REVOLUÇÃO!
(Em decassílabo heróico)
Se sofro, o que me importa, a mim, sofrer
Enquanto tantos mil, sofrendo mais,
Transformam cada grito, dos que eu der,
Num gemido que abafa outros iguais?
Se morro, o que me importa, a mim, dizer
Que a morte me chegou cedo demais,
Enquanto mil houver que irão morrer
De frio, de fome e falta de hospitais?
Mas uma coisa sei; morro de pé!
Ninguém ficará surdo à voz de um só
Quando ela em mil projecta aquilo que é
E, na corda impotente, o sujo nó,
Rebenta de repente, explode a fé
E outro Golias cai mordendo o pó!
Maria João Brito de Sousa – 11.02.2014 – 12,49h
IMAGEM - O Quarto Estado - Pelizza da Volpedo
“Heróis”
ResponderEliminarE depois do adeus
Não ficou a saudade
Grândola é dos seus
Ecoou pela cidade
Herói improvável
Enfrentou a ditadura
Nunca foi negociável
Sua razão mais pura
Um povo torturado
Muito além do limite
Anseando revolução
Soltou sentido brado
Ao lado duma chaimite
Empunhando cravo na mão.
Mineiros na ponte.
ResponderEliminarChá a meio.
ResponderEliminarVou, de fugida, ao Chá! Tenho o tratamento daqui a pouco...
Eliminar“Novas conquistas”
ResponderEliminarPortuguês é imigrado
Desde a nossa fundação
Primeiro como cruzado
Cumprindo a sua missão
Mais tarde conquistador
Muito além do horizonte
Fez-se ao mar, navegador
Não houve quem o afronte
Depois veio a opressão
Passou fronteiras a salto
Bidonville o seu destino
Agora em gestação
Num país em sobressalto
Emigra ainda pequenino.
Prof Eta
Para todos os efeitos, uma "conquista" que (já) foi muito minha...
EliminarImigração compulsiva
Muito deixa a desejar
E eu, enquanto estiver viva,
Sei que não quero imigrar,
Nem com grande comitiva,
Nem por terra, nem por ar...
Nunca o quis quando era activa,
Menos quero, a dormitar...
Desta terra não me tiram
Pois nunca tive vontade
De emigrar ou viajar
E, aos que pensam que me "viram",
Direi; Fiquem à vontade...
Cá estarei... pronta a lutar!
M. João
Aí vai, muito mal alinhavado, mas com o abraço do costume!
Dia não na ponte.
ResponderEliminar... vou ver, Poeta!
EliminarFABULÁRIO
ResponderEliminarNo reino alaranjado
Que rege alguns animais,
Tem que se andar bem calado
E nunca falar demais.
Capuchinho desbocado,
Começou a dar sinais
D´ignorar os manuais…
Deixou de andar alinhado.
Com a alcateia a seu lado,
Reuniu com os demais,
O lobo mau, desesperado
E decidiu, inspirado,
Que o Capucho de Cascais
Vai pregar p´ra outro lado.
Eduardo
Fabuloso, este seu Fabulário, amigo Eduardo!
EliminarNeste reino alaranjado,
Coitada da Capuchinho
Que, ou se perde no caminho,
Ou vê o nome mudado
E até o lobo, coitado,
Fica mais "atinadinho"
Pois, pr`a não ficar sozinho,
Vai-lhe chamando Encarnado...
Deixam de chamá-lo "mau"
- ao Lobo, queria dizer -
Pr`a chamar-lhe "marginal"
E, em não se pondo a pau,
Nem sequer pode comer
Bolachinhas de água e sal...
O meu abraço, extensível à sua esposa!
Maria João
Chá na fronteira.
ResponderEliminarAndo mesmo ... de gatas, Poeta...
EliminarAo mau estado geral juntou-se o mau estado do computador e, agora, desde há uns dias, a caixa de correio está toda baralhada, sem ordem cronológica nenhuma... não encontro nada ou encontro depois de uma exaustiva procura que, as mais das vezes, é perfeitamente vã... ufa!
... mas vou ao Chá
“Dívida tragédia”
ResponderEliminarAcima das possibilidades
Já não se consegue viver
São precisas habilidades
Pr’ó empobrecimento suster
Como manda a economia
Vive-se agora em Portugal
Há muito que não se via
Tanta gente a viver mal
Entre partir ou ficar
Entre viver ou morrer
Não há muito qu’escolher
Ou então escolhe lutar
Contra a dívida a crescer
Nunca poderemos vencer.
