IDEIA
IDEIA
*
(Soneto em decassílabo heróico)
*
Saboreio a conversa e, volta e meia,
Cansada de pensar, sonho o porvir;
Eis tudo o que me posso permitir
Adicionar ao pão que como à ceia
*
Na selva que me invade e me rodeia,
Na vastidão que o verso consentir
Na força que me faça prosseguir
Ao ritmo da jornada da alcateia ...
*
Se a voz me falha, o verso me cerceia,
Se a rima desafina ou me escasseia,
Desisto sem sequer tentar fingir,
*
Pois só pensando sinto a própria ideia
E nenhum deus me verga ou me refreia
A mão com que a tentei reconstruir.
*
Maria JoãoBrito de Sousa – 23.12.2014 – 16.24h
“Amigos do po(l)vo”
ResponderEliminarEra grande a teoria
Da pequena conspiração
Quando nada se sabia
Eis a maior revelação
Era obra da maçonaria
O destino desta nação
Bilderberg reunia
E ao povo em negação
Mais nada lhe assistia
Que fazer a revolução
E então no mesmo dia
Saiu de cravo na mão
Pobre povo não merecia
Mergulhar na podridão.
Prof Eta
Corrupção, desfaçatez,
EliminarMentiras, grande injustiça,
São nódoas de outro jaez,
Mas parte da tal "cobiça"
Que maltrata o português
E provoca tal "carniça"
Que ficam, pobre e burguês,
Cada qual com sua liça...
Mas não estou no meu melhor
E até pensei desistir...
Isto vai , mas que valor
Pode ter se eu persistir
Num poema sem rigor
E escrito quase a dormir?
Maria João
Não vai mau, vai péssimo... foi o que se pôde arranjar, embora esteja evidentemente escrito à martelada...
Bom restinho de ano velhinho, Poeta!
Bela ideia para a festa do Natal,
ResponderEliminarData pura e repleta de louvores.
De todos os cristãos muitos amores,
Saudando ao Homem, Jesus, ser imortal.
Feliz Natal e venturoso Ano Novo, amiga poetisa, que canta em versos harmoniosos que nos encanta!
Adílio Belmonte,
Belém-Pará-BRASIL
Muito grata, Adílio!
EliminarQue tenha muito Boas Festas, amigo, e um melhor e mais justo 2015!
que nunca a voz te doa, nem a mão te falhe em teu desígnio de poeta empenhada...
ResponderEliminarvotos de Bom Ano.
forte abraço
Um bom ano, Heretico! Obrigada!
Eliminar“Teoria perdida”
ResponderEliminarInstante no infinito
Infinito em nós reside
Ao nosso saber finito
A sabedoria preside
Confere intemporalidade
No tempo é perpetuada
Num caminho sem idade
Onde não se avista nada
Por certo é a eternidade
Que nos leva a procurar
Essa teoria perdida
Reveladora da verdade
Que nos fará preservar
Os valores da própria vida.
Se o valor da própria vida
EliminarNos chegar a ser negado,
Estara, na esperança perdida
O mundo mais despojado...
“Roubados”
ResponderEliminarEstá feita a promessa
Nuvens negras não virão
Bom tempo vem depressa
Faz migrar o passarão
Para terras bem distantes
Que o povo está cansado
Deste circo de pedantes
Farto de ser enganado
Desde a era dos infantes
Viver num país roubado
Onde é fraca a liderança
Nada fica como dantes
E com ar triste e cansado
Vê roubar até a esperança.
Prof Eta
... mas nunca "cantando e rindo"
EliminarRoubados, mas talvez mais
Acordados, combativos
E menos dados aos "ais"
Que vão dando os semi-vivos...
Talvez, como os ancestrais,
Usando os tais velhos crivos
Das escolhas naturais
Dos bons dos povos cativos.
Levam tudo e não levaram,
Desta combatividade,
O que tanto cobiçaram;
A força desta vontade
E o valor dos que afirmaram
Combater pela Verdade!
Maria João
Cá vai com o meu abraço de sempre e os meus votos de um muito combativo 2015!
Chá sem nuvens.
ResponderEliminar... vou ver esse "Chá sem Nuvens"... só espero que não seja idêntico àquela afirmação do Passos Coelho em relação à nossa economia, rsrsrsrs...
