SONETO "PANFLETÁRIO"


APELO AO VOTO


 


Soneto assumidamente panfletário, partidário, utilitário e, na opinião da autora, necessário…

(Em decassílabo heróico)


Há pobres, infelizes criaturas
Que, sem vontade própria, se norteiam
Por teorias de outros que as odeiam
E à má-fila promovem ditaduras

De elites que apregoam falsas curas,
De eleitos que a si próprios se nomeiam
E “neutros” que o não sabem, mas falseiam
O sentido da Luta em vãs loucuras.

Atentem à mentira, quando alastra!
A nós, essa perfídia não nos castra
E o voto, a duras penas conquistado,

Há-de fazer tremer a corja “rasca”
Que, ao dividir-nos, tanto nos atasca
Em dúbias jogatinas de mercado!



Maria João Brito de Sousa – 22.09.2013 – 21.00h

(Em reedição, mais uma vez inevitavelmente reformulado a 14.06.2015)


 

Comentários

  1. “Faça favor”

    As incorrecções factuais
    Minaram a confiança
    O povo não dança mais
    Pr’á elite continua a dança

    Porque gastámos demais
    É hora de empobrecer
    Hora de plantar quintais
    Pr’a ter algo que comer

    Em Bruxelas há lagosta
    Pr’á óptima degustação
    Mas não do pobre coitado

    Aquilo é só pr’a quem gosta
    São pagas por esta nação
    Faça favor senhor deputado.

    Prof Eta

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    1. Aos que por lá vão lutando pelo povo Português
      (sem favor nenhum!)

      Conheço alguns deputados
      Que estão lá para servir,
      Mas nós, "enressaibiados"
      Nem sabemos distinguir

      Os que são mesmo culpados
      E estão lá para mentir
      Dos que, bem organizados,
      Jamais hão-de desistir!

      Lançar todos num só saco,
      Não será nada prudente
      E só serve o capital

      Por isso este "taco-a-taco"
      É postura inteligente
      Que esclarece e não faz mal!


      Maria João

      Poeta, cá vai, com o meu abraço, a minha parte do nosso "taco-a-taco"!

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  2. Respostas
    1. Pobre Chá... ficou como o nosso poder de compra, eheheh... vou vê-lo!

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  3. “Outros clarões”

    E se não encontro nada
    Continuo o meu caminho
    Não afrouxo a passada
    Sei que não estou sozinho

    Escuto a noite cantada
    Recebo algum carinho
    Ao som duma guitarrada
    Detenho-me um bocadinho

    Observo esses clarões
    Que da noite se apoderam
    Mas não sinto temor

    São assim alguns serões
    Onde as rosas imperam
    Onde impera o amor.

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    1. "Percurso..."


      E nesse "império de rosas"
      Com mil clarões por cenário,
      O escritor, de verso ou prosas,
      Sem temer um adversário,

      Tem ideias vigorosas,
      Ruma em sentido contrário
      Às corredeiras pr`igosas
      E lá cumpre o seu "fadário"!

      Há quem chame "teimosia"
      Ao que eu penso ser "vontade"
      E uma imensa "mais-valia"

      Pr`a quem "gravou", dia a dia,
      Com franqueza e com verdade,
      O melhor que em si havia...

      Maria João


      Abraço grande, Poeta!

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  4. “A ver estrelas”

    Se no mesmo saco estão
    É por não ver resultado
    Dessa suposta produção
    De tanto senhor deputado

    Vejo é muita corrupção
    Que grassa por tod’o lado
    À custa duma nação
    Cujo povo é esforçado

    E a quem fazem menção
    Sempre que emigrado
    Mas aqui suporta o fado

    Sem a justa retribuição
    Ainda se vê mais roubado
    Mesmo após reformado.

    Prof Eta

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    1. Neste preciso momento
      Entra em vigor uma lei
      Que exige que eu tenha tento,
      Portanto... nada direi

      Sobre o sentido do voto
      Nem sobre o "voto sentido",
      Mas o poema - maroto! -
      Quer pôr-se a tomar partido...

      Cala a boca, Joãozinha!
      Cala-te ou serás "multada"!
      Agora - que sorte a minha! -

      fico muito caladinha
      Sem dizer nada de nada...
      Ou então... falo sozinha!



