SONETO DE CODA II
À Dona Elite de Oligarquia & SA
(Em verso eneassilábico)
Das migalhas que ao povo deixava
Dona Elite, pensando melhor,
Entendeu que era muito o que dava
E que ao povo sobrava vigor
Porque, quando a migalha abundava,
Ele podia crescer, ser maior
E atrever-se a sonhar que mandava
Em si próprio, apesar de “inferior”…
Dona Elite, prevendo o pior,
Sem cuidar do que ao povo faltava
Foi comendo o que, a si, lhe sobrava;
Comeu pobre e criado e senhor
E, por fim, sem notar quanto inchava,
Engoliu quanto mundo restava
Até ver que mais nada, em redor,
Preenchia o vazio que gerava
Onde, inútil, rotunda, orbitava
Em função do seu próprio fedor…
Maria João Brito de Sousa – 09.10.2013 – 18.42h
NOTA – Soneto com dupla “coda” ou “estrambote”
Chá desencontrado.
ResponderEliminarLá vou, Poeta!
EliminarCara amiga,
ResponderEliminarMirando em seus versos, faço-me sonetista e pretendo enveredar pela 'coda' de um soneto mais amplo. Vejo que em 18 versos você traduziu de forma magistral a escravidão de um povo vista e perpetrada pela elite dominante.
Aqui no Brasil essa praga também grassou, só que aqui compra-se até a ignorância do povo, ou seja, o povo aqui tem quer ser mais ignorante e desinformado para satisfazer ao partido hoje no poder. Com isso, o governo oferece migalhas aos miseráveis em toca de voto e ao mesmo tempo lhes nega saúde, educação, segurança pública, transportes, etc. A elite aqui dominante é muito mais execrável do que desse outro lado do Atlântico.
Sobre isso ensaiei o seguinte soneto:
UTOPIA
Não há luzes em meu caminho a apagar,
Pois que tudo pode ser feito em claro
Quando não se tem dívidas a pagar
E por causa nobre o meu amor declaro.
Pobres vilões e outros insatisfeitos,
Conheço bem os vossos desígnios,
Pois todos são mestres em malfeitos
E cavam por vias turvas infortúnios.
Bandidos que se ostentam em Cortes,
Todos sabem de sua própria volúpia
Com a qual levam o povo à miséria.
Gente responsável até por mortes,
Mas que dizem buscar sã utopia,
Fazendo uma nação pouco séria.
ADÍLIO BELMONTE,
BELÉM-PARÁ-BRASIL
Meu caro Adílio, penso que as elites são execráveis em qualquer lugar do mundo... a nossa, a representada no "arco da governação" e a que muitos de nós apelidamos de "Troika portuguesa", também não é nada "mansa" embora se disfarce muito bem, tentando salvaguardar as aparências...
EliminarObrigada por este seu UTOPIA! Gosto muito desta poesia "de intervenção"... embora eu pense que quase toda a poesia o é, esta é visivelmente interventiva e opinativa!
O meu abraço, Poeta Êxtase!
“O pagode”
ResponderEliminarJá não enganam ninguém
Os representantes do povo
Para São Bento e Belém
Votaremos neles de novo
Seremos povo enganado
Por nossa livre vontade
Será o erário esquartejado
Mas a bem da equidade
Será o povo reformado
A suportar este pagode
E no fim será esmifrado
Felizmente levamos o fado
Pois só fica quem não pode
Transformar-se em emigrado.
Prof Eta
EliminarOutra Verdade...
... também há os que o não querem
E só mortos deixarão
Esta terra onde se inserem
Raízes de outra ambição...
De outra ambição que não morre
E que nunca morrerá
Neste chão por onde corre
O que o próprio chão lhes dá
Nunca aqueles que vão lutando
Desistirão desta terra
Que outros vão abandonando
Porque a luta não tem fim
E a verdade que ela encerra
Não está só dentro de mim!
Maria João
Cá vai, com o meu abraço, Poeta!
Sangue na ponte.
ResponderEliminarÓ diabo, Poeta... isso é que não convinha nada... mas vou até lá!
EliminarChá ideal.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Invenção da roda”
ResponderEliminarUm líder sem imaginação
Sem imaginação não lidera
Não é líder, é aberração
Onde a caciquagem impera
Promove a desmotivação
Torn’a produtividade bera
Não se é líder por função
E o ambiente não prospera
O contrário é criatividade
Promove-se a participação
Um pouco de austeridade
Vem na hora da decisão
Logo retorna a liberdade
Que um líder não é prisão.
