NOUTRO DIA QUALQUER...


 


(Soneto em decassílabo heróico)


 


 


Noutro dia qualquer não vos diria


Que as rimas se insurgissem revoltadas


Mas, hoje, ultrapassaram-me apressadas,


Recriando outra estranha romaria


 


E nem vos sei dizer se saberia,


Ainda que as quisesse controladas,


Ainda que bem presas, bem domadas,


Mudar seu rumo, impondo outra harmonia


 


Mais tarde, contarei que elas ficaram,


Que me iludi, que não me renegaram


E que hão-de estar comigo até ao fim,


 


Mas - só por hoje! - afirmo que voaram,


Que, ao fugirem de mim, se recusaram


Às regras que me impus, neste jardim…


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 28.02.2013 – 19.05h


 


 

Comentários

  1. “Estados de alma”

    Ao palácio das emoções
    Afluem estados de alma
    Que transbordam de corações
    Ora frenéticos, ora com calma

    Há estridentes gargalhadas
    Ouvem-se tristes murmúrios
    Ruído de águas paradas
    A passos largos augúrios

    De bons ventos a soprar
    Ressoam como uma canção
    De sentimentos a bailar

    Ao beberes desta emoção
    Vais sentir-se regenerar
    Corpo, alma e coração.

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    1. "Ainda sobre os estados de alma"


      Quem tanto assim "oscilar"
      Nas questões sentimentais,
      Muito bem não deve estar...
      Vejo oscilações a mais!

      Não é saudável pensar
      Que as emoções naturais
      Possam, assim, transtornar
      Os equilíbrios "normais"

      Mas é bom ter emoções,
      Os "motores da criação"
      Mais comuns do ser humano,

      Que, com menos "abanões",
      Enriquecem a Razão
      Sem lhe causar qualquer dano...

      Maria João


      Aqui vai, Poeta, com o meu abraço!

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    1. O Chá vive, mas o meu ecrã parece estar a morrer... os controles não obedecem lá muito e as cores estão quase, quase, reduzidas a preto e branco... a banda do hotspot através do qual acedo à net, passou de laranja a verde... mas vou lá se isto me deixar!

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  3. Abaixo as regras
    Viva pra sempre a rima...

    um feliz dia

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    1. Eheheheh... bom dia, Anjo!

      As regras fazem-nos falta mas alguns seguem-nas de uma forma demasiado rígida e incondicional... no soneto, para se lhe poder manter a melodia e a essência - soneto significa, desde os seus primórdios, "pequena canção" - há que sacrificar uma ou outra regra à oralidade da poesia...

      Mas, aqui, eu também me referia a algumas regras que eu própria me vou impondo e que acabam por me deixar muito pouco tempo livre para investir na poesia de qualidade... o tempo não é se comporta exactamente da mesma forma com uma pessoa que se pode mover normalmente e com outra que tem dificuldades motoras e dores crónicas... sobretudo quando esse tempo tem de ser "filtrado" por um equipamento que "desobedece" e "encrava" e partilhado com a "bicheza" velhinha... um dia inteiro não rende tanto quanto duas ou três horas do tempo em que me mexia melhor, mesmo tendo 14 animais comigo, como já aconteceu em determinada altura...

      Um feliz dia para ti!

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  4. “5 estrelas”

    Troika não verbalizou
    Foi linguagem gestual
    Forma como comunicou
    Que nem tudo corre mal

    Em seus cofres aumentou
    O montante colossal
    Dos juros que arrecadou
    Com o nosso Portugal

    Os cortes já detalhou
    E é apenas conjuntural
    Pois com o que sobrou

    Da festa do carnaval
    Os políticos mascarou
    Pró processo eleitoral.

    Prof Eta

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    1. Tento passar a mensagem
      Do que está a acontecer-me
      Pois quase não tenho imagem
      E mal consigo reler-me...

      O ecrã ficou tão escuro
      Que as palavras nem se lêem...
      Parecem escritas num muro
      Com cores que a ninguém convêm...

      Se puder, como puder,
      Espero ir à rua amanhã
      E fazer a minha parte

      E, depois, haja o que houver,
      Veremos se é coisa vã
      Usar tanto "engenho e arte"...


      Aqui vai, muito "às cegas", poeta e com o abraço do costume!

