SONETO À RESISTÊNCIA
(Em decassílabo heróico)
Neste meu lugre-escuna – ou só jangada? -
Vou resistindo enquanto vou podendo
E venho-vos dizer que me não vendo
Porque por preço algum serei comprada,
Nem minha embarcação será tomada,
Pois, enquanto viver, nunca me rendo
E o verso é sempre a força a que me prendo
Enquanto dela sobre um quase nada...
Venho falar-vos desta força imensa,
Que tremeluz, que tanto mais se adensa,
Quanto mais vai tentando persistir,
Que me flui no sentir, porque se pensa,
Que mesmo naufragada, exausta e tensa,
Retoma a luta e faz por resistir!
Maria João Brito de Sousa – 09.04.2015 – 14.11h
ola pessoas sou gaby tenho 18 anos estou aqui pq amoooo escrever poesias acho que isso me faz voar ficar mas leve adoraria trabalhar com poesia e acho que seria uma otima experiencia profissional na minha vida bom eu queria deixar aqui um exenplo de uma poesia minha e meu contato caso alguem se interesse bom 011942340382 exenplo: coisas comuns da vida e saber que nao fomos nascidos em vao que nao somos apenas uma pessoa de carne e osso e sim alguem com caracteres e objetivos de amar e viver como pessoas chamadas de normais em vida.. bjs pessoal
ResponderEliminar“Mundos”
ResponderEliminarE o mundo acabou
No ano 2000 por suposto
Logo a festa terminou
Logo o rei foi deposto
Tudo quanto sobejou
Foi um enorme desgosto
Nunca mais ninguém chorou
Nunca mais houve Agosto
Sem mundo vamos vivendo
Suspensos em pensamentos
De quem se digna pensar
Sem pensamento morrendo
Todos os nossos momentos
Nos mundos vão terminar.
Bem recordo a velha história
EliminarDo fim que se aproximava...
Guardo, ainda, essa memória,
Mas, confesso, nem ligava..
Conheço bem, dos humanos,
As grandes superstições,
Os medos, os desenganos
E as fantásticas "visões"...
Consolei quem precisou,
Vivendo um dia "normal"
E o "fim do mundo" passou
Pois não passava, afinal,
De treta que se inventou
E acabou por correr mal...
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!
Lembro-me bem de alguns "receios" que ainda tive de "consolar"... a minha mãe não estava totalmente imune a eles, era bastante sugestionável...
Chá na rotunda.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Porca”
ResponderEliminarQue solteira nunca morra
Essa culpa que te assalta
Quem p’la desculpa corra
Não corra a culpar a malta
Viúva nunca deve ser
Estão a ver o resultado
Seria obrigado a morrer
Esse que era o culpado
Deixemo-la rir e cantar
Vivendo com alegria
Que tristeza não desculpa
Este pesadelo da culpa
P’ra que a desculpa sorria
Mais vale ninguém culpar.
Prof Eta
Nenhuma culpa me assalta...
EliminarDigo; a mim, pessoalmente,
Nenhuma culpa faz falta,
Nunca ela me infesta a mente,
Mas, quando a culpa ressalta
Duma frustração recente,
Pode ser, pr`a muita "malta",
Uma questão pertinente...
Erros... sempre se cometem
Pois ninguém será perfeito
Nas razões que lhe competem,
Mas quase sempre é defeito
Dos que à culpa se submetem
Sem terem razão de jeito...
Maria João
Aqui vai uma visão um pouco mais "filosófica" da noção de "culpa", Poeta! Abraço!
“Hey Jesus”
ResponderEliminarSe pareço o que sou
Sou aquilo que pareço
Então sem máscara vou
Em busca do que mereço
Parto em busca de nada
P’lo prazer de caminhar
Sinto merecida a jornada
Se alguém puder ajudar
Tenho toda a recompensa
Se me esboçam um sorriso
Sinto leve a minha cruz
Subir ao monte compensa
À montanha se fôr preciso
Sinto a ajuda de Jesus.
SUBIDAS E DESCIDAS
Eliminar(compromissos, burocracias e deslocações)
Poeta, estou de saída...