      Maria João


      Muito caladinha, sem manifestar qualquer intenção de voto, aqui vai o meu silencioso abraço, Poeta!

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  5. LIVRES, MAS CERCADOS

    E nós aqui no Brasil, também cercados,
    Numa democracia simulada
    Com o voto do povo nos mercados,
    Diante de uma máfia bem elaborada.

    Caminhamos ao som de bravatas
    Ditadas por homens sem qualquer ética,
    Os quais ostentam mui belas gravatas
    E deixam o povo em curta dialética.

    Será que o Brasil ainda é colônia,
    Subordinado ainda ao velho Portugal
    Ou a vários monstros que aqui habitam?

    Então, vivemos também numa infâmia,
    Ameaçados por um estranho punhal,
    Arma a políticos que aqui militam.

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    1. Brasil e Portugal, povos irmãos
      Na estranha luta contra o capital,
      Abraçados; de um lado Portugal
      E do outro o Brasil, unindo as mãos!




      E, sem tempo para me alongar muito mais, fico-me por esta estrofe, agradecendo muito o soneto com que fez o favor de brindar o meu blog, Adílio Belmonte!

      O meu fraterno abraço!


      Maria João

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  6. “Livre prisioneiro”

    A liberdade nesta vida
    É coisa do outro mundo
    Raro por nós decidida
    Presos a cada segundo

    Àquilo que não temos
    Mas representa felicidade
    Não temos entristecemos
    Sermos não é prioridade

    Nesta gaiola dourada
    Que nos rouba a liberdade
    Ser ou não ser não é questão

    Mas o ter não vale nada
    Ilusão desta sociedade
    Que se transforma em prisão.

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    1. Já nada tem de "doirada"
      A estranha e cruel "gaiola"
      Cada vez mais "apertada"
      Em que a noss`alma s`atola...

      Sociedade organizada
      Em função de quem mais tem,
      Nunca nos serviu pr`a nada,
      Só serve interesses de "alguém"...

      É forçoso que forcemos
      Os portões desta prisão
      (... e amanhã é um bom dia!)


      E pr`a tanto nos juntemos
      Pois só dessa comunhão
      É que a coisa se faria...


      Maria João


      Aqui vai... horrível porque estou cheia de pressa e sem inspiração nenhuma... abraço, Poeta!

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  7. “Desfigurados”

    O futuro tem futuros
    E esses em nós residem
    Mas seus termos são duros
    Pelo que por nós decidem

    Decidiram um regresso
    Julgo eu que ao passado
    Esventrando o progresso
    Por muitos antes sonhado

    Dizem, não há condições
    O mercado é exigente
    E assim as mãos lavando

    Sem sufragar as decisões
    Qu’estão matando a gente
    Que nos estão desfigurando.

    Prof Eta

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    1. "Reconfigurados"


      Disso não duvidarei;
      Estão mesmo a desfigurar-nos
      Mas, por aquilo que sei,
      Jamais irão derrotar-nos!

      Ainda agora mostramos
      Quanto valemos se, unidos,
      Disser-mos; - Não nos calamos!
      Nunca seremos vencidos!

      Por isso, assim que a mordaça
      Nos vier tentar calar
      Quanto aos direitos que temos

      Reuniremos, na praça,
      Tanta gente quanto o mar
      Que nos corações trazemos!


      Maria João


      Segue com o meu abraço, Poeta!

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  8. “Cautela”

    Um programa cautelar
    À cautela vamos ter
    Senão seria esbanjar
    Até mais não se poder

    Será necessário cortar
    Em quem tem para comer
    Para poder alimentar
    Quem de fome está a morrer

    Os que estão a governar
    Têm mesmo que perceber
    Que é preciso reformar

    E a reforma é pr’a valer
    Já não dá mais pr’a brincar
    Pois a europa está a ver.

    Prof Eta

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    1. "Frontalmente"


      Europa, a neo-liberal,
      Sem sinal de presbitismo,
      Fica atenta e não vê mal
      Neste actual "novo-riquismo"...

      O pior é mesmo o povo
      Que não vê sustento ou pão
      E é que se lixa, de novo,
      A bem da dita união...