Eliminar“A escolha”
ResponderEliminarAdeus ao ano cinzento
Outros mais negros virão
Anos azuis se revelarão
Ao olharem o firmamento
Com nosso consentimento
Doutras côres surgirão
Por certo surpreenderão
Fazendo jus ao pensamento
Pela humanidade escolhido
Esse que guiará o crer
Segredo está no escolher
Côr do ano pretendido
Se fôr morta há-de morrer
Se fôr viva há-de viver.
Escolhi!
EliminarSai tão gelado, o poema,
Que, se um verso cai no chão,
Faz-se em cacos... já me acena,
Do verso da Terra, o Verão...
Tenho frio! Não tenho tema,
Nem me nasce inspiração
Enquanto o meu corpo trema
E eu já mal comande a mão
Mas, enquanto aqui estiver,
Teimarei nesta postura
De lhe tentar responder
Preenchendo a "partitura"
Com quanto, a mim, me ocorrer
No decurso da leitura...
Maria João
Que seja um melhor ano para si e toda a família, Poeta! Estou literalmente congelada... penso que é a passagem de ano mais geladinha - no sentido literal - da minha vida!
Chá da maioria.
ResponderEliminar...vou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Caminho do regime”
ResponderEliminarQue este é o caminho
Que outro não haverá
No discurso não alinho
Mas outro discurso não há
Parece o disco riscado
Com o discurso já caduco
Duma fábula do passado
Muita parra e pouco suco
Assim vamos caminhando
P’la via dum só sentido
Única que nos salvará
Mesmo não acreditando
Tudo o resto está perdido
Quem se afastar morrerá.
Prof Eta
Extinção...
EliminarTantos presságios de morte..
Afinal sempre alguém escapa
Sempre algum, por pura sorte,
Subverte as linhas do mapa,
Derruba o poder da corte,
Usa a vontade por capa
Quando já nada lhe importe
Porque aaparência é..."zurrapa"...
É "zurrapa" este regime
Que faz por nos destruir,
Que nos mata e nos deprime,
Mas... em vez de lhe fugir
Ou pensar que se redime,
Faço tudo pr`ó extinguir...
M. João
Muito mauzinho porque este registo não é o meu registo poético, como sabe, mas aqui vai com o abraço de sempre, Poeta!
Chá civilizado.
ResponderEliminar... vou vê-lo, Poeta.
Eliminar“Realidade inversa”
ResponderEliminarNa claridade obscura
Duma manhã submersa
Teve início a procura
Da realidade inversa
Quão inversa seria
Não era possível saber
Sabia-se porém um dia
Assim iria acontecer
Vieram de todos os lados
P’rá nova realidade celebrar
Sempre em grande efusão
Mas do sonho acordados
Acabaram por constatar
Não houvera transformação.
No verso da coisa inversa
EliminarFalta, às vezes, qualidade,
Mas quem disso faz conversa,
Vai colmatando a saudade
À segunda-feira, à terça,
Quando haja oportunidade
De comer "papa Laberça",
Quando surja essa vontade...
Transformação gradativa,
Sempre um tanto impulsionada
Pela causa que, bem viva,
Já desbravam, em cada estrada,
A rebeldia cativa
Na pessoa condenada...
M. João
Vai atroz, eu sei, Poeta... nem sequer faz muito sentido, mas segue com o abraço de sempre!
“Ser assim”
ResponderEliminarSer escravo do amor
Amante da felicidade
Faz-me suportar a dor
Ignorar a adversidade
Nada tendo a impôr
À minha realidade
Qu’atravesso com ardor
Sem pingo de vaidade
Aceitando com gratidão
O que me fôr ofertado
Neste passeio curtinho
Remetendo à meditação
Quando fôr confrontado
Com as pedras no caminho.
Ou assim...
EliminarSeja eu escrava ou, simplesmente,
Natural, numa amizade,
Meu coração, minha mente,
Sentem-se sempre à vontade
E o que seja mais premente
Não mata essa f`licidade
Que caminha velozmente
Enquanto houver liberdade...
Seja, então, como quiser
Pois jamais porei travão
Àquilo que alguém fizer...
Pois sigo na direcção,
De escrever o que entender
Não desprezando a razão...