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    1. A imagem melhorou um pouco, Poeta... penso que consigo ver as estrelas do Chá

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  6. “O povo É”

    Quem mais ordena
    Aqui na nação heróica
    O povo já mete pena
    Por causa de ti ó troika

    Um povo achincalhado
    Até pelos governantes
    Tod’os dias espezinhado
    Nada fique como dantes

    Antes era o Tarrafal
    E o calor da frigideira
    Hoje já não há moral

    Pr’acabar c’a brincadeira
    Isto ainda acaba mal
    Mesmo qu’a gente não queira.

    Prof Eta

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    1. AO POVO O QUE LHE PERTENCE!


      Para imporem seus interesses,
      Que nos não trazem renovo,
      Querem, as troikas, benesses
      Contra a vida deste povo!

      Tarde ou cedo, irão ser expulsas
      Mais seus jogos milionários
      Que urdem "jogadas" avulsas
      Pr`a levar bens e salários!

      Neste ponto de ruptura
      Já ninguém pode ficar
      Pois não há sobrevivência

      Qu`aguente vida tão dura
      E nos leve a vegetar
      Na nossa própria impotência...


      Abraço grande, Poeta!

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  7. TODOS À MANIF….

    Anda a rapaziada
    Pelas ruas a cantar,
    Ainda assim, agastada,
    Com vontade de chorar…

    Saudosa da vida airada
    Com que a ousaram enganar
    Carro e casa mobilada
    Tudo p´ra um dia pagar

    E férias no estrangeiro
    P´ra gozar em grande estilo
    Sem ralações com dinheiro…

    Deram-se por mau conselho
    Agora querem um Grillo
    Mas, antes, quiseram um Coelho.

    Eduardo

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    1. Peço desculpa, Eduardo! Este seu excelente sonetilho estava mesmo a escapar-me...
      Não lhe vou conseguir responder porque as condições estão muito más... todas, incluindo as minhas que pioraram um pouco. Agradeço-lhe e envio o hanbitual abraço para si e Maria dos Anjos!

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  8. “Libertação”

    Só livres nós somos
    Em prol de um irmão
    Só livres nos dispomos
    A aceitar uma missão

    Só livres nós podemos
    Tentar a sublimação
    Só livres cantaremos
    Um hino à revolução

    Só livres tentaremos
    Alcançar a perfeição
    Que nunca atingiremos

    Embora não nos diga não
    Até à morte lutaremos
    Na fuga a essa prisão.

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    1. Poeta, a imagem treme tanto que, neste momento, mal consigo ler o seu sonetilho... volto daqui a pouco!

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    2. Sejamos livres então
      E, portanto, responsáveis
      Pelo rumo da nação
      Durante anos infindáveis

      Neste clima de emergência
      Que, no momento, nos urge,
      Neguemos a negligência
      Que por toda a parte surge

      Se bem certo que imperfeitos,
      Já vontade nos não falta
      De reconquistar direitos

      Lutarei sempre do lado
      Não de quem o povo assalta,
      Mas de quem foi assaltado...


      Vai muito mauzito, mas é o que me ocorreu nas difíceis condições em que me encontro. Abraço grande!

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  9. é das minhas amizades
    e nada careiro....

    feliz e uma bela grande noite

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    1. A imagem está outra vez mais "tremelicante"... estou a dar cabo da pouca vista que vou tendo e a aumentar a dor de cabeça

      Bem bonita, a senhorinha... mas, nesta casa, com o Sigmund e o Garfield a afiarem nela as unhas... coitadinha dela...

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    2. ai os malandros
      que eu cortáva-lhes as unhas

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    3. As pontas das unhas cortadas, ajuda um pouco... mas não resolve o problema a 100%... unhas cortadas também fazem os seus estragos e retirá-las cirurgicamente, é um autêntico crime contra a natureza biológica e a essência de qualquer felino!

      Feliz tarde, Anjo!

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    4. São uns amores, são, Anjo! Muito, muito meigos! O sofazinho não deve estar de acordo comigo, mas... paciência! Quem aceita a companhia de um gato, tem de estar preparado para estas coisas... e eu já nasci no meio deles

      Devias poder ver a minha televisão. Hoje lembrei-me de a ligar um bocadinho e não vejo nada de nada... também treme tudo... acho que os aparelhómetros se zangaram todos comigo Tudo o que tem imagem treme que nem varas verdes... até o som "treme" (vibra numa onda diferente do habitual, distorcida...)