Águas na ponte.
ResponderEliminarChá real.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminarexcelente diálogo poética.
ResponderEliminarapreciei...
beijo
Obrigada, Heretico! Folgo vê-lo por aqui!
EliminarO meu abraço!
CANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminar(da revista Caça & Pesca)
A actividade cinegética
Passou, agora, a contar
Com uma raça invulgar
De rara origem genética.
De fraca traça atlética
Mas exímia a farejar
Disposta a abocanhar
Sempre com raiva frenética.
Atacam pela calada,
Em matilhas agrupados,
Sempre na peugada
Dos mais fracos na passada
Preferem os aleijados
Na sua feroz caçada.
Eduardo
Os Lambe-botas Vendidos
EliminarSão os velhos "lambe-botas"
Dos senhores do capital
Servindo, a bem ou mal,
Desde as eras mais remotas
E, desde as zonas ignotas
Deste nosso Portugal,
Tornando a vida infernal,
Fazendo sujas batotas...
"São hienas!", diria alguém
Convictamente, decerto,
Mas eu cá sei muito bem
Que são gente e, com desdém,
Deixo bem a descoberto
Que, afinal, não são ninguém...
Maria João
Obrigada, amigo Eduardo! Abraço para si e Maria dos Anjos!
“Desassossego”
ResponderEliminarO hoje já não conta
O amanhã também não
O homem é uma afronta
O que conta é a escravidão
A trabalhar pr’a comer
A correr no dia a dia
A ver o mês a crescer
A conta afinal vencia
E virá o desemprego
E mais os cortes sem fim
E a estratégia funcionou
Em tempo de desassossego
Queremos escravos assim
Que não digam eu não vou.
Bolero na ponte.
ResponderEliminarVou, Poeta!
EliminarChá sem portagens.
ResponderEliminar! Vou ao Chá... mas não estou bem... ou melhor, estou um pouco pior do que o meu comum e sem tempo para rigorosamente mais nada...
EliminarAbraço grande!
“Silvados”
ResponderEliminarReality show Portugal
Suspenso no orçamento
Onde antes o roseiral
É laranjal de momento
Mas muitos mais virão
Entre laranjas e rosas
Todos eles s’arranjarão
Em cerimónias pomposas
Restam espinhos e cardos
Quem sabe independência
Proclamada em congresso
Plantando alguns silvados
Que afastem a sapiência
Destes sábios do insucesso.
Prof Eta
Poeta, peço desculpa!!! Ainda estou razoavelmente viva, mas as solicitações excedem muito aquilo que posso dar... neste momento ainda não consigo responder-lhe... mas não quero deixar de lhe enviar o meu abraço!
EliminarChá gerível.
ResponderEliminar... lá vou!
Eliminar“Fabulástico”
ResponderEliminarEra um burro comilão
Na fábula não era humano
Cortaram-lhe na ração
Um bocado a cada ano
Ao princípio foi fantástico
Era enorme a poupança
Mas um efeito bombástico
Depressa colou a pança
Burro deu em emagrecer
Fraquinho já nem pensava
Por fim perdeu o trambelho
Mesmo antes de morrer
O burro já não trabalhava
Isto é obra dum coelho.
Prof Eta
Pobre burro agrilhoado,
EliminarSem forma de procurar,
Na liberdade de um prado,
Ervita pr`ó sustentar!
Dê-se ao burro a liberdade
De comer quando entender
Ou quando tenha vontade,
Que esse burro há-de viver!
Mas, da "técnica" fatal,
Há, pr`aí, bons seguidores
Que até pensam ser normal
Prender burros num quintal
Acreditando - senhores! -
Que esse bicho é... "virtual"!
M. João
Peço desculpa pelo atraso, Poeta... continuo menos bem e com cada vez maior dificuldade em ser virtualmente ubíqua...
Abraço grande!
Chá caótico.
ResponderEliminar... também eu, Poeta... mas vou tentar lá ir, agora mesmo!
Eliminar“Tentação”
ResponderEliminarÉ na alma desse texto
Ou no poema perdido
Que encontro o pretexto
Há muito desaparecido
E nele me transformo
Faço a viagem proposta
No final não me conformo
Se não encontro resposta
É que a alma encontrada
Pode ser doutra dimensão
Que mesmo interpretada
Fico aquém da explicação
Faço-me de novo à estrada
Novas almas me tentarão.
"Trabalho e comunicação"
EliminarPr`a mim, não há tentações...