Prof Eta
Chá esburacado.
ResponderEliminarEstá o Chá e estou eu... figurativamente, é claro...
EliminarPoeta, peço mil desculpas por este atraso todo... mas as circunstâncias desfavoráveis - as variáveis de que tanto falo... - têm-se potenciado umas às outras. Neste momento estou à espera que a ajuda do Sapo Mail me responda, para ver se consigo mitigar os efeitos de uma delas... a caixa do correio enlouqueceu e atira-me com links e emails sem qualquer ordem cronológica... ou lógica...
Vou agora para o tratamento, mas ainda terei de me vestir, o que, para mim, é uma tarefa demoradíssima, atendendo ao estado em que estou. Mas tentarei ir ao Chá!
Como se faz uma revolução?
ResponderEliminarPor certo com todas as mãos armadas,
Quando o povo já sente decepção
e da nação, virtudes desarmadas.
Acredito que não existam "receitas mágicas", meu amigo... mas atrevo-me a dizer que as revoluções se preparam, muito embora estejam sempre cheias de imponderáveis...
EliminarO meu forte abraço!
Chá perguntador.
ResponderEliminarOntem, de madrugada, o ecrã do meu velho computador ressuscitou... não o queria largar, não... mas já estava a dormir em pé, jé nem dizia coisa com coisa... hoje, "morreu" de novo, coitado... ou coitada de mim, que nada vejo neste, eheheheh...
EliminarVou ver se consigo ver o Chá perguntador!
“Doutores”
ResponderEliminarO saber não é exacto
A sabedoria escasseia
Mas ouvimos cada pato
Desfazer-se em verborreia
São os tais especialistas
Sem qualquer especialidade
Jogam ao ar umas pistas
Para despistar, na verdade
E com isso vão vivendo
Conquistando a audiência
São doutores da midiatia
Que outros mesmo sabendo
Duvidam da sua sapiência
Assim constróem sabedoria.
Chá estendido.
ResponderEliminarVou, de fugida, ver esse Chá! Cada vez levo mais tempo a tomar um simples duche...
Eliminar“Ao alto”
ResponderEliminarTu procuras ligação
Neste mundo desigual
Colocas ao alto a mão
A ver se apanhas sinal
Chega às vezes outras não
Mas que importa afinal
Se p’ra poupar um tostão
Foges ao país natal
Apanhas sinal da Somália
Rejubilas por um dia
Dás vivas aos teus irmãos
Faz uso da parafernália
Que é essa tecnologia
Coloca ao alto as mãos.
Prof Eta
Chá mentiroso.
ResponderEliminarUm Chá perfeitamente integrado nas maiorias, eheheheh...
EliminarPoeta, peço desculpa por andar um pouco ausente, mas ainda não recuperei destas maleitas todas nem dos vaivéns a que os tratamentos me têm obrigado...
ResponderEliminarUma bela noite
è desejo de aqui dos calhaus frios da Serra
Se por aqui faz um friozinho "de rachar", nem quero imaginar o frio que não estará por aí, brrrrrrr...
EliminarObrigada e uma noite feliz, Anjo!
EliminarNem os pergaminhos escapam...
e só o destil faz diferenças...
Acredito, Anjo! Fico arrepiada só de pensar nisso...
Eliminar
EliminarMas o frio é assim
e um momento de tempo
é necessário saber vivê-lo...
... neste momento e neste estado, já não o aguento, Anjo. Pelo menos não o aguento sem ficar pior ainda...
Eliminar
EliminarEu sei
mas só quem
e o ambiente de uma noite
é um momento só, de alegria, amigos
"as da boa zona"
e and so on que já tou a professorar
Diverte-te, Anjo!
EliminarFesta de amigos na ponte.
ResponderEliminarVou lá agora mesmo, antes de adormecer, Poeta!
EliminarAbraço grande!
A MINHA ALDEIA GLOBAL
ResponderEliminarNa minha aldeia global
Naquela que eu desenhei
Todo o aldeão é igual
No cumprimento da lei.
Quando sopra o vendaval
Tanto o plebeu como o rei
São chamados, afinal,
A zelar p´lo que é da grei.
Todos são sacrificados
Na hora do sacrifício
Não há marginalizados
Na hora de repartir
Pois todos, no seu ofício,
Ajudam a construir.