      Feliz noite!

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    5. Esse Rádio Pirata...magoa os Bites do teu PC...


      bela noite feliz e aconchegada

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    6. Coitado do meu pc... se as maquinetas pudessem ter opinião, este ainda me insultava, eheheheh...


      Noite feliz

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    7. hé hé hé que o meu também...feliz tarde

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    8. Há quanto tempo, Anjo!!!
      Tenho estado sem pc... e continuo sem o meu.. teve de ser "hospitalizado", coitadinho

      Feliz noite!

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  10. Respostas
    1. Pronto! Lá está a imagem toda a tremelicar, de novo... mas vou ver o que dita o Chá!

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  11. Raio do tempo que anda maluco de todo
    tal como os políticos

    feliz tarde

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  12. “Regime cadáver”

    Nosso fardo imenso
    As artérias percorre
    Longa noite dispenso
    Vejo o dia que morre

    Momento é propenso
    E cansado já não corre
    Nas artérias o bom senso
    Mas há sangue que jorre

    Numa sangria brutal
    São teias deste regime
    Que em estado terminal

    Tudo em redor deprime
    Como forma de ritual
    E já podre nos oprime.

    Prof Eta

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    1. Poeta, estou muito atrapalhada e não sei quando lhe conseguirei responder... tentarei "despachar" o correio mas há para aqui umas complicações com a bicharada e eu também não estou nada bem. Desculpe.
      Voltarei se as coisas melhorarem ao longo do dia.

      Abraço grande!

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  13. Respostas
    1. Vou só, de "corrida", ver se descubro em que estado está o Chá...

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  14. Há dias que não conseguimos fechar o que existe em nós!!


    Bjinhos

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  15. “Mar de almas”

    Dor d’alma pungente
    Busca o azul do mar
    Não há alma qu’aguente
    Tanto tempo sem amar

    O amor não é urgente
    Se o não sabem apreciar
    Mas pode até ser ardente
    Se o souberem encontrar

    É caminho desconhecido
    Este trilho em solidão
    No meio da multidão

    Vejo tanto irmão ferido
    Suas almas num motim
    Não vêem pedaços de mim.

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  16. olá
    será que vai tudo bem contigo ?

    um feliz dia se for o caso

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    1. Não ia, não, Anjo... nem vai bem, ainda. Estou com vários dentes a "matarem-me de dores", morreu a Sra. Capitão e eu estou com muita dificuldade em estar a concentrar-me no que escrevo e leio... isto para não te dizer que o meu IMI passou para um valor que corresponde à quase totalidade das migalhas que me vão dando mensalmente e eu estou a começar a pensar que em breve serei sem abrigo... por pouco tempo, claro, que no estado em que estou não me aguento muitos dias com o céu por tecto. Mas nem quero falar disso porque ... porque... porque nem sei porquê! M...A para isto tudo mais o estado a que cheguei e que me não permite nem sequer assaltar um supermercado... também nunca tive muita vocação para isso, nem para o suicídio... azar o meu, sobreviver tanto tempo a estas loucas hipertensões e outras coisitas que tais... e já nem sei se brinco ou se estou a falar a sério...

      Feliz noite para ti!

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    2. será desejável que passes pelas Finanças
      e todas as arrelias que estes cães nos estão a fazer...


      coragem

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    3. Pobres dos cães, Anjo, que são incapazes de malvadezas destas... mas entendo bem o que queres dizer...


      Feliz noite para ti

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  17. Respostas
    1. Cá estou eu, Poeta... embora também numa desordem tremenda que começa pela malvada dor de dentes e acaba num antivírus que, ontem, nos esquecemos de instalar... tem umas "manhas" levadas da breca, este pc... obriga-me a fazer a instalação manual de alguns componentes do AVG - estou nisto há horas e ainda não está completamente instalado... - e, de vez em quando, faz-me esperar uns bons dez minutos para abrir uma simples janelinha... mas já consegui publicar mais um soneto! Tudo muuuuuuuuiiiiiito lento, a combinar com a minha pobre pessoazinha, mas a funcionar!!! Ao Face é que até tenho medo de tentar ir... isto anda tão devagarinho e encrava tanto... mas vou ao Chá!

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