O PULO


 


De pulo em pulo, exalto o meu protesto!


(minto porque este “pulo” foi roubado


a um tempo qualquer do meu passado


e ao eco das memórias que lhe empresto…)


 


Mas se sobra a vontade e falha o resto


De que me serve, então, ter protestado,


Ter tido a agilidade e ter pulado


Numa acepção literal do mesmo gesto?


 


O pulo é o das rimas que a verdade


Nunca deixou morrer na mão rendida


Pois, da nova impotência que me invade,


 


Renasce-me o poema e, da saudade,


A voz que, não se dando por vencida,


Pulou de estrofe em estrofe, em liberdade!


 


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 30.01.2013 – 17.21h


 


,


 


 


 


 

Comentários

  1. “Escravidão brutal”

    Na sociedade do brutal
    O homem é o animal
    Sem consciência afinal
    Do seu destino fatal

    Não passa dum numeral
    Ou um facto percentual
    Para estragar o arraial
    Montado pelo capital

    O homem é empecilho
    Se acaso se põe a pensar
    Não passa dum sarilho

    Duma enorme proporção
    Vamos ter que o domar
    Sujeitá-lo à escravidão.

    Prof Eta

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    1. Um sonetilho que me tinha "escapado"...

      LIBERTAÇÃO E VIDA!

      Estamos abaixo de feras!
      Vamos sendo, nestes dias,
      Escravos das "altas esferas"
      Da pior das tiranias...

      Somos "coisas" dispensáveis
      Das leis de oferta e procura
      Com sonhos pouco prováveis
      De impor-nos à ditadura

      Mas, entre nós, "desistência"
      É termo vão, sem sentido
      Nem lugar para crescer...

      Viva, então, a Resistência
      Que sempre tem conseguido
      Ter a força de vencer!


      Aqui vai, Poeta, com o meu abraço!




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  2. E viva essa Liberdade de assim ser...

    o video já tá no ar
    perdoa alguma alusão

    é que foi uma noitada...destilada...

    bela noite

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  3. “UNIKO”

    Noutro tempo e lugar
    Em diferente dimensão
    Sem ser sítio d’encantar
    Todos deram sua mão

    Com violinos a tocar
    A violência do acordeão
    Todos consegue acordar
    Numa enorme profusão

    Melodia e ritmos a saltitar
    Numa aparente confusão
    Deves ouvir e apreciar

    Sem entrar em negação
    Assim conseguirás chegar
    Onde outros nunca chegarão.

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    1. Poeta, peço desculpa mas não me sinto nada bem. Não é falta de vontade, é mesmo um episódio de hipertensão que me deixa sem forças nem para estar sentada a teclar. Se me sentir melhor, ainda volto a tentar mas, por agora, preciso mesmo de ficar quietinha e não esforçar nem sequer a pobre da massa encefálica, eheheheh...

      Abraço grande e até mais logo ou até amanhã

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  4. Para a Maria Vitória Eduardo Afonso, aquando da publicação do seu livro de recordações do Alentejo «COZENDO O PÃO, COSTURANDO A VIDA»

    SINOPSE

    Comendo o pão, alinhavando a vida,
    Que outros coziam e que costuravam
    Na planura imensa que tanto amavam,
    Os anos mais tenros viveu esquecida.

    Os tempos passaram, fruta amadurecida,
    Partiu na diáspora dos que se ausentavam
    Do chão nivelado que os avós regavam
    Com o suor dos corpos, na insana lida.

    Avó, ela, agora, revela a história
    Dos tempos passados, sonhos e desejo
    Que guardou, ciosa, em sua memória

    Semente enterrada para germinar
    No torrão amado do vasto Alentejo
    Onde sempre volta em terno vadiar

    Eduardo

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  5. Gosto de ver vc poetar. è muito bom ter inspiração assim a minha inspiração se esgotou. E não tenho estado mais na blogosfera, mas hj tive um tempinho de vir no teu blog. Um abraço.

    Vera

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    1. Olá, Vera!

      Amiga, agora sou eu que vou ter de fazer uma "pausazinha forçada" porque a minha tensão arterial está alta - altíssima mesmo! - e não tem estado a ceder à forte medicação que tomo há anos.
      Calma, tenho para dar, vender e emprestar, mas isto tem a ver com o síndroma que eu tenho e, se não descansar até que o meu organismo consiga equilibrar-se e voltar a parâmetros mais razoáveis, será muito pouco provável que me aguente...
      tentarei responder a alguns comentários e, se tudo correr bem, retomar as publicações dentro de dias.

      Beijinho!

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  6. “TV Rural”

    Deputados a apregoar
    Vai voltar o TV Rural
    Eu já estou a imaginar
    Agricultura em Portugal

    Crescem espigas de milho
    Girassóis em Sto.Ovídio
    Arma-se um grande sarilho
    Com a caça ao subsídio

    Portugal vira uma seara
    Trigo, cevada e centeio
    Governo dá todo o apoio

    O crescimento não pára
    Confirma-se o meu receio
    Em vez de trigo era joio.

    Prof Eta

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    1. Poeta, como eu gostaria de conseguir responder-lhe... mas não dá mesmo... mas pode crer que me parece que se andam a criar excelentes condições para nos vermos, muito rapidamente, todos a nadar em joio...

      se até à noite conseguir estabilizar esta treta da hipertensão, ainda vejo se há lugar e força para umas rimazinhas. No estado em que estou agora, nem devia fazer nada senão estar deitadinha a olhar para o tecto e a esperar que a maquineta aguente o esforço...

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  7. Respostas
    1. Olá, Poeta! Em princípio venho só dar um "golinho" no Chá....
      Estive ontem no hospital - nem ECG me fizeram... - e reforçaram-me a medicação, mas nem assim está a resultar...

      Abraço grande!

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