MURALHAS DE DEFESA
(Decassílabo heróico)
Impões-me: -Vem pr`aqui, vai pr`acolá!,
De forma impessoal, paternalista,
Que em tantos prenuncia uma conquista
Mas que de modo algum me afectará
Insistindo em lembrar que o mundo dá,
Àquele que, obedecendo, não resista
Ao “isco” de promessa tão simplista,
Estatuto e bens rivais dos de Sabá…
Invariavelmente te respondo
Que não esperes senão um não redondo
No que toca a mudar-me a natureza
Pois, d`aquilo que sou, nada te escondo
E, antes que te imponhas, vou-te impondo
Invencíveis muralhas de defesa.
Maria João Brito de Sousa – 07.03.2013
IMAGEM - Gravura de José Dias Coelho
“Sem povo”
ResponderEliminarFazer das coisas pequenas
Coisas grandes de novo
Não economia apenas
Mas o renascer dum povo
Que um povo moribundo
A quem poderá servir
Aos poderosos do mundo
Que agora se estão a rir
Mas sem povo nenhum
Num futuro já a seguir
Terão que fazer jejum
Qu’este povo a dar no duro
Em breve vai sucumbir
Sem povo é negro o futuro.
Prof Eta
Ai, Poeta... ainda me não esqueci que deixei um sonetilho por responder no post anterior... mas acredite que as coisas estão muito difíceis... tenho três infecções diagnosticadas e nenhuma delas é "mansinha"... as dores aumentaram e tiveram de recorrer a um diurético para me conseguirem "domar" a tensão arterial... está um pouco mais controlada, mas eu estou, literalmente, a travar uma acesa batalha com estes microorganismos patogénicos que já conseguiram "ganhar terreno" em várias frentes... olhe, a bem dizer, é uma "troikazinha pessoal"...
EliminarO que é certo é que a minha criatividade se "retirou estrategicamente" para ver se o cérebro se concentrava melhor nesta batalha interna... e... é claro que estou a brincar e só lá para o dia 2 é que fico a saber qual é o agente patogénico... mas o processo, passem as metáforas todas, é mais ou menos este... quando um corpo é levado aos limites durante muito tempo e, de repente, piora, fica praticamente imprestável para a criatividade poética... os corpos dos animais não têm grandes dúvidas existenciais, eheheh... tentam tudo, tudo mesmo, para sobreviverem. Não são só os nossos, humanos... com os não humanos passa-se o mesmo...
Assim que voltar a sentir-me minimamente "poeta", respondo-lhe! Porque, agora, não me apetece nada - nem posso! - deixar de "dar luta" a este bichoco recorrente e estúpido que, a par do nosso governo, me está a pôr a sobrevivência em causa!
Abraço grande!
Abraço grande!
Essa luta é para vencer, tudo o resto é secundário agora. Se tiver alguma necessidade em que eu possa ajudar não se coiba de me pôr ao barulho.
EliminarObrigada, Poeta!
EliminarA grande luta, de momento, está a ser travada entre o meu sistema imunitário e o/os "bichoco/s" que o invadiram em força... claro que há uma outra batalha constante, contra a hipertensão grave... também essa vai depender bastante de uns exames que tenho marcados para Setembro... entretanto foi-me dado o tal diurético que tem sido "bóia de salvação" mas que induz ainda mais cãibras... tenho de me aguentar!
Um enorme abraço para todos vós!
Eliminar"Que mundo?"
... mas, sem povo, o que é que resta
À vida ou à felicidade?
Que tipo de sociedade,
Tão pobre que nada empresta
E que, decerto, nem presta
Pois reduz a liberdade
À crueldade da besta
E à nossa passividade,
Se erguerá do que restar?
E esse povo injustiçado
Não se pode revoltar,
Não se sabe levantar
Quando se sente roubado
E, finalmente, lutar?
Aí vai, fruto de uns "pozinhos mancos" da inspiração que o quadro clínico - e circunstancial... - vai permitindo. Abraço, Poeta!
Nas muralhas consegui ler com música, se calhar é mais fácil que outros ou então estou a evoluir na forma de ler.
ResponderEliminarCom a prática da leitura vai-se conseguindo descobrir a musicalidade dos poemas, Poeta! É isso mesmo! Fico contente, muito embora esteja aflitinha com todo o tipo de dores que possa imaginar... é dentes, é cara, é barriga, são cãibras... é todo um rancho folclórico de dores... mas que fiquei contente, fiquei!
EliminarMelodia no feminino na ponte.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarChá de interesse.