Só a vontade impr`iosa
De descrever-me em canções
E, uma vez por outra, em prosa...
Dia em que em versos me perca,
É dia ganho, a meu ver...
Tudo aquilo que me cerca
É tudo o que quero ter
Mas não vou dizer que não
Gosto de encontrar resposta
Às rimas que vou tecendo
Porque há comunicação
No estranho "gosta ou não gosta"
Que nos vamos of`recendo...
M. João
Cá vai, muito à pressa, com o abraço do costume, Poeta!
O CANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminar17 de OUTUBRO
DIA DA ERRADICAÇÃO da POBREZA
A RAZIA GERAL
Erradicar a pobreza
É a proposta deste dia.
Na terra da alegoria
É bem fácil a proeza.
Todos em extrema fraqueza
E de barriga vazia
De orçamento só despesa,
Vamos para a terra fria.
Ficam cá alguns ricaços,
Alguns senhores de renome
E a plêiade dos palhaços
Que sem pobres p´ra explorar
Preferem morrer à fome
A aprender a trabalhar.
Eduardo
Obrigada, amigo Eduardo.
EliminarContinuo menos bem e sem tempo nem inspiração para entrar nesta desgarrada... que até tem a sua utilidade. Mas o tempo e a energia que agora gasto para tratar de mim, da casa e dos animais, vai-me deixando sem forças para uma resposta minimamente satisfatória.
Abraço para si e Maria dos Anjos!
Louis na ponte.
ResponderEliminarChá pior.
ResponderEliminarTambém eu, também eu...
EliminarCANTE DO AVO CANTIGAS
ResponderEliminarHISTÓRIA INFANTIL
Esquema para
Banda desenhada
Na selva civilizada.
Na selva civilizada
A hora da bancarrota
Estava anunciada.
Depois, mudaram-lhe a rota
Com um golpe de batota,
O branco de pele pintada
Que ocupa a casa caiada,
Conseguiu a cambalhota.
Mas os de cútis tostada
Mal acreditam no truque
E anda a turba chateada
Como é dito na gíria…
E agora há novo truque
Ou uma guerra na Síria.
Eduardo
História menos infantil e dorida
EliminarNessa selva alcatroada
Onde floresce o cimento
Não há vida assegurada
E anda tudo... truculento
Não lhes serve para nada
Porque o povo, em fogo lento,
Tem a vida bem escaldada,
Tenha ou deixe de ter tento...
Não ando nada inspirada,
E desde já o lamento,
Mas fica a resposta dada
Enquanto vou de abalada
Procurar mais fofo assento
Que a coluna já me brada...
Maria João
Obrigada, amigo Eduardo! O meu abraço para si e Maria dos Anjos!
“Duas faces”
ResponderEliminarDeus não é património
É esperança, luz, paixão
Contraponto do demónio
Uma escolha do coração
Ambos em ti residem
Mas haverá de florescer
Embora ambos gravitem
Aquele que deres de comer
De pão não o alimentarás
Mas com oração sentida
Mais forte te tornarás
E de ti te esquecerás
Porque o mais fraco é vida
Tentado por satanás.
Campeões na ponte.
ResponderEliminarChá acontece.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“ECTS”
ResponderEliminarEu não sei, mas acredito
Qu’a bebedeira é creditada
E por desconhecer admito
Que no fim não sobra nada
Tal não é a borracheira
Em que o povo foi apanhado
Sistema tornou-se uma feira
Ficou tudo endividado
Mas com a disciplina nova
Lá na Europa inventado
O crédito será controlado
O povo já pouco prova
Não será muito afectado
O crédito passa-lhe ao lado.
Prof Eta
Chá fundido.
ResponderEliminarTambém estou assim, meia "fundida"... só agora cheguei do hospital depois de me ter levantado às 5h e o Face, por motivos que transcendem o meu entendimento, não me permite que faça o "visto" - a que "ele" chama "gosto"... - nas publicações que alguns amigos me enviaram para o mural... ah, comentar, ainda menos...
EliminarVou então tentar ver o que diz o Chá, mesmo fundido...
“Bruxaria”
ResponderEliminarÉ de vassoura na mão
Qu’a bruxa empertigada
Dá a todos uma lição
Correndo-os à vassourada
Pois vendo a podridão
Da situação que foi criada
Uns a tudo lançam mão
A outros sobra quase nada
Pr’a lutar só a bruxaria
Neste reino sem sentido
Com história tão trágica
Pode ser que assim um dia
Se recupere o senso perdido
Com uma boa poção mágica.