Como subir não me custa,
Deitando contas à vida,
Só a descida me assusta
Que, ao descer, fico dorida
E, sendo a descida injusta,
Custa bem mais que a subida
E é coisa bem pouco augusta,
Mas o certo é que terei
De fazer mais este esforço
Descendo uns tantos degraus...
Quanto custa? Só eu sei
A dor que trago no dorso
Nesses momentos tão maus...
Maria João
Aqui vai, Poeta, uma realidade pessoal- e iminente... - transportada para um sonetilho apressado. Abraço grande!
Chá não.
ResponderEliminarVou vê-lo antes de sair para a consulta, Poeta!
Eliminar“Sinusoides”
ResponderEliminarSão novos jogos de guerra
Da vida que se faz real
Quando a coisa emperra
No desafio que foi virtual
Hoje somos sem terra
O apelo é grito global
E a actual política encerra
Uma cegueira colossal
Apegada ao seu umbigo
Sem valores fundamentais
Não vislumbra a mudança
De negro vestido o perigo
Surge com contornos letais
Para muitos a nova esperança.
Prof Eta
Sinusoides são, também,
EliminarAlgus vasos capilares,
Desses que o ser vivo tem
Às dezenas de milhares
E que nem sempre estão bem
Por muito bem que os cuidares...
Anda o sangue num vaivém
Até dele não precisares
E quando a vida acabar,
Nem os vasos sinusais
Permanecem pr`a contar
Dos versos e tanto mais
Que, em ti, ousaram pulsar
E nunca foram banais...
Maria João
Cá fica, Poeta, muito "martelado" e muito de fugida, mas correspondendo a uma realidade que também me ocorreu.
Abraço grande!
Chá teimoso.
ResponderEliminar... ocorreu-me, assim, de repente, que é muito comum confundir teimosia e persistência, Poeta. Estou de saída para o hospital, mas vou tentar ver o Chá...
Eliminar“Sintonias”
ResponderEliminarSintoniza o universo
Escutas as constelações
Esse é um modo diverso
De ouvir lindas canções
Formas de onda e energia
Luzes, côr e sedução
Sem ele nada existiria
Parte em busca da emoção
Estas são as sintonias
Únicas fontes de verdade
Que ninguém contaminou
Aproximam-se novos dias
Em que sentirá saudade
Quem não o sintonizou.
Saudáveis sintonias!
EliminarEu só escrevo "em sintonia"
Conforme é fácil de ver
No pulsar da poesia
Que por cá ando a escrever...
(Pela "afinação" do verso
Se deduz, se depreende,
O ponto a que esse universo
Ao mesmo verso se prende...)
Se, porém, desafinando
Julgasse que a sintonia
Era outra coisa qualquer,
Estaria, então, delirando
Com qualquer patologia
Que mal posso descrever...
Maria João
Aqui vai com o grande abraço de sempre, Poeta!
Chá resolve.
ResponderEliminarVou tentar descobrir a resolução do Chá, Poeta!
EliminarChá aqui.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Matarás”
ResponderEliminarE Deus criou o mundo
Com toda a dedicação
P’ra que o ser no fundo
Encete a sua destruição
Em nome Dele matar
Parece ser a profissão
A que mais está a dar
Beneplácito da redenção
Disse-nos não matarás
Não terá sido ouvido
Nesta Sua prelecção
Devem fazer marcha atrás
Aqueles que sem sentido
Matam em nome da religião.
Já vi muita teoria
EliminarSobre os fins da "criação";
Nessta propõe-se a razia
Pautando a destruição
E, no fundo, contraria
Toda a viva condição
Que se alastra e que procria
Sonhando a perpetuação...
Há, decerto, uma avaria
Nesta insólita versão
Que jamais permitiria
Que houvesse uma evolução
E onde um ser se acabaria
Sem ter escutado a razão...
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!
Chá muda.
ResponderEliminarSó agora o posso ir ver, Poeta!
EliminarChá no paraíso.
ResponderEliminarVou ver esse Chá paradisíaco, Poeta!
