só presas fáceis,
      Sereis, pronto, abocanhadas...

      Mas, em estando organizadas,
      Vossas barbatanas gráceis
      São como armas apontadas!!!



      Maria João - 15.02.2013 - 15.57h

      Juntei-lhe as sardinhas, amigo Eduardo! Aqui vão elas para reforçar as hostes dos jaquinzinhos!
      O meu abraço para si e Maria dos Anjos!

      Eliminar
  5. Respostas
    1. Ora bem, Poeta... estamos todos a ficar como o Chá... eu é que já tenho uma muito longa experiência sobre esse novo estado a que todos (quase...) estamos a ser conduzidos...

      Eliminar
  6. O soneto é sublime mas......

    Na realidade eu vinha para comer qq coisita, quiçá um soneto sobre culinária hihihihihi. Uma açordinha!!!!!!

    Ai Poeta do mê , que me vou embora a parecer um fantasma, cheio de fome!!!!


    Bêjuuuuuuuuuuuuu

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ahahahah! Ai, Free do mê, que eu recebi um telefonema de uma amiga a dizer que está mesmo a chegar cá e não vou ter tempo de te preparar nem uma açordinha, eheheheh... mas não perdes pela demora que eu hei-de voltar e logo te faço um prato qualquer daqueles que tu nunca mais esqueces, eheheheh...


      Abraçuuuuuuuuuuuuuu e vai petiscando qualquer coisita enquanto eu estou com estes impedimentos todos!

      Eliminar
  7. Bonito soneto e maravilhoso desenho.
    Pelo que vejo estás a toda na pintura.

    Um abraço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá, Vera!

      Este desenho-pintura - "Escorço - Grande Pintora a Lápis de Cor", data de 2007, altura em que deixei de pintar por incompatibilidade entre o esforço exigido pelo trabalho e a minha falta de força... sou uma pintora de grandes superfícies... ou médias, pelo menos... a pintura, para mim - e para quase todos os expressionistas... - tem uma componente física muitíssimo importante... tudo isto para te dizer que já não pinto há muito tempo...

      Abraço grande!

      Eliminar
  8. “Secretário do povo”

    Franquelim já baralhou
    Partiu e deu de novo
    Antes na banca trabalhou
    Agora trabalha p´ró povo

    Ao serviço desta nação
    Revela sua idoneidade
    Quem lhe chamar ladrão
    Não revela honestidade

    É nobre a nova função
    De novo deve baralhar
    E sem ponta de cinismo

    Vai promover inovação
    Criatividade impulsionar
    E até o empreendedorismo.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "Escrava da Poesia"

      Poeta, ando tão cansada
      Com tão estranha hipertensão,
      Que já nem sirvo pr`a nada;
      Estou perdida, em dispersão

      E, estando tão baralhada
      Não tenho concentração
      Nem pr`a fazer uma quadra
      Ao serviço da Nação...

      Fui tentando "empreender"
      - isso, ao menos, fica claro! -
      Qualquer coisita de jeito,

      Mas fiquei sem entender
      Porque isto me sai tão "caro"...
      Será que estou com defeito?

      Maria João


      Poeta, foi o que me saiu, eheheheh... e olhe que o que aqui me saiu em verso é mesmo o que estou a sentir perante a minha evidente incapacidade de responder a tudo e de me orientar naquela caixa de correio que mais parece... o... o Big Bang!

      Eliminar
  9. “Música no parlamento”

    Grândola no parlamento
    Foi um hino à revolução
    É chegado o momento
    Do povo dizer que não

    Não em tom de lamento
    Nem de cravo na mão
    Não nos faça de jumento
    Todo e qualquer ladrão

    Que o povo sem sustento
    Vai entrar em convulsão
    E os discursos ao vento

    De nada vos servirão
    Nem o cacete virulento
    Das forças de dissuasão.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Grândola no Parlamento
      E em todo e qualquer lugar
      Não soa em tom de lamento;
      É voz de um povo a cantar!

      Exigência de sustento,
      Da forma de o conquistar
      Por um qualquer povo isento
      E capaz de o declarar

      Dos mesmo cravos que Abril
      Fez florir nas nossas mãos
      Florescem direitos mil

      E por eles persistiremos
      Pr`a que nunca sejam vãos
      Os sonhos que agora temos...


      Cá vai, muito a correr, com o meu abraço!

      Eliminar
  10. Respostas
    1. Caramba! Já me ia escapando este hino à Liberdade... vou já, Poeta!

      Eliminar
  11. Respostas
    1. Vou ao Chá... só agora, Poeta

      Ontem esteve cá uma amiga e, à noitinha, já nem consegui vir até ao computador...

      Eliminar
  12. Mª. João

    Espero que deixes de te cansar a responder ao que se escreve nos meus blogs do sapo.
    Tudo quanto venha para os "7degraus" agradeço, pois de momento, para mim, escrever nele é encontrar-me, conviver comigo, saber de mim. Fora disso, é como se fosse esquecida...e eu não contasse...