      Será só no dia a dia
      De uma luta que não pára
      Senão pr`a se organizar

      Que teremos a alegria
      De ver que lhe sai bem cara
      Ess` ordem de "reformar"!!!


      Maria João


      Abraço, Poeta!

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  9. “Poema independente”

    Ao libertar-me da poesia
    Na imensa tarde calma
    Sem me aperceber cometia
    Uma traição a minh’alma

    Mas as palavras por dizer
    Acabariam numa revolta
    Teimaram em sobreviver
    Prosseguiram em rédea solta

    A transformar-se em poema
    Revoltando-se contra a traição
    De sentir o poeta ausente

    E o poeta em seu dilema
    Aceitou esta revolução
    Do poema independente.

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    1. O poema independente
      Achou o momento certo
      E, ao sabor da corrente,
      Se fez poema liberto

      Sempre nessa voz urgente
      Que falava, a descoberto,
      Do "bichinho" que há na gente
      E percorre um rumo incerto...

      Expressa-se em coisas pequenas
      Mas nunca se há-de calar
      Pois nasceu a duras penas

      E, quer nas tardes amenas,
      Quer quando o vento soprar,
      Fala do que sente, apenas...


      Maria João


      Segue com o meu abraço, Poeta!



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  10. “Revisão”

    São como a constituição
    As pessoas deste povo
    Fruto duma revolução
    E um contratempo novo

    Vamos revê-las então
    Por maioria qualificada
    Ambas assim passarão
    A não significar nada

    Teremos caminho aberto
    Para a reforma do estado
    Passando a ser bestial

    O caminho descoberto
    Para agradar ao mercado
    Destruindo o social.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. "Luta!"


      Pr`a defender os interesses
      Duma absurda oligarquia,
      Vão retirando as benesses
      Conquistadas dia a dia...

      Isto não vai lá com preces,
      Nem lá vai com fantasia!
      Tu, Poeta, até conheces
      As razões da tirania

      E se a luta não prossegue,
      Se a desistência nos toma,
      Se disto nos descuidamos,

      Logo a direita consegue
      Abrir fresta donde assoma
      Gritando as ordens dos amos!


      Maria João


      Segue com o meu abraço, Poeta!


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  11. Respostas
    1. Vou vê-lo, Poeta... mas estou com um dia muito "atrapalhado", hoje...

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  12. “Oitava e nona”

    Foram a oitava e a nona
    Passámos com distinção
    Não estará bom da mona
    Quem desdiga a informação

    Só se formos masoquistas
    É que não vemos a evidência
    Que viram outros artistas
    Pais na nossa clarividência

    O caminho da austeridade
    Esse veio para ficar
    Não se queixe o pobrezinho

    Pois em breve uma infinidade
    Terá para o acompanhar
    Trilhando o mesmo caminho.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. A resistência!

      O pobre já está lixado
      E o "menos pobre" é tão burro
      Que julga "passar-lhe ao lado"...
      Não percebe... nem a murro

      O que está a acontecer,
      O que se está "cozinhando"
      E pensa, - "Se Deus quiser,
      Hei-de, decerto, ir escapando..."

      Pois em vez de masoquistas
      A quem vão tendo por mira
      E a quem vão deitando o laço,

      Terão fortes comunistas
      Para tentar lançar à pira!
      Seremos muralhas de aço!!!


      Maria João


      Com o meu abraço, Poeta!



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  13. Respostas
    1. Não estou nem um pouco "para aí virada", eheheh... para o medo, claro! Mas vou à Ponte!

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  14. “Natureza morta”

    Sim nós temos tudo
    Na avenida das tílias
    Contemplo e fico mudo
    Esqueço até quezílias

    E sobre nós a pairar
    Amor de mãe natureza
    Não canso de contemplar
    Toda a imensa beleza

    Que tem pr’a nos brindar
    Imensa é sua generosidade
    Mas o homem já esqueceu

    A sua capacidade de amar
    Comete tanta atrocidade
    Que a sua natureza morreu.

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    Respostas
    1. "Bem viva!"

