ESPADA DE POETA
ESPADA DE POETA
(Soneto em verso eneassilábico)
Cá estou eu, decidida a vender
Muito cara a provável derrota,
Com poemas e rimas por frota,
Na batalha ao rigor do Poder!
*
Não sei bem se esta luta me quer,
Se enfeitada com elmo e com cota
Chego a ver a mudança da rota,
Ou consigo sequer combater,
*
Mas se luto é por grandes anseios
E se avanço enfrentando os receios,
Uma gota – não mais! – lhe acrescento
*
Porque o faço negando os recreios
De que os palcos de guerra estão cheios
E, por espada, uso o simples talento.
*
Maria João Brito de Sousa – 02.04.2013 – 18.52h
Chá animal.
ResponderEliminarAhhhhh! Agrada-me a perspectiva desse Chá... não resisto a uma confidênciazinha; o meu Sigmund adora chá! Anda sempre a ver se eu deixo a canequinha de chá esquecida para se deliciar com o conteúdo...
EliminarBonito
ResponderEliminarPorque o faço negando os recreios
De que os palcos de guerra estão cheios
E, por espada, uso o simples talento…
Obrigada, Anjo!
EliminarFeliz tarde para ti... espero que venham umas horinhas de sol, embora o céu esteja a prometer mais chuvinha...
Eliminaro excepcional ano
que por mim terias um sol só pra ti
Eheheheh... obrigada, Anjo, mas basta-me que o tempo se comece a estabilizar um pouco... não tarda temos aí os dias bonitos em que já não é preciso eu andar "enchouriçada" em toneladas de roupa...
EliminarFeliz noite para ti
“Nova forma de vida”
ResponderEliminarA economia é um fogo
E de almas se alimenta
São estas almas em jogo
Da economia a ementa
Sejam elas mal passadas
No ponto ou em sangue
Vão sendo bem trituradas
Até um estado exangue
Será a alma convertida
Pelo poder desta fogueira
E com aspecto moderno
Surgirá nova forma de vida
Adaptada desta maneira
À vida em pleno inferno.
Prof Eta
Sendo assim, melhor aceito
EliminarO que a alma possa ser...
É a vida e, por defeito,
Quanto lhe esteja a fazer
Esta "douta" austeridade
Do neoliberalismo
Que lhe tira a liberdade
E a trata com barbarismo...
De direitos já privada,
Pobre da vida, coitada,
Mal se pode endireitar
Mas há sempre os que não vergam
E aqueles que na luta enxergam
Novas formas de a mudar!
M. João
Cá vai, com o meu abraço, Poeta!
Caruso na ponte.
ResponderEliminarVou ouvi-lo, Poeta!
EliminarChá ignorante.
ResponderEliminarEheheheheh... pobre Chá!
Eliminar“Prisioneiros no passado”
ResponderEliminarTudo isso sei que existe
E o contrário também
Envolto no nada persiste
Aquilo que já não vem
De futuro inexistente
Aqui no presente morreu
O passado deprimente
E esses frutos não deu
O jardim das memórias
Pelo fogo consumido
Apagou tod’as glórias
Desse futuro prometido
Consumiu até as histórias
Dum presente garantido.
"Sempre em marcha!"
EliminarO presente é um passinho
Entre passado e futuro
E o agora é o caminho
Por mais que pareça duro...
Todo o passado dá fruto,
Por estranho que nos pareça,
Do tamanho qu`eu imputo
Ao que o presente nos peça
E, do "jardim das memórias",
Numa qualquer Primavera
Que havemos de construir
Hão-de brotar as vitórias
Do sol da mesma quimera
Que usou cravos pr`a florir!
Maria João Brito de Sousa
Cá vai, com o meu abraço grande, Poeta!
Etelvina atravessou a ponte.
ResponderEliminarVou vê-la, Poeta!
EliminarO chá ruiu.
ResponderEliminarPobre Chá!!! Vou lá ver...
Eliminar“Deitados no chão”
ResponderEliminarPara o roubo terminar
Nesta qu’é nossa nação
É preciso tudo roubar
Não há outra solução
Sem virem resgatar
Todo e qualquer ladrão
P’ra depois recomeçar
Levantados do chão
Como nos tempos d’azar
À mesa treze alminhas
Após rezar a oração
Para a fome saciar
Meia dúzia de sardinhas
E umas côdeas de pão.
Prof Eta
DE PÉ!
Eliminar(Soneto em verso eneassilábico)
Levantados do chão venceremos!