Eduardo
GENTE FELIZ PARA A SUA ALDEIA
EliminarCada qual com seu mester,
Na sua aldeia sonhada,
Faz o que sabe fazer
E não fica a faltar nada
Pois, pr`ó que der vier,
Está sempre a mão regalada
Por caber-lhe o que souber
E não sentir-se obrigada...
Mesmo em hora menos boa,
Partilha-se o sacrifício
Tendo em conta as proporções
Nada fica feito à toa
Pois quem ama o seu ofício
Bem melhor cumpre as funções...
M. João
Muito bem desenhada, a sua Aldeia Global, meu amigo Eduardo! Estava - e estou... - sem inspiração nenhuma, mas já me deu para fazer política na sua aldeia, eheheh...
Obrigada e um abraço grande para si e Maria dos Anjos!
Chá quer.
ResponderEliminarTambém eu, Poeta! Vou vê-lo!
EliminarUma bela e feliz noite por aí
ResponderEliminar... estou, de novo, reduzida ao ecrã velhinho, Anjo... só agora vejo este teu comentário... uma feliz quinta feira para ti!
Eliminar“Kiev”
ResponderEliminarE foi na independência
Que a liberdade acabou
Símbolo da prepotência
Que sobre o povo tombou
Altas chamas e violência
Ao que a morte se somou
E tudo com a conivência
A que o poder nos habituou
Pois é muito fácil disparar
Rajadas de vil metralha
Munições pagas p’lo povo
Mais difícil seria dispensar
Atenção a quem trabalha
P’ra construir algo de novo.
Prof Eta
Vampiros na ponte.
ResponderEliminarVou vê-los, Poeta!
EliminarChá cabeçudo.
ResponderEliminarPoeta, estou, de novo, reduzida ao espaço de "manobra" e má visibilidade do ecrã velhinho... e muito mais lenta ainda... mas vou ver esse Chá cabeçudo...
EliminarChá olhou.
ResponderEliminarVou ver se descubro para onde ele olhou... dia de tratamentos...
Eliminar“Extinção”
ResponderEliminarO mundo vai existir
Mas o ser humano não
Se entretanto persistir
Na sua própria destruição
Muito não será pedir
P’ra evitar a extinção
Que possa ainda desistir
Que possa emendar a mão
Não é missão impossível
Se aqui quiser continuar
Faça por ser mais modesto
Procure descer ao nível
Onde o amor se situar
E verá a força desse gesto.
Chá da verdade.
ResponderEliminarUm Chá que passou pelo polígrafo... ou um verdadeiro-compulsivo, como eu...
EliminarEstou triste, Poeta. O meu Sigmund não está nada bem. Só hoje reparei que algumas das pedrinhas da caixinha das necessidades felinas estavam avermelhadas... uma infecção urinária num gato com vinte anos - ou mesmo num mais jovem... - é muito difícil de curar... mas farei o que puder. Já comecei a dar-lhe Cebiolon - para acidificar a urina pois as bactérias desenvolvem-se melhor em meios alcalinos - mas penso que terei de lhe dar um antibiótico de largo espectro. Espero que mo vendam na farmácia, quando eu garantir que não é para mim... mas vou ver o Chá!
“Dux coelhorum”
ResponderEliminarDux mais Dux não há
E é chefe dos malteses
Anda a praxar-nos por cá
Empobrece os portugueses
Implementou um plano
Diminuir-nos a ração
Como o cavalo do cigano
Acabamos debaixo do chão
E sem direito a recurso
A lápide terá a inscrição
Foi um povo obediente
E honrado no percurso
Deu a vida pela nação
Salvou a vida da gente.
Prof Eta
Das praxes, o que retive
EliminarVem do meu avô poeta,
De meu pai, que já nem vive,
Mas já foi um grande atleta...
Estou a escrever sem ver nada...
Luto contra "encravamentos...
Devo estar a ser "praxada"
Por programas truculentoos...
Mas, daquilo que recordo,
Nada tinha a ver com isto
Que, agora, é tão "badalado"
E, com" isto", não concordo
E, enquanto aqui persisto,
Fica o assunto encerrado.
M. João
O ecrã treme tanto que demorei um bom tempo a ler o seu sonetilho, Poeta... é possível que haja para aqui erros de "palmatória", mas, atendendo às circunstâncias, garanto que são compreensíveis... também os scripts conjugaram esforços no sentido de me impossibilitar alguma estabilidade online...pode ser que sosseguem um pouco ou mesmo que o meu velho ecrã volte a ressuscitar... já ressuscitou tantas vezes...
Abraço grande!
Paraíso na ponte.
