PLACEBO
(Soneto em decassílabo heróico)
Morto o tempo do tempo de lutar
Se o gesto se me esgota em vãs rotinas,
Sobram-me horas amargas, pequeninas,
Que me impõem vagar sobre vagar
Teimando, muito embora, em não parar,
Se, a cada passo, enfrento guilhotinas,
Às noites torturadas por espertinas,
Seguem-se os dias em que estou sem estar
Porque um estranho cansaço vertical
Me vence, toma a rédea e rouba o sal
Das horas de criar seja o que for,
Pr´a me lançar, vendada, ao lodaçal
Onde insisto em escrever - mas faço mal... –
Uns versos sem coragem nem valor.
Maria João Brito de Sousa – 30.08.2013 – 13.41h
IMAGEM - Cat - Franz Marc, 1880 - 1916
“Palavra de escuteiro”
ResponderEliminarSão correntes de amor
Neste mar d’esperança
Os lobitos com fervor
Representam a mudança
Sementes darão flôr
A tempestade avança
Desagua em explorador
Mesmo na insegurança
Chegará a pioneiro
Moldada a confiança
Tornar-se-á caminheiro
Surgirá então bonança
Palavra de escuteiro
E o homem novo alcança.
Se é palavra de Escuteiro,
EliminarFico mais aliviada
Pois é sempre verdadeiro
E não mente, nem por nada!
E, hoje, fico-me por aqui... já nem consigo ter "fôlego" para um sonetilho inteiro...
Abraço grande, Poeta!
Menina na ponte.
ResponderEliminarVou à Ponte, Poeta!
Eliminar“Genética mente”
ResponderEliminarApaguem a constituição
E a genética também
Terminará a aberração
Desde S.Bento a Belém
Outros seres nascerão
Para a nossa alegria
Não mais haverá relação
Com a actual democracia
Será um regime novo
Com mentes despudoradas
Onde nada estará correcto
E não caberá ao povo
Levar com tantas pedradas
Pois será o seu arquitecto.
Prof Eta
"Despudoradas???"
EliminarTarde ou cedo há-de chegar
O momento, tão sonhado,
Em que o povo há-de alcançar
Quanto tenha arquitectado,
Só não sei qual o lugar
Das "mentes despudoradas",
Nem as sei qualificar
Pois me parecem... "maradas",
Sem conhecer seus direitos,
Nem suas obrigações
No seio da sociedade...
Aos que se julguem "eleitos",
Hei-de pedir mil perdões,
Mas... afirmo o que é verdade...
Maria João
Aqui vai, em jeito de pergunta, Poeta... fiquei sem saber exactamente o que seja isso de "mentes despudoradas", eheheh...
O CANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarFABULÁRIO
O DRAGÃO INCENDIÁRIO
Governantes de Inglaterra
E os interesses instalados
Químicos dos refinados
Venderam aos de outra terra
E a tragédia que isto encerra
É que os vendedores malvados
Fingindo-se de agravados
Encenam eles uma guerra
Estamos fartos de ver
Este estafado ideário
Que nos leva a antever
O fabulário contado
Do dragão incendiário
Que jamais morre queimado.
Eduardo
Que belo sonetilho, amigo Eduardo!
EliminarAPAGANDO O FOGO...
Se "jamais morre queimado",
Doutra forma há-de "apagar-se"
O dragão que, incendiado,
Disso anda a vangloriar-se
E se, depois de "apagado",
Quiser voltar a mostrar-se,
Há que ter muito cuidado
Não vá ele reatear-se!
Desse bicho incendiário
Que a todos quer dominar,
E que narra em fabulário,
Vejo o rasto sanguinário
E, se com ele me encontrar,
Viro em sentido contrário!
Maria João
Aqui fica, com o meu abraço e o meu agradecimento!
Mayra na ponte.
ResponderEliminar“Pintura a fogo”
ResponderEliminarFica de negro manchado
Com vermelho à mistura
Todo o país queimado
Enquanto o verão dura
Mas o outono chegado
Logo tudo é esquecido
Com o discurso pintado
Nem parece ter ardido
A culpa morre solteira
Para no verão surgir
Com a cara lavada
Fogo volta a consumir
Essa esperança renovada
Em algo que não há-de vir.
Maricotinha na ponte.
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