Prof Eta
... versus pragmatismo...
EliminarCom febre e dor de garganta,
Já nem sei que responder,
Pois a soneira é já tanta
Que nem sei se sei escrever...
Nas bruxas... não acredito,
Mas se forem "bruxas boas",
Dou o dito por não dito
E até lhes teço umas loas!
Agora, com caldeirões,
Com magias, com poções,
Não virão ajudar nada!
São tal qual com`os ladrões
A quem daremos lições
Mal esteja "a malta" acordada!
M. João
Cá vai, com o abraço do costume, Poeta... e muito, muito sono...
Biko na ponte.
ResponderEliminarChá em mente.
ResponderEliminarMais exames, hoje... Lá vou...
Eliminar“Aparência”
ResponderEliminarSomos o que comemos
Somos o que vestimos
Somos o que vimos
Não somos só vivemos
Duma aparência irreal
Que nos parece imposta
E da qual não se gosta
Mas que é fundamental
Para que se sobreviva
Neste mundo animal
Que vive da aparência
Soltemos então um viva
Aparentemente é real
A aparente sobrevivência.
"Minudências..."
EliminarHá quem viva de aparências
E possa nem suspeitar
Que são meras minudências
Do tanto que há que abarcar,
Das verdadeiras urgências,
Das coisas por conquistar
E, afinal, das transparências
Que alguém queira, ou não, mostrar...
Será que alguém reparou
Que os ditos "irracionais",
Que alguém assim nomeou,
São, tal qual como eu o sou,
Verdadeiros animais
Que a aparência não domou???
Maria João
Aqui vai, Poeta, como sempre, atrasadito, mas com o abraço do costume! Só agora consegui um bocadinho livre para poder voltar ao blog...
CANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarCHRONISTA de MÁ MEMÓRIA
Não é de boa razão
E tampouco de bom-tom
Que aquele malandro bom
Faça auto-exclusão,
Dizendo alto e bom som
O que outros malandros são
E esqueça de antemão
Que possui o mesmo dom…
Ele bebeu na mesma taça
Onde beberam os farsantes
E faça ele o que faça
Ou desfaça o que desfaça
Esquecendo o que foi dantes.
É feito da mesma massa.
Eduardo
Cronistas da "crise"...
EliminarMuito cronista, hoje em dia,
Tentando ser activista,
Põe-se a levantar a crista
Pr`a jurar que o não faria!
Desta estranha picardia
Consta já tão longa lista
Que fica a estória mal vista
Qual disco que se avaria...
Aquele que, dantes, falhou,
Agora, pr`a desculpar-se
Do muito mal que causou,
Nem assim se desculpou
E melhor fora calar-se
Porque a falta redobrou...
Maria João
Obrigada, amigo Eduardo! O meu abraço para si e Maria dos Anjos!
O fim na ponte.
ResponderEliminarTodas as pontes têm um fim... estou a partir do princípio que "um fim" é um objectivo, claro
EliminarChá conduz.
ResponderEliminarEu não, Poeta, eu não... e estou mesmo sem tempo! Mas vou tentar ver como conduz o Chá...
Eliminar“Não sorrirás”
ResponderEliminarAqui vai a gargalhada
Há muito não se ouvia
Está um pouco abafada
Por escassear a alegria
Qu’a malta anestesiada
É facto não se contagia
Mas vai sendo minada
Pela estranha letargia
Que corrói a esperança
E o sentir mais profundo
Qu’a gargalhada traduz
E assim a alta finança
Toma conta deste mundo
Onde sorrir não seduz.
Prof Eta
"Resistirás!"
EliminarO sorriso é sedutor,
Mas quem consegue sorrir
Se nos privam do valor
Que havia de seduzir?
Anestesia pr`á dor
Nem se chegar a sentir,
Não nos deu nenhum "doutor";
O remédio é RESISTIR!
Se alinhas na desistência,
Alinhas no jogo alheio,
Não há mal que te não chegue,
Porém nesta RESISTÊNCIA,
Verás que o "jogo" é tão feio
Que não há força que o negue!
Maria João
Aqui vai, com o abraço do costume e a resistência possível, atendendo ao mau estado em que estou...
Sultões do swing na ponte.
ResponderEliminarChá desloca-se.
ResponderEliminarPiorei, Poeta. Vou tentar ir ao Chá, mas...