M. João
Cá vai, com o abraço de sempre, Poeta!
Charlie assassinado
ResponderEliminarNuma rua de Paris
Profeta está vingado
Deus algum assim quis
Foi obra da podridão
Um acto de bestialidade
Um choque p’rá multidão
Nódoa na humanidade
Que corrói as entranhas
Da sua própria existência
Condenada a cada momento
Mas que por artes estranhas
Não procura na sua essência
Razões p’ra cada acto nojento.
Prof Eta
Acto nojento e brutal
EliminarQue muito há-de aproveitar
À tal Frente Nacional
Dos fascistas do lugar
E, por mais que digam mal,
Deu-lhes jeito e vão gostar
Pois todo esse asco, afinal,
Em muito os há-de ajudar...
Na pura xenofobia
Dum velho elitismo atroz
Que fará grande razia
Bem no fundo, em todos nós...
Que a velha Democracia
Saiba pensar... e ter voz!
M. João
Todos estamos chocados. Todos, Poeta. Abraço.
Chá nulo.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
EliminarChá contabilizado.
ResponderEliminarVou ver o Chá, Poeta!
Eliminar“Matança”
ResponderEliminarEsses que estão por trás
Da barbárie consentida
Essa que tudo desfaz
Não dando valor à vida
Já que a vida é fugaz
Duma forma decidida
Deixem-nos agora em paz
P’ró além vão de seguida
No além encontrararão
Cada irmão assassinado
Mas aí não matarão
Então sim questionarão
Razão que terá levado
À matança sem razão.
Nunc`há razões pr`à matança,
EliminarNem pr`a tanta crueldade
Quanta a qu`houve agora em França
Fagelando a liberdade...
Acompanha esta mudança,
Todo um mar dessa ansiedade
Que vai da fome à abastança
E se impõe contra a vontade...
Não sei se há, ou não, "além".
Um acredita, outro não,
Mas nunca o soube ninguém
Porque, nesta condição,
O "delírio" é que o sustém,
Tanta vez contra a razão...
Maria João
Cá vai com o abraço de sempre, Poeta!
Chá cartoon.
ResponderEliminarVou ver o Chá, Poeta, enquanto arranjo coragem para a titânica tarefa - para mim, no estado em que estou, claro... - de lavar uma enorme pilha de pratos e talheres...
Eliminar“Aux Champs Elysées”
ResponderEliminarN’avenida vai ocorrer
Silenciosa manifestação
Foram muitos a morrer
Para originar a reacção
De todos os governantes
Deste mundo e arredores
Tudo ficará como dantes
Virão os novos horrores
Programados a preceito
P’ra deleite da multidão
Que em directo assistirá
Compete ao governo eleito
Assegurar a programação
Que mais votos lhe trará.
Prof Eta
Por mais votos que lhes dêem,
EliminarPor mais que os já tenham dado,
Existem muitos que vêem
O que foi feito de errado...
Os muitos que nada têm
Pois tudo lhes foi roubado,
Que se organizam, que obtêm,
De outra forma, um resultado
Diz Pessoa - e tem razão... -
Que o poema pode ser,
Ora um`arma, ora um travão
E eu, já sem tempo a perder,
Pr`aqui nesta distracção,
Sem saber que responder...
M. João
Neste registo, sou mesmo muito "fraquinha", Poeta... mas aqui vai, muito feito à pressa. Abraço!
Chá nunca mais.
ResponderEliminar... vou ver esse Chá, Poeta.
Eliminar“Eclipse”
ResponderEliminarDefender a liberdade
Com arame farpado
Construir a igualdade
Com a lei do mercado
Praticar a fraternidade
Num círculo fechado
Assim nasce a sociedade
Dum pesadelo sonhado
Somando a austeridade
Temos o caldo entornado
Onde reina a confusão
Evocando a divindade
Cada um se faz soldado
Matando por essa razão.
Prof Eta
Branqueamento...
EliminarTanta, tanta hipocrisia
E tão grande encenação
Coexistindo - em bem via! -
Numa manifestação,
Demonstram que nela havia
Muita falta de atenção
Do que "foi" na "cantoria"
Sem mostrar rebelião!