ResponderEliminarVou já, Poeta!
Eliminarpensava que tinhas emigrado
ResponderEliminarOlá, Anjo!
EliminarAs doenças crónicas já impõem muitas limitações, Anjo. Quando à sintomatologia habitual se juntam três infecções distintas, as coisas tornam-se mesmo muito complicadas.
O meu tempo online está obviamente reduzido...
Uma feliz tarde para ti!
Eliminarbela noite MJ
Boa noite para ti, Anjo!
Eliminargrata e repousada noite...
Eliminara onda gigante tá online....
Ahhhhhhhhhhhh... é um vídeo?! Vou lá ver!
Eliminar
Eliminarum belo dia MJ
Um belo dia também para ti, Anjo!
Eliminar“Porreirismo”
ResponderEliminarDesde o porreiro pá
Não existe porreirismo
Isto assim já não dá
Tombámos no abismo
Mas volta porreiramente
Seu autor sem vergonha
Senta-se mesmo na frente
E goza c’a nossa fronha
Sem vergonha é o país
E este seu povo manso
Que merece o castigo
Aqui existe muito juiz
Para condenar o tanso
E p’ra ilibar o amigo.
Prof Eta
Esta gente inda receia
EliminarUma esquerda de verdade
Que a defende e não cerceia
A justiça em liberdade...
Manipulada - que o foi! -
Tanto receia que cai
No momento em que mais dói
E o oportuno... se esvai...
Há, porém, quem não desista,
Quem não deixe de lutar,
Quem denuncie e resista
À morte, assim disfarçada,
Do seu direito a sonhar
Com a lonjura alcançada...
Abraço grande, Poeta!
EM TEMPO de PÁSCOA
ResponderEliminarNão foi por ressurreição…
Ele chegou de Paris
Acreditei no que diz,
Mas pecou por omissão.
Não era uma visão…
Marcou bem sua matriz
E segundo seu cariz,
Recusou pedir perdão.
De seus rivais, ao contrário
Mente com erudição
É um requintado falsário.
Sem merecer um santuário
Ele será o bom ladrão
Quando chegar ao calvário.
Eduardo
Pode ser, como tal, visto
EliminarPelos mais desprevenidos
Mas, quanto a mim, não desisto
De recordar, a esquecidos,
Que ele nunca foi nenhum Cristo
Porque nos deixou "vendidos",
Num aperto nunca visto,
Aos interesses de bandidos...
Se foi bom, ou mau, ladrão,
Não lho saberei dizer,
Nem tenho tal pretensão,
Mas a minha previsão
É que, diga o que disser,
Não terá grande perdão...
Maria João
Muito grata por mais este sonetilho, amigo Eduardo!
Um abraço e os meus votos de uma Páscoa muito feliz e serena para si e Maria dos Anjos!
Melodia sem voz na ponte.
ResponderEliminarSó agora consigo ir à Ponte, Poeta...
EliminarChá de respeito.
ResponderEliminarCom todo o respeito, vou ao Chá!
Eliminar“Zig-zag”
ResponderEliminarCerto dia enlouqueci
Retorno não conheci
Por aqui permaneci
Perto e longe de ti
Observo o engraçado
Ausculto a insanidade
Existente desse lado
Buscando a felicidade
Mas de não ser normal
Tão pouco louco serei
Ao longo da linha tecida
Recuso a receita formal
Nas curvas que aceitei
Como o zig-zag da vida.
Uma coisa é muito certa;
EliminarHá por cá insanidade,
Tanta que nos desconcerta!
Disse, o Poeta, a verdade...
Muitos vão querendo "medir"
O sentido à própria vida
E outros procuram sentir
Se ele terá, sequer, medida...
Mas, fazendo o que fizerem,
Encontro sempre sinais
De muitos que apenas querem
Mil riquezas materiais
E, apesar do que auferem,
Querem ter cada vez mais...
Vai apressadito, Poeta... não estou muito bem. Abraço grande!
Jesu na ponte.
ResponderEliminarVou à Ponte, Poeta!
Eliminarsossegada noite
ResponderEliminarSossegada também para ti, Anjo!
Eliminar... e sem ondas
EliminarDesgraça de chá.
ResponderEliminarPois a minha situação cabe nessa mesma designação... o abcesso dentário mantém-se, enorme e enquistado, no final da raiz do canino superior direito... vou ver, Poeta!
EliminarChá vivo.
ResponderEliminarFeliz Domingo de Páscoa, Poeta! Vou ao Chá vivo!
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