SONETO À CONFIRMAÇÃO DE UM DIREITO


Ao martelo. À foice. Àquilo que simbolizam.


 


(Em decassílabo heróico, na oralidade – El(e)El(a))


 


 


El(e) trazia na mão, cobrindo um sonho,


O cabo de um martelo… e martelava,


El(a), um arco incompleto que ceifava


Tão habilmente quanto em verso o exponho


 


Exploração gera dor mas, se o suponho,


Bem mais forte era a dor que se apossava


Dos que da construção, da espiga ou fava,


Cobravam tão-somente um pão tristonho


 


Justo é nunca esquecer quanto devemos,


Do tanto que nos tiram, mas mantemos,


Àqueles que com a vida conquistaram


 


O direito ao tal pão que já mal vemos,


Mas pelo qual sei bem que lutaremos


Como esses que tão caro o pão pagaram!  


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 07.08.2013 – 17.19h

Comentários

  1. “Branco mais branco”

    Eu escrevo pr’ó mundo
    Mas o mundo não me lê
    Eles matam num segundo
    E já todo o mundo vê

    Este mundo sanguinário
    Procura a mortandade
    Em breve será santuário
    Onde jaz a humanidade

    E na memória perdida
    Da história fabricada
    Outra mentira surgirá

    Esta causa morticida
    Será assim branqueada
    Branco mais branco não há.

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    1. VERMELHO VIVO


      Sempre haverá quem resista,
      Quem se afirme com vontade,
      Pois só quem nunca desista
      Sobrevive à mortandade

      Mas há bem que "dar a volta"
      E há que mudar este mundo
      Onde a mais funda revolta
      Gera um clamor tão profundo

      Que nem o vento mais forte,
      A soprar-nos em desnorte,
      Conseguiria igualar

      Nem o trovão, ribombando,
      Lhe imporia outro comando
      Que não o de... avermelhar!


      M. João


      Um abraço ainda maior, Poeta! Este já tem retroactivos!

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  2. GATO POR LEBRE

    O Zé muito mais sabido
    Aprendeu e manda embora
    Qualquer gato escondido
    Que tenha o rabo de fora

    Com o tempo tem aprendido
    E enxota-os sem demora…
    Hoje, um mais atrevido
    Ponderou e deu o fora

    Andava há muito envolvido
    Com uma gata sabedora
    E, pelo que tenho lido,

    Ele, um bicho atrevido,
    Gato por lebre, em má hora
    A muitos terá vendido.

    Eduardo

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    1. Para si, amigo Eduardo, reservo a resposta para um dia em que esteja um pouco menos cansada e "desinspirada"... hoje estou a ter um dia particularmente difícil em termos de dores e força física... não posso saber quando ou se virão dias mais "fáceis"... só posso esperar que venham mesmo porque nada está muito suportável... nada! Mantenho, no entanto, o espírito positivo que me costuma caracterizar e... esperemos por um dia menos mau!

      O meu abraço para si e Maria dos Anjos!

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  3. Respostas
    1. Já não é manhã... as minhas manhãs desde há muito se esgotam exclusivamente a tratar dos meus amigos patudos... e da Pitinha. Nem me passa pela cabeça poder vir, de manhã, ao computador... mas vou lá agora!

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  4. Tramados
    por estes "senhoritos"
    empertigados
    donos da sabedoria
    camorriana pois claro

    que enfastia ...

    feliz tarde
    boas ondas
    e feliz de saber de ti

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    1. Tramados mesmo! E cada vez mais tramados por esta "corja" que parece ter enlouquecido de vez!

      Feliz semana, Anjo!

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    2. penso que nunca chegarão a entender

      feliz semana e uma bela tarde também

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    3. Não entendem, não! Parecem obcecados em empurrar-nos para o abismo!

      Feliz tarde, também para ti!

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    4. E são os dignos representantes de um Povo
      dizem e assumem-se...enfim

      feliz tarde e umas festinhas aos quadrúpedes


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    5. Assumem-se como os "bonzinhos da fita", tens razão! Dignos representantes... da sua própria classe... a que não pertenço nem quero pertencer!

      As festinhas serão dadas!

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    6. já não enganam ninguém...penso eu


      feliz noite

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    7. ... é estranho mas ainda há gente "anestesiada"...

