SONETOS ÀS ERVAS BRAVIAS DO MATO I
Flor de Urtiga
(Em decassílabo heróico)
À flor de uma palavra… eu renuncio!
Noutra, mais louca ainda, recomeço
A dança da palavra e pago o preço
Que me cobra o poema que anuncio.
(Em decassílabo heróico)
À flor de uma palavra… eu renuncio!
Noutra, mais louca ainda, recomeço
A dança da palavra e pago o preço
Que me cobra o poema que anuncio.
No Inverno, enfrento ainda o beijo frio
Do tanto que ousei ser, mas desconheço,
Neste palco terreno onde não peço,
Nem aceito os favores dum novo Estio.
São flores, braços e garras, as palavras!
Nelas m`elevo inteira… ou me condeno
Num quase desafio a quem souber
Ou tentar adentrar-se em minhas lavras!
(... há flores assim, bravias, com veneno,
que se escapam da mão que as quer colher…)
Maria João Brito de Sousa – 20.02.2013 – 16.32h
essas
ResponderEliminariiiiii que me dão arrepios
urtigas
esqueci onde estava
e zumba de fronha na urtigada
feliz noite
e vem é ao Festival Tokuskopus...sábado
Eheheheh... isto está tão tremido que quase não consigo ler estas letras, mesmo aumentadas até parecerem sei lá o quê... mas... tropeçaste nas minhas belas e discretas urtigas?
EliminarNão estou MESMO em condições físicas de me deslocar a lado nenhum, Anjo, mas agradeço-te o convite e fico à espera da reportagem! Já sei que com a TOKUSKOPUS vai ser festa rija!!!
Feliz noite, Anjo!
é o festival deles
Eliminarum beço e feliz dia
vai ser de arromba...
EliminarE darão um grande espectáculo, como sempre! Que seja "de arromba" e... atenção aos "destilantes", não abuses... e eu que não gosto nada de dar conselhos... mas...
Eliminardestilei esta noite...enjoado
EliminarEheheheh... as melhoras, Anjo!
Eliminarxoxo pa ti
EliminarOutro, Anjo!
EliminarSó desejar um belo e feliz ensoleirado
Eliminarfim de semana
Bom fim de semana, Anjo!
Eliminar
Eliminarfeliz por aí também
E foi, Anjo Doentita, mas não desanimada!
Eliminareu tou a descarregar um video dos "destiladores"
Eliminarque depois animarás ao ver o momento...
... já aí vou Anjo! Fui hoje para o hospital e só cheguei há bocadinho... e acho que apanhei uma constipação "daquelas"...
Eliminar
Eliminaró raio
à que tratar essa malfadada gripe...nem sei que dizer
é que nos deixa de rastos...
bela tarde pra ti
Estive a ver as tunas, Anjo! Grande Festival!!! Espero que a gripe se fique mesmo só por gripe... o pior é quando elas avançam para outra coisa mais mazinha...já estou a chá quente e paracetamol... por enquanto é tudo o que posso fazer...
EliminarFeliz tarde para ti, também!
EliminarFoi uma noite de grande Festival
por obra e tenacidade destes rapazes...
pior é o bastidor desta Camara PSD
que deveria agradecer em nome da Cidade
e não complicar ou desmotivar...enfim
Suminhos de Laranja...xoxo fofo daqui dos calhaus
e dormir um repousado soninho...é bom
Tens razão, Anjo... eu levantei-me à cinco e pouco e estou exausta...
EliminarFeliz noite para ti
“Resposta”
ResponderEliminarNinguém pode fazer nada
Para salvar a humanidade
Que ela está aprisionada
Sempre em busca da verdade
A verdade é a miragem
Onde ela se aprisionou
Da qual retém uma imagem
Mas que nunca comprovou
Está num ciclo vicioso
Não pára de procurar
Há que fazer uma proposta
Como o tempo é precioso
Se parar de se questionar
Por certo obterá resposta.
Ahhhh!!!
Eliminar... mas parar essa procura
Não me parece viável
Mesmo não sendo segura...
Desistir do insondável,
Muito embora inalcançável,
Pode ser uma loucura
E a Ciência é tão mais saudável
Se se impõe, como postura...
Nenhum cientista "a sério"
Descobre um qualquer "mistério"
E o dá por definitivo
Pois estudando com afinco
Sempre se abre um pouco o "trinco"
Dos "portais" do que é "estar vivo"...
Maria João
Poeta, todo e qualquer cientista que lhe tente impor "verdades absolutas", estará a negar o próprio espírito científico... a Ciência aponta caminhos assentes em pilares fortemente estruturados, baseando-se sempre no ponto de vista humano... porque é o nosso, porque somos nós que procuramos caminhos, não verdades absolutas... o "saber" e a "sabedoria" só se encontram algures, no infinito, como duas paralelas. Tudo o que seja imposto, ou mesmo sugerido, como conhecimento colectivo ou dogma, estará ao serviço da mentira. Mas claro que há que "saber", que tentar ir "aprendendo até morrer"... isso está na nossa natureza, seja lá isso o que for... faz parte de nós, humanos, e mal de nós todos quando deixa de fazer...