Nunca um homem que é homem se vende,
Nem um povo que é povo se rende
Sobre um chão em que, vivos, morremos
Se das fomes, que agora já temos,
Levantarmos a chama que acende,
Cá por dentro, esse tanto que ascende
E conquista o que sempre quisemos!
Levantados do chão que lavrámos,
Desse mesmo, que nós cultivámos,
Cujos frutos serão sempre nossos,
Chegaremos além do que ousámos
Nesse tempo em que, aos "grandes", deixámos
Que roubassem, de nós, carne e ossos!
Maria João
Saiu-me em verso eneassilábico, Poeta... segue com o meu abraço!
Vai partir da ponte.
ResponderEliminarVou ver essa partida, Poeta!
EliminarChá definitivo.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Convictamente mortos”
ResponderEliminarVou-me embora vou partir
Que o meu coração chora
E já não consegue resistir
A tanta gente que implora
Os que ficarem vão assistir
Ao triunfo de quem explora
Este novo modo de existir
Mata a existência a cada hora
Esventra de todos a confiança
Entrega cada qual à sua sorte
Espalha o medo na perfeição
É por certo uma nova aliança
Que se aliou tão só à morte
Matando apenas por convicção.
EliminarP`rante tão grande matança,
Não sei que lhe responder,
Nem a minha mente alcança
O que aqui tenta dizer...
Claro está qu`hei-de partir...
- e muito não faltará -
Tentei, porém, garantir
A vida a quem fica cá
E, ao morrer acreditando
Na vitória do explorado,
Mesmo não sabendo quando,
Partirei rindo e cantando
Só por ter acreditado
Na derrota do nefando...
Vai um desastre autêntico, mas estou cheia de pressa e sem nenhuma inspiração, Poeta... abraço grande!
Sobrevive-se na ponte.
ResponderEliminarPor aqui também... mas muito malzito...
EliminarChá errado.
ResponderEliminarComeço pelo Chá, Poeta!
Eliminar“Lápides”
ResponderEliminarO arco da governabilidade
Nunca devia ter governado
Por ser tanta a inabilidade
Temos um país afundado
Mas o povo na ingenuidade
Sempre neles tem votado
Continuará até à eternidade
Neste mesmo registo falhado
Todos os alibis lhes assistem
Encontram sempre o culpado
Pelo estado a que chegámos
Estes carrascos não desistem
De ver o seu povo lapidado
Às lápides nos entregámos.
Prof Eta
EliminarHoje estou com tanta dor
Que uma lápide me assusta,
Funciono "ao retardador"
E até escrever me custa
Mas, sem quebrar a magia
Desta nossa desgarrada,
Direi tudo o que diria
Se não estivesse cansada!
Lutemos pr`a derrotá-los,
Cada qual como puder,
Mas de forma organizada
Que "raposas" não são "galos"!
Enquanto raposa houver,
"Produção" ameaçada...
Ehehehe.. um tanto ou quanto disparatado... ou nem por isso
Abraço grande!
Ponte está além.
ResponderEliminarE eu, muito aquém... até do meu reduzido "campo de manobra" habitual... mas vou até lá!
EliminarChá de bonança.
ResponderEliminarAi o Chá! Ia-me esquecendo do Chá!
Eliminar“Desassossego”
ResponderEliminarObrigação é resistir
Ao estado canibal
Que anda a destruir
Nossa terra, Portugal
O estandarte na frente
Símbolo de lutas mil
Agora está diferente
Já não espelha Abril
Avançar contr’á fome
Miséria e desemprego
Enquanto ainda se come
Mas não existe sossego
E a pessoa já não dorme
Por causa do desassossego.
"Desassossego Revolucionário"
EliminarA mim, só cãibras e dores
Me vão tirando esse sono
Dos sonhos, cheio de cores,
Deste corpo em abandono
Mas enquanto a Teimosia
E a Razão me comandarem,
Grito "Abril!", em cada dia
Dos poucos que me restarem!
Se o corpo não está presente
Não é por faltar vontade
Ou poder de decisão
Pois faço de mim semente
Do anseio de igualdade
Da nossa Revolução!!!
Maria João Brito de Sousa
Foi sentido... são todos, mas este foi mais... abraço grande, Poeta!
Homenagem na ponte.
ResponderEliminar... e lá vou eu, Poeta!
EliminarChá hipócrita.
ResponderEliminarCredo! Coitado do Chá... é tremendo, esse adjectivante!
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