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    8. os dependentes...

      que de toda esta salada matreira
      me faz lembrar
      o Sal Azar...


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    9. Exacto! Mas sempre há os dependentes - em termos de recursos... - que mesmo assim se rebelam... o pior são os dependentes "essenciais"...

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    10. esses é a margem de outro rio...

      feliz tarde

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    11. ... e é um desastre, Anjo... é uma daquelas margens que "apertam" como tudo... pobre rio!

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    12. imagino que sim...mas sem vontade...


      bela noite por aí

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    13. E uma radiosa tarde por aí
      desejo meu

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    14. Que tenhas uma radiosa tarde, tu também, Anjo!

      Estou demasiado cansada. Ontem "fui à cama"... e acredita que é uma das coisas que eu mais detesto. Nunca gostei de me deitar durante o dia...

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  5. “Fantoches”

    A vã glória de mandar
    A soldo do deus dinheiro
    Pôs alguém a rastejar
    Neste imenso lameiro

    Desfez-se da dignidade
    O carácter assassinou
    Insuflou-se em vaidade
    Num fantoche se tornou

    Mas se a vida é encenação
    Digam ao dono do cenário
    Sem medo de assombração

    Eu serei correlegionário
    O meu preço é um milhão
    Mais um milhão de salário.

    Prof Eta

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    1. "...E marionetas"

      Dessa glória, etérea e vã,
      Que nenhum bem nos trará,
      Há-de dizer-se amanhã
      Que outra mais louca não há

      Pois sendo coisa malsã
      Tudo aquilo que ela dá,
      Como um fundo de sertã
      Sei bem que nos queimará...

      Chega o poema ao seu fim
      Nestes versos concertados
      A partir do seu começo

      Mas, em falando de mim,
      Não me prendo com cuidados
      Pois sei que não tenho preço!


      Maria João


      Abraço grande, Poeta!


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  6. O CANTE DO AVÔ CANTIGAS

    OUTRO CICLO

    Aquilo que torto nasce
    Tarde ou nunca se endireita…
    Podes mudar-lhe uma face,
    Corrigir-lhe uma maleita,

    Verás que a obra renasce
    ´inda pior que foi feita
    E não há magia ou passe
    Que a torne mais perfeita

    Podes chamar-lhe outro ciclo
    Se, assim, ficas satisfeito
    Mas um e outro hemiciclo

    Por mais voltas que lhes dês
    Nunca terão outro jeito
    Serão o mesmo outra vez.

    Eduardo

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    1. Muito bom sonetilho!!! Mas vou ficar a dever-lhe dois, amigo Eduardo... as circunstâncias, por aqui, continuam muitíssimo desfavoráveis à criatividade... só espero que não se mantenham tão más até passar o "meu tempo"... estou a ter dificuldades em aguentar este ritmo...

      Enorme abraço para si e Maria dos Anjos!

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  7. Realmente a exploração faz encobrir até sistemas econômicos, os quais sob o pretexto de ser de ideologia A ou B, levam ao martírio muitos trabalhadores e suas famílias. Aqui no Brasil vivemos a ditadura dos impostos, sem a devoluções dos bilhões arrecadados em serviços sociais. Somos enganados como se fôssemos todos crianças tolas.

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    1. Claro que sim, me caro Adílio! Por cá passam-se coisas muito semelhantes que só comprovam a corrupção e estratégia de classe do governo.
      Mas eu deixei-lhe um comentário que considero muito importante... dois; um aqui, em resposta ao seu último, e outro na sua caixa da Netlog, no dia do seu aniversário... recebeu-os? A minha caixa de correio anda muito cheia de spam e enquanto tento mantê-la funcional, ocorre-me, por excessivo cansaço, excluir uma ou outra coisa importante... peço-lhe imensa desculpa mas não consigo encontrar o email que me enviou com os seus poemas... já corri todas as pastas e não encontro o seu nome...

      O meu abraço!

      Maria João

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  8. Respostas
    1. ... coisa que, a mim, já não me convém lá muito fazer... mas vou vê-lo!