Eliminar“Roleta russa”
ResponderEliminarE agora a dignidade
Discutida a preceito
Não é digna a sociedade
Que nos aperta o peito
Nos retira o ganha-pão
E nos ignora amiúde
Idolatra-nos em eleição
Não nos paga a saúde
Nos penhora a habitação
E nos atira p’rá sargeta
Por devermos um tostão
Do estado somos muleta
Esta é a nossa condição
Russa é a nossa roleta.
Prof Eta
Sentimos, frequentemente,
EliminarQue essa mesma dignidade
Nos fica mesmo à tangente
Ante a nova realidade...
Sabemos que somos gente
Mas, ante esta iniquidade,
Povo pouco competente
Que aos poucos perde a vontade...
Assim digo o que sente
- e, se o digo, é com verdade -
Se me sinto descontente,
Se o estatuto de igualdade
Vai "caindo" e, de repente,
Só me resta a caridade...
Maria João
Estamos a ficar muito "precários", a muitos níveis, é verdade, Poeta.
Aqui vai com um abraço, um tanto ou quanto "trapalhão", mas com a boa vontade de sempre!
Chá meu.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Normalidade”
ResponderEliminarA bem da normalidade
Quero que sejas normal
Pois julga-te a sociedade
E o seu julgamento é fatal
Seremos assim normais
Por essa redutora bitola
Mas assim somos demais
Por sermos tão bons da tola
Maluquinhos indefesos
Paranóicos e anarquistas
Pelas ideias são presos
Presos foram os artistas
Que os normais são coesos
Não permitem outras vistas.
Porque a "crise" faz mudar
EliminarEsse tão simples conceito,
Passa a ser normal lutar
E, aceitar, passa a defeito
Que todos devem expurgar
E adaptar ao novo jeito
Que passa por protestar,
Renegando o preconceito...
Há que manter, todavia,
Esse equilíbrio interior
Que previne uma "avaria"
Pr`a que não fiques pior
E o que o sonho prometia
Nunca perca o seu fulgor...
Maria João
Aqui vai, Poeta, com o abraço do costume!
Chá apressado.
ResponderEliminarVou lá, Poeta!
EliminarChá no percurso.
ResponderEliminarVou vê-lo muito de corrida, Poeta! Tenho papeladas para tratar e saio já a seguir!
Eliminar“Branqueamento”
ResponderEliminarAs sociedades secretas
Neste rectângulo natal
São responsáveis directas
Pelo que acontece de mal
Ou será pela demissão
De quase toda a sociedade
Que apenas são como são
Leis que regem a verdade
Inscritas na constituição
Revelam toda a bondade
Necessária ao branqueamento
Do que vai no coração
Da gente que na realidade
Nos redige cada momento.
Prof Eta
Concordo, mas não sabendo,
EliminarNa vida do dia a dia,
Se conheceço alguém que, sendo
De uma seita, o não dizia,
Como saberei se entendo,
Como me precaveria
Contra o tanto que, não vendo,
Muito normal julgaria?
Porque nada - ou quase nada... -,
Neste mundo virtual,
Parece ser coisa errada,
Mesmo não sendo "normal",
Por cá sou "pata sentada"*
Que aguarda o tiro fatal...
Maria João
* tradução literal do inglês "sitting duck" (alvo, isco)
Cá vai com o abraço de sempre, Poeta!
Chá no caminho.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Lampeduza”
ResponderEliminarO fascismo já lá vai
Holocausto não existiu
A todos a máscara cai
Mas depois ninguém viu
Malefícios do passado
Mesmo à beira do abismo
Passo em frente é branqueado
A quem serve o terrorismo
Uma questão sem resposta
Para quem usa e abusa
Boa cama mesa posta
E os milhões não recusa
Carta fechada é proposta
Mar aberto é Lampeduza.
Prof Eta
Mar que se fecha bramindo
EliminarSobre corpos já sem vida...
Mar, mais mar, que nunca é findo
Esse inocente homicida...
Mar que se acalma e, sorrindo,
Ofrece a esp`rança à partida,
Mas que em mil ondas subindno,
A rouba assim que rendida...
