LARANJAS
(Soneto em decassílabo heróico)
Venho trazer-te oitavas de laranja,
Dizer-te boa noite e bom descanso,
Desejar-te, sincera, um sono manso
Enquanto aqui vou estando a pão e canja...
Hoje venho deixar-te o verbo em franja
Na fronte de um poema onde eu balanço
E oferecer-te, nisto, o mais que alcanço,
Porque além deste “mais”, nada se arranja...
Para ti escrevo agora, só sentindo,
Adivinhando, quase, ou permitindo
A mutação do gesto em sombra alada
Que faço esvoaçar, reconstruindo
Palavras que disseste e fui fruindo
Até darem laranjas, camarada...
Maria João Brito de Sousa – 05.11.2014- 21.39h
“Incerteza”
ResponderEliminarAcima da possibilidade
Por aqui foram passando
Abaixo da promiscuidade
Assim se foram governando
Deixaram esta sociedade
Neste estado, vegetando
Num nível de felicidade
Para uns, só mesmo quando
Do nada se fizeram reis
Em impérios conquistados
Com o crédito bafiento
Eu penso que nem sabeis
Quais serão os visados
Nem qual seria o momento.
Prof Eta
Status do chá.
ResponderEliminarVou ver esse status, Poeta!!!
EliminarChá vacinado.
ResponderEliminarEstou na pen e ainda completamente "derreada" com a tarefa de ontem , mas vou ver o Chá vacinado!
EliminarNÃO VAI HAVER DESEMPREGO
ResponderEliminarQuando o leilão terminar
Sem mais nada p´ra vender
Com um escuro no poder
O branco vai trabalhar.
De Angola p´ra organizar
O que houver para fazer
Os dos Santos vão dizer
Como isto vai funcionar:
Branco trata da sanzala,
Não vai haver desemprego
Patrão descansa na sala
Continua a haver mulata
Vamos viver em sossego
Talvez não haja chibata.
Eduardo
Com chibata, ou sem chibata,
EliminarÉ poder capitalista
Que, nos rebaixa, ou nos mata
Pois será sempre elitista
E, quando alguém o delata
Sempre que alguém não desista,
Logo a esse alguém destrata,
Mostra-se anti-comunista...
O seu poema relata,
Eu tento seguir-lhe a pista,
Mas não sei se tenho "lata",
Se há talento que resista,
Ou se esta estrofe barata
Mostra o meu ponto de vista...
Maria João
Peço desculpa pelo evidente "martelamento" deste sonetilho, mas estou na pen e sem tempo para grande coisa., amigo Eduardo. Envio-lhe o meu fraterno abraço!
“Concentrados”
ResponderEliminarO trabalho liberta
É peso na consciência
Dessa nazi eficiência
E a consciência desperta
Para uma grade aberta
Profanada na aparência
Intocada na reminiscência
Mais um peso que aperta
Aqueles que agarrados
Estrangulam a liberdade
Silenciam canções d'amor
Ouço marchar soldados
Humilhando a humanidade
Nesse seu quadro de horror.
De gente "destrambelhada"
Eliminar- ditadores vocacionais -
Está esta terra pejada
E produz cada vez mais...
Consciência? Não sabem nada
De estados emocionais
E operam "pela calada"
Pois não são nada normais...
Campos de concentração?
Consideram pertinente
Que exista essa aberração
Onde metem toda a gente
Que entenda dizer que não,
Ou queira fazer-lhes frente...
M. João
Poeta, espero que tenha uns merecidos dias de descanso. Cá vai, com o abraço do costume.
Chá sabido.
ResponderEliminarAi, Poeta! Haja alguém "sabido" porque eu acabo de "meter o pé na poça"... estava convencida de que a minha consulta hospitalar era amanhã e só agora vi que foi hoje...
Eliminar“Pelos vistos”
ResponderEliminarNão é sucesso total
Mas é sucesso, qu'importa
De seu nome Portugal
Se não endireita, entorta
São as taxas e taxinhas
Impostos até mais não
São as tascas e tasquinhas
E mais uns tintos virão
Quem sabe o visto dourado
Comprará mais uma mansão
E também a passaporte
E o dirigente do estado
Sem ser alvo de corrupção
Será bafejado p'la sorte.
Prof Eta
Pregos pr`ó nosso caixão...
EliminarTaxa, imposto e companhia
(pregos pr`ó nosso caixão...),
Tantos são que - isto arrepia! -
Vão deixar-nos sem tostão...
Bem haja quem denuncia!
Valha quem lhes diz que não!
Cada grão de mais-valia
Vai pr`ó bolso do patrão
E tudo isto prenuncia
Grande erro, enorme traição,
Grandessíssima avaria
E desvio da produção;
Rouba-se a quem produzia,
Engordando à corrupção!
Maria João
Cá vai, com o abraço de sempre, Poeta!
“Nossas mãos”
ResponderEliminarSofrimento inivsível
Radar da humanidade
Pior seria impossível
Triste foto na cidade
No luxo das avenidas
As vitrinas da vaidade
Vidas de alma despidas
Vestidas de insanidade
Em troca duma ilusão
Felicidade é tocada
Como bolha de sabão
São mil bocados de nada
Que te rebentam na mão
Deixando-a ensanguentada.
Não consigo, Poeta. Hoje, não posso mesmo responder-lhe.
EliminarTomorow will be.
EliminarGrande é esse sofrimento
EliminarQue a sanha capitalista
Vai impondo e que eu sustento
Ser de vocação fascista!
Minhas mãos - quanto eu lamento! -,
Por muito que eu não desista,
São, por vezes, mero vento
Contra a corrente elitista...
Há mil razões, nesta vida,
Pr`a combater toda a dor
Que grassa nessa avenida,
Mas não sei fazer melhor
E, agora, estou tão dorida,
Que o que faço é sem valor...
Maria João
Segue com o abraço de sempre, Poeta. Ainda estou longe de me sentir capaz de retomar as publicações, desculpe-me se surgirem algumas falhas.
Chá visto.
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