O terrorismo de estado
Por lá esteve, muito unido,
Tentando ser "branqueado",
Mostrando o rosto fingido
De quem de nada é culpado,
Sendo, no fundo, o bandido...
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!
VI-OS, ONTEM, EM PARIS
ResponderEliminarBem dispostos, bem trajados,
Vi-os, ontem, em Paris.
Beijaram-se, vis-a-vis,
Passearam de braços dados
Cedo ficaram cansados
Como é sempre seu cariz
E foram, com ares servis,
Ouvir salmos inflamados
Cantados na sinagoga!
Ajeitaram os solidéus,
Alguns trajados de toga
Oraram com ar infausto
De olhos virados aos céus
P´las vítimas do holocausto.
Quando voltarem a casa
Liquidam os filhos de Deus
Que estão na Faixa de Gaza.
Eduardo
Em Paris...
EliminarComo que estando a sofrer,
Fingindo ser solidários,
Ao vê-los, pude entender
Que eram simples "salafrários",
Esses, os tais do poder,
"Enganando" os proletários,
Todos tentando par`cer,
Do que são, muito contrários;
Senhores das carnificinas,
Mestres das grandes torturas
E das mentes assassinas,
Essses, os reis das censuras,
Tecem redes, ditam sinas,
Congeminam ditaduras...
Maria João
Muito grata pelo seu sonetilho, amigo Eduardo.
Segue o meu, apressado e muito pouco melodioso , mas dizendo de sua justiça e subscrevendo o seu "Vi-os, ontem, em Paris"
Fraterno abraço para si e sua esposa.
Chá maior.
ResponderEliminarTentarei lá chegar, Poeta...
Eliminar“Troféus”
ResponderEliminarEm abstracto escrevo
Não olhando à situação
Até aquilo que não devo
Se pr’aí me leva a mão
Dos profetas nem m’atrevo
Tão pouco da religião
Deles apenas transcrevo
Toda e qualquer citação
Pai nosso que estais no céu
Desce à terra e anda ver
O que aqui se est’á passar
Cada irmão é um troféu
Alvo fácil a abater
E o prazer é chacinar.
Alvos, seremos nós todos,
EliminarDesde que não produzamos,
Do que pretendem, a rodos
Pr`a gáudio dos nossos"amos"
... e por aqui me fico, Poeta. Houve quem escrevesse, e de forma a não os deixar esquecer, sobre estes mesmos meninos...
Abraço, grande, como sempre.
Chá unido.
ResponderEliminarVou ao chá, Poeta!
Eliminar“Comunhão”
ResponderEliminarGente que ama e pensa
Seja ele um muçulmano
Cristão ou republicano
É p’la liberdade d’imprensa
Mesmo até no paraíso
Seja budista ou ateu
Mama Krishna ou judeu
Não impõe qualquer juízo
P´lo respeito faz respeitar
Pela conduta é campeão
Não precisa de matar
Mas a vida p’lo irmão
Pode até resolver dar
P’ra viver em comunhão.
Pl`a liberdade geral,
EliminarContra a manipulação,
Pela "dose" essencial
De cultura, amor e pão
Vou lembrando que, afinal,
Só pode haver comunhão
Onde o respeito total
Andar a par da afeição...
Faz tanta falta pensar!
Impoluto, eticamente,
Quem assim se souber dar
Esse, sim, pode ser "gente"
Em vez de "em gente se armar",
Sendo, no fundo..."indecente"...
Maria João
Segue com o abraço de sempre, Poeta!
“A receita”
ResponderEliminarAdiciona-se a liberdade
Saudável do verbo ser
Conjuga-se com idoneidade
Mais a verdade e o querer
Junta-se em partes iguais
Vai aquecendo no coração
Nos aspectos fundamentais
Polvilha-se com a razão
Serve-se com bom senso
Aos convivas em sociedade
Néctar da paz a acompanhar
Deixa um travo intenso
Na alma da humanidade
Se a receita quiser utilizar.
Poeta, bela receita!
EliminarPossa este povo entendê-la
E fazer. dela, colheita,
Que, a colheita, é sempre bela!
Para quem já nada aceita,
Recomendo; Encontrem nela
As melhoras da maleita
E a chama a brilhar na vela...
Liberdade, não duvido,
Não pode ser dispensável!