      Entre as tílias passeando,
      Deu-me pr`a filosofar
      Enquanto ia apreciando
      A beleza do lugar

      E, a dado ponto, admirando
      Essa beleza sem par,
      Logo me chegou, voando,
      Vontade de poetar...

      Pode, às vezes, ser assim,
      Tal qual como aqui descrevo,
      Duma beleza sem fim

      De avenida ou de jardim
      De onde surja o estranho enlevo
      Que toma conta de mim...


      Maria João


      Segue com o meu abraço, Poeta!


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  15. CANTE DO AVÔ CANTIGAS

    ANÚNCIO (Acabemos com o desemprego)

    Sou possante e serviçal
    E não dado a rebuliços,
    Ofereço os meus serviços
    Sem sair deste areal…

    Nem que seja por feitiços,
    O que pretendo, afinal,
    É um trabalho mensal
    Para à fome dar sumiços.

    Cumprirei sempre o horário
    De doze horas de suor
    E um suplemento diário

    Como não sou usurário
    Pode o meu empregador
    Ficar também com o salário

    Eduardo

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    Respostas

    1. ... antes que "ele" acabe connosco...


      Sem qualquer das qualidades
      Que agora foram citadas
      - e sem ter pacto com "fadas"... -
      Louvo, embora, essas vontades

      Nestas horas mais caladas
      E já vou tendo saudades
      Do tempo em que outras verdades
      Se me abriam, renovadas,

      Mas também eu vou suando,
      Nem que seja pr`a tentar,
      Já não sei como nem quando,

      Ir de mim mesma cuidando
      Muitas vezes sem jantar
      E, outras vezes, mal jantando...


      Maria João


      Vai muito à pressa, mas muito adequada à realidade de muitos, esta minha tentativa de responder-lhe, amigo Eduardo!
      Grata e o meu abraço para si e Maria dos Anjos!





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  16. “Beco escuro”

    Anda o povo iludido
    Com o xadrez da política
    Diria mesmo aturdido
    Pela realidade somítica

    Que soma ao capital
    E subtrai à pobre gente
    Esta verdade afinal
    É mentira, diz quem mente

    Impondo a democracia
    Que por maioria de razão
    Um mal menor representa

    Mas vai ser enorme a razia
    Pois o arco da governação
    Já não tem massa cinzenta.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "Alumiem-se os becos"

      Há muita "massa cinzenta"
      A fervilhar, nesse "arquinho",
      Que se subverte e nos tenta
      A escolher o seu caminho

      E é "preparado" o que inventa
      Pois finge mostrar carinho
      Quando o povo se lamenta
      E, a seguir, deixa-o sozinho,

      Sabendo bem, de antemão,
      Que, ao deixá-lo sem saída,
      Ele, já perdida a razão,

      Será "carne pr`a canhão"
      Duma elite abastecida
      Que usurpou seu próprio pão...


      M. João

      Muito, muito a correr, segue com o meu abraço!


      Eliminar
  17. Respostas
    1. Mais vivo do que eu, aposto... vou vê-lo. Hoje é um daqueles dias em que nem sequer deveria ter vindo ao computador... tenho uma montanha de coisas para preparar...

      Eliminar
  18. “Hino à corrupção”

    Corte na sobrevivência
    Deste país de ficção
    Será por conveniência
    Qual manobra de diversão

    Ruído monstro e inusitado
    Sem qualquer explicação
    Vamos ver o resultado
    Dum tamanho furacão

    Tapar o sol com peneira
    Não evita a insolação
    Desta grande bandalheira

    Que foi o pós revolução
    Descarada a roubalheira
    É um hino à corrupção.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "E de como lá chegámos!"



      ... essa pós revolução
      Que uns vendidos denegriram
      Por vilania, à traição,
      Contra aquel`s que a construíram


      E em Novembro - pois, então! -,
      Vinte e cinco, a perseguiram,
      Dizendo - "A bem da Nação!"
      Os seus ideais traíram!

      Mesmo sem "inspiração"
      Não quero deixar passar
      Esta pequena alusão

      À contra-revolução
      Que nos leva, agora, a estar
      Nas mãos dessa corrupção!


      Mª João


      Poeta, o raio dos scripts estão mesmo insuportáveis... nem me deixam escrever... mas cá vai, com o meu abraço!