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  9. “Plasmados”

    Foi na cidade de Deus
    Repito, foi nessa cidade
    E na hora do adeus
    Era imensa a saudade

    O amor transbordou
    Só possível assim seria
    Esquecer aquele que sou
    Pr’a servir com alegria

    Plasmeia deslumbrou
    Sentimos o homem novo
    Que seu destino traçou

    Seu grito não assustou
    Antes fez-nos sentir povo
    Do barro que Deus moldou.

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  10. Respostas
    1. Vou ao Chá mas penso que não conseguirei responder -lhe aos sonetilhos, Poeta... desculpe! Ontem nem sequer consegui cá vir... mas também fui dar um passeio de carro com a Ligeirinha - Inês Guimarães - ! Hoje estou que não me aguento e a casa precisa de arrumações urgentes... para além de montanhas de coisas que tenho para fazer... só em papelinhos para arrumar, a esta velocidade de "lesma em estado semi-comatoso", tenho uns largos dias pela frente...

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    2. Não aparecerei durante o fim de semana, mas 2ª feira regressarei, felizes arrumações.

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    3. “Triste cenário”
      Sábios não remunerados
      Mas d’imensa sabedoria
      Foram apenas seleccionados
      Para realizar porcaria

      Vão avaliar objectos
      A uns fundos de milhões
      Vão acelerar projectos
      Com vista às aprovações

      Depois cessam funções
      Neste trabalho voluntário
      Assim não há escavações

      A escavar mais o erário
      Ficam apenas sensações
      De mais um triste cenário.

      Prof Eta

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    4. "Pobre Fachada..."

      Tudo se vai revelando
      Bem real, mas "de fachada"
      Onde, sem "porquê" nem "quando"
      Nos perdemos, na cilada

      Que alguns nos foram armando
      E que, estando bem montada,
      Nos deixou vociferando
      Contra toda esta "cambada"...

      Se alguma saída houver
      - e há-de haver, tenho a certeza! -
      Desta arena da aparência,

      Teremos já que a escolher
      Que este estar sem pão na mesa
      Vai muito além da decência!


      Maria João


      Aqui vai, Poeta! Continuo demasiado cansada para conseguir ficar aqui muito tempo... para já, é só... e o abraço do costume, claro!

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    5. Até das arrumações tive de desistir, Poeta... cansei-me tanto que acabei por ter de me deitar durante o dia... coisa que detesto e nunca, nunca faço...
      Bom fim de semana para vós!

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  11. Respostas
    1. Vou ao Chá, Poeta... "isto", por aqui, vai mauzito, com uma dose de cansaço que mal me deixa estar dez minutos sentada ao computador...

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  12. “Passos perdido”

    Inexplicável sensação
    Não se pode explicar
    Assim como a antevisão
    Não se irá concretizar

    Neste ponto de inversão
    A crise vai terminar
    Retoma por imposição
    Já se está a aproximar

    Aproxima-se a eleição
    Que tudo irá transformar
    Em futuros prometidos

    Reconfigurará a nação
    Até já se ouve rejubilar
    Ouvem-se passos perdidos.

    Prof Eta

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    1. Eheheheh... realmente, nunca os passos estiveram tão perdidos...

      "Achemos os nossos passos!"


      Quer se achem, passos de Passos,
      Quer se encontrem numa esquina,
      São sempre frouxos e lassos
      E, em nós, começa a "espertina"...

      É a "espertina" da fome,
      A dos direitos roubados
      E um desconcerto sem nome
      Que, afligindo os "acordados",

      Nos vai "roendo" por dentro,
      Nos "abana", nos desperta
      Desta absurda letargia

      E se apresenta, no centro,
      Com força de descoberta
      Que engendra a nova ousadia...


      M. João

      Aqui vai com o abraço do costume, Poeta!


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  13. “Flor bomba”

    Tudo cura, uma flor
    Trazida por uma pomba
    Lembra-nos paz e amor
    Deflagração duma bomba

    Tudo transforma em dor
    Parte da humanidade tomba
    Muito amargo é o sabor
    Poeira negra traz sombra

    Qu’ensombra a inteligência
    Desta espécie tão sublime
    Capaz da autodestruição

    Traz à memória demência
    Mas que ninguém subestime
    Força do amor na renovação.