Abraço grande
Mali na ponte.
ResponderEliminarVou já ao Mali... ou à Ponte...
EliminarO chá da nossa era.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Dedos e anéis”
ResponderEliminarOlha aí ó Portugal
Se tempo necessitas
Que não seja temporal
Primavera flores bonitas
No verão vais a banhos
Que venha sol e calor
Cuidado com estranhos
Que dizem teres valor
Caminho te apontam
Aquele da salvação
Onde avanças sem medos
Vê lá o que te aprontam
Não seja pura ilusão
P’ra levar anéis e dedos.
Prof Eta
"Sem anéis e com cãibras nos dedos..."
Eliminar... pois se já nem anéis tenho,
O que hão-de os ladrões roubar-me?
Meus bichos, não!, que os detenho
Nem que ameacem matar-me!
Mais a mais, de tão velhinhos,
Pr`a que os haviam de querer?
É que eu dou-lhes tais carinhos
Que eles se esquecem de morrer ...
Aos versos, não roubarão!
Dou-os, de boa vontade,
A todos, de mão em mão...
Só se for a televisão,
À qual falha a qualidade
E tem lapsos de emissão...
M. João
Aqui vai, muito maluquito, eheheh... mas olhe que foi o que me ocorreu... abraço, Poeta!
Na minha rua ou na ponte.
ResponderEliminarVou à Ponte, Poeta!
EliminarChá com pressa.
ResponderEliminar... e eu terei de o "beber" a correr... não estou muito bem...
EliminarNÃO HÁ-DE MORRER SOLTEIRA
ResponderEliminarP´ra culpa morrer solteira,
P´ra ser, sempre, desculpada…
Melhor é arranjar maneira
De ela morrer casada.
Há muito divorciada
De sentença justiceira
Dorme a culpa, regalada,
À sombra da bananeira.
Nenhum castigo a condena,
Vive na impunidade....
Se o Povo é quem mais ordena
Manda enforcar a matreira,
Que já nem sabe a idade,
À sombra duma azinheira.
Eduardo
O fim das "culpas solteiras"
EliminarD`antigas culpas escondidas
Se encheu o nosso país
Pois traiçoeiras, vendidas,
Já velhas... ninguém as quis!
Mas todas serão vencidas
Que a azinheira, de raiz,
Tomará novas medidas,
Fará cumprir quanto diz!
Se, por ora, passa impune,
Cedo a coisa irá mudar
Pois nem mesmo a culpa "imune"
Escapa à justiça de um povo
Que há-de acordar e cantar
Mil amanhãs de renovo!
Maria João
Obrigada por mais este belíssimo sonetilho, amigo Eduardo! Aqui fica o meu com um grande abraço para si e Maria dos Anjos!
“Desumanização”
ResponderEliminarMundo está possuído
Bem já não mora aqui
Por todo o lado ruído
Do mundo que conheci
Este mundo desprezou
Valor da vida humana
E por isso assim ficou
Donde só o mal emana
Não se conhece a cura
P’ra tão grave maleita
E assim sem medicação
Este mundo já só dura
Até à próxima colheita
Se voltar a humanização.
"Do ponto de vista de uma "humana"..."
Eliminar... mas nem só de "mal" se trata
E teremos de entender
Que há benefícios pr`á "nata"
Das finanças do poder!
Vendo o "mal" desta outra forma
E analisando a questão,
Logo se lhe encontra a "norma"
Que "pede" um redondo "NÃO!"
Sempre houve gente capaz
De enfrentar as tiranias
Dos impérios das finanças,
De, lutando pela paz,
Ir criando novas vias
Para evitar tais "matanças"!
Maria João
Cá vai, com o meu abraço, Poeta!
Slim mágico na ponte.
ResponderEliminar"Escapou-me" esta ida à Ponte... já estava fora do meu campo de visão, no ecrã... vou agora, Poeta!
EliminarREQUERIMENTO
ResponderEliminar(da ou de(a)
Da Câmara Municipal
É o Senhor Presidente
De a Câmara, é igual
Se o desejar o requerente.
Da ou de a, afinal,
É uma regra recorrente
Do dizer gramatical
Uma a outra não desmente.
O que é de lastimar
E causa constrangimento
É o oco tagarelar
Desta corte de alquimistas
E eu peço deferimento:
Corram com os oportunistas.
Eduardo
NA PERSPECTIVA DA ERVA...
EliminarErva do mato bravio
Sabe lá de oportunismos!
Lá vai tolerando o frio,
Lá vai resistindo aos sismos,
Mas regras e maneirismos
São, para ela, um vazio,
Ou estranhos "complicadismos"
Do humano desvario...
Mas aposto que até ela
Teria uma opinião
No decorrer da querela...
Só não sei que pensaria
Ouvindo essa afirmação
Que, suponho, aplaudiria...
M. João
Grata por mais este sonetilho, amigo Eduardo!
C+a vai, persistindo neste princípio de ir desenvolvendo muito rapidamente a primeira ideia que me ocorre assim que leio os vossos.
Abraço para si e Maria dos Anjos!