ResponderEliminarA minha ideia de paraíso (para mim, de um conceito muitíssimo variável se trata) não costuma coincidir muito com a ideia generalizada que dele por aí grassa... mas vou tentar ver, Poeta!
EliminarDuke na ponte.
ResponderEliminarCaminho do chá.
ResponderEliminarVou ver esse caminho, Poeta!
Eliminar“Vendedores vendidos”
ResponderEliminarSão saudades do futuro
Que me fazem estar aqui
Mas que não seja tão duro
Como aquilo que vivi
Já vi cair tanto muro
Mesmo assim sobrevivi
Também já vivi no escuro
Foi então que decidi
Meu próprio rumo traçar
Assim sem passos perdidos
Livre de contradições
E nunca mais acreditar
Nesses rumos prometidos
P’los vendedores d’ilusões.
NÃO COMPRO NEM UMA...
EliminarJá dormi, já cá voltei
Quando, desse sono fundo,
Por mero acaso acordei
Do lado de cá do mundo...
Após esta introdução,
Fiquei sem saber, sequer,
Que dizer duma ilusão
Que alguém tenha pr`a vender,
Mas sei que a não vou comprar,
Pois só compro o necessário,
Ou nem isso, infelizmente...
Não sou "fácil de levar"
Pois sou "lobo solitário"
Neste mar de incauta gente...
M. João
Abraço grande, Poeta!
CANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarO DISCURSO DELES
Programas de ajustamentos
São garantias vitais
Que estão dando sinais
De aí virem bons momentos
Desemprego e outros tormentos,
Tudo assuntos banais…
Não passam de emolumentos
Os cortes ditos brutais.
Vai aumentar o consumo,
O ordenado ainda mais
E o que vai cair a prumo
É o preço d´alimentação…
E as funções intestinais
Vão subir em proporção.
Eduardo
Meu amigo Eduardo,
Eliminarnão me pareceu que fosse bem assim... aliás, penso que será exactamente o contrário, mas como ainda/já estou meia a dormir . acordei e decidi vir até à caixa de correio electrónico - posso estar a ver mal... mas que gosto muito do seu sonetilho, gosto!
Muito obrigada e um grande abraço para si e Maria dos Anjos!
Chá com orgulho.
ResponderEliminarÉ sempre muito saudável, uma pequena dose de orgulho, desde que justificado, claro...
EliminarVou até lá, assim que a ligação deixar de me prender o cursor!
«DUX COELHORUM»
ResponderEliminarEle levou tanto ano
P´ra, finalmente, cursar!
Quis ser o mais veterano
Nas artes de bem praxar.
O seu canudo é um cano,
Não é de desenrolar,
Jamais vamos desvendar
As artes daquele mano…
Mas eu penso, todavia,
P´lo seu modo de actuar
Que cursou geriatria
Pois ele chegou, um dia,
Para dos velhos tratar,
A um cargo de chefia.
Eduardo
Bem pensado e melhor "poetado", meu amigo Eduardo! Este Dux, porém, não se fica pela sua especialidade; "trata" de qualquer um, muito embora os "veteranos" sejam as suas vítimas de eleição...
EliminarO meu fraterno abraço para si e Maria dos Anjos!
“Saída limpa”
ResponderEliminarSerá limpa a saída
De toda a sujidade
Pois já está decidida
Pr’a nossa felicidade
Já se ouve o trovador
E sua cantiga d’amigo
Observe este esplendor
Escute aquilo que digo
Se em milagre se fala
Então um milagre será
Para o bem deste país
Com pessoas nem se rala
Pois já não existirão
Para assistir ao que diz.
Prof Eta
Chá limpinho.
ResponderEliminar... vou vê-lo, Poeta!
EliminarUm bom dia
ResponderEliminarPaco na ponte.
ResponderEliminar“Selvagens”
ResponderEliminarSe não sentiram na pele
Deviam respeitar memórias
Mas não é esse o papel
Destes contadores d’estórias
Vergonha há muito caiu
Nós fomos na avalanche
E assim o respeito ruiu
Tudo obra de revanche
Não é homem contra homem
Mas animal contra animal
Ao rei prestam vassalagem
Só assim o naco comem
Neste tempo onde afinal
Só singra o mais selvagem.
Chá perfeito.
ResponderEliminarPeço desculpa, Poeta... não estou mesmo a conseguir fazer nada de jeito... o tempo "acelera" e voa na proporção directa das "travagens" impostas pela situação... mas vou ao Chá Perfeito!
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