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  14. “Deita-te e rasteja”

    Vou regressar à escola
    No meu lindo Portugal
    Meu pai já pediu esmola
    Pr’a comprar o material

    E o coelho, da cartola
    Diz que vamos andar mal
    Não acredito no estarola
    Nem o que diz no pontal

    Acho que na verdade
    Se enganou na alocução
    Pois não iremos andar

    Tenham de nós piedade
    E desta nossa situação
    Pois nós vamos rastejar.

    Blog Not

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    1. Levanta-te e... desobedece!


      Alguns de nós - que fazer?-
      Não sabem que a rebeldia
      Traz vantagens a valer
      Contra a bruta oligarquia

      E acreditam poder ser
      "Expiatória", esta avaria
      Que uma elite no poder
      Vai impondo à maioria...

      Mas, se alguns vão suplicando,
      Outros, nunca vacilando
      Perante aquilo que acontece,

      Já se levantam gritando
      Aos que foram soçobrando;
      - Ergue-te e desobedece!!!


      Maria João


      Aqui vai com o meu abraço, Poeta!


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  15. O CANTE DO AVÔ CANTIGAS
    FABULÁRIO

    FÁBULA DO FORMIGÃO INCENDIÁRIO

    Na Herdade da Formiga,
    Aliás bem situada
    Junto a uma vila antiga
    Por turistas cobiçada,

    Foi a mata incendiada.
    O interesse sempre instiga
    E, ali, já há quem diga,
    Que andou mãozinha malvada…

    A do mestre formigão,
    Com instintos de patrão
    E a sedução do dinheiro…

    Em troca da mata ardida
    Ele deitou contas à vida
    E ampliou o formigueiro.

    Eduardo

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    1. Teoria do Castigo Exemplar...


      Essa "mãozinha malvada"
      De desleixo ou perversão
      É, quase sempre, a culpada
      Desta absurda perdição

      E assim que esteja provada
      Sua culpa em tal acção,
      Que seja bem castigada
      A estultícia dessa mão!

      O rastilho da cobiça,
      Quando num` alma se atiça,
      Dá tão cruéis resultados

      Que às vezes se apagam vidas
      À custa das mãos bandidas
      Dos que foram... "atiçados"...


      Maria João


      Obrigada, amigo Eduardo! Um abraço grande para si e Maria dos Anjos!




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  16. “Ergue o amor”

    Ergue-te e desobedece
    Faz a honra ao passado
    Que assim não se esquece
    Aquele que assassinado

    Deu a vida pl’a conquista
    Dum presente envenenado
    E se houver quem desista
    Seja em ombros carregado

    Que ninguém fique pr’a trás
    Que ninguém seja esquecido
    E que todos sem excepção

    Saibam do que o amor é capaz
    Trilhem o caminho devido
    Porque abriram o coração.

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    1. "Amplo, o conceito de amor..."

      Duma coisa estou segura;
      Não pode ser-nos imposto
      Esse amor cuja ventura
      Pede luta e não desgosto!

      Também segura vou estando
      De ser muito redutor
      O modo de ir misturando
      Vários conceitos de amor

      Pois alguns só sabem vê-lo
      Atrás de um "rabo de saia"
      C`uma navalha na liga,

      Outros, tudo dão pr`a tê-lo
      Mas, temendo que ele os traia,
      Estão sempre prontos pr`á briga...


      Maria João


      Aqui vai, Poeta, com o meu abraço!




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  17. “Palhaços”

    O contribuinte palhaço
    Gera rios de dinheiro
    Pr’a político é melaço
    Com que unta o vespeiro

    Abelha mestra dirige
    Legião de seguidores
    Todos são mestres prestige
    Com canudo de doutores

    No exterior desta colmeia
    Existe um amargo de boca
    Tudo um pouco escasseia

    A cobrança anda louca
    O visado nem esperneia
    Já que a comida é pouca.

    Prof Eta

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  18. “Na morte”

    ... não há diferença
    Na vida seria igual
    Mas existe a descrença
    Onde cresce o lamaçal

    Desta triste indiferença
    Não falo de Portugal
    Falo da sobrevivência
    Dessa luta universal

    Não há diferença na morte
    Nem no acto de nascer
    Mas é preciso mudar

    Construir a própria sorte
    Não apenas sobreviver
    E constantemente lutar.

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    1. "... e na vida..."