Nasce em nós, bem decidido,
O bichito insaciável,
Racional, mas comovido,
Do que, em nós, for mais palpável,
Do que of`reça, consumido,
Uma espiga, um prego, um sável,
Ao que, estando já perdido,
Crie ainda. Isto é saudável!
M. João
Olhe, Poeta, saiu-me um sonetilho de coda... com dupla coda, neste caso, embora a designação "de Coda" abranja sonetos e sonetilhos a que se crescentam uma ou mais estrofes, depois de completa a unidade formal composta pelas duas quadras e dois tercetos... não esperava, mas foi saindo assim porque ainda tinha uma ou outra coisita para dizer...
Estou a ter de fazer períodos mais curtinhos de actividade online.
Dói-me a cabeça e estou "meia engripada"...
Abraço grande!
“Cante”
ResponderEliminarAlentejo quentinho
Boa terra p’ra viver
Terra onde podemos ter
Boa mesa, pão e vinho
As searas a crescer
Lembram tempo passado
As pastagens e seu gado
Ainda cá podemos ver
Terra quente acolhedora
Quem chega vem p’ra ficar
E se parte leva saudade
Sua gente sabedoura
Tem um cante peculiar
Património da humanidade.
Belo Cante que não cala
EliminarFestejos, lamentações,
Anseios, povo que fala
Nos gorjeios das canções
Sob um sol que aquece e estala
Um chão de todos os verões
E, de Inverno, gela a sala
Das melhores habitações...
Celeiro de pão quentinho,
Chão de sal, chão de sobreiro
E também chão desse vinho
Que aquece o seu povo inteiro
E desemboca em caminho
Para qualquer companheiro...
Maria João
E viva o Cante, Poeta! Cá vai com o abraço de sempre!
Chá em festa.
ResponderEliminarVou ver a Festa, Poeta!
EliminarChá boiou.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
EliminarChá hibernou.
ResponderEliminarAté eu me sinto "hibernada", Poeta! Tem mais a ver com os meus problemas de saúde do que com a idade, mas a verdade é que os invernos ficam mais e mais difíceis a cada ano que passa...
Eliminar“Raças e crenças”
ResponderEliminarMinha raça é o mundo
E minha crença também
Se seu desígnio profundo
Fôr apenas e só o bem
Que o mal possa expirar
Pela junção da vontade
Em algo de novo criar
No seio da humanidade
Lucra tod’a minha gente
Do novo estado de graça
Resultado desta mutação
Ou então contrariamente
Resultará em desgraça
Seguindo-se a implosão.
Minha "raça"/minha crença
EliminarMinha espécie - minha "raça" -,
Primata, por nascimento,
Tantas vezes se ultrapassa
Pr´a ganhar vida e sustento,
Que tanta vez, por desgraça,
Vive em medo e sofrimento
Por toda a fome que grassa
E outras castas de tormento...
Virá tempo, estou segura,
Desse tempo nos levar
Desta noite amarga e escura,
Mas, enquanto cá ficar,
Só numa esp`rança futura
Devo e posso acreditar...
Maria João
Cá vai com o abraço de sempre, Poeta!
Chá vivo.
ResponderEliminarVou ver esse chá vivo, Poeta!
Eliminar“Absolvição”
ResponderEliminarFaces da mesma moeda
Diferentes por definição
Se uma estiver em queda
Pode ser que a outra não
Se uma cometer pecado
A outra terá a absolvição
Se uma acerta no mercado
A outra é pura intuição
Energias contraditórias
Cunhadas no mesmo metal
Justificam todos os actos
Logo manobras delatórias
Submetem o bem ao mal
Absolvem Pôncio Pilatos.
Prof Eta
Não sei, Poeta, não sei,
EliminarMas farei por descobrir
Se um dia o perdoarei,
Se assim me irei decidir
Ou se, antes, não esquecerei
Quem tanto mal fez cair
Sobre a gente, sobre a grei,
De um pais quase a florir...
É dura a publicação
Das palavras que teci
Porque a louca ligação,
Em segundos, falha aqui...
Não tenho concentração,
Nem revejo o que escrevi...
M. João
Aqui vai - julgo eu... - o que me ocorreu, de repente, enquanto esta porcaria de ligação me permite aqui estar... o abraço de sempre!