“As facturas do coelho”
ResponderEliminarAs facturas do coelho
Não pararam de entrar
As finanças sem trambelho
Não souberam justificar
Dez mil de cabeleireiro
Doze mil do automóvel
Nove mil do chapeleiro
Deixaram o fiscal imóvel
Com o síndroma da factura
As contas saíram furadas
A recessão acelerou
Numa espiral que perdura
Teve efeito de enxurradas
E o nosso país arrasou.
Prof Eta
"A factura nossa de cada dia..."
EliminarEsta coisa da factura
Deixou-me "assarapantada"...
Creio ser uma loucura
Pedir, por tudo e por nada,
"Factura, se faz favor!"
Por café tomado à pressa...
Por uns cêntimos, senhor,
Se quer contrato e promessa?
Que complicação tamanha
E que gasto de papéis...
Pr`a quem, como eu, pouco ganha
E também tão pouco gasta,
Euros são como corcéis
Que um galope logo afasta...
M. João
Atrasadíssimo, como já vai sendo costume, Poeta... e amanhã é dia de hospital... abraço grande!
Melodia na ponte.
ResponderEliminarai, que atraso...
EliminarChá é vida.
ResponderEliminar... e lá vou, Poeta!
EliminarLucia na ponte.
ResponderEliminarVou já, Poeta! Só agora regressei do hospital...
Eliminar“Mundo amor”
ResponderEliminarE a primavera chegará
Mesmo sem andorinha
Sol as nuvens rasgará
Nesta esperança minha
O mundo se perguntará
Porque agora definha
Então depois quererá
Propor-nos uma adivinha
Eu novo mundo a valer
De todas as cores trajado
Eu novo mundo vou ser
Onde não serás rejeitado
Eu novo mundo vou querer
Ter-te sempre a meu lado.
Faça-se então Primavera
EliminarComo a dos cravos de Abril
Que este povo desespera
Deste "entroikado" funil,
Que quer roubar-lhe a quimera
Como se ele fosse tão vil
Quanto o lastro da galera
Que nem sonha um céu de anil...
Eu não posso ser literal
Porque mal consigo andar
Mas serei a voz leal
De quem quer, pr`a Portugal,
Futuro e não naufragar
Nas lamas do capital!
M. João
Aqui vai, Poeta, com o meu abraço!
... fui ao hospital, apanhei um frio tremendo e agora estou farta de espirrar e com febre...
Chá oculto.
ResponderEliminarvou ver se o descubro...
EliminarOUTROS VOOS
ResponderEliminarÀ sombra duma azinheira
P´ra um ramito deu um salto
Logo a pensar na maneira
De ir p´ra ramo mais alto.
E, depois, em sobressalto
Jurou ter por companheira
A princesa do planalto,
Adorá-la a vida inteira.
Mas aquele passarinho
Nunca imune à vaidade
Abandonou o seu ninho…
Foi maior a sedução
De fazer um na cidade
E de ser um passarão.
Eduardo
Há passaritos assim
EliminarQue, voand`alto demais,
Abreviarão, por fim,
Os voos mais pontuais...
Sobre o mato ou num jardim,
Eu, como tantos pardais,
Prefiro ir voando assim,
Não mais alto que os demais...
Mas, se de febre varada,
Não voarei quase nada,
Serei um "alvo parado"...
Se a febre for controlada,
Voarei, mesmo parada!
Seja o voo abençoado!
Maria João
Obrigada por mais este sonetilho, amigo Eduardo! Fugiu-me a resposta para a minha febre pontual... mas isto vai passar!
Abraço grande para si e Maria dos Anjos!
“Na pobreza sitiados”
ResponderEliminarNo país dos condados
Muito mal administrados
Estropiam os reformados
E querem-nos recuperados
Vão ver-nos naufragados
E na pobreza sitiados
Excepção aos iluminados
Por quem somos governados
Ou os filhos e enteados
Que estão bem encaixados
Servindo a nação valente
Eles não são os culpados
Por serem contemplados
Com este povo indigente.
Prof Eta
"Sitiados... mas não vencidos!"
Eliminar... na miséria, direi eu
Que acho que isso da pobreza
Mal se "encaixa" neste breu
Que sobre nós tanto pesa...
E tudo vai "deslizando",
Impondo, a cada minuto,
Um estatuto que é nefando
Ou, então... nenhum estatuto!
Se alguma indigência houver,
É por ter-nos sido imposta
Ao longo de muitos anos
Mas, quando o povo quiser,
Dará a sua resposta
E porá fim a tais planos!
M. João
Aqui vai, com o meu abraço!
Melodia na ponte.
ResponderEliminar... já estava fora do meu campo de visão... tenho a caixa de correio tão cheia... vou já, Poeta!
EliminarO chá previu.
ResponderEliminarVou ver as previsões do Chá, Poeta!
EliminarTou como tu
ResponderEliminarsem net
o que vale é este fio
que assim
venho desejar uma sossegada noite
táva a ver que era multado pelos GNR...
quando aventurava esta neve que cai desde esta manhã...
... e já é outro dia... que seja um bom dia para ti, Anjo
EliminarChá livre.
ResponderEliminarVou ver esse Chá livre, livre...
Eliminar