      Só a luta faz sentido
      Nestes tempos condenados!
      Eu, mesmo no meu Partido,
      Já tenho os dias contados

      Pois tendo o corpo dorido
      Sinto-me entre os condenados
      Que por um dia dormido
      Dariam mil "ordenados"...

      Tanta cãibra, tal cansaço
      Nestas semanas fui tendo
      Que nem sonhando ultrapasso

      Tal fase - em que nada faço... -
      Na qual, por mais que vá querendo,
      Mal consigo erguer um braço...


      Maria João


      Aqui vai com o abraço do costume, Poeta... mas piorei bastante nestes últimos dias. Mal consigo estar dez minutos sentada porque, nesta última semana, tenho tido tantas cãibras que mal tenho conseguido dormir. A medicação tem sido rigorosamente tomada, mas esforcei-me, talvez, um pouco mais do que deveria... e estas "coisas" degenerativas... degeneram mesmo...



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  19. “Brincar aos ricos”

    Eu brinco aos pobrezinhos
    Eu aos pobrezinhos brinco
    Pr’a não brincarmos sozinhos
    Então que venham mais cinco

    No carreiro sobrevivemos
    Dando as voltas à vida
    Em revolto rio cairemos
    Como a formiga perdida

    Muito sangue sugaremos
    Vampiros por convicção
    Com o sangue brindaremos

    Esta é a nossa revolução
    E aos ricos brincaremos
    Aos pobrezinhos é que não.

    Prof Eta

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  20. “Gulosos da guerra”

    A guerra está eminente
    Vão os mísseis enviar
    Não se torna evidente
    Qu’alguém possam ajudar

    Relâmpago é o ataque
    E cirúrgico por suposto
    No terreno é um massacre
    Brincadeira de mau gosto

    Imposta pelos poderes
    Dos palácios sumptuosos
    Possuidores do estudo novo

    Baseado nos seus saberes
    Que alimenta uns gulosos
    À custa da vida dum povo.

    Prof Eta

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    1. Gulosos e sedentos da guerra!


      Mas que estranha cirurgia
      Que aos povos vai vitimando
      E provoca tal razia
      Porque os civis vai matando!

      Se essa podre oligarquia
      Que os interesses vai criando
      Escutasse a funda agonia
      Daqueles que vai trucidando...

      Mas não! Tanta hipocrisia,
      Tanto crime - e tão nefando! -
      Nenhum povo a aceitaria

      Se já estivesse acordando!
      Todo aquele que a morte cria,
      Dorme... e nem o vai sonhando!

      Maria João


      Cá vai, com um abraço tão ensonado que já mal consigo escrever. Foi outra noite quase em branco, com dores - cãibras - ... tenho mesmo de me deitar esta tarde... já nem vou à farmácia...

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  21. “Reino animal”

    Que esperas da vida elite?
    A eternidade certamente!
    Nem que pr’a isso necessite
    De sobrevivência demente

    Tirando anos aos demais
    Matando a sua esperança
    Que sejam apenas mortais
    Celebremos essa matança

    Em elixir transformada
    Desta eterna juventude
    A nossa conquista social

    Não interessa a cambada
    Quem está mal que se mude
    Desista do reino animal.

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    1. Está muito bem visto, Poeta!!! Aqui vai;


      "Viva o reino animal!"


      Por incerta "eternidade"
      E riquezas dispensáveis,
      Matam meia humanidade
      As elites miseráveis!

      Sem clemência, nem piedade,
      Dizem não ser responsáveis
      Por tão grande mortandade...
      E pensam ser... "veneráveis"!!!

      Sabendo aquilo que sei,
      Eu jamais desistirei
      De pensar, tal como agora,

      Que a VIDA dispensa um "rei"
      Que subverta a própria lei;
      Não deixa NINGUÉM de fora!


      Maria João Brito de Sousa - 31.08.2013 - 23.15h


      Abraço grande!

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  22. Respostas
    1. Insuficiente, está a minha saúde, Poeta...

      Vou ao Chá e, a seguir, vou tentar publicar um soneto que ontem, com muitíssima dificuldade e muito estranhos comportamentos do computador - apagava-se constantemente e levava um estranho código junto com o poema -, consegui publicar nas minhas notas do Facebook...

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