Chá vezes...
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta.
Eliminar“Contaminação”
ResponderEliminarBerço da democracia
Ilumina a escuridão
Que se produz dia a dia
E escurece o coração
Dos povos sem alegria
Tal e qual hoje estão
Mercê da cacofonia
Que leva à distorção
Dos sons da harmonia
Que jamais se escutarão
Pois ninguém imaginaria
O destino da revolução
E tudo o que produziria
Fosse mera contaminação.
Prof Eta
“Contamination”
ResponderEliminarAlways a new way
Same as the old one
I’ve heard you say
The statement to someone
And prisioner we stay
As long as we don’t see
Arising the new old day
Not so old as it should be
Not so new to be a solution
The only way is the fear
So the people never stand
Dreaming such a revolution
Don’t want them to interfere
Don’t want them to understand.
Never know... might be te same,
EliminarOr might be a newborn one...
I believe it is a shame
To believe it`ll never come...
Poeta, ando muito pouco "virada para o inglês", nestes últimos tempos...
Cada vez me parece mais e mais necessário "defender" a nossa língua, defender a qualidade da poesia portuguesa em todas as suas formas; rima livre, rima ocasional, verso branco e poesia clássica... cada vez vejo mais, também, quão difícil isso é... mas é absolutamente necessário que seja feito! Não defender a poesia na sua forma e expressão Clássica, será o mesmo que abdicar de Mozart "porque já não está na moda"... fica esta quadrazita meia tonta, meia "sábia"... porque, afinal, o que me trouxe até à net não foi, de maneira nenhuma, a necessidade de confraternizar! Foi mesmo a necessidade de "batalhar" pela poesia, pela língua e, posteriormente, por aqueles em quem tenho mil e uma razões para crer que defendem os mesmos que eu defendo, no que toca a Polítca (não a politiquice, atenção!).Todos os amigos que tenham surgido através dela, são e serão bem-vindos, são e serão uma autêntica "festa interior",, mas outros foram os motivos que a este mundo virtual me trouxeram.... e me prendem, ainda, apesar de tudo...
Abraço grande!
“A cereja”
ResponderEliminarFrançois eu conheci
Europa era mudança
Hollande pequeno vi
Assassinar a esperança
De grego me travesti
Esta é minha vingança
Sim François é para ti
A Alexis concedo a dança
Roucos de tanto gritar
Logo a mudança se fará
Tal com outras que tais
Alexis em François irá dar
E logo o povo gritará
As mudanças nunca mais.
Prof Eta
“Yanis”
ResponderEliminarYanis Varoufakis é
Um marxista errático
Se nadar fora de pé
Um colete será prático
Camisa de onze varas
Já ele a tem garantida
E outras modas raras
São diagnóstico à partida
À chegada se saberá
A destreza desta via
Para conduzir o povo
Que alguém os boicotará
Há muito que se sabia
Essa é a regra do jogo.
Prof Eta
Chá da paz.
ResponderEliminarPoeta, não estou muito bem, hoje, mas vou tentar ir ver o Chá!
Eliminar“The show must go on”
ResponderEliminarQuero ter um milhão
Para ser um milionário
Tu ficas com um tostão
Para o teu gasto diário
Mas que grande sensação
Chamam-me até visionário
Tu ficas com teu quinhão
Que se apelida de salário
E assim vamos vivendo
Na sociedade progresso
Sem necessidade de amor
Maioria em nada tendo
Tem direito a um ingresso
No espectáculo do terror.
Prof Eta
Going on... and on, and on...
Eliminar... de amor, há necessidade,
De inteligência... também,
E eu tomo, da liberdade,
Quanto fruto de ambos vem
Às vezes em quantidade,
Outras , pr`a quase ninguém
E, ora farto, em qualidade,
Ora o que dela se abstém...
Eu, de tudo aqui vou vendo;
Amor, desamor, loucura...
Disso vou depreendendo
Que o que falta, entre a "fartura",
É, do que aqui vou escrevendo,
Tudo... menos a censura!
Maria João
Aqui vai, Poeta, já feito "em parceria" com Morfeu que, há horas me anda a rondar e a chamar para a caminha...
Abraço grande!