Mar das grandes tiranias,
Mar que tanta gente acusa
Das mais loucas rebeldias,
Mas que a ninguém se recusa...
Deixasse, esse mar, vazias
As campas de Lampedusa...
Maria João
Aqui vai, Poeta, com um abraço grande como sempre!
“Mente vazia”
ResponderEliminarDores de parto mental
Se a mente me recusa
Aquilo que é fundamental
A quem da mente abusa
Fico pois em sobressalto
Procurando o que é meu
Não encontro valor mais alto
Parece que o mundo morreu
Retrato de pura ilusão
Silêncio tudo envolveu
Já não tomo a decisão
Está escuro como breu
Tempo é uma imensidão
Pois quem morrera fui eu.
RESPOSTA - Sonetilho de Coda
EliminarVirá, mais tarde ou mais cedo,
Mas, enquanto aqui escrever,
Poeta, não tenha medo,
Está bem longe de morrer!
Bem longe desse degredo
Que há-de vir a acontecer,
Partilhamos o brinquedo
De um poema por nascer...
Se sente a mente vazia,
Talvez seja algum cansaço,
O que faça tal razia,
Ou faça, tal como eu faço;
Dar descanso à Poesia
Não fará de si "madraço"!
Mais bela virá no dia
Em que, escolhendo o seu espaço,
Cresça em força e melodia!
Maria João
Aqui vai, Poeta, muito apressado, mas sincero e, como sempre, levando o meu abraço!
“Navegar”
ResponderEliminarNo mar de dúvidas navega
Quem se propõe navegar
A bom porto nunca chega
O que não se faz ao mar
Anda irmão navegador
Empresta o teu coração
Onde embarca tanta dor
Da tu’alma e desse irmão
E quando avistarem a luz
Mais a embarcação balança
Que a vaga não se reduz
Ao navegar na esperança
Mas por certo com Jesus
É no amor que se avança.
Tenho em mente não esquecer
EliminarQue, se é belo, um coração,
Perde todo o seu poder
Quando despreza a razão...
Veja os crimes passionais;
Não são poucos, nem pequenos,
E nunca será demiais
Desejar que sejam menos
Se o coração der ouvidos
À razão que o contradiz
Em tão diversos sentidos;
- Coração, faz como eu fiz,
Ou, estaremos tão perdidos,
Que nem tu serás feliz...
Maria João
Não parece muito a propósito... mas é. Há mares e mares...
Um abraço grande, Poeta!
“Desafinados”
ResponderEliminarFoi enorme a disputa
P’la nova lei do pensar
Queriam os filhos da put@
Nossa mente formatar
Uma forma pouco astuta
De inteligência mostrar
De quem seria a batuta
Qu’esta música quis tocar
Em tod’a pauta desafinou
Esta orquestra do cinismo
Que não representa a nação
Felizmente triunfou
A antiga lei do civismo
Por maioria de razão.
Prof Eta
Fossem Ética e Razão
EliminarPrincípio de toda a lei,
Não esquecendo o Coração
Que também faz falta, eu sei,
E haveria "afinação"!
Pelo pouco que eu escutei,
Fala mais alto a ambição
Do que fala a voz da grei...
Esta minha afirmação
Não faz rimar "ão" com "ei",
Mas tem alguma razão
Pois, se às rimas não faltei,
Não me falhando escansão,
Nem as sílabas contei...
Maria João
Agora é que parece não ter nada a ver com o seu sonetilho, Poeta... mas alguma coisa terá pois foi o que me ocorreu durante a leitura...
Outro abraço grande!
Chá da salvação.
ResponderEliminarEstou de saída, Poeta, mas ainda vou tentar espreitar o Chá!
EliminarChá de certeza.
ResponderEliminarDe certeza, Poeta! Já estou a beber o meu e vou já ver o seu!
Eliminar“Em alegria”
ResponderEliminarPovo na boca dos ministros
Ministros na boca do povo
Todos são muito sinistros
Não se vê nada de novo
Cada qual é bem melhor
Que qualquer outro seria
Ouvimos sem desprimor
No discurso em cada dia
Todos juntos é que não
Pois isso é uma utopia
Fomentando a divisão
Unidos na demagogia
Enganados de antemão
Somos povo em alegria.