      Eliminar
  19. CANTE DO AVÔ CANTIGAS

    CORTA-SE O MAL PELA RAIZ

    Com um cortezito anual
    De apenas dez por cento
    P´la raiz se corta o mal
    E compõe-se o orçamento

    E os velhinhos, afinal,
    Não passam dum fragmento
    Condenados, como tal,
    Ao desaparecimento.

    Já que no antigamente
    Eles até produziram
    Que descansem no presente

    Façam vida de indigente
    Paguem o ar que respiram
    Deixando de dar ao dente.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Eduardo! Muitíssimo bom, como sempre!

      Esta "salada" resultante dos ingredientes que são a falta de tempo, a gradual perda da pouca mobilidade que vou tendo, a falta de inspiração e o "encravamento" dos scripts, leva-me a que nem pense em tentar responder-lhe... mas envio-lhe o meu grato abraço!

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  20. Respostas
    1. Poeta, estou sem tempo... nenhum... o Chá terá de esperar um pouco...

      Abraço grande!

      Eliminar
  21. “Campo minado”

    A impotência é total
    Não se avista um sinal
    Contra o ataque brutal
    Que destrói o social

    Haverá uma solução
    Será sem cravos na mão
    A próxima revolução
    Pr’a mudar de direcção

    E assim tornar credível
    País à beira mar plantado
    Terra de gente honrada

    A quem pedem o impossível
    Pois não se reforma o estado
    Estando a confiança minada.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ai, Poeta... estou mesmo furiosa! Parece que quanto menos tempo temos, mais os estranhos percalços nos vão acontecendo...

      Estava eu a preparar-me para enviar o meu primeiro Sonetilho de Coda, em resposta ao "Interrogando-me" do seu pai, quando o computador resolveu reiniciar-se "por obra e graça", sem me dizer "água vai"... e olhe que era um belíssimo sonetilho, coisa que eu não costumo conseguir fazer todos os dias, nesta quase corrida de "sonetilho de desgarrada". Como sou muitíssimo exigente com a minha própria poesia, quando digo que fiz um sonetilho bom, é porque ele era bom mesmo... mas... foi-se! Estou seguríssima de o não conseguir reproduzir na íntegra... quando muito ficará ligeiramente parecido... ao seu, não respondo agora... estou mesmo sem tempo e quero ver se consigo reescrever aquele, do seu pai...

      Abraço grande!

      Eliminar
  22. INTERROGO-ME

    Cedo chegado a provecta idade
    Penso e noto com admiração,
    Quando examino a governação,
    Precoce o ataque da senilidade…

    Sempre ela troca o sim e o não
    Sempre o faz com inabilidade
    Sem distinguir mentira e verdade
    Qual monumento à irreflexão.

    E, alarmada, pasma a sociedade
    Ao ver a ausência da erudição.
    Será por falta de escolaridade?

    Padrão erguido à mediocridade?
    Vil servidora da néscia traição?
    Ou vítima, só, da insanidade?

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. TENTANDO RESPONDER...

      Bem clara, a senilidade
      Que, sem ter qualquer razão,
      Nos impõe austeridade
      Dizendo; "A bem da nação!"

      De bem fraca qualidade
      Essa tal governação
      Que, prometendo igualdade,
      Gera a sua negação...

      Se é falta de identidade
      Ou se é mera frustração,
      Não sei bem... talvez maldade

      Seja a grande explicação,
      Mas eu tenho por verdade
      Que há, por ai, disfunção...

      Dada a minha opinião,
      Surge-me, agora, a vontade
      De tirar outra ilação,

      De afirmar que a "reacção"
      Quer negar a liberdade
      Tentando impor-se... à traição!


      Maria João


      Muito bom, o seu soneto, amigo Eduardo!

      Perdi, numa manobra de reiniciação que o meu computador "decidiu" fazer sem me dizer "água vai", um primeiro sonetilho resposta que estava muito bonzinho... nunca faço duas coisas iguais... bem tentei, mas não consigo... este sonetilho de dupla coda está mais fraquito que o outro... mas foi o que me foi saindo dos dedos...

      Obrigada e um grande abraço para si e Maria dos Anjos!

      Eliminar

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