HAVIA UM MAR II
(Soneto em decassílabo heróico)
Existe ainda um mar que, em tempo incerto,
Transpondo quanto dique eu lhe impuser,
Me galvaniza e vai, sempre a crescer
Por dentro de mim mesma, a descoberto,
Submergindo o que exista lá por perto,
Subindo o que é suposto, em mim, descer
Nessa vaga incontida do meu ser
Que, ao quebrar, se transforma em livro aberto.
Mole infinita de ondas e marés
Nas quais, liberta a escrava das galés,
Vaga a vaga, me afundo em vaga alheia
De um mar que podes ser, que também és,
Se à praia desces e, molhando os pés,
A espuma ascende em nós, galgando a areia.
Maria João Brito de Sousa – 01.04.2011- 09.16
NOTA DA AUTORA - Soneto em decassílabo heróico, trabalhado a partir do soneto original “Havia um Mar”, in PEQUENAS UTOPIAS -
CORPOS EDITORA, Maio de 2012.
Chá sem valor.
ResponderEliminar... pobre Chá... vou vê-lo!
Eliminar“Reinemos”
ResponderEliminarReinar, eu reinaria
Como rei da reinação
No reino da alegria
Como ceptro, o coração
Sem palácio ou coroa
E sem venerar a riqueza
Neste reino o povo entoa
“É de todos a pobreza”
É de areia seu castelo
De papel o seu portão
Da paz a sua bandeira
Este é um reino singelo
Onde todos sem excepção
São reis à sua maneira.
Chá sem fronteiras.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
EliminarChá no horizonte.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
EliminarA ligação, hoje, ainda está mais doidinha do que o habitual...