Prof Eta
Reflectindo...
EliminarTenho, por vezes, pensado
Que é excessiva, essa alegria,
Perante o facto consumado
De quem pena, dia a dia
E de quem já está cansado
Da louca desarmonia
De se ver pobre e roubado
De quanto lhe caberia...
Reconheço haver um excesso
De riso e de confiança
Neste penoso processo
Onde só não falta a esp`rança...
(nunca, a essa, desmereço,
mas... onde pára a bonança?)
Maria João
Cá vai, com o abraço de sempre, Poeta!
Nota - Nem sempre sou eu própria o sujeito poético destes sonetilhos-resposta, Poeta. É frequente eu ter a veleidade de tentar"falar" pelo povo a que pertenço...
Chá espertalhão.
ResponderEliminarVou ver isso, Poeta!
Eliminar“Adoração”
ResponderEliminarNão se vê a mortandade
Não se lhe sente o cheiro
Procura-se a santidade
Aos pés do deus dinheiro
E as mentiras repetidas
Passam a ser verdades
Normalmente proferidas
P’ra branquear atrocidades
E na verdade esgotados
Já não temos salvação
A toda a hora enganados
P’la mentira em profusão
Cremo-nos injustiçados
Esta é a humana condição.
Pois eu digo que, em verdade,
EliminarLhe sinto cheiro e sabor
Porque a crua mortandade
Espalha, ainda, o seu terror,
Despreza a fraternidade,
Recrudesce em seu furor
E, sem mostrar piedade,
Tudo arrasa em seu redor,
Porque o dito deus dinheiro
Sempre teve adoradores
Desses tais que, a tempo inteiro,
Lhe tecem grandes louvores,
Vendo, no pobre, o cordeiro
Que aguenta as mais duras dores...
Maria João
Aqui vai, Poeta, com o abraço de sempre!
Chá improvisado.
ResponderEliminarTambém eu estou meia "improvisada", Poeta... tive uma maratona de hospital que só agora me permite vir ao Chá....
Eliminar“Insignificantes”
ResponderEliminarTudo não se vai acabar
Como fermento a crescer
O futuro poderá continuar
Assim que o presente morrer
Insignificância não determina
Mas torna-se preponderante
Perante o passado que mina
Ao querer tornar-se gigante
Grãos de areia no deserto
Gotículas em grande mar
Não nos façamos rogados
Ao ver o futuro assim perto
Nunca por nunca abdicar
Sempre sempre determinados.
Insignificâncias
EliminarSempre a vida finca o pé,
Teima, batalha e persiste
Em manter-se viva até
Ao momento em que desiste...
Se na vida tenho fé
Desde que entendo que existe,
Sou, do tanto qu`ela é,
Um nada de punho em riste,
Mas, também, da espécie inteira,
Representante fugaz
Que tenta, à sua maneira,
Dar o melhor que em si traz
Dando, em rebeldia ordeira,
Tanto - ou mais... - do que é capaz...
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre e os meus votos de um bom fim de semana!
Chá em Marte.
ResponderEliminarVou tentar chegar a Marte, Poeta!
EliminarMentir ( Verbo triste)
ResponderEliminarMentir é a coisa errada sem amor,
Em vil pancada, grito intenso e obsceno...
Ó mau palor da tua pura dor!...
No agravo horrível, feio e nada ameno.
Mentir é o lado impuro com horror,
Constata o mal amargo e o teu veneno
Que dás assim no gole ao grande ardor?!
Perdeste o peito amante e até sereno.
Que nunca chores, musa amada e impura!
Esquece a culpa feia e má que enleias,
Paixão perdida, caso e briga dura.
Tu sentes mui traída, injusta e imunda...
Serás mandada embora às coisas feias,
Na perda extrema, intensa e bem profunda.
Autor: Lucas Munhoz - (10/08/2015)
Grata por mais este poema, Lucas.
EliminarUma boa semana para si.