Eliminar“E=mc²”
ResponderEliminarMatéria já não me sinto
Fixado no pensamento
Algo de novo pressinto
Sem ter forma de momento
Vagueando sem destino
À velocidade da luz
Vejo tudo pequenino
E a energia que produz
Uma ideia produzida
Numa mente alucinada
À parte desta sociedade
Pode ser esperança de vida
Mas de pronto rejeitada
Por fugir à mediocridade.
Caramba! Como será que conseguiu fazer esse dois pequenino da potenciação??????
EliminarSonetilho de Coda
Essa coisa de fugir
À dona mediocridade,
Deixa-me pouco à vontade
E faz-me, até, reagir,
Pois mesmo quase a dormir
Direi que, em boa verdade,
Esta minha integridade
Se começa a ressentir
E eu, sem saber conduzir,
Tenho o tal "fio condutor"
Que me ajuda a pressentir
E, às vezes, reproduzir
Resposta de um tal teor
Que nem posso permitir
Que alguém lhe ache algum valor...
Maria João
Vai meia tola, esta resposta... mas não me sinto nada bem e está-me a custar até teclar... abraço grande!
Lundum na ponte.
ResponderEliminarQualquer sonzinho me faz doer (mais ainda...) a cabeça... mas vou ouvir!
EliminarChá sem rumo.
ResponderEliminarLá vou, Poeta!
Eliminar“Baldroika”
ResponderEliminarEstou preso à troika
Por ser mal comportado
Não foi troika baldroika
Mas foi por ter gastado
Foi por ser megalómano
Seguir a Europa a preceito
Não foi por ser pirómano
Fui porque me pus a jeito
Com as pescas acabei
E também a agricultura
E fui-me deitar ao sol
Foi bom enquanto gozei
Mas foi sol de pouca dura
Pois logo veio a factura.
Prof Eta
Destino na ponte.
ResponderEliminarChá não viajou.
ResponderEliminarVou ver isso... mas estou sem tempo, Poeta...
Eliminar“Sabedoria ancestral”
ResponderEliminarNa cultura oriental
O idoso é venerado
Têm prática ancestral
Nunca o põem de lado
É presença habitual
Em local apropriado
Ao convívio geracional
Onde deixa o seu legado
À mais nova geração
Passa a cultura e saber
Nesta sua idade d’ouro
Com esta actuação
Evita-se assim perder
Todo um imenso tesouro.
Hoje em dia, o pobre idoso
EliminarNem podendo descansar,
Tem um fim menos "airoso"
Nas rotinas de outro "lar"...
... loucura neoliberal...
Se a idade da reforma
Aumenta desta maneira
E o trabalho lhe transforma
O "viver" numa canseira,
Fica o pobre a labutar
A vida toda inteirinha,
De criança até ser velho
E tem de "colaborar"
Mesmo que lhe doa a "espinha"
Ou se lhe empene um artelho...
Está apressadamente feito e atroz, Poeta... mas é verdade...
Abraço grande!
Kiss na ponte.
ResponderEliminarChá fácil.
ResponderEliminarNada está fácil, para mim... mas vou lá!
EliminarRIP na ponte.
ResponderEliminar“Selva perdida”
ResponderEliminarHá criaturas na selva
Que nem selvagens são
E no esplendor da relva
Ele existe muito cão
Esta é uma lei ancestral
E da selva conhecida
Onde se apregoa moral
Mas se luta pela vida
Já ninguém acredita
Em promessas repetidas
Duma selva melhorada
Agora a selva crepita
Vêem-se copas ardidas
Ao longe terra queimada.
Prof Eta
Chá marcelo.
ResponderEliminarEstou meia "chalada" e as consultas estão longe de ter acabado... mas vou tentar ir ao Chá!
EliminarCANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarA SEGUNDA BANHOCA DO PROFESSOR
Afinal sempre quer ser
Candidato à presidência,
Quem houvera de dizer,
Após tanta reticência… … …
E com tanta antecedência,
Quer, ele, fazer-nos crer
Que não andava a prever,
P´ro futuro, esta ocorrência.
Da Câmara da capital
De o ser, já teve o desejo
Mas, então, saiu-se mal
Nada valeu, afinal,
Uma banhoca no Tejo
A cheirar a Carnaval.
Eduardo
Muito, muito bom sonetilho, amigo Eduardo!!!
EliminarNem tento responder-lhe porque estou, quase literalmente, "mais morta do que viva"...
Obrigada e o meu abraço!
M. João
EL CHOCLO NA PONTE.
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