ESPADA DE POETA II


 


(Soneto em decassílabo heróico)


 


 


Numa ânsia de lutar por seu país,


Fez-se d`aço a pureza dos seus versos


No vigor de mil golpes controversos


Contra invasor tão vil que nunca o quis…


 


Que a voz nunca lhe falte e, é já feliz…


Quem sabe, agregue, um dia, ecos dispersos


D`alguém que, nos momentos mais adversos,


Hesite em repetir quanto hoje diz…


 


(…)


 


Por sua gente, em luta levantada;


Seu verso militante erguendo a espada!


Contra o jugo de alguns que tudo querem;


 


O sabre da vontade, essa indomada!


(… e o momento a deixá-la agrilhoada


às grades que aos  "outsiders" convierem…)


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 12.04.2013– 21.39h

Comentários

  1. E viva a Poesia
    Sempre em dia...nas suas armas...

    um belo dia MJ

    (tou páqui agarrado a um filme, depois responderei
    no blog...)

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    1. Bom dia, Anjo!

      Bom trabalho para ti, amigo!

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    2. é que com toda a boa vontade

      e só pa descarregar no youtube...4 horas

      mas gosto do ambiente e dos cópos e das pequenas também
      que de belezas é comigo
      no bom sentido...


      bela e feliz noite

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    3. Eheheheheh... o ambiente é bom, mas o trabalho também é muito, Anjo. Mas é a tua arte! Sei bem como é!

      Noite feliz!

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    4. passatempo meu
      porque sinto que tou a morrer...já é penoso...

      xoxo fofo

      mas recupero


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    5. Eu estou na periferia da cidade, Anjo... é mais "sossegadinho" por aqui do que no "coração" da cidade de Lisboa...

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  2. “Jangada de pedra”

    Já navega esta jangada
    De pedra, sulcando o mar
    Se um povo não é nada
    Dois juntos pode assustar

    Se já ouve Tordesilhas
    Rasguemos agor’ó tratado
    Juntemos povos de milhas
    Castelhano e português falado

    Um mundo novo se produza
    Com esta força do passado
    Onde sem aquela divisão

    Outros mundos piores reduza
    Ao seu merecido estado
    De mundos em implosão.

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    Respostas
    1. "EM DÚVIDA ASSUMIDA"

      ...olha a Jangada de Pedra
      Que "traz muito que contar"
      A quem se eleva da queda
      Porque em queda não quer estar,

      Mas se o canto me não medra
      Porque a voz não quer cantar,
      Não esperem que a voz me ceda
      E aplauda, em vez de calar...

      Todos juntos, claro está,
      No combate ao capital
      E, quanto ao resto, sei lá...

      Teimosa, a voz não me dá
      Razões pr`a louvar a tal
      Colagem do "lá" c`o "cá"...


      Maria João

      Assim me "saiu", assim vai, Poeta! Abraço grande!




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  3. “Varrer Portugal”

    Residente da república
    Reside lá em Bélem
    Gere a coisa pública
    Em conjunto com alguém

    Que tem voto de confiança
    É o residente de S.Bento
    E o povo perde a esperança
    Que lhe escutem o lamento

    Diz ele, pior que a política
    Só esta política do pior
    Não é esta a melhor crítica

    Esta é crítica no seu melhor
    Que acompanhada de música
    Faria dançar qualquer delator.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. "Varra-se, então, Portugal!"


      Político é cada gesto
      Feito por quem quer que seja;
      Desde a "confecção" de um texto
      Ao que o partilha e festeja...

      Varra-se, então, Portugal,
      Limpe-se o que for preciso
      Até nada ser igual
      Ao que nos dá prejuízo

      Bem varrido e bem "lustrado",
      Ter-se-lhe-ão retirado
      Muitas fontes de mal-estar

      Que serão postas de lado
      Pr`a não darem o cuidado
      De estar sempre a "atravancar"...


      Maria João


      Aqui vai, com o abraço do costume, Poeta!

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  4. “Narrativas”

    Surge-nos na memória
    Não a palavra inventada
    Mas palavra com estória
    Quantas vezes estropiada

    Por se atribuir significado
    Diverso do próprio sujeito
    Deformando o predicado
    Por ser isso que faz jeito

    À própria imagem narrada
    Que nos vendem a granel
    Quais arautos clarividentes

    Destes tempos que são nada
    Onde as torres de papel
    São abrigos inconsequentes.

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    Respostas
    1. Viva, então, a narrativa,
      Fonte de conhecimento
      Sempre actual e sempre viva,
      Em viagem pelo tempo!

      Foi, por vezes, maltratada,
      Não duvido e sei-o bem,
      Mas - isenta e bem narrada -
      Do melhor que a História tem!
      "Longa vida à Narrativa!"


      Há que narrar, conhecendo,
      Porque a memória vivida
      Tem o sabor que vão tendo

      As coisas que outros vão lendo
      Sobre esses tais que, à partida,
      Sabem quanto vão dizendo...


      M. João


      Abraço grande, Poeta!


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