    Há muitas coisas a resolver e a saber, mas só em Março se pode conhecer qual o caminho para continuar ou parar.

    Teus poemas são lindos e incomuns e tu sabes.

    Luta por ti, mas não quero que te canses com escritas sempre iguais que já não me pertencem, nem a ti te pertencem.Não faças como Bocage que desbaratou o seu engenho e arte em respostas a quem lhe escrevia sem nexo e acabou por não deixar uma Obra especifica .

    Respondo ao Anjo, pois ele escreve para mim
    e sabe sempre onde estou e aguardemos...tudo tem um final na vida, incluindo a própria vida! Tenho esperança...ainda tenho esperança!

    Abraço, Mª. Luísa

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. ... e só agora encontro este teu comentário! Nem imaginas o caos em que está a minha caixa de correio do Sapo... é praticamente impossível orientar-me por ela, mesmo depois de ter excluído umas muito largas dezenas de mensagens que nem tive tempo de chegar a abrir... mas a verdade é que te entendo às mil maravilhas... e também entendo muitíssimo bem essa tua decisão de te dedicares mais ao 7 Degraus... é que não há dúvida de que, em determinadas circunstâncias, a quantidade começa a ser francamente inimiga da qualidade...

      Tentarei, se o equipamento mo permitir, seguir-te diariamente no teu blog do Google... por aqui, farei o que puder... estou cada vez mais limitada a tantos níveis...

      Beijo grande, amiga!

      Eliminar
  13. “O país de FJV”

    Eu já pago sem bufar
    Até engulo o caroço
    Se mais querem levar
    Já só fico pele e osso

    O IMI é por ter tecto
    O IRS pelo trabalho
    O IVA pelo objecto
    E se fossem pró cara...

    O ISPP p’ra me deslocar
    O IA para ter carrinho
    Pago eu e pagas tu

    Que mais irão inventar
    Se o fiscal for parvinho
    Mand’o logo tomar no c´.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Heheheheh... essa "pegou"...

      A bem dizer, o Zé Povo
      Trabalha para pagar,
      Não o pão, o leite, o ovo,
      Mas o que Banca ordenar...

      A Saúde está perdida
      Pelas ruas da amargura
      E a Aprendizagem, vendida,
      Também vai ficar... sem cura!

      São já tantos os sem-tecto
      Que eu não vislumbro, sequer,
      A "luz" que há quem diga ver...

      Nenhum de nós é objecto
      Que a Banca deva esquecer
      Pr`a de dinheiro se encher...


      M. João

      Cá vai, com o meu abraço, Poeta!

      Eliminar
  14. “Dar a vida”

    Dar a vida sem morrer
    É um desígnio infinito
    Como pode acontecer
    Para dá-la, dela necessito

    Eu à vida não pertenço
    Pertenço a um todo maior
    Dou-me à vida se penso
    Deixar um rasto de amor

    Podes não acreditar
    Naquilo que eu te digo
    Talvez explicar não consiga

    Mas a vida não posso dar
    Para estar sempre contigo
    Não sou dono desta vida.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "Dando a vida..."

      Dependemos, afinal,
      De um sem-fim de variáveis
      Que, à condição de animal,
      Impõe regras pouco estáveis...

      Não há "donos" nesta vida
      Pois, na minha opinião,
      Dependemos, à partida,
      Dessa mesma condição...

      Nós, filhos da Natureza,
      - todos, todos, sem excepção! -
      Como teclas de função

      Somos "caçador e presa"
      Querendo arranjar explicação
      Pr`a tanta contradição...

      M. João


      Aqui vai, Poeta, com o meu abraço!

      Eliminar
  15. FÁBULA do ZÉ e do AZEITEIRO

    Ganancioso, o azeiteiro
    Desabituou de comer
    O desgraçado sendeiro
    Que acabou por morrer

    Não sabendo que fazer,
    O sovina interesseiro,
    Contratado p´lo estrangeiro
    Resolve, o Zé, espremer

    Esticou tanto a arreata
    Com que o queria prender
    Que logo o nó se desata

    E o Zé que não é burro
    Acabou ele por correr
    Com o azeiteiro a murro.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bem fez o pobre do Zé
      Quando, ao sentir-se "espremido",
      Lançou murro e pontapé
      Nesse Azeiteiro atrevido!

      Deu-lhe "tratos de polé",
      O tirânico bandido
      Que faz dele o que não é
      Só para o ver submetido

      À sua vã tirania,
      Aos caprichos do momento
      Que em malvadez convertia...

      Fez esse Zé muito bem
      Pois pr`a estar em tal tormento
      Só se fosse um... Zé Ninguém!


      Maria João Brito de Sousa (agora, à pressa, quase sem poder reler o que escrevo...)


      Muito grata por mais esta Fábula do Zé e do Azeiteiro!
      Mal consigo ler isto - já o disse... - mas, graças a uma amiga que me ensinou a aumentar "garrafalmente" as letras do ecrã, ainda consegui lê-la bem.

      O meu abraço grande para si e Maria